domingo, 31 de dezembro de 2017

NOVO DE NOVO

    
       O que seria das pessoas se não fossem as novas oportunidades? Ter a chance de recomeçar, de tentar mais uma vez e de buscar o que não foi alcançado é um privilégio que não deve ser desperdiçado, sobretudo pelo fato de não sabermos quando será a última oportunidade, a  derradeira chance ou a tentativa final. E existem momentos que são emblemáticos para isso: Finais de ano, aniversários, natais, etc. Essas novas oportunidades nos levam a pensar, repensar e a reconstruir velhos sonhos que não deram certo no passado, mas que agora, por meio de uma energia sobrenatural, vinda não sei de onde, parece propício a dar certo.
     Sonho com o dia em que não precisaremos mais recomeçar, não veremos mais projetos destruídos, objetivos desfeitos, ou pranto sobre o leite derramado... As decepções, as derrotas e os fracassos, todos, todos mesmo, totalmente eliminados do nosso vocabulário. Metas de curto ou médio prazo substituídos por realizações perfeitas no presente, sem prazo determinado. Um presente cujo caráter de solidez e de consistência nos empreendimentos serão sua marca maior. Utopia? Não diria. O que precisamos é fazer os investimentos certos, seguirmos pelo caminho do bem, desenvolvermos um caráter honesto e altruísta e acima de tudo, estarmos conectados nas coisas que vem de cima. Só assim garantiremos um futuro em que todo o dia, o dia todo teremos renovadas conquistas. Eis a oportunidade da nossa vida e que nos é dada agora, nesse início de novo ciclo: Andar mais pertinho de quem é atemporal... Deus! Desejo a todos mais Deus nesse ano novo!

FELIZ 2018!
  

sábado, 30 de dezembro de 2017

FAZER DIFERENTE


Neste novo ano pretendo fazer diferente...

Bagunçar mais minha vida tão arrumadinha;
Desafinar com mais intensidade enquanto canto no banheiro;
Comer o incomível, beber o imbebível;
Gritar mais com as pessoas;
Ser menos cuidadoso com o que é inflamável;
Fazer sexo uma vez por semana apenas;
Tocar um novo instrumento em público, ainda que não saiba uma nota sequer;
Quebrar um aparelho caro;
Assistir a um filme com a intenção exclusiva de chorar e elogiá-lo ao final;
Escrever errado gramaticalmente em uma postagem de escola; 
Xingar esquerdistas e elogiar direitistas;
Sublinhar várias passagens de um livro novo sem régua;
Dançar na chuva, mesmo que não esteja chovendo, nem tocando música;
Sorrir em um funeral e chorar em um aniversário;
Falar sozinho no meio da rua e rir dos olhares de estranhamento;
Engordar pelo menos mais 5 quilos.

Assim terei um ano novo diferente de todos os demais, menos convencional e mais ridículo, entretanto, precisarei de amigos que façam o mesmo comigo. Quem se habilita a me acompanhar? 








sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

QUANDO ALGUÉM CHORA

       

         Experimenta chorar ao lado de uma criança pequena. Eu arrisco dizer que não vai rolar:

"Tá chorando sem motivo, quer um motivo de verdade pra chorar?" 
"Nem doeu, pare de drama." 
"Não precisa chorar!" 
"Chorona/chorão, chora por tudo." 
"Você não tem mais idade pra chorar!" 
"Você já é um rapaz/mocinha!" 
"Fica tão feio/feia chorando!" 

       Muito provavelmente ela vai te olhar com um rostinho preocupado e tentar te acalentar de algum jeito. Pode ser que ofereça um brinquedo, um abraço ou qualquer outra forma de carinho. Esse julgamento do sentimento do outro é ensinado, geração após geração, sem que nos questionemos as consequências dessas palavras. Não, você não tem que atender a todos os desejos de uma criança, mas menosprezar o seu sentir certamente não é a outra única opção. Somos naturalmente compassivos. Esse dedo apontado é aprendido. Fomos tantas vezes desrespeitados em nossa infância, desconsiderados em nosso sentir, que desaprendemos a acolher. 
    Pela nossa saúde emocional, mental e física, aproveite a criança mais próxima pra relembrar como agir quando alguém chora. Quebre esse ciclo. Oferte um abraço, um ombro amigo. Substitua o "cale a boca" por um "eu sinto muito!". E se a sua ferida aberta for tão grande que lhe impede de acolher - e todos temos essas feridas, afinal - é chegada a hora de cuidar dela, em vez de causar feridas nos outros. Se esforce para reconhecer quando a sua criança silenciada quer vir a tona pra silenciar. 
    Eu sonho com o dia em que essas frases desaparecerão do nosso vocabulário. Seu filho/filha não merece ouvi-las. Você não mereceu ouvi-las. Ninguém merece. 

Por: Elisama Santos

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

É PROIBIDO


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Por: Pablo Neruda

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O LUGAR


Eu quero uma casa no campo...

Um lugar em que possa ouvir meus pensamentos e dialogar com eles.

Quero um lar onde as paredes caiadas de branco remetam a reflexão, pureza e  recomeço. Uma casa em que por uma das três janelinhas da sala eu possa avistar todo dia o nascer do sol.

Um lugar que tenha um lindo jardim em que eu possa sentir o aroma do campo em flor, sem interferência dos odores típicos da cidade grande.

Um ambiente em que eu possa fugir da mistura de diesel e turbulência, da gasolina e da correria, que perturbam não só os sentidos, mas a alma, principalmente. 

Penso em colher as frutas no pé e saboreá-las no frescor do orvalho, à sombra dos galhos frondosos de uma árvore, enquanto observo o trabalho paciente e ininterrupto das formiguinhas, levando comida para sua casa... 

Ouvir ao longe os gritos eufóricos das crianças pulando no açude, sem medo da felicidade, correr e jogar-me lá também, com roupa e tudo! A risada dos pequenos com minha atitude, seria  música aos meus ouvidos.

No fim da tarde, na varanda, deitado em uma rede de pano humilde, ouvir uma canção suave, vinda de um radinho de pilha modesto. 

Calçar minha sandálias de dedo, pegar minha lanterninha e andar pelas rodagens vizinhas, vendo as famílias ao redor das fogueiras conversando, contando piadas e se amando ao anoitecer, sem temer assaltos ou abordagens indevidas... 

Tomar um xarope natural pra conter minha coriza vespertina e deitar-me em uma cama fofinha, ler um faroeste de bolso à luz de velas e terminar o romantismo de um dia pacato e leve, enrolando-me em um lençol totalmente bordado por minha vozinha querida, e, por fim, sonhar... 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

TAMANHO É DOCUMENTO


_ Doutor, preciso de sua ajuda...
_ Pode dizer, amigo.
_ É que fico um pouco constrangido com a situação...
_ Alguma coisa a ver com a ereção?
_ Não!!! De forma alguma! Muito pelo contrário!
_ Ah, tá. Ejaculação precoce?
_ Não, doutor! É o tamanho...
_ Ah...Entendi. Mas isso tem sido um problema para o senhor?
_ Sim, sim...
_Mas, olhe só, já ouviu aquela famosa frase: "Tamanho não é documento"?
_ Sim, muitas vezes, mas na prática não é assim que funciona não...
_ Escuta bem. Existem várias histórias sobre o assunto. Na maioria das vezes o problema de achar que um pênis pequeno pode prejudicar a relação é conversa. Um pênis muito grande pode gerar lesões e deixar sequelas que podem produzir problemas futuros nas mulheres. Pra você ter ideia, pesquisas mostram que no mundo todo o tamanho médio de um pênis ereto é de 13,12 centímetros, com algumas variações. Assim, um pênis considerado grande tem mais de 17 cm ereto. O poder de ereção de um pequeno é maior que o de um grande e isso faz a diferença pra elas! Portanto, você não tem com que se preocupar! Seu pênis é menor que 9,16 cm?
_ Não, doutor...
_ Ótimo! Tire isso de sua cabeça, então! O bem estar da vida a dois depende do carinho, da excitação e do grau de envolvimento do casal e não do tamanho pênis. Na verdade é o pênis grande que causa mais problemas e separa mais os casais, não o pequeno, fique em paz... Opa! Por que você está chorando?
_ Doutor... Eu disse ao senhor... Alguma vez... Que era pequeno?

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SEM SENTIDOS


_ Tá muito escuro aqui! Como posso te ver?
_ Não pode. A ideia é essa, né?
_ Não, não! Esperei tanto por esse momento... Queria muito ver teu rosto, deliciar-me em cada centímetro do teu corpo...
_ Mas você pode fazê-lo! Vamos brincar de usar a "visão tátil"?
_ Vamos sim! Deve ser divertido!
_ Me dá tua mão... Sente?
_ É verdade... Pelo que estou entendendo, meus dedos dizem que você é maravilhosa!
_ Os dedos não mentem!

_ Nossa! Que protuberância! Rsrsr!
_ Toda sua, meu amor...
_ Eu preciso te abraçar!
_ Pode vir!
_ Nossa! Como você está me querendo! Seu corpo clama por mim! Posso sentir não mais com os dedos, mas com as minhas mãos!
_ Se eu sussurrar no seu ouvido tudo o que sempre quis fazer com você, mas tinha medo de falar, você se surpreenderia!
_ Pois fale! Seu pai não é mais uma barreira entre nós!
_ Tuohgljbnkjhgneorihglkdsnmcskdlfhogmnklxçaz!
_ Puxa, quanto desejo!
_ Os ouvidos não mentem!

_ Posso... Te pedir algo realmente indecente?
_ É claro! Hoje você pode tudo!
_ Você queria sentir meu sabor? Põe a boca aqui...
_ Agora!
_ Ohhhhhhhh!
_ Você é muito saborosa!
_ O paladar não mente!

_ Não aguento mais! Vem, vem, me possua, meu amor! A noite é nossa!
_ Mas está tão escuro...
_ Vem cá, esquece isso e me beija! A noite é uma criança...
_Como você é cheirosa, meu amor!
_ O nariz não mente! Chega mais...

NO OUTRO DIA

_ Uáh... Que noite maravilhosa! Nada podia ser mais perfeito que isso. Um casamento fantástico, uma cerimônia histórica e uma noite de intensa voluptuosidade! Amor, vamos comer alguma coisa? Amor? Você ainda está dormindo? 
_ Sim... Sim...
_Cansadinha, né? Rsrsrs! A noite foi pesadinha! Tira esse lençol do rostinho e me deixa te beijar!
_ Tudo bem... É o jeito...
_ Aiiiiii!!!!!!! O que é isso! Você não é Raquel! É Lia!!!!
_Sim, meu amor! Em minha família, casa-se primeiro a mais velha, você não sabia disso?
_ Nãooooo!!!!! Você é... Você é... Horrorosa! Mal posso acreditar no que meus olhos estão vendo!!!
_ Os olhos não mentem...

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

DOIS CORAÇÕES



É muito bom quando entendemos que nossa pequenez pode se agigantar quando encontramos a pessoa certa pra compor conosco a música que nos guiará por toda vida no caminho da felicidade... Essa canção fala exatamente disso. 
Linda!

DOIS CORAÇÕES Eu era apenas eu Nada demais Chorava enquanto meu coração escondido Ia seguindo os teus sinais Você era você Tão especial Me olhava igual sorriso de criança Esperando o presente de natal Vi que era amor Quando te achei em mim E me perdi em você Somos verso e poesia Outono e ventania Praia e carioca Somos pão e padaria Piano e melodia Filme e pipoca De dois corações um só se fez Um que vale mais que dois ou três

(Gabi Melim / Diogo Melim / Rodrigo Melim)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

DE UMA SENZALA A OUTRA



Ao Brasil, a gente negra
Foi trazida traficada;
Como se não fosse gente,
Foi aqui escravizada.
Obrigada a trabalhar
Para o branco desfrutar
Da riqueza produzida...
Subjugada ao senhor,
No chicote do feitor
Sua honra foi ferida.

Trabalhou de sol a sol;
Doeu, sofreu e sangrou...
Da formosura das jovens
O senhor branco abusou!
Algum fugiu para o mato,
Com o Capitão do Mato
Colado em seu calcanhar...
Subiu o monte e a serra,
Foi habitar uma terra
Difícil de se alcançar!

Mato a dentro e serra acima,
Foi o caminho da vez!
Nas brenhas impenetráveis
Foi que Palmares se fez!
Na liberdade escondida
Negro ganhou nova vida
Que não teve longa sorte...
O Brasil branco, de novo,
Chicoteia o negro povo
Levou o quilombo à morte!

Enquanto isto, na senzala,
Quem ficou se inquietava;
Entre dor e sofrimento,
Algum já se revoltava...
Um batuque, uma dancinha,
Treinada sempre à noitinha,
Entoada ao berimbau...
Ginga virou capoeira
E a gente negra guerreira
Fez dela arma fatal.

Depois de luta e mais luta,
Vendo que o clamor não cala,
O Brasil num “ato nobre”
Abre as portas da senzala...
Estando os negros libertos,
Foram os portões abertos,
Mas... e a nobreza do ato?
Sem emprego e profissão,
Ou tem nova escravidão,
Ou envereda pra o mato!

Assim um novo contexto
Foi ao negro apresentado:
Sem ter nenhuma opção,
Foi esquecido e negado...
Excluído da cidade,
Numa falsa liberdade,
Nova senzala o prendeu...
Novas formas de Palmares
Chegaram a novos lugares,
Como a Serra do Abreu!

No lombo de todo um povo
A ferida tracejada,
Que dói no corpo e na alma
Em cicatriz mal sarada...
Sangrando em todo um Brasil
Que jamais lhe consentiu
“O penhor dessa igualdade”...
O tronco mudou de nome,
Se fez abandono, fome...
Exclusão, desigualdade!

Nos novos tempos de agora,
Nosso povo misturado
Já não é negro, nem índio;
Nem só o branco isolado.
Somos mistura sem raça,
Ainda sob a fumaça
Do fogo do preconceito,
Que ainda insiste em queimar,
Demorando a se apagar,
Atiçando nosso peito!

Eu me pergunto até quando
O nosso Brasil formado
Por gente de toda cor,
“Tudo junto e Misturado”,
Alimentará a dor
De eleger pela cor
Merecedores de apreço...
Enquanto o país se cala
Reconstruindo a senzala
E o negro pagando o preço!

Por: Valdí Medeiros de Oliveira
Poema alusivo à questão da gente negra no Brasil.
Classificado em 2° lugar (entre mais de duzentos concorrentes) no Prêmio Literário de Poesia "Demócrito Humberto da Fonseca Júnior" – 2015, concurso realizado pelo Museu do Homem, em Cuité-PB.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A ESTACA


_ Doutor, minha situação é muito difícil... Não sei mais o que fazer!
_ Conte-me tudo, minha filha. Estou aqui para ouvi-la.
_ É o meu marido, doutor. Não tem condição! Ele me trata muito mal! Não bate em mim, eu sei, mas me ridiculariza na frente dos amigos dele me chamando de gorda, de feia e de burra!
_ Hum...
_ Outro dia, no meu aniversário, disse no momento que antecedia os "parabéns" que eu não parecia ter a idade que tinha. Disse que parecia ter mais! Todos riram de mim! Até minhas amigas! Aliás, com elas já não quis mais contato nenhum porque desconfiava que estavam dando em cima dele. Depois descobri que na realidade ele já tinha ficado com metade delas, mesmo depois do nosso casamento...
_ Hum...
_ Nos fins de semana, mesmo o filho chorando aos pés do pai pra que ele o leve pra passear, não tem jeito. O pai só pensa nele mesmo. Ficamos sozinhos boa parte do tempo e, às vezes, quando vamos reclamar, ele solta todo o seu repertório de palavrões! É muito triste minha situação...
_ Hum...
_ Nada que eu faça lhe agrada. Até a comida que preparo com tanto carinho ele despreza e fica dizendo que a sua mãe faz melhor, que até no barzinho ele se alimenta melhor! Já pensou? 
_ Hum...
_ Tem mais: Quem troca as lâmpadas lá de casa sou eu. Quem pinta a casa sou eu e se aparecer uma barata ou um rato por lá, quem tem que matar sou eu! Fico revoltada sempre que isso acontece!
_ Hum...
_ Ele é um sujeito extremamente amarrado! Não compra o que gosto, não investe na educação do filho, não coloca internet lá em casa pra não gastar, não compra roupas novas pra família, nem mesmo no natal!
_ Hum...
_ O último gesto de romantismo dele foi quando me deu um presente muito caro no final do ano passado. Muito pouco pra quem ganha tão bem quanto ele... Embora tenha adorado ganhar um forno microondas, detestei seu comentário. Achei um pouco machista: "Agora quero ver você oferecer comida fria pra mim!" 
_ Hum...
_ Doutor, por favor, me diga... O que é que eu faço?
_ Olha... Você já deve ter ouvido a história do elefante, que com sua imensa força chamava a atenção de todos no circo em que era o artista principal. Mas o que chamava mais a atenção era o fato de o animal ser acorrentado a uma simples estaca durante o dia e não fugir, afinal, tinha força suficiente pra isso. Pois bem. Não fosse o fato dele ter sido criado desde o primeiro dia de vida acorrentado a uma estaca - que provavelmente tentou se livrar muitas vezes quando filhote - e ele não viveria em um circo. Quantos anos faz que você é casada?
_ 15 anos...
_ Reflita então. O que é mais difícil pra você: desgarrar-se da estaca que te prende ou não assumir que ela é o seu motivo pra viver?

domingo, 12 de novembro de 2017

NEGOCIAÇÃO



PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.

FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.


PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...


FILHO - Bem, neste caso, eu aceito. Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.


PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!


BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!


PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...


BILL GATES - Neste caso, tudo bem. Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.


PAI - Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.


PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.


PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.


PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!


Moral da estória: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A PESQUISA

       
 
         Era um casal que servia de modelo de fidelidade e amor para todos os que os observavam. O marido tinha uma conduta social absolutamente inquestionável. A esposa primava pelos bons costumes que herdara da família.       Certo dia, munida de uma desconfiança típica das mulheres que não possuem motivos para tal, decidiu ratificar sua certeza da lealdade do marido analisando o histórico de navegação, no computador pessoal dele. Foi terrível. Descobertas absolutamente desconcertantes mudaram sua forma de ver o mundo. Aliás, destruiu o mundo que construíra anos antes, quando disse o primeiro sim para o início do namoro, mais um sim pra primeira noite de prazer e de perda da inocência com ele. Depois veio o sim do altar... Nesse momento, o que mais lhe chamava a atenção era o fato de não se recordar de "nãos" oferecidos ao amor de sua vida! 
       Encontrou em sua sorrateira "bisbilhotice por uma boa causa" - como de maneira constante repetia mentalmente - visitas em sites que ensinavam como se separar da esposa sem passar pelo litígio, de quanto seria a pensão alimentícia em caso de divórcio, guarda compartilhada, alienação parental, etc. 
         Chorou. Chorou muito. Passou a noite toda tendo pesadelos, mas o maior deles estava por vir na manhã seguinte, quando percebeu que não estava sonhando. Era verdade tudo o que tinha visto naquele PC...
         O marido saiu pra trabalhar como de costume, deu um beijo nas crianças e na mulher, que friamente não o retribuiu. Embora parecesse estranha aquela situação, o homem decidiu não questionar, afinal, a frieza e a irritabilidade sempre foram características peculiares de sua esposa em determinados dias do mês e a melhor atitude sempre foi guardar uma certa distância, mais um dos segredos da longevidade do casal! 
        Após alguns dias, quando já não mais podia esconder sua amargura, a mulher tomou coragem e decidiu pôr fim ao relacionamento antes dele, para não ficar o estigma de "rejeitada". Anunciou após o jantar o desejo de separar-se do marido, ao som de "So young" do The Corrs. Ele aparentava não acreditar que aquilo pudesse estar acontecendo. Questionou exaustivamente o motivo de tal atitude, mas foi em vão. 
       Quando estava na casa da mãe para dormir depois de tantos anos, escutou o conselho matriarcal que tanto norteou seus passos, mas que trazia na frase um tanto quanto clichê, uma convicção descontextualizada, segundo o rapaz:
_ Você devia ter dado mais atenção a sua mulher! Se você tivesse sido mais atencioso, isso não teria acontecido! 
_ Como assim, mãe? Eu sempre fiz tudo por ela! Na realidade até agora eu não sei o que aconteceu!
_ Acredito que ela só pediu o divórcio por culpa sua! _ A mãe não se conteve_ Não é de hoje que ela reclama que você passa muito tempo na frente do computador! Tem hora que parece que você ama mais o seu blog do que  ela, na minha opinião! 
_Será mesmo, mãe?" _ Passou a refletir serenamente. 
      Realmente tinha sentido o que a mãe dizia. Mãe sempre tem razão! Na última noite feliz naquele lar, ele estava exatamente "alimentando" o seu blog. Escrevia, a pedido de um amigo, um texto cujo tema coincidentemente era "Separação conjugal" 
    Coitado! Havia Pesquisado tanto sobre o assunto, que esquecera de beijá-la naquela noite...

domingo, 29 de outubro de 2017

POR QUE LER?

        

        É muito importante a leitura em nossos dias.

    Nesses tempos em que a manipulação midiática reverbera alienações múltiplas; a retórica dos conservadores nos coloca em caminhos nada intelectuais; a dialética infame dos falsos moralistas emudece a sinceridade e a boa vontade do povo; e a eloquência dos corruptos governantes ao tentarem nos provar a suposta honestidade de seus atos, a boa e saudável leitura pode contribuir para o fim de muitas das inquietações que nos afligem atualmente.
     Nossa situação diante das crises que precisamos enfrentar não é fácil. Primeiro porque a nação brasileira está cada vez mais distante do mundo da leitura. Os conhecimentos valiosos que poderiam vir por meio dela ficam perdidas no tempo e no espaço. Resultado: Povo pobre intelectualmente, desconhecedor de sua história, sem conhecimento do que está além do senso comum, despolitizado e sem perspectiva de um futuro melhor.
     É fácil pensarmos que isso podia ser resolvido se os professores se empenhassem mais em estimular os alunos a visitarem a biblioteca da escola. Mas como isso repercutiria em formação de novos leitores, quando muitas vezes os próprios professores não gostam de ler? Quantos visitam a biblioteca da escola? Quantos continuam a produzir saber científico após concluírem um curso universitário? Quantos continuam participando de congressos e seminários após a sua formação inicial?
         É bom atentarmos para o fato de que não existe possibilidade de um povo desenvolver espírito crítico diante das diversas situações vivenciadas, sem o respeito aos conhecimentos expressos pelas tintas de um livro. Os signos, simbologias, ideais, culturas e pensamentos sobre o mundo real, imaginado e idealizado percebidos através da leitura, têm o poder empírico de desencadear debates e críticas. E isso traz sentido pra muita coisa que antes não entendíamos como singulares para nossa formação como cidadãos pensantes. 
        O que fazer, portanto, diante desse sombrio panorama de raros leitores no Brasil? 
  • A família tem o dever de investir na criança, apresentando a beleza natural e sublime da leitura ainda em seu engatinhar pelo mundo da razão (A boa  e velha leitura antes de dormir faz uma diferença substancial nesse processo); 
  • A escola deve promover durante todo o ano mais eventos e projetos relacionados à leitura e associada à realidade de vida dos estudantes;
  • A sociedade civil precisa fazer mais campanhas e criar situações de leitura nos seus mais diversos níveis. Sempre com objetivos claros e honestos;
  • Os movimentos sociais devem lutar para garantir que nossos governantes criem mais oportunidades de leitura e desburocratizem as políticas públicas voltadas para esse fim;
  • As igrejas precisam reconhecer que a leitura de material dito "secular" também são salutares no desenvolvimento de uma personalidade intelectualmente favorecida, afinal, podemos não SER do mundo, mas ESTAMOS no mundo. A alienação advém muitas vezes da falta de conhecimento cultural, social e moral, ao mesmo tempo em que é desestabilizada pela convicção do que se quer pra o hoje e pra o amanhã. Na terra e  no céu.
       Se ao menos você tiver lido até o fim esse texto, o primeiro passo terá sido dado, tendo em vista que no mundo real ou virtual, todo texto grande é evitado, não apenas pela desculpa do tempo cronológico ser escasso, mas porque nos falta a cultura do saber por meio do ler. 
     Da leitura de um gibi à leitura da Bíblia, tudo é válido. Até mesmo criticar esse texto, após sua leitura! Independente do resultado final, seu fim social terá sido alcançado!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

COMO?


Como posso dormir e não sonhar contigo?
Como posso sonhar sem teu amor?

Como desfrutar do paraíso,
Sem sentir tua pele tocando a minha?

Como conseguirei acalentar minha libido voraz,
Sem a tua entrega irrestrita?

Como cultivar a esperança de te ter eternamente,
Sem a certeza da imortalidade?

Como posso segurar tua mão, 
e não te erguer nos momentos de dor?

Como ouvir tua voz e não sorrir?
Como não haver compadecimento no vislumbre de tua lágrima?

Como te ver e não te querer?
Como ser quem sou, sem o teu ser em mim?

domingo, 22 de outubro de 2017

SOBRE O BULLYING





     Bullying não é brincadeira. Bullying não é mimimi.

     A tortura psicológica não encontra pausa, com troças infinitas pelos contatos no WhatsApp. O estudante esculhambado não vê para onde fugir, pois a sua página no Facebook também é invadida por comentários ofensivos e insinuações violentas.

    Quem diz que bullying sempre existiu e que a preocupação com apelidos é uma frescura não acompanha a trolagem nas redes sociais.

     Bullying é saúde mental, é saúde pública. Ao cuidar dele, preventivamente, em campanhas nas escolas, estaremos economizando lá adiante com internações e medicação nos hospitais.

   Bullying não é exagero, não é drama, não é piada inofensiva, não é implicância natural.

    Quantos adolescentes, sem saída para a angústia, em vez de revidar os ataques, cometem suicídio? E nunca ficamos sabendo. São engolidos pela solidão, levando consigo os segredos malditos e perversos da convivência.

    O adolescente é uma bomba-relógio porque sente a vida com o dobro de intensidade dos adultos. Ele ama e odeia ao mesmo tempo, está permanentemente à flor da pele, caminhando do tudo para o nada, do nada para o tudo. Alterna extremos de alegria e de raiva em pouquíssimos minutos.

     O corpo está mudando, a voz está mudando, ele não reconhece mais a si e depende da aprovação externa de seus amigos para assumir a identidade. Se não é aceito nos grupos sociais, se não é aprovado, ele se convencerá de que é um monstro, entenderá que crescer é uma metamorfose do mal.

    Ele também não tem nenhuma reserva emocional: perdeu a proteção e a segurança da infância. Não caminha mais de mãos dadas com os pais, não recebe colo, não cura as discussões com abraços, não se desculpa com beijo. Não acontecerá o contato da pele para reaver os vínculos. É somente cobrado sem os prêmios do afeto e do conforto de quando era pequeno. No fundo, encontra-se sozinho pela primeira vez no mundo. Pretende se mostrar independente, porém é carente e sedento de reconhecimento.

     O adolescente é órfão de suas perguntas e aflições. Tranca o quarto e chaveia o coração.

    Ele merece um cuidado especial. Não se abrirá com facilidade. Não comunicará o seu sofrimento. O costume é engolir o pedido de socorro. Talvez tente emplacar uma conversa séria uma única vez, mas, se fracassar, não voltará a tocar no assunto. Mergulhará de novo para a educação fingida e respostas monossilábicas.

    O adolescente não dá segunda chance para a confissão. Ou os pais e educadores permanecem atentos aos sinais ou ele irá explodir secretamente contra si ou contra todos.

     A recuperação exige a confiança rarefeita do desabafo. Porque a dor, quando guardada, aumenta. Já a dor, quando partilhada, diminui - quem consegue falar descobre que a sua dor não é exclusiva e que muitos sofrem parecido.

    Bullying destrói personalidades fortes, desmancha temperamentos firmes. Sua maior maldade é transformar a ferida em alegria, as privações em palhaçadas. As risadas machucam. Apanha-se de risadas. Pessoas se divertem às custas do constrangimento de alguém. De sinônimo do bem, a gargalhada é convertida em veneno.

     O que nos resta a fazer é mudar o nosso entendimento de coragem. Coragem não é sofrer sozinho, é pedir ajuda.




Por: 
Fabrício Carpinejar

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ONDE ELA ESTÁ?


Por onde anda sua criança?



Sozinha numa beira de estrada?

Abandonada em algum vagão do trem da vida?

Amordaçada pelas intempéries, nos caminhos que você escolheu?

Solta, leve e livre para fazer as escolhas por você?

Pintando algum novo quadro pra embelezar seu estradar?

Cantando uma canção infantil com reflexões adultas?

Dançando na "cara" da tristeza?

Saltando alto no pula-pula dos desafios da maturidade?

Segurando sua mão na escuridão da noite, competindo pra ver quem está com mais medo?

Tendo sempre esperança, mesmo quando só escuta xingamentos e descrédito?

Preparada para assumir o controle de tudo quando Jesus voltar?


Onde ela está agora?

sábado, 2 de setembro de 2017

O PESCOÇO


O que fazer com o pescoço feminino?

·         Dar um beijinho de amor;
·         Passar as mãos com firmeza e sensibilidade;
·         Fazer um carinho com o nariz;
·         Deixar “tatuagens” em momentos de êxtase;
·         Roçar os lábios enquanto os pelinhos se erguem em frenesi;
·         Soprar de leve só para ver o sorrisinho no canto da boca aparecer;
·         Cantarolar “musiquinhas” bem ao pé do ouvido;
·         Afastar os cabelos com os dedos antes de beijar sua boca;
·         Massagear com doçura e delicadeza...


Mas tudo, tudo, tudo mesmo, com o consentimento dela!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A CONSTRUÇÃO



       Símbolo maior do amor estampado em cada sorriso e em cada decisão baseada em valores morais e éticos, a família deve planar e pousar nos recônditos das ações socialmente aceitáveis. No lar em que esses princípios norteiam os passos dos pais, mora uma criança capaz de expressar carinho e sensibilidade diante dos membros em cujas veias pulsa forte o mesmo sangue. Os adultos desta casa mostram maturidade quando desenvolvem laços perenes de simpatia com a honestidade e com os bons costumes, explícitos nas ações infantes dos menores. O exemplo ofertado por meio de atitudes coerentes com as teorias expostas no dia a dia é o fundamento que torna a base familiar bem alicerçada. Por vezes teimamos em querer definir a beleza da construção familiar pelo belo telhado que possa ostentar, mas o grande segredo da longevidade da construção sempre em curso está na sapata... As mazelas enfrentadas pela sociedade atual figuram na mídia diariamente graças ao trabalho mau feito de certos “construtores da vida”, gerando assim, paliativos de todo o tipo, muitas vezes instituídos pelos governantes como sendo a mola mestra que ajustará o compasso da vida do povo. Entretanto, o âmago da questão reside na gênese da sociedade: A família em seu estado mais tenro.

Lares são desfeitos todos os dias, exatamente pelo fato de seguirem o efeito dominó dos maus exemplos e da falta de perspectiva dos malsucedidos, muitas vezes não conseguindo um convívio pacífico quando ainda são dois, sem soma nem multiplicação, mas com divisão. Quando nasce o filho, nasce também a incerteza sobre como cuidar dele para que seja no futuro um cidadão de bem. É importante salientar que não existem manuais para o desenvolvimento de uma família feliz. Não existe sucesso na empreitada baseado em livros, revistas ou no que diz a internet. O que deu certo para um, pode não dar certo para o outro. Oferecer tudo em termos materiais para o filho pode ser tão nocivo quanto não oferecer nada. Os tapas da vida certamente serão mais agressivos que o cinto dos pais; os nãos do mundo serão ainda mais hostis que os nãos dos adultos para a sua prole; o carinho, a sensibilidade e o amor são os caminhos mais curtos para se obter êxito na elaboração de um futuro melhor, mais consciente e com mais gente na escola que nos presídios.


Não adianta confiar em políticos ou em ideias forjadas por blogs, redes sociais ou whatsapp. O ideal mesmo para se chegar ao sucesso em família é observar o trabalho dos construtores civis e fazer igual na vida familiar. O cimento não faz nada sem a água e a areia. O tijolo será apenas um banco improvisado se não estiver unido aos outros elementos que compõem a parede bem estruturada de uma casa. Infelizmente estamos misturando a pedra dos castigos e das surras com a água da libertinagem e da falta de compromisso da educação dos pequenos, mas... e o cimento das orientações sólidas do bom caráter e do altruísmo, onde está? Não existe prosperidade em casas construídas sobre a areia. O alicerce e os materiais certos para cada momento da construção farão da família um grande e imponente prédio de virtudes. Não ache complexo demais pensar a respeito da família bem estruturada dessa forma. Reflita sempre com carinho nesse edifício... É fácil!

sábado, 26 de agosto de 2017

DESPERTAR

De repente acordei e pensei: “Vou pegar meu disco preferido e colocar no som pra ouvir umas músicas...” E aí temi não estar com a agulha muito em ordem, ou o disco estar com arranhões profundos. Pensei melhor e optei pela boa fita k7, essa não me deixaria na mão. Mas... E se a borrachinha estivesse muito gasta? Certamente não seria possível escutar nada com qualidade, sem contar o risco de ver meu gravador “engolindo” a fita... Refleti um pouco mais e decidi assistir a um filme no meu videocassete novíssimo! Quatro cabeças de pura tecnologia! Mas essa hora da manhã a locadora ainda não estaria aberta e as fitas que eu possuo talvez não estejam muito limpas. Não seria interessante sujar o cabeçote do meu aparelho com o mofo das fitas VHS. Raciocinei mais um pouquinho e lembrei que tinha guardado um chocolate surpresa da Coleção Dinossauros, presente da namorada, embaixo de minha coleção de cartões telefônicos pra meus irmãos não pegarem, mas lembrei que havia comido de madrugada, enquanto assistia Cine Privê. Só restava, pra alegrar minha manhã, ler um pouco de Tex, comendo farinha com açúcar, enquanto esperava meus amigos para jogarmos “PacMan” no vídeo game novo que meu pai instalara essa semana. Corri pro banheiro pra lavar o rosto e com as mãos em concha, ainda pingando após a primeira lavada, percebi algo estranho no espelho. Era uma silhueta diferente da que havia visto no mesmo espelho na noite anterior! Era o reflexo de um homem, com rugas salientes, alguns cabelos brancos e pelo menos 20 quilos a mais no corpo delgado... O que acontecera? Olhei para os lados e não vi mais os azulejos que era acostumado a ver nas intermináveis horas que passava dentro do banheiro todo o dia. Olhei pra cima e no lugar das lâmpadas incandescentes, vi luzes de um brilho mais intenso. Saí do banheiro e ouvi no vizinho músicas estranhas, de um gosto absolutamente duvidoso, nada a ver com “Ordinary World”, “Forever Young”, “Sound of Silence” ou tantas outras que estou acostumado a ouvir. Entendi tudo nessa hora... Fui dormir menino e acordei homem!

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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