quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

NOVAMENTE NOVO


Um novo tempo, 
Uma nova vida,
Um novo sonho, 
Uma nova oportunidade.

Novos erros,
Novos acertos,
Novas conquistas,
Novas discórdias.

Novas amizades,
Novos amores,
Novos beijos,
Novos tapas.

O que nos espera no novo ano?
Não importa. 
O importante é chegarmos lá de cabeça erguida!
Conscientes de que a maturidade que o ano antigo nos deixou 
nos capacita a fazermos o melhor. 
Para todos nós!

FELIZ NOVO ANO!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A FORMIGA E O MUNDO CORPORATIVO



    Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
     O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
      A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
     O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
    A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
    Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
     O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
    O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
    A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
   A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: "há muita gente nesta empresa".
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
      A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
     
Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

INIMIGO MEU?

   
   Assistindo novamente a obra "Inimigo meu", filme americano de ficção científica lançado mundialmente há 30 anos, em 20 de dezembro de 1985, pude refletir sobre como somos preconceituosos com quem pensa diferente de nós.

    A guerra estava deflagrada entre humanos e dracs no fim do século XXI e em meio a esse conflito cósmico, após a queda das duas naves dos protagonistas do filme, os dois são obrigados a viverem juntos em um planeta inóspito e repleto de perigos naturais, onde aprendem a língua um do outro, a cultura, costumes e crenças das duas raças.

    É no instante em que nasce um bebê draquiano, sem nenhum conhecimento do antagonismo existente entre os dois povos que a reflexão nos leva a um caminho sem volta: Por que não investir nas crianças para erradicarmos o preconceito e a discriminação? Por que não levá-las a vivenciarem aspectos, culturas e costumes típicos dos que são diferentes de nós?

   Minha filha mais velha certa vez viu uma mulher com deficiência e se compadeceu dela, soltou a mão da mãe e indo ao encontro daquela senhora disse uma frase que nunca mais foi esquecida por ela: "A senhora é tão bonita!"

    Assim deviam ser nossas relações com o diferente: Ver beleza e graça naquilo que é oposto a nós pelo simples fato de que somamos mais do que subtraímos com esse contato imediato de primeiríssimo grau.  

sábado, 26 de dezembro de 2015

O MENINO


E, lá se foi o menino, foi embora, foi tristinho,
Pensativo, foi sozinho, ninguém O acompanhou.
Havia ali muita festa, muita euforia, muito riso,
Muitas vozes, pouco siso, e, dEle, ninguém falou.

Houve troca de presentes, e a noite já ia alta,
No entanto, ninguém deu por falta quando o menino saiu.
E, lá se foi o menino, saiu a pé, de mansinho,
Como dizem, de fininho, queria ficar, mas, partiu.

Uma criança da festa sentiu que faltava alguém,
Correu ao portão, porém, ninguém mais estava lá.
Mas, bem no final da rua, ele viu um animalzinho,
Um pequeno cordeirinho, se afastando devagar.

Lembrou da história que ouvira, sobre o Cordeiro de Deus,
Que tinha vindo dos Céus pra salvar a humanidade.
Será que Ele estava mesmo naquela festa ruidosa,
Cheia de gente formosa, esbanjando felicidade?

A criança, então, ficou triste, queria ter visto o menino,
Brincar com Ele bastante, com Ele pular e correr.
Quem sabe, no próximo ano, Ele virá novamente,
Tudo poderá ser diferente, haverá amor, bem-querer.

(Por:
Mário Jorge Lima)

sábado, 19 de dezembro de 2015

DESPEDIDA

      

 
        Por vezes pensamos que o pior da despedida é a falta que a outra pessoa vai fazer quando partir desta vida. Não poder mais ouvir a voz, sentir o cheiro, abraçar ou beijar. Pensamos que o pior de tudo será a saudade, a vontade de querer compartilhar sonhos, viver a realidade dos acontecimentos planejados ou não, os conselhos não dados, os desejos e projetos que não mais se realizarão.
      Na verdade, existe algo pior que a ausência, pior que o silêncio de quem se ama, pior que a saudade ou o não compartilhar de sonhos...
      O fato de não ter a oportunidade de despedir-se...

sábado, 12 de dezembro de 2015

SEMÁFORO


Apressado, dirigindo meu carro, com mil e uma coisas pra fazer e inúmeras decisões a tomar, de repente dou uma rápida olhada na hora e percebo que tenho apenas 6 minutos para percorrer um trajeto que duraria em média 23 minutos. Pior: Percebo ao olhar pra frente que o sinal estava no fim do amarelo e que o vermelho chegaria em questão de segundos. Tento acelerar, mas, enfim, o sinal avermelha e sou obrigado a parar o carro contra a minha vontade.
Chama-me a atenção, surpreendentemente, uma criança atravessando o sinal em um ritmo totalmente diferente do meu. Estava sozinha, sem preocupação com o tempo. Seus passos lentos, andar inocente, sandálias simples, cabelos longos e bem tratados eram abrilhantados por um belo sorriso no rosto. Uma cena linda de se ver! Havia uma sintonia em nossos olhares que se cruzavam naquele sinal e que certamente em outros dias jamais pensaria existir. Parecia uma eternidade o tempo em que o sinal passou no vermelho. Pude ver seus livros embaixo do braço e algumas crianças que a esperavam do outro lado da rua, no fim da faixa de pedestre.

As motos gritavam de desespero pela pressa, os carros ao meu lado vociferavam palavrões pela demora do sinal, enquanto o motor do meu já não fazia mais barulho, a relatividade do tempo apresentada na prática diante dos meus olhos  me dava a certeza de que aquele momento de pausa podia me fazer perder um certo tempo para chegar ao meu destino, mas a imagem dos passos sem pressa daquela criança, contrastando com a velocidade do meu tempo, me ensinaram a importante lição de que não basta apenas viver bastante, mas ter qualidade nessa vida. Portanto, não existe perda de tempo quando se para para refletir e sossegar a cabeça e o coração. Pelo contrário, existe reposição de energia para seguir em frente. Daí a importância dos semáforos em nossa vida.  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MIRAGEM MODERNA



Dois homens perdidos no deserto da vida, exaustos de tanto caminhar na contramão da sociedade, com os pés feridos e marginalizados, os passos fracos impostos pelos líderes políticos, o suor escorrendo pelo rosto a ponto de não enxergarem direito o caminho pra se livrarem da hipocrisia dos religiosos e falsos moralistas e a mente começando a sofrer alucinações típicas dos efeitos do sol de preconceitos ao qual estavam sendo submetidos, subitamente deliram em uníssono:
_Oh, o que vejo? Será um açude? Estou com tanta sede! Vou correndo ao seu encontro!
_Não, querido amigo, isso que você está vendo não passa de uma piscininha pra criança da high society! Não é lugar pra gente como nós!
_Não importa! O calor é tão grande que eu me jogo dentro da piscininha infantil e espero alguém me tirar de lá!
_E você vai beber dessa água?
_É claro! Veja como ela está límpida e convidativa!
_Pois é isso mesmo! Se estivesse esverdeada, parecendo mais um lamaçal, talvez nos deixassem entrar!
_Meu amigo, com o calor que estou sentindo e com essa sede infernal que me consome, acho que não vou resistir...
_Espera! Você não está vendo ao lado uma sorveteria? Vamos, deve ter coisa boa lá!
_Deve sim, mas nós não temos dinheiro!
_Pode ser que eles estejam distribuindo gratuitamente sorvetes e água mineral, afinal, nesse solzão...
_E aquele “cinco e noventa e nove” bem grande na entrada do estabelecimento, o que será?
_Verdade, não tinha visto. O suor está cegando meus olhos... Aquele valor nos separa automaticamente dos mauricinhos que estão entrando lá!
_Mas, olha, se nos esforçarmos um pouco mais poderemos nos refrescar no ar condicionado daquele cinema, por trás da sorveteria e ainda aproveitar pra assistir “Star Wars – O despertar da força”!
_É mesmo! Ah... Não vai dar não...
_Por que não?
_Olha o tamanho da fila! Está virando o quarteirão!
_Nossa! É verdade! E mesmo, está todo mundo usando roupas alusivas ao filme. Não dá pra gente!
_Que tal se nós entrássemos naquela loja de roupas à esquerda da piscininha infantil?
_A gente vai comprar roupas?
_Não, só pra relaxarmos em uma daquelas confortáveis e luxuosas poltronas, na temperatura geladinha do ar condicionado...
_Ah, que pena... Não vai dar, olha só o traje das pessoas que estão lá dentro e das que estão entrando. Maltrapilhos como estamos, aquele segurança nunca nos deixaria entrar!  
_E naquele barzinho? Teríamos além de algo pra beber, boa música e...
_Tem muitos bêbados lá! Só arrumaríamos confusão!
_E aquele banco de praça?
_Muitos pombos sobrevoando o local. Ficaríamos mais sujos ainda!
_Além das doenças, né?
_Pois é... E aquele guarda não iria querer que manchássemos a imagem bela desse jardim de caminhada e passeios familiares com nossas esquálidas condições...
_Sabe de uma coisa? Acho que mesmo com sede, moribundos, sujos e com roupas rasgadas, nós temos nosso valor e não precisamos nos submeter a nenhum tipo de humilhação. É melhor seguirmos caminho e esperar novas miragens mais compatíveis com nossa realidade social, você não acha?
_Isso! Afinal, é melhor morrer dignamente, do que cedermos às chantagens do capitalismo moderno!
_Se essa é nossa sina, sigamos nosso caminho!

O problema não consiste necessariamente em andar à margem,

Consiste em não ter a oportunidade de fazer essa escolha. 

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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