segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

RENOVAÇÃO


O que faz você sentir-se jovem?

A volta aos estudos?
Um emprego novo?
Uma namoradinha nova?
Uma moto barulhenta e de grande porte?
Um som de altíssimos decibéis no seu carro rebaixado?
Ideias originais?
Um corpo malhado, cheio de piercings e tatuagens?
O uso de gírias integradas com a juventude atual?
Um corte de cabelo diferente?
Roupas "transadas" e rasgadas?
Um círculo de amigos de pouca idade?
Organizar e participar de trotes universitários?
Participar de festas com músicas do tipo "Malandramente" e "Que tiro foi esse"?

Criticar a postura dos mais velhos, chamando-os de "ultrapassados"?
Jogar videogame até altas horas, conversando com um amigo virtual e dizendo palavrões online?
Experimentar todo o tipo de relação, no chamado "amor livre"?
Discordar da temática da música "Como nossos pais", de Elis?
Querer participar de torcidas organizadas de times de futebol?
Rejeitar a religião porque ela inibe a liberdade?
Começar a discutir com seus pais por coisas triviais?

Ser jovem é ter necessidades e interesses peculiares à idade. É ter comportamentos, visões de mundo e valores sociais singulares. É acreditar que o mundo mudou em comparação com o dos seus pais. É, a partir das novas descobertas e das novas pesquisas, adquirir novos olhares sobre o mundo. É aceitar o que antes não aceitava, abrir o que antes estava fechado, apagar o que antes estava escrito e tentar definir um novo papel, com uma nova identidade, dentro de uma nova perspectiva de vida, em um ambiente social renovado pelo tempo. Ser jovem é, portanto, um estado de espírito, não uma atitude para ser socialmente aceito. 

Renove-se nesse novo ano! Por você, não pelos outros. 
Renove seus pensamentos e ações porque isso te fará uma pessoa melhor do que aquela de 2018! 
Que os seus sentimentos e os do seu próximo sejam ainda mais valorizados pela sua nova postura no ano que se inicia e que a felicidade de todos ao seu redor - inclusive a sua - seja um brasão em 2019! 

"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. " (Romanos 12:2)

FELIZ RENOVAÇÃO!

domingo, 30 de dezembro de 2018

OCEANO


"Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. Somente ao entrar no oceano o medo irá desaparecer, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar- se oceano." As palavras de Khalil Gilbran reacendem os mais profundos anseios da humanidade de crescer e tornar-se parte integrante de um mundo novo e cheio de realizações com nossas digitais. O problema é que poucos entendem que para haver crescimento é preciso que entendamos o quanto temos de sublimar nossa existência, misturando-nos uns aos outros.
É preciso despojar-nos do nosso próprio eu para tonar-nos nós... É necessário ainda que todo o egocentrismo que ajudou a nos constituir como seres individuais seja transformado em ações altruístas e desprovidas de holofotes particulares. O mundo é vasto e nós somos apenas uma minúscula parte dele, embora tenhamos nossa importância em sua constituição. Fundamental no processo de transformação rio/oceano é conhecer qual o nosso lugar no mundo, para, assim, torná-lo melhor com nossa participação social. Dessa forma, o caminho que trilhamos, o que fizemos das oportunidades que tivemos, quem nos tornamos, de acordo com a educação que nos deram e sobre que valores foram fundamentados nossos passos na história da vida, independente disso tudo, um dia seremos engolidos pelo oceano da vida e seremos parte integrante dele. A questão é: Estou preparado para ser um com os outros neste oceano, ou quero continuar sendo apenas um rio, que inevitavelmente distancia-se do grotão a cada dia e que fatalmente desaguará nas correntezas dos mares da vida? 

sábado, 29 de dezembro de 2018

FLERTE


Último dia do ano e ela olhando pra mim na sala de espera pra entrar no restaurante lotado...
Senti como se eu tivesse menos idade, mais massa muscular, menos rugas, mais tanquinho que gordura, mais dinheiro no bolso, mais perfume no pescoço, mais alvura nos dentes, mais sensualidade no caminhar e finalmente decidi falar com ela.
Era uma jovem com metade da minha idade e com muita disposição em me conhecer pelos olhares. Ao entrar, perguntei se podia sentar ao seu lado na mesa. Ela consentiu. Decidi travar um "papo reto", como diz a galera jovem... Muito interessante sua conversa. Ela tinha um corpo avassalador, um português correto, uma maturidade impressionante e uns olhos penetrantes. Como podia me dar bola? Fizemos o pedido como se fôssemos um casal, rimos da escolha um do outro e paramos algumas vezes apenas para nos olharmos. Tudo perfeito!
Por debaixo da mesa belisquei minha perna para ver se estava sonhando, mas não estava!
Que presentão de fim de ano! Uma loira linda na minha frente, num restaurante conceituado, com demonstração evidente de interesse em mim... Só podia ser pegadinha! Olhei para os lados, como que procurando as câmeras, mas não as encontrei. Ela era uma mistura de Paolla Oliveira e Camila Queiroz e eu... Uma mistura de Ave Maria e cruz credo. Totalmente incompatíveis! Mas não pra ela, que sorria com aquela boca maravilhosa a cada nova piada que contava. Foi então que tudo acabou... O garçom pôs fim ao começo do que poderia ser um tórrido romance: ele trouxe a comida. Era o fim. A loiraça com quem durante trinta minutos vivi um sonho surreal comia de boca aberta... Despedi-me educadamente, deixei na mesa minha parte da comida que nem toquei, inventei uma desculpa e fui embora, deixando-a sem entender o que acabara de acontecer. Não. Comer de boca aberta é demais pra mim!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

SOBRE RECOMEÇAR


      Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir.

      É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.

     Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas.

Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

(Por: Christina Ferreira)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A ESTRELA


Ah...
A estrela
A estrela que brilhou
A estrela que brilhou no céu
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias: JESUS CRISTO!
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias
A estrela que brilhou no céu 
A estrela que brilhou 
A estrela 
Ah...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

JESUS NASCEU POBRE


Você não precisa ser cristão, não precisa acreditar em Deus, nem mesmo precisa acreditar que Jesus existiu de fato. Não importa. Inegável é que o Evangelho narra o nascimento de um bebê em situação de pobreza. Essa é a estória.

Seus primeiros dias de vida foram num estaleiro, entre o fedor e a imundice de cavalos, bois e vacas. Cena romantizada em presépios bonitinhos em igrejas e shoppings luxuosos, porque temos imensa dificuldade de aceitar a pobreza - mais ainda a do salvador do mundo.

Mesmo depois de dois milênios, a narrativa sobre Jesus continua viva porque continua sendo a verdade sobre quem é pobre. É uma metáfora perene. O pobre, nesse mundo, é sempre o culpado. Jesus foi vítima de um sistema opressor, chamado Império Romano, e morreu como culpado, pregado numa cruz. 

Até hoje, a vida do pobre é assim.

Em última análise, do meu ponto de vista, a mensagem da ressurreição é para os pobres. É uma mensagem de esperança para quem vive esmagado pelos poderes econômicos e políticos. Mas como em todo o resto, os poderosos se apropriaram dessa narrativa para recontar uma estória que favorecesse à si mesmos. Jesus, que falou contra um império e por ele foi assassinado, teve sua mensagem cooptada por outros impérios, que passaram a usa-la para oprimir ainda mais, até os dias de hoje.

O importante, contudo, é não perder de vista o sentido do nascimento de Jesus, segundo a narrativa dos Evangelhos e não segundo a narrativa da Igreja - muito menos segundo à narrativa econômica que empurra milhões de pessoas às compras.

Ainda culpamos as vítimas pelas dores do mundo. Ainda pregamos pobres na cruz, para morrerem pelas culpas que carregamos, mas não queremos admitir. 

A culpa ainda é da mulher estuprada, que usava saia e decote, e não do estuprador. 

A culpa ainda é do menor ladrão e batedor de carteiras, que rouba para usar drogas, e não da falta de oportunidades que a sociedade oferece à ele. 

A culpa ainda é da mulher que quer abortar, mesmo depois de um estupro, e não de uma sociedade que protege e privilegia homens. 

A culpa ainda é dos negros e negras, que não conseguem oportunidades acadêmicas ou no mercado de trabalho, e não dos brancos que os escravizaram por séculos. 

A culpa ainda é dos gays, que querem ser tratados como pessoas, e não de uma sociedade que pretende desumaniza-los. 

A culpa ainda é da puta, que vende sua alma para comer, e não de quem paga pelo prazer obtido na miséria. 

A culpa ainda é dos refugiados, que fogem de suas casas para lutar por suas vidas, e não dos interesses econômicos que trocam vidas humanas por barris de petróleo. 

A culpa ainda é dos índios, que querem terra para viver, e não de quem não respeita a memória histórica e a ancestralidade desse país.

A culpa ainda é de Jesus, que tinha uma mensagem libertadora, e não do Império que o matou para calar a sua boca.

Jesus era o vagabundo, o bêbado, o desocupado, o agitador, o defensor de bandido que andava com puta. Não tem jeito, antes, durante e depois de Jesus, ser pobre sempre será crime para o establishment. 

O natal é mais do que uma data, é uma memória da nossa vergonha. É um símbolo que sempre nos colocará contra a parede, nos perguntando: do lado de quem você está?

Do lado de quem você está?

Feliz natal!

(Por: Lucas Lujan)

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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