sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

APAIXONAR-SE


    “Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar”.

    Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas… Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, O mundo seria completamente diferente!

     Aprendi que um Grande Homem não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.

     Meu pai lhe dizia:

   “Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você… Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.”

    Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto. Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor. Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia… Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer. Matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente).

   Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não queira lhe dar amor.

    Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.

      Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.

   Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar.

     Não se apaixone por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção com você, corra léguas dele.

     Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades. Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais útil? Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto? Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza… a do coração? Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço? Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito. Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu CORAÇÃO sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.

     Um grande homem é o que cai e tem suficiente força para levantar-se e seguir lutando… Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito. Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar… É QUEM NO LUGAR DE LÁGRIMAS LHE ROUBOU SORRISOS… Sorrisos por tudo que viveram e conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas. Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca… Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos. Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e NADA NEM NINGUÉM NOS PODERÁ VENCER!

(Por: Arnaldo Jabor)

sábado, 7 de dezembro de 2019

APRENDER



Depois de algum tempo você aprende a diferença, 
A sutil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma, 
E você aprende que amar não é apoiar-se 
E que companhia nem sempre significa segurança, 
E começa aprender que beijos não são contratos, 
E presentes não são promessas. 

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, 
Com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança 
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, 
Porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, 
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. 

Aprende que falar pode curar dores emocionais 
Descobre que se leva anos para construir uma confiança 
E apenas segundos para destruí-la. 
E que você pode fazer coisas em um instante, 
Das quais se arrependerá pelo resto de sua vida. 

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer 
Mesmo a longa distância, 
E o que importa não é o que você tem na vida, 
Mas quem você tem na vida. 
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. 

Aprende que não temos que mudar de amigos 
Se compreendermos que os amigos mudam, 
Percebe que o seu melhor amigo e você 
Podem fazer qualquer coisa ou nada 
E terem bons momentos juntos. 

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que o ame 
Não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode 
Pois existem pessoas que nos amam 
Mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver com isso. 

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém 
Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo 
Aprende que com mesma severidade com que você julga 
Você será em algum momento condenado. 

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, 
O mundo não pára para que você o conserte, 
Aprende que tempo é algo que não pode voltar para trás, 
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, 
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. 

E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, 
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. 
E que a vida realmente tem valor, 
E que você tem valor diante da vida. 
E você finalmente aprende que nossas dúvidas são traidoras 
E nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, 
Se não fosse o medo de tentar… 

(Por: William Shakespeare)

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

REDAÇÃO




       Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo até gostou daquela situação; os dois sozinhos naquele lugar, sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente o elevador para, só com os dois lá dentro. Ótimo, pensou o substantivo. Mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e para exatamente no andar do substantivo.
       Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a aproximar-se. Ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise, quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, tomava a iniciativa. Estavam assim na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente.
        Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjetivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se, e viram que isso era preferível a uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus! Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objetos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação, e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela, e voltou ao seu tema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

(Por: Fernanda Braga da Cruz)

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


No Brasil, o lugar mais perigoso para uma mulher não são ruas ou becos escuros, mas suas próprias casas. É entre quatro paredes que acontece a maior parte dos casos de feminicídio registrados no país.

Essa infeliz realidade é comprovada por inúmeras pesquisas. Entre 2016 e 2017, 66% dos casos de morte de mulheres em São Paulo aconteceram na residência da vítima, segundo o estudo “Raio-x do Feminicídio em São Paulo“, do Ministério Público.

Os parceiros representam 36% dos autores dos ataques, e as mulheres negras são os principais alvos de todos os tipos de violência.

Especialistas alertam que a política do atual governo de ampliar as possibilidades para posse de arma de fogo por cidadãos comuns pode deixar as mulheres mais vulneráveis em casa.

As estatísticas e a decisão do governo federal geram dúvidas sobre como serão os próximos anos para as brasileiras que vivem no quinto país que mais mata mulheres do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

“De agora em diante precisaremos de atenção redobrada. Já vivemos em um lugar em que falta compromisso público para defender as mulheres de seus agressores. Com a liberação das armas, essa realidade vai aumentar”, afirma Maria da Penha.

Vítima de dupla tentativa de feminicídio, que a deixou paraplégica após levar um tiro nas costas enquanto dormia, Maria da Penha lutou na justiça por mais de 20 anos.

A Lei Maria da Penha veio em 2006 como uma “homenagem” do governo brasileiro por todo o tempo que esperou. “A mulher luta muito pela vida e o que ela quer é que o agressor a trate com consideração e que haja respeito”, completa.

Um dos argumentos usados pelos apoiadores da flexibilização da posse de armas é o de que as mulheres também vão se beneficiar com isso.

“Em breve, a mulherada do meu país andará em cima do salto e com sua arma para se defender de estupradores”, justifica a deputada federal Joice Hasselman. 

Especialistas, no entanto, discordam dessa suposição. Stephanie Morin, gerente de Gestão do Conhecimento do Instituto Sou da Paz, explica que o debate sobre a flexibilização sempre foi e continua sendo protagonizado por homens.

“Eles não perguntam nossa opinião. A maioria das mulheres vítimas de agressão doméstica são dependentes financeiramente e emocionalmente de seus parceiros. Elas não vão desembolsar 4 mil reais ao invés de colocar comida na mesa”, explica.

(Por: EXAME)

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

ASSIM É A VIDA



         Árvores caem. Celulares ficam sem bateria. Canetas perdem a tinta bem na hora da assinatura. Iogurtes esquecidos na geladeira passam do prazo de validade. Crianças gritam durante o recreio. Fones de ouvido estragam logo. Sofás desbotam se expostos ao sol.
      Folhagens murcham. Gatos afiam as unhas no tapete. Óculos entortam dentro da bolsa. Chove às vezes por quatro dias seguidos. Esmaltes descascam. Consultas médicas são desmarcadas. Abdominais custam a dar resultado. Vizinhos escutam música ruim que entra por nossas janelas.
Pontas de lápis quebram. Copos também, pratos lascam. Números não identificados ligam para nossos celulares. Motoristas de aplicativos não conhecem as ruas da cidade. Roupas velhas emboloram. Garçons erram pedidos. Vinho mancha. Botões não fecham quando a gente engorda. A gente engorda.
     A diarista adoece e falta. Carros enguiçados atrapalham o trânsito. Cachorros fedem quando não tomam banho. Chaves são perdidas. Voos atrasam. Serviço de quarto de hotel é demorado. Políticos mentem. Times empatam em 0 x 0. Horóscopos não acertam. Discursos se arrastam. Churrascos queimam se o assador se distrai.
        Violões desafinam. Amigos somem. O dólar sobe na véspera da viagem. Histórias não batem. Sites de bancos emperram. Ninguém compra o apartamento que colocamos à venda. Chatos nos alugam. Idiotas apertam em todos os andares do elevador. Motores apagam no meio do engarrafamento. Os convidados erram no presente.
        Malas extraviam. Tomates apodrecem. Testes de bafômetro dão positivo. Filhos não comem direito. Terapias demoram. Salsichas são suspeitas. Roda-se em provas de autoescola. Corretores de whatsapp nos constrangem. Infiltrações na parede se repetem. Prédios altos tapam a visão. Filmes saem de cartaz. Baratas aparecem.
         Chatices acontecem. E os resmungões nos alugam.
         Mas novidades aparecem. Coisas boas se repetem. Testes de gravidez dão positivo. O beijo é demorado. Reuniões de condomínio são desmarcadas. Pessoas interessantes ligam para nossos celulares. Tiranos caem. Pessimistas não acertam. Dá praia por quatro dias seguidos. Cachoeiras não fecham. Preconceitos somem. Recordes são quebrados. Amantes se conhecem no meio do engarrafamento. A temperatura sobe na véspera da viagem. Vizinhos escutam música boa que entra por nossas janelas. Homofóbicos saem de cartaz. Espumantes são abertos bem na hora da assinatura. Amores não acabam quando a gente engorda. A vida se renova se exposta ao sol.

(Por: Martha Medeiros)

sábado, 9 de novembro de 2019

LIBERDADE


Ninguém nasceu para estar preso ou confinado. Tanto que a falta de liberdade é uma das formas mais comuns de castigo em nossa sociedade. Ser livre parece ser um desejo de todo ser humano.

Como definir o que é liberdade? De acordo com o dicionário Houaiss, liberdade é o direito de expressar qualquer opinião, agir como quiser; independência. Ter licença ou permissão. É também a condição de não ser prisioneiro ou escravo. 

A liberdade se desdobra em diversos tipos: de pensamento, de opinião, política, religiosa, etc. Todas essas variações tentam localizar nossas possíveis experiências de autonomia e de não dependência. 

(Por: Carolina Cunha, da Novelo Comunicação) 










segunda-feira, 30 de setembro de 2019

QUE CHEIRINHO...



        Para os apaixonados, o cheiro de quem se ama pode ser mais estimulante do que o mais sofisticado dos perfumes. Isso porque o homem, assim como muitos animais, exala uma substância natural chamada feromônio, capaz de atuar no sistema límbico (estrutura cerebral responsável pelo processamento das emoções) e levar o desejo sexual às alturas.

    Com a organização social e cultural da espécie humana, acabamos selecionando outros sentidos e critérios para eleger parceiros. Mas, ainda hoje, a ciência mostra que respondemos a instintos primitivos no jogo da sedução – e o olfato é um deles, como provam diversos estudos. Um dos mais recentes foi realizado pela Universidade da Califórnia, nos EUA. Cientistas avaliaram a reação de 48 mulheres depois de inalar a androstenodiona, feromônio masculino presente no suor. Todas tiveram aumento dos batimentos cardíacos e sentiram-se sexualmente estimuladas. Outro estudo, da University College London, da Inglaterra, contou com 76 indivíduos, entre homens e mulheres. Os resultados foram classificados em função das relações sociais que os participantes experimentavam depois de usar outro feromônio. Foi observado um aumento considerável no número de relações sexuais dos participantes. “Pesquisas como essas confirmam que amor e sedução sempre foram uma questão de cheiro e pele”, diz o médico e psicólogo Jorge José Serapião, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

     Diante de evidências como essas, pesquisadores do mundo todo têm se esforçado para decifrar o caminho percorrido pelo cheiro, do nariz até o despertar do desejo. O objetivo é usar as informações obtidas na formulação de técnicas para estimular e resgatar o desejo sexual – afinal, sabe-se que a perda da libido está entre as principais causas da infelicidade humana.

As descobertas revelam um delicado mecanismo capaz de separar os tais feromônios do ar que é inalado. Do nariz, eles seguem um caminho distinto até o cérebro, onde ativam estruturas associadas ao desejo. Um detalhe importante, na verdade muito importante para a felicidade a dois, é que o feromônio é uma “estrada” de mão dupla: quem o sente fica interessado por quem o exala. Mas é fato que o atraído também passa a produzir o seu próprio feromônio. E assim fecha-se a rede de atração e prazer. O que os cientistas também constataram é que os feromônios são liberados por glândulas sudoríparas chamadas apócrinas, que se localizam junto aos pêlos dos mamilos, das axilas e da região pubiana e que se desenvolvem a partir da puberdade.

      De olho no que já se conhece, algumas empresas lançaram no mercado produtos que dizem conter feromônio sintetizado. Por aqui, esse tipo de artigo é visto com ceticismo, como diz o professor Leonardo Sá, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. “Precisamos de mais estudos para saber se são eficazes ou não.”

     Um teste de caráter informal com esses produtos, realizado pela rede americana de televisão ABC News, deu um resultado no mínimo curioso. Duas irmãs gêmeas passaram um tempo em um conhecido bar de Nova York, nos EUA. Em uma delas foi aplicado um aerossol de feromônio e na outra um spray que não continha a substância. Como terminou a noite? A mulher que tinha utilizado feromônio contou com a aproximação de 30 homens. A que não tinha usado a substância somou 11 rapazes interessados...

(Por: ISTOÉ - 14/05/08)

sábado, 28 de setembro de 2019

ELA ERA...

Ela era só uma menina...
Seus sonhos projetos e perspectivas se foram...
Suas vontades, desejos e aspirações apagaram-se...
Seus sorrisos, abraços e aconchegos extinguiram-se...
Não há mais ilusões vãs, nem brincadeiras ao amanhecer. 
Não há mais palavras de agradecimento, nem de revolta.
Não há mais caminhada até a escola ou até o parque.
Não mais lágrimas das gargalhadas dela...
Só restam lágrimas de saudade...

        Ágatha Félix, de apenas 8 anos, não está só nesse emaranhado de interrupções abruptas. Como ela, muitas outras crianças continuarão sendo vítimas da truculência, da insensibilidade e da violência de quem se julga superior e detentor do poder sobre a vida e a morte dos outros, em nome de um "bem maior". 
           Quem sabe quem esta garotinha se transformaria na vida adulta? Uma reacionária, uma ladra, uma socialista, comunista ou vereadora de esquerda? Não importa. A falta de humanidade permeia nosso povo e não é de hoje! Estamos em frenética progressão, rumo a desconstrução do que antes era regra básica da nossa sociedade: Proteger as crianças, amá-las, respeitá-las e procurar garantir um futuro melhor para as mesmas. 
           Será que violência contra as crianças começou agora? Definitivamente não. Mas poderíamos iniciar seu fim! Se nossa propaganda, investimentos e cuidados com os pequenos estivessem voltados para a educação, a história poderia ter finais felizes no futuro...

sábado, 21 de setembro de 2019

LÁ VEM ELA


Lá vem ela! 
Cheia de vontades...

Como resistir? Tá na minha essência, tá na minha sina sucumbir!

Resistir só quando não me submeto à tentação!
Seu cheiro, seu toque, seu laço, seu abraço... Envolto estou. 
Como desgarrar-me de tal provocação?

Fujo... Como um nerd em desenfreada busca pelos dados intelectuais. 
Corro... Como quem joga bola e está a um passo de dar o chute certeiro.
Suo... Como quem malha a noite inteira em uma academia.

Mas não aguento não olhar. 

E o olhar me chama. 
E o chamar me envolve. 
E o envolver me alucina. 
E a digital me governa.

Existem mistérios que nem o tempo responde. 
Ao contrário, prolonga o desejo e a inebriante volúpia! 
O que fazer?
Lá vem ela!
Cheia de vontades...

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O EMPURRÃO


   Empurraram o padre. E não teve graça. A cena foi inesperada. Mãos espalmadas no rosto traduziam o espanto da multidão. Gritos, preces. Tudo muito rápido. Instantes depois, ele assegurou estar bem e não prestaria queixa. Foi vítima da desorientação mental de uma agressora perdoada. ⠀

    Além dos meus sinceros sentimentos pelo constrangimento que ele passou, confesso que um alerta disparou minha consciência. Por eu não ser católico, importou menos? Por não ir a missas, deveria ser empático? Olha só, de batina ou terno, o respeito à religiosidade está acima da obrigação do Estado Laico - é GRANDEZA HUMANA. E a figura serena projetada em nossa mente de quem recebeu uma vocação espiritual, ultrapassa fachadas e liturgias. Demanda consideração, deferência e cortesia. ⠀

    Vivemos tempos cuja fragmentação ideológica, apimentada por partidarismos de extremos, deslustra a sacralidade do que importa. Explico: se me escandalizei na adolescência vendo um bispo evangélico chutando uma santa, não reduzirei meu incômodo ao presenciar qualquer tipo de ataque à fé do meu próximo. Inclusive, com credos bem diferentes dos meus. Se foi um padre arremessado do palco, ou se fosse o meu pastor preferido, o que caiu lá de cima é parte de todos nós - adoradores e devotos ao que cremos.

    Militemos pelo que a Bíblia agrega, e não desintegra: suportando uns aos outros (Cl.3:13) com intenso amor por todos (1Pd.4:8) sem se comportar indecentemente (1Co.13:5). Respeito é atitude antes do conceito. É colocar-se no lugar de quem procura seu lugar. Isso jamais me faz displicente, ou omisso, com o que acredito na Revelação dos princípios bíblicos. Apenas, eu me disponho fazer a alguém o que gostaria que fizessem a mim (Mt.7:12). ⠀

    Enfim, aceitar não é concordar. Nem tolerar, um ecumenismo doutrinário. Mas, a Liberdade Religiosa ultrapassa o mero arquipélago de indiferença, alcançando a solidariedade humana na prática. Pois, importar-se vai além de só aturar - é fruto do Espírito. ⠀

    Que minha fé seja palpável ao ponto de, no aconchego do meu abraço, o próximo querer ouvir o “Assim diz o Senhor”. Só, então, minhas palavras ecoarão a Palavra.

(Por: Odailson Fonseca)

segunda-feira, 1 de julho de 2019

BODAS DE TURQUESA



    "A Turquesa é uma pedra bastante conhecida por sua linda cor e comumente aparece em joias combinadas com outros elementos de valor. Muitos casais vão além e acreditam que a pedra é capaz de emanar energias de tranquilidade e 'bem estar'." 



    Hoje foi um dia de nostalgia plena... Relembrar esse momento marcante em nossas vidas não é tarefa difícil, mas extremamente prazerosa! Há 18 anos, selávamos, pelos laços do matrimônio, nosso relacionamento que já durava seis anos! Ao folhear emocionado nosso álbum, pude perceber alguns sinais de desgaste em sua capa, sinais de envelhecimento no plástico que cobre as fotos e um sutil, mas perceptível cheirinho de mofo. Nenhuma relação com o que construímos até aqui! Não há sinais de desgaste nessas quase duas décadas de história, muito menos envelhecimento no nosso caminhar, pelo contrário! Parece que estamos mais jovens, com o amor ainda desflorando e demonstrando nuances de perenidade! E quanto ao cheiro, ah... Quem se aproxima de nós percebe que nossa relação vai muito além das redes sociais. 
    O perfume que o nosso casamento exala é capaz de maravilhar os corações dos nossos amigos mais próximos, encantar os que sonham com a verdadeira felicidade num relacionamento a dois e mostrar que é possível usufruir, após tanto tempo, de uma atmosfera de harmonia e cumplicidade no lar. Enfim, é notório que "Entre ele e ela o elo é Ele"!

sábado, 29 de junho de 2019

ABRAÇO

Segundo a Wikipédia, a palavra abraço é definida como algo que acontece 

"quando duas ou mais pessoas, geralmente duas, ficam parcial ou completamente entre os braços da outra. É usado, dependendo da cultura local, como forma de demonstração de afeto de uma pessoa para outra. Através dele podemos cumprimentar ou expressar sentimentos como carinho, amor, compaixão, saudade, congratulação, terror, etc."


     Um abraço pode salvar uma vida... Em alguns casos, porém, pode demonstrar o amor e a vontade de salvar, embora seja impossível de acontecer... Óscar Alberto Martínez Ramírez e sua filha Valeria, com um ano e 11 meses de idade, mortos nas margens do Rio Bravo ao tentar cruzar a fronteira com os Estados Unidos, é uma demonstração disso. 


      O que fica do fato que chocou o mundo essa semana é o quanto o ser humano é ignorante e intolerante com o outro. O quanto na nossa prepotência nos julgamos superiores aos menos favorecidos. E a prova disso é que não damos as mãos aos que precisam. Que dirá abraçá-los?

      Não apenas o ato de dar um abraço sincero revela muito sobre quem somos ou sobre quem queremos ser. A sua ausência também revela...




sábado, 15 de junho de 2019

VAZAMENTO


_ Amor, você já soube do vazamento?
_ Não... O que houve?
_ Nosso vizinho, mesmo com tanta experiência, afinal a sua profissão é de encanador, deixou sem querer, a torneira do banheiro aberta e foi viajar, assumir um compromisso importante em outra cidade. Uma pequena e sutil abertura na torneira, mas que vai causar muito estrago se ninguém a fechar!
_ E?
_ A água está saindo pelas portas e se ninguém fizer nada vai inundar tudo!
_ Nossa! Quem podia esperar isso dele? Deixar a torneira aberta. Logo ele?! 
_ Pois é. O que faremos?
_ Não sei... Mas podemos procurar alguém que ajude nesse sentido.
_ Pobre de nosso vizinho... Passou tanto tempo limpando o apartamento, redecorando, colocando novos quadros, pintando, pra um vazamento destruir tudo...
_ Pobre? Ele não era tão experiente?
_ Sim, mas acontece, né?
_ Sei disso, mas existem coisas que são tão triviais e que não podem passar despercebidas...
_ Logo ele, tão admirado pelo seu profissionalismo e dedicação, né amor?
_ Verdade. Mas... me diz uma coisa. Como você sabia da limpeza, da pintura e dos quadros novos no apartamento dele?
_ Ah, todo mundo observava seu trabalho, amor. Até você!
_ Sim, mas não com esses detalhes... Até quadros novos você sabia que ele tinha colocado lá!
_ Particularmente nunca os vi, nem ouvi nenhuma batida de prego ou barulho de furadeira, mas ele comentava com todos que esses quadros existiam.
_ Humm...
_ Mas e sobre o vazamento, não faremos nada?
_ Nada! Que besteira! Deixa pra lá! Não quero você em contato com nada desse homem!
_Amor, você está com ciúmes?
_ Não, é que você sabe detalhes demais sobre o vazamento e não estou gostando disso!
_ Como é que é?
_ É isso mesmo! Você sabe até que o vazamento vem da torneira do banheiro, que é uma pequena e sutil abertura, que está inundando tudo...
_ O que interessa é: Vamos fazer o quê? 
_ Nada! Não vamos fazer nada! E se você continuar insistindo vou ficar com raiva de você!
_ Quer dizer que você está chateado comigo?
_ Você sabe demais! Isso não está certo! Como você descobriu?
_ Amor, da nossa janela da cozinha dá pra ver a sala dele! Tem uma porta de vidro que mostra tudo!
_ E você espiando...
_ De noite, com o silêncio da rua dá pra ouvir o barulho insistente do fio de água descendo pela torneira!
_ E você espiando...
_ Para com isso! Eu sou a culpada agora?
_ Tenho minha desconfiança!
_ Então você não vai fazer nada porque está desconfiado de mim?
_ É, pode ser... O que nós temos a ver com isso?
_ Nada, nada... Afinal, o que poderia acontecer a nós e a todos os outros moradores do prédio? É apenas um pequeno vazamento acontecendo no apartamento do nosso vizinho de cima... Aquele que mora na cobertura... Ninguém deve se molhar...

quinta-feira, 23 de maio de 2019

DESFILE


O amor requer privacidade, acolhimento, convívio, diálogo.

Coloque em dobro todas essas recomendações na hora de tratar com crianças esperando adoção. Elas são mais frágeis, já experimentaram traumas e conflitos familiares e dependem de passos firmes para fortalecer a sua estima. Não podem ser expostas ao sofrimento gratuitamente. Exigem a proteção incansável de seus cuidadores e de uma transição segura para um novo lar. 

Nada disso aconteceu em shopping de Cuiabá (MT), na terça (21/5). No evento Adoção na Passarela", crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, aptas para a adoção, atravessaram a passarela em busca de famílias candidatas. 

Não há como entender os objetivos da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e da Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso (OAB-MT). 

Desde quando crianças são escolhidas pela aparência, pelos atributos físicos? Estão oferecendo modelos para interessados? Tem que ser bonito e desfilar para ser aceito? Tem que estar arrumado e ostentar figurino de grife? 

Elas querem pais, não empresários. 

Ideias, olhares, sonhos, palavras, ternura, alma não servem para coisa alguma? É o recado que está sendo dado? 

A exposição de meninos e meninas, com cabelo produzido e maquiagem, não tem graça. O desamparo não é um concurso de miss. A dor não é uma disputa de beleza. 

Meu impulso é chorar de raiva, jamais aplaudir a iniciativa. Corresponde a maltratar uma esperança já calejada, criar expectativas para uma finalidade equivocada, priorizar a futilidade e incentivar o descarte humano. 

Exibir órfãos a um desfile é erotizar o abandono, num movimento contrário às campanhas contra o abuso e a exploração de menores. É rasgar em pedacinhos o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e transformá-lo em confetes e serpentinas. 

É promover um leilão. É organizar uma venda coletiva. Em vez de roupas e produtos, é possível oferecer lances para levar vidas indefesas para a casa. 

Como se os pequenos fossem escravos. Como se os pequenos fossem obrigados a mostrar os dentes. Como se os pequenos fossem obrigados a rebolar, dançar e girar para atrair o interesse. Como se as nossas crianças fossem absolutos objetos de consumo. 

(Por: Fabrício Carpinejar - Publicado no jornal Zero Hora, GaúchaZH, 22/5/2019)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

SONHOS


Neste dia do trabalho, momento difícil na atual conjuntura brasileira, em que a cada ano as coisas só se complicam pra o trabalhador, principalmente quando pensamos na reforma trabalhista já executada e na iminente reforma previdenciária, sem contar no corte de verbas para diversas universidades pelo país, está cada vez mais complicado ter esperança em dias melhores. Acreditar que algo será feito pelos trabalhadores, em especial os assalariados. O artista Sergio Ricciuto Conte enfatiza poeticamente que a única coisa que nos resta é sonhar...

"Sonha não ser demitido.
Sonha ser empregado com um salário melhor. 
Sonha ser empregado, com qualquer salário. 
Sonha não ter férias parceladas. 
Sonha ter férias, de qualquer forma que seja. 
Sonha que o sindicado funcione. 
Sonha que haja alguém que o defenda. 
Sonha que na hora de reclamar possa ser escutado. 
Sonha ter um ‘patrão’ mesmo que não possa nunca reclamar contra ele. 
Sonha ter aquele auxílio vale transporte, sonha que tenha transporte. 
Sonha ter sua opinião, sonha liberdade de opinar. 
Sonha trabalhar com que ama. Sonha sair da miséria. 
Sonha trabalhar. Sonha aposentar. 
A riqueza de um país não está em quem possui riquezas. 
Está em quem sonha."

segunda-feira, 29 de abril de 2019

SÉCULO XXI


Bem vindo ao século XXI.

Aqui o sexo é livre e o amor se tornou um bolso cheio de notas. 

Onde perder o celular é pior do que perder os teus valores. Onde a moda é fumar e beber, e se não fizer isso, você está obsoleto.

Onde o banheiro se tornou estúdio para fotos e a igreja, o lugar perfeito para check in.

Século XXI, onde homens e mulheres temem uma gravidez muito mais que HIV.

Onde o serviço de entrega de pizza chega mais rápido do que a ambulância. 

Onde as pessoas morrem de medo de terroristas e criminosos muito mais do que temem a Deus.

Onde as roupas decidem o valor de uma pessoa e ter dinheiro é mais importante do que ter amigos ou até mesmo família.

Século XXI, onde as crianças são capazes de desistir dos seus pais pelo seu amor virtual.

Onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso, conversando sobre o dia a dia pois estão entretidos no seu trabalho ou celular.

Onde homens e mulheres muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e seu único "compromisso" se torna posar para fotos e postar nas redes sociais jurando amor eterno. 

Onde o amor se tornou público ou uma peça de teatro.

Onde o mais popular ou o mais seguido com mais curtidas em fotos é aquele que aparenta esbanjar felicidade; aquele que posta fotos em lugares legais e badalados rodeados por "amizades vazias" com "amores incertos" e "famílias desunidas". 

Onde as pessoas se esqueceram de cuidar do espírito, da alma vazia e resolveram cuidar e cultuar os seus corpos. 

Onde vale mais uma lipoaspiração para ter o corpo desejado do "mundo artístico" do que um diploma universitário. 

Onde uma foto na academia tem muito mais curtidas do que uma foto estudando ou praticando boas ações.

Século XXI, aqui você só sobrevive se jogar com a "razão", e você é destruído se agir com o teu coração!

(Informativo Cariri)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

80


80 tiros. Quem perde a cabeça nunca acha a razão. 80! E a imagem que apavorou o país continua nos refletindo acéfalos desalmados de coração pétreo. 

Não vou aqui filosofar sobre política, muito menos falar da polarização ideológica. Só sei que todo e qualquer extremismo sempre resultará no ocaso da ética. ⠀

Na verdade, reflito sobre a fugacidade da vida - de quem atira - e de quem à tira. Até quando veremos o terror do menosprezo ao que vale? Ou cauterizaremos nossos olhos blindados de insensibilidade? Por que tantos Cains modernos matando o próximo só pra não fazer um exame de consciência? ⠀

Tremo em ver a putrefação moral dos dias mórbidos que nos cercam. Mateus 24:12 ressurge da minha memória: o amor de muitos esfriará. E se um equívoco já foi trágico, como definir os 80 equívocos? Olho para o Céu e clamo pela impaciência divina. Que Ele diga “basta” logo! Pois eu ainda acredito que tudo isso são “só primeiras coisas” (Ap.21:4). ⠀

Posso ser um ingênuo idealista a despeito da brutalidade demoníaca? Aqui vai: ⠀
Ore pelos homens poderosos que se acham no poder de Deus. ⠀
Não pague o ódio com ódio do ódio. ⠀
Defenda o que é certo sem esperar que lhe defendam. ⠀
Confie na promessa ainda que reste só você. ⠀
Comece a revolução do bem no seu próprio metro quadrado. ⠀
Morra pra não matar - como Jesus. ⠀
Aguente mais um pouco antes que você se torne como eles. ⠀
Deixe Deus ser Deus, pois Ele será mesmo que você não deixe. ⠀
Sobre sozinho, mesmo. Mas, ame. ⠀
Finalmente, anteveja o Céu. Que o desespero desta cena incomode sua zona de conforto espiritual. “Muito pode a oração do justo” (Tg.5:16). E interceda por todos os que ficam - nós, os vivos - fazendo da fé seu mais extraordinário poder militante. ⠀
Só então seremos sal da terra. Jamais pólvora. 

domingo, 31 de março de 2019

64

Um ano triste para o Brasil. Um golpe aconteceu...



O golpe de 31 de março de 64 foi para evitar a “ameaça comunista” tanto quanto a eleição de Bolsonaro foi para evitar a “mamadeira de piroca”. 

O golpe foi conduzido por interesses econômicos internacionais e nacionais que queriam tornar o Brasil em um país definitivamente alinhado à 2ª divisão internacional do trabalho, isto é, um país que se abrisse ao processo de transferência da produção industrial dos países centrais para os países periféricos, e com isso, todas as suas contradições que permitiriam a edificação do Estado de bem-estar social do primeiro mundo. 

O governo deposto de João Goulart tinha o propósito de aprofundar uma linha desenvolvimentista com justiça social, impondo a taxação da emissão de lucros para o exterior das empresas internacionais, propondo uma reforma agrária que garantiria além da manutenção dos camponeses em suas terras, nossa soberania alimentar (afinal, o latifúndio não produz para o mercado interno, mas para o mercado externo - e não necessariamente gêneros alimentícios) entre outras medidas que teriam a aprovação de qualquer keynesiano. 

Não houve apoio popular hegemônico ao golpe, muito pelo contrário. Com a exceção das eleições de 70 (que a esquerda boicotou) todas as demais tiveram vitórias do MDB, que representava na época as forças democráticas. 

A ditadura militar cumpriu com a missão de colocar o Brasil sob controle das potências centrais. Abriu o país para as multinacionais, ocasionou um êxodo rural gigantesco (para garantir o excedente de mão de obra nos grandes centros urbanos e industriais), arrochou salários e criou uma dívida externa impagável que iria explodir no colo do primeiro governo civil (Sarney) em 1986. 

O Brasil, antes de 64 era um país com pobreza; os militares entregaram em 85 um país com miseráveis. O problema da inflação só seria solucionado em 1994 no governo FHC, isto é, quase 10 anos depois do fim da ditadura - mas com uma solução monetarista, sem pensar em um desenvolvimento interno que resultaria em um fortalecimento real da nossa economia. 

O problema da miséria só seria solucionado em 2005 com Lula, quando finalmente o país saiu do mapa da fome, isto é, 20 anos depois da ditadura. Para além disso, o Brasil cresceu com solidez ao longo do período petista, ganhando selo de país seguro para investimento e alavancando nossas indústrias, nossas empreiteiras, o agronegócio e diversificando os nossos parceiros econômicos, guiando o país a se tornar um país soberano e livre da dependência econômica dos EUA e da Europa. 

O golpe de 2016 foi para frear esse processo e em 2018 - com amplo apoio da mídia e de setores econômicos e da sociedade civil que prosperaram ao longo do período petista, foi eleito Bolsonaro o presidente do Brasil (um político sem qualquer capilaridade no congresso, sem nenhuma experiência administrativa e com fortes indícios de demência). 

Em breve teremos 100 dias de seu governo e nenhuma ação governamental foi feita para sanar os problemas do país. Apenas foram criados tumultos (via redes sociais) para o prazer de seus apoiadores mais radicais. Em tempo recorde sua popularidade esvaziou e hoje está em 34%. 

Seus principais ministros não possuem a mínima condição de conduzir suas respectivas pastas. Seus filhos e o próprio Bolsonaro possuem elos com milicianos, assassinos e esquemas de corrupção eleitorais e administrativas. A sua reforma da Previdência é uma tragédia para o povo, caso seja aprovada. A Bolsa de Valores está inchada porque possui uma expectativa de que nossas principais riquezas entrarão, em breve, em liquidação. 

Pois é esse governo - com certeza o pior governo já estabelecido no país desde a vinda da Família Real para o Brasil em 1808 - que quer falsificar a História e dizer que não tivemos ditadura entre 1964 e 1985 e que 64 não foi um golpe. Com igual estupidez afirma que o nazifascismo foi um movimento de esquerda... 

sábado, 30 de março de 2019

SOBRE VALORES


Se a convivência harmoniosa com o diferente fosse pregado e posto em prática pelas famílias, teríamos mais RESPEITO, menos preconceito;

Se os valores que formam uma sociedade pacífica e benevolente fossem efetivamente ensinados em casa, teríamos mais COMPAIXÃO, menos agressões;

Se as autoridades investissem mais em educação e dessem prioridade ao estudo, teríamos mais INTELECTUALIDADE, menos terrorismo;

Se a classe política trabalhasse sempre com a verdade, ao invés de com fake news, teríamos uma sociedade com mais INFORMAÇÃO, menos alienação;

Se as pessoas procurassem fazer o bem na prática, não apenas na teoria, teríamos um povo com mais GENTILEZA, menos falta de educação; 

Se as crianças fossem ensinadas desde cedo por parentes e amigos a serem honestas, teríamos uma população adulta com mais SINCERIDADE, menos falsidade;

Se a disciplina e o altruísmo fossem melhor trabalhados nos diversos órgãos sociais, teríamos pessoas com mais DISPOSIÇÃO em fazer o bem, não o mal;

Se fosse ensinada desde cedo a importância do humor e do sorriso, teríamos mais gente com ALEGRIA, menos pranto;

Se trabalhássemos todos, tendo como base o princípio cristão do amor ao próximo, independente de quem o próximo fosse, teríamos mais MISERICÓRDIA, menos ódio;

Se a poesia permeasse o seio das famílias brasileiras, recebendo o estímulo que lhe é devido, teríamos mais AMOR, menos violência.  



sexta-feira, 29 de março de 2019

SOBRE SONHAR

Sonhamos com o quê nessa vida?

Paz, amor, sexo, dinheiro?
Alegria, sorrisos, emoções, afetos?
Amizades, filhos, guloseimas, paixões secretas?
Casas, carros, roupas novas, celulares modernos?
Piscinas, hotéis, iates, praias?
Boa música, bons filmes, bons jogos, boas escolas?
Livros empolgantes, shows beneficentes, espetáculos teatrais?

Tudo é perdido quando não há planejamento estratégico e análise profunda das razões pelas quais estamos lutando por alguma coisa. Não passa de poeira ao vento quando refletimos e constatamos que nossos sonhos estão fragmentados pelo fato de nossas prioridades serem fúteis, quando comparamos com o que verdadeiramente deveria importar mais para nós e para nossa felicidade. 

Estamos fazendo os outros felizes? Estamos ensinando valores capazes de qualificar e dignificar a sociedade com a qual estamos intimamente envolvidos? Estamos fazendo por merecer todas as conquistas acima mencionadas, ou estamos de braços cruzados esperando que o acaso decida nosso destino?

Ação, foco e fé. Sem esses três elementos, o vazio que nos destrói continuará aumentando a cada dia, e no final só restarão desejos não realizados, sonhos frustrados e amargura plena...


quarta-feira, 27 de março de 2019

ENCONTROS FELIZES

VÁ  AOS ENCONTROS FELIZES!

-Pode ser complicado, difícil e caro. 
Vá!
-Pode ser uma viagem longa.
Vá!
-Tem festa de 85 anos da tia?
Vá!
-Aniversário do filho do amigo? 
Vá!
-Encontro de 20 anos da formatura? 
Vá!
-Amigo secreto?
-casamento do primo?
Vá!

Pegue o carro, 
o ônibus, 
o avião... 
pegue uma  carona!
  ... Vá!

Fica no hotel,
na tia, 
na pensão! 
... Vá! 

Parcela a passagem! 
Dê um jeito, mas
... Vá!

SABE POR QUÊ?
    *Porque nos encontros tristes você irá.
    *Quando alguém morre todos vão. 
    *Por protocolo, por obrigação ou por dor, você irá.

"As pessoas vão.
 Se esforçam pra ir
 aos enterros"...

    *Pedem folga. 
    *Cancelam a reunião.
    *Transferem as entregas...

        "E todos se reunem e se abraçam e choram juntos". 
        "E é bonito isso." 
        "E é bom que seja assim!"

 Mas é bom que seja assim também nos momentos felizes!

 É bom estarmos junto nas comemorações,
 nas conquistas,
 nas festas que brindam a vida!

-Dando risada. 
-Relembrando histórias.
-Deixando-nos levar pela alegria despretensiosa dos momentos bons!

Assim, vamos juntando as peças na melhor coleção que a vida tem a oferecer: 


DOS
ENCONTROS 
FELIZES!”

(Autor desconhecido)

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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