Tem momentos que eu sei que não devo fazer determinadas coisas que gostaria de fazer e outros momentos que deveria fazer coisas que eu gostaria de fazer, mas não faço. O que fazer, então?
O corpo parece ter vontade própria e declara guerra ao cérebro, que por sua vez, mostra-se incapaz de impedir determinadas ações inconscientes e inconseqüentes da parte física de minha vida. Já disse certa vez, William Shakespeare: "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." Já o escritor Paulo Coelho declara com autoridade: "São as dúvidas que nos fazem crescer, porque nos obrigam a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta." Qual das declarações deve orientar os meus caminhos aqui na terra? Ô dúvida cruel...!
Devo comprar um chuveiro elétrico para me livrar do frio na hora do banho e ter uma conta de energia mais “quente” no fim do mês? Devo comprar uma TV LCD ou fazer a feira nos próximos três meses? Devo comer uma pizza bem gostosa de napolitano e continuar engordando? Devo tentar baixar aqueles filmes que marcaram minha infância e correr o risco de ser infectado por algum vírus malicioso? Devo sair de carro com minha família para passear ou deixá-lo na garagem sendo conservado para uma venda futura? Fazer o quê diante de tantas escolhas a que sou submetido diariamente?
O que acontece é que o ser humano normalmente depara-se com incertezas sobre certos atos que sendo ou não tomados trarão alguma conseqüência. O medo e a passividade diante dessa encruzilhada sempre serão considerados prejudiciais, mas até que ponto a reflexão mais ponderada pode ser negativa? Essa é somente mais uma dúvida, que devidamente elucidada norteará nossos passos rumo a solução dos nossos grandes ou pequenos problemas.
"Se a dúvida está te desafiando e você não agir, as dúvidas crescerão. Desafie as dúvidas com ação e você crescerá. Dúvida e ação são incompatíveis." já dizia o pensador canadense John Kanary. Se mesmo após a leitura desse texto continuarmos com dúvidas (o que não duvido: acontecerá!) devemos ao menos ter a certeza de que pensando duas vezes antes de agir (não agindo duas vezes antes de pensar!) e se soubermos tirar proveito dessa companheira inseparável, a dúvida, estaremos menos suscetíveis ao arrependimento no futuro quanto as atitudes tomadas...
...Será?