Se existe alguém que ainda não entendeu a Medida Provisória do governo Temer para o ensino médio, vou explicar: O diretor do hospital (ministro da educação) chega em um dos leitos (escola) e encontra um paciente muito doente (ensino médio). Ele analisa o paciente e descobre que os órgãos (disciplinas) estão dispostos no mesmo corpo (currículo). Pra tentar salvar a vida do paciente ele pede ajuda a alguém com conhecimento profundo e experiencia na área médica, um ator pornô (Alexandre Frota). Como estímulo para os médicos (professores), o diretor do hospital promete cortar 45% dos gastos com a formação de futuros médicos (universidades federais), prevê instabilidade para a profissão (adiando concursos por dois anos) e corta a entrada de medicamentos importantes para a cura da doença (Programa Nacional de combate ao Analfabetismo, Ciência sem fronteiras, Pronatec, etc...)
Embora seja do conhecimento de todos que o paciente tenha apresentado problemas graves em órgãos vitais como coração, pulmão, fígado e rins , esse mesmo diretor anuncia o "enxugamento" das especialidades médicas, demitindo cardiologistas, nefrologistas, hepatologistas e pneumologistas (Filósofos, Sociólogos, professores de Artes e de Educação Física), deixando a cargo de apenas um médico a responsabilidade por cinco especialidades para as quais ele não obteve formação necessária e abrindo espaço para que qualquer "profissional de notório saber" assuma essa função. Para que ninguém descubra a intenção assassina do diretor do hospital (Ministro da educação) e do dono do Hospital (Presidente da República), eles colocam no lugar dos remédios (educação de qualidade) cianeto e arsênico, encobrindo os seus nomes com os rótulos (currículo flexível e período integral).
Para que acabe tudo bem, eles oferecem ao paciente (aluno) a dignidade de escolher como vai morrer, se jogado no corredor (futura educação brasileira) ou pela eutanásia (formação técnica).
Espero ter ajudado com a explicação, afinal, sempre HÁ O QUE TEMERRRR...
(Por: Iviana Lima, Psicopedagoga, professora há 23 anos e pós graduanda em Desenvolvimento Humano e Educação Escolar)



