sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

   Este é o primeiro fim de ano do nosso Blog. Gostaria de deixar minhas congratulações a todos os que nos acompanham desde março, refletindo, concordando, discordando, mas acima de tudo, desenvolvendo um espírito crítico sobre as coisas corriqueiras da vida e apaixonando-se cada vez mais por ela. Que tenhamos todos um 2012 instigante, desafiador, porém não impossível de domar, que coloquemos o novo ano para ser acalentado em nossos braços, a fim de que nossos mais sublimes sonhos se realizem envoltos em ternura e em cumplicidade. 
QUE REALIZEMOS JUNTOS 366 SONHOS EM 2012!

A LISTA


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

DESEJO


   Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa. Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
   Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconsequentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar, E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
   Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
   Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
  Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
   Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
  Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustificados e infelizes, e que estão à sua volta.
   Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.
   Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
   Desejo outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
    Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
   Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
   E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.

Victor Hugo 


   

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

GRATIDÃO

Vale a pena não apenas nos fins de ano, como é de costume da ampla maioria, mas em todos os dias da nossa vida pensar um pouco acerca da gratidão.


Gratidão é o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou algum benefício, um auxílio, um favor etc. A gratidão envolve um sentimento de dívida para com outra pessoa que é frequentemente acompanhado por um desejo de agradecê-la. Quando temos um coração grato não dependemos de circunstâncias para agradecer.
Se quisermos ser gratos, devemos procurar observar nos pequenos detalhes que existe algo especial em tudo o que nos é ofertado pelo Criador. Seja a Igreja, a escola, a universidade, o emprego, a pessoa com a qual nos casamos, a casa em que moramos, a família que temos, enfim, em cada coisa que o Senhor nos tem dado.
Já dizia Machado de Assis, um dos maiores escritores que este país já teve e pelo qual devemos expressar a nossa mais sincera gratidão pelo belíssimo legado literário a nós deixado, que “A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz!”
No limiar de um novo ano é de praxe refletir sobre os erros do passado, e sobre os planos para o futuro. Que tal acrescentar a gratidão nos planejamentos e esquecer a ingratidão dos tempos de outrora?
Não se pode esquecer nunca que Deus é a fonte de todas as coisas maravilhosas que recebemos e que quando fazemos bom uso delas, há multiplicação e há prosperidade em todas as coisas.
O inverso também pode ocorrer, infelizmente. Quando não há espírito de gratidão, há criticas, martírio, sofrimento e sensação de vazio por causa das condições atuais e se vive uma vida de lamentações. A tendência nesse caso é que continuemos no marasmo ao qual nós mesmos nos inserimos.
Será que nós somos gratos a Deus independente das circunstâncias? Pense, neste momento, em alguns motivos pelos quais deve agradecer mais ao Senhor. Pense também em como poderá retribuir a Deus por tudo que Ele tem feito. Em quais pontos você poderia melhorar para se tornar mais grato. Façamos de 2012 um ano diferente, com mais reconhecimento das coisas boas que os outros nos fazem e procuremos amar mais aquilo que nos é ofertado de graça todos os dias: O dom da vida. Como? Comece agradecendo...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

NOTA

Olá, amigos e amigas. Desculpem a ausência de textos nestes últimos meses, não foi por falta de inspiração, mas por falta de tempo mesmo. O trabalho está me consumindo todas as horas dos seis dias da semana (no sábado eu não trabalho), mas prometo voltar a escrever em breve, com toda a educação, ênfase a práticas cotidianas que podem melhorar relacionamentos, reflexões quanto a assuntos corriqueiros ou considerados banais com os quais vocês estão acostumados a ler aqui no nosso blog. 
A nota de pesar é o falecimento da minha colega de curso, a profª Rejane Lima, que na tentativa de ter mais qualidade de vida, morreu no Hospital Pedro I, após  complicações em uma cirurgia plástica.
Meus pêsames a família enlutada...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Minha Intimidade: CARTA DELE



Como responder a tão belas palavras? A resposta é simples: com atitude.
Nas relações, na espiritualidade, nas emoções, nas conquistas, nos bens materiais e imateriais, na diminuição das "pressões" e no amor em família...
Como diria meu amigo Drummond, " A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca..."
Desculpe quando sou humano e não consigo obter o status de campeão, vencedor, primeiro lugar, aprovado! Às vezes me esqueço de que eu não sou apenas um, mas três e, portanto, preciso realizar os sonhos, anseios e desejos dos meus três eus. 
Os próximos anos de nossas vidas pode ter certeza que serão os melhores. Vou fazer de tudo para que isso aconteça e que você esteja bem viva pra usufruir tudo de bom que ainda nos aguarda essa vida!
Como já lhe disse, não gosto muito de pensar em situações que poderiam ter se transformado em tragédias. Já me bastam os momentos passados que me fazem ficar triste, não preciso antecipar tristezas, mas viver alegrias.
Quanto ao nosso amor, bem, esse sentimento não pode ser expresso em palavras, nem em epístolas, nem em conversas no celular, nem em e-mails. Mas em ATITUDES.  
Enfim, obrigado pela fonte, pelas cores, pelos parágrafos, pelas reticências, pela poesia nas palavras diretas, indiretas, pelos subentendidos, e finalmente pela distância cada vez maior dos pontos finais. Você é a sinfonia silenciosa e o sussurro gritante mais politicamente incorreto que me aconteceu, por isso mesmo...
AMO-TE!

Braulio Maciel Silva 
(Seu esposo, amigo, companheiro, amante, eterno admirador e imitador!)

31/08/2011



Minha Intimidade: CARTA DELA



Meu amor,


Resolvi recorrer à tecnologia para me aproximar mais de você, já que ultimamente tem passado mais tempo com a sua caixa de emails do que comigo. ( Não que isso seja uma reclamação, apenas uma constatação).


Em primeiro lugar quero te parabenizar por todos os projetos que tem realizado. São tantos acontecimentos e eventos extraordinários que fica até difícil citar, mas tenho certeza que em cada um deles você deu o máximo de si, seja na igreja, na família, no trabalho, na escola, ou puro lazer, a sua dedicação é intensa, e você é perfeito em tudo o que faz.


Quero me desculpar por tantas cobranças. Sei que quando está longe de nós, mesmo que bem perto, está lutando a cada segundo pelo nosso conforto e segurança. Você é um marido e um pai excepcional, que tem nos dado muitas alegrias e inúmeros motivos para sorrir.


Talvez não consiga entender, mas um dos motivos que me faz querer acelerar "o seu tempo e a sua metodologia", é o fato de te achar inteligente, perspicaz, habilidoso, competente e capaz de realizar sonhos bem mais altos, de alcançar "metas " bem mais audaciosas. Sei que não se importa em ficar por trás dos bastidores, pelo contrário, esse é apenas mais um dos seus prazeres, mas quero que me veja como uma professora (algo bem difícil de se imaginar), que sabe do potencial grandioso que seu aluno possui, e tem pressa em vê-lo no topo, naquilo que existe de melhor, muito embora, dependendo da hora, do lugar e da pessoa que o profira, esse "melhor" poderá mudar bastante de significado.


A persistência também é uma de suas carcterísticas marcantes, por isso eu te peço que seja paciente comigo (ainda mais??? sim!!!) e tente compreender essa minha urgência de querer que tudo aconteça o mais rápido possível. Pois pra mim, é como se a vida fosse curta demais e talvez eu não tenha tanto tempo para realizar todas as coisas que gostaria. Principalmente depois que passo por esses pequenos sustos ( acidente de carro, doença, acidente de moto), fico imaginando ... E se minha vida tivesse seu fim naquele instante? Não posso dizer que não aproveitei a vida, pois como bem diz Rubem Alves "Plantei árvores, tive filhos, escrevi livros, tenho muitos amigos, e sobretudo, gosto de brincar. Que mais posso desejar? Se eu pudesse viver minha vida novamente, eu a viveria como a vivi porque estou feliz onde estou." Mas então olho para o horizonte, vejo o céu, as estrelas, a lua ...e começo a lembrar quanta coisa ainda tenho por fazer: estudar, ensinar, aprender, chorar (de preferência de alegria), sorrir, dar muitas gargalhadas, conhecer lindas praias, ler livros fantásticos, ter mais filhos, rs, ofertar flores, receber flores, admirar pores-do-sol, me deliciar com as cores e a simplicidade das gérberas, ir a muitas festas, fazer novos amigos, cultivar os antigos... Te amar e fazer muito, mas muito AMOR!


Sei que ainda temos muito por viver, e lindos sonhos para realizar, mas prometo que irei tentar diminuir o meu rítmo, e essa louca ansiedade que mora em mim, pois não posso exigir de você que construa e concretize os seus projetos baseado no "meu tempo e nas minhas metodologias". Continuo achando a vida muito curta, mas quero viver todas as delícias que ela proporciona com você, afinal de contas, o sol da Toscana não teria a menor graça se você não estivesse ao meu lado... Amo-te! e será para sempre... mesmo que eu não esteja mais ao seu lado para aplaudí-lo, tenho certeza que irá chegar no lugar mais alto, aquele que é seu e que te espera!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Iviana Gonçalves de Lima (Sua esposa, amiga, companheira, amante, e eterna admiradora!)


30/08/2011

domingo, 14 de agosto de 2011

SEM VOCÊ

Como sorrir?Como viver?
Como sentir prazer nas pequenas coisas da vida com tão grande ausência?

Sem poder partilhar momentos marcantes...
Sem poder gargalhar por ínfimas bobagens...
Sem poder brincar sem preocupações quanto ao amanhã...
Sem teu toque sempre tão terno...
Sem teu afago experiente e seguro...
Sem os conselhos que sempre me levaram a bons lugares...
Sem tua voz a orientar meus passos...
Sem teu amor incondicional...
Sem tua firmeza em defender a verdade...
Sem você...

O dia hoje poderia ser tão feliz...
Conjugar os verbos referentes a você no passado é o que dói mais...
Pai...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DESTINO EM DOSE DUPLA


Olhe na esquina. É, ali mesmo, naquele barzinho. Bráulio costumava frequentar ali, não é? Entregando-se completamente a bebida e ao cigarro. E a desenvoltura do rapaz no virar do copo e no tragar do cigarro sem pigarrear ou tossir revelavam a experiência com essas drogas lícitas que vem desde os anos 80. Mais precisamente o ano de 1989, quando no barzinho que seu pai tinha provou do primeiro cigarro, acendendo para os fregueses.
        Bráulio achava bonito ver aqueles homens maduros e cheios de saúde passarem horas a fio conversando, rindo, contando piadas, paquerando e bebendo muito. Além de darem lucro ao estabelecimento, ainda incentivavam, pela sua alegria, uma futura vida em fase de aprendizado a querer usufruir da mesma felicidade.
        Na escola uniu-se a meninos que também estavam despertando para a bebida e o tabagismo e nas aventuras juvenis pôde começar a sentir o prazer indescritível dessas drogas, na maioria das vezes escondido. Assim começava a dar os primeiros passos na vida um menino ainda na puberdade e já com vícios de difícil resolução.
        Não demorou muito, apenas dois anos depois e ele conheceu sua primeira mulher da vida. A primeira experiência sexual dele aconteceu na cama de um prostíbulo com uma senhora 30 anos mais velha e muita bagagem nas costas... Apesar disso, gostou do que aconteceu, afinal de contas, até hoje não foi inventado nada melhor do que o orgasmo, independente da companhia, ou até se vai ou não existir companhia, às vezes a mente é a melhor companhia.
        Mas Bráulio queria mais. Além de mulheres, bebidas e cigarros, um outro mundo mais perigoso provocava seus instintos e aguçava sua imaginação: O mundo das drogas pesadas. Loló, maconha, crack, heroína, entre tantas outras foram provadas antes mesmo dos 15 anos, fazendo com que em pouco tempo, passasse por vários hospitais com começo de overdose. Os roubos em casa para a manutenção do vício tornaram-se cada vez mais frequentes, angustiando seus pais e provocando a revolta de toda a família. Depois os roubos passaram a acontecer fora também e assim, ao completar 18 anos, pôde provar de algo que só um maior de idade pode provar: a cadeia.
        Lá dentro as coisas só pioravam. Fez rapidamente amizade com a turma mais barra pesada que existia e passou a comandar alguns crimes de dentro da prisão. Era inteligente, embora tivesse cursado apenas até a quarta série. Muitos presos menos favorecidos intelectualmente levavam a culpa em seu lugar e assim foi se safando até o dia em que pode ver novamente a abóbada solar.
        Decidiu então ser uma pessoa diferente ao saiir da prisão. Arrumou emprego de garçom em um bar e começou a trabalhar honestamente, bebendo apenas no fim de semana, mas fumando 3 maços de cigarro por dia, porque ninguém é de ferro, né?
        Conheceu uma menina que apareceu no bar algumas vezes sozinha e que “desenrolava” sozinha uma garrafa de volúpia. Foi pra cama com ela logo na primeira noite e embora o sexo não tivesse sido dos melhores, deixou um fruto: Um bebê. Por causa disso juntaram suas coisas e foram morar juntos em um quartinho de fundo de quintal na periferia da cidade. A menina não era muito limpa e isso causava brigas intermináveis com grandes ameaças de ir parar na delegacia, quando, com o nariz quebrado de um soco, ela prometia denunciá-lo, mencionando uma tal de “Maria da Penha”.
        Após uns cinco anos de convivência turbulenta, as coisas se acalmaram. Bráulio vive saindo com mulheres da vida para compensar a frigidez da mulher. Passa a maior parte do tempo fora para não adoecer por causa do mofo que consome sua casa em todas as estações do ano, vez por outra sai no tapa com a mulher quando chega bêbado em casa, ou quando ouve falar por aí que sua esposa “costura pra fora”.
       Fico imaginando como seria a vida desse jovem de apenas 33 anos se no ano em que provou pela primeira vez do cigarro e da bebida em 1989, ele tivesse, ao invés disso, aceitado aquele convite para participar de um Retiro Espiritual de uma igreja e lá conhecesse o verdadeiro mundo da liberdade e da felicidade... Como seria sua vida hoje?

SOBRE ACORDES E EMOÇÕES

      Como a música é fascinante! Ela nos faz viajar no tempo e reviver emoções passadas que até um segundo antes de ouvirmos seus primeiros acordes, por algum grande mistério da vida, estavam guardadas em alguma gaveta do nosso subconsciente.
        É tão bom saber que esta chave consegue abrir gavetas, portas e janelas deixando escancarados medos, angústias, felicidades, paz, terror, alucinação, saudade, fogo, paixão, despertando nossos instintos mais primitivos e nos proporcionando o usufruto de todas as sensações vividas em outros tempos, em outras idades...
        Ao ouvir a música “You and I”, de Kenny Rogers, recordo-me do tempo em que fiquei “sozinho” em casa e minha mãe no hospital. Quanta tristeza e saudade naquele coraçãozinho infantil! Quase não podia conter minha emoção todas as vezes que a ouvia novamente. Assim fui crescendo, com a idade veio a maturidade e a impressão de que realmente as coisas velhas tinham ficado presas em fotografias. Pura ilusão!
        Senti-me novamente aquela criancinha de quatro anos, com medo da solidão e com o profundo desejo de ter perto de mim quem tanto amo. Novamente a história se repetiu: minha mãe de novo no hospital, desta vez não vinha uma nova vida a este mundo como na minha infância, agora era a vida dela que eu queria de volta a minha e aquela música orquestrou as lágrimas que de minha face escorriam de novo.
        Quantas vezes a música foi docemente letal para mim... Meu pai me dá sempre um novo abraço a cada nota das canções que ele curtia e que pelos meus ouvidos faz a projeção do seu retorno e de um contato transcendental entre seres viventes em mundos diferentes. Eu, neste mundo de dores e de batalhas constantes pela sobrevivência e ele no reino do silêncio, embora fale comigo pelas músicas que nos marcaram tanto.
        Ah... paixões também fazem das letras e poesias cantadas um momento de antológico contato com a palpitante dimensão de amores ou sentimentos passados, que como um deja vu refaz os pedaços de um encantador coração adolescente preso dentro de um velho e calejado peito.
        Não posso esquecer de mencionar o melhor momento musical que uma pessoa pode passar: o momento do louvor. Mais que palavras entoadas com ritmo de elevação do nome do nosso Criador ao ponto mais alto da nossa curta existência sobre a terra, é a sublime demonstração de gratidão pela grandiosa oportunidade de nos aproximarmos cada vez mais do Senhor do Tempo e da Música: Jesus Cristo...

terça-feira, 12 de julho de 2011

DE ÓCULOS

“Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim, eu uso óculos.
E volta e meia eu entro com meu carro pela contramão, eu tô sem óculos. Se eu tô alegre eu ponho os óculos e vejo tudo bem,
mas se eu tô triste eu tiro os óculos eu não vejo ninguém.”
Através da letra dessa música, pude nos anos 80 refletir sobre a triste realidade de ter de usar óculos, iniciada na mais tenra idade, com apenas cinco anos. Ouvir expressões desagradáveis como: “Quatro olhos!”, “Velma!” (Referência a personagem de Scooby Doo), ou “Fundo de garrafa!”, entre tantas outras palavras típicas de uma verdadeira “bulimia ocular” era tão somente o “princípio das dores”! Após alguns anos, este objeto tão controverso, além de me dar a possibilidade de enxergar o mundo com “outros olhos” e me dar tanta tristeza com o tratamento dos “normais”, estava aos poucos despertando em mim uma paixão avassaladora. Eu fui descobrindo aos poucos que podia viver sem muitas coisas ou pessoas que amava, mas sem os óculos de forma alguma!
Cada vez que eu quebrava os óculos meu mundo parava. As aulas deixavam de acontecer em pleno período de prova, minhas exposições na universidade eram canceladas ou adiadas, meu namoro ficava temporariamente interrompido, minhas leituras tão queridas não aconteciam, meus filmes, programas de tv e minhas novelas não eram assistidos nestes dias, meu emprego era ferozmente ameaçado pela minha ausência indiscutível, enfim, o planeta deixava de girar como de costume e esperava pacientemente pela resolução do meu “probleminha...”
Dos anos 80 para os 90 essa situação era muito pior que atualmente, pois eram semanas aguardando a chegada do meu novo amor. Hoje, alguns dias apenas me separam de uma renovada paixão, embora durante esse tempo de separação meu mundo continue do mesmo jeito dos tempos de outrora: parado.
Em 2009 tive a relação abalada por uma plano de separação muito bem elaborado pela minha esposa: O uso de lentes de contato. Meu coração ficou partido. Participei de festas, cultos na igreja e de outros eventos, deixando em casa, desconsolado, meu inseparável amor. Em 2010 tudo voltou ao normal, fizemos as pazes e retornamos com nosso relacionamento de intensa paixão, participando juntos inclusive de meu retorno aos gramados no último dia 26, na Chácara Menino Deus (Embora continue causando até hoje espanto essa nossa cumplicidade dentro de um campo de futebol!).
Acredito que nem a medicina, nem a religião, nem qualquer outra força do universo podem explicar essa relação homem/objeto, ao ponto de um não conseguir viver sem o outro. Agora surge no horizonte uma perspectiva de volta no tempo e a possibilidade de voltar a ser aquele menino que tinha a visão perfeita no início da década de 80 através de uma cirurgia. Início de uma nova vida com um novo prisma a ser observado literalmente, ou a morte de uma grande paixão? Ai, ai...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

BODAS DE ESTANHO

Uma das coisas máximas da vida, na minha opinião, é que as dificuldades são passageiras, mas as vitórias são eternas. Quando se tem um desejo, uma meta ou um sonho, todo sacrifício é válido. As poucas horas de sono, as concessões, as horas difíceis em que se tem de escolher entre duas coisas que muito se quer, tudo vale a pena quando se tem atitude, honestidade e perseverança para alcançar seus objetivos. As derrotas também fazem parte da vida dos vencedores, por isso não tenho medo delas, faço do revés um trampolim para chegar às tão almejadas vitórias. Com Iviana conquistei a minha maior vitória: O amor! Há dez anos as conquistas estavam apenas começando...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

POR QUE? PRA QUÊ? COMO? ONDE?

Por que confiar em Deus nos momentos difíceis?
Pra quê buscá-lo, quando em meio a aflições?
Como confiar nEle quando as coisas não vão bem?
Onde encontrar forças para prosseguir, quando ao nosso redor parece que tudo está desmoronando?
Por que nos melhores dias de nossa vida tantas coisas ruins acabam acontecendo de modo a torná-los os piores?

Talvez quando tivermos todas as respostas a essas perguntas sejamos verdadeiramente felizes... Talvez...

domingo, 5 de junho de 2011

DÚVIDA CRUEL

Tem momentos que eu sei que não devo fazer determinadas coisas que gostaria de fazer e outros momentos que deveria fazer coisas que eu gostaria de fazer, mas não faço. O que fazer, então?

O corpo parece ter vontade própria e declara guerra ao cérebro, que por sua vez, mostra-se incapaz de impedir determinadas ações inconscientes e inconseqüentes da parte física de minha vida. Já disse certa vez, William Shakespeare: "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." Já o escritor Paulo Coelho declara com autoridade: "São as dúvidas que nos fazem crescer, porque nos obrigam a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta." Qual das declarações deve orientar os meus caminhos aqui na terra? Ô dúvida cruel...!

Devo comprar um chuveiro elétrico para me livrar do frio na hora do banho e ter uma conta de energia mais “quente” no fim do mês? Devo comprar uma TV LCD ou fazer a feira nos próximos três meses? Devo comer uma pizza bem gostosa de napolitano e continuar engordando? Devo tentar baixar aqueles filmes que marcaram minha infância e correr o risco de ser infectado por algum vírus malicioso? Devo sair de carro com minha família para passear ou deixá-lo na garagem sendo conservado para uma venda futura? Fazer o quê diante de tantas escolhas a que sou submetido diariamente?

O que acontece é que o ser humano normalmente depara-se com incertezas sobre certos atos que sendo ou não tomados trarão alguma conseqüência. O medo e a passividade diante dessa encruzilhada sempre serão considerados prejudiciais, mas até que ponto a reflexão mais ponderada pode ser negativa? Essa é somente mais uma dúvida, que devidamente elucidada norteará nossos passos rumo a solução dos nossos grandes ou pequenos problemas.

        "Se a dúvida está te desafiando e você não agir, as dúvidas crescerão. Desafie as dúvidas com ação e você crescerá. Dúvida e ação são incompatíveis." já dizia o pensador canadense John Kanary. Se mesmo após a leitura desse texto continuarmos com dúvidas (o que não duvido: acontecerá!) devemos ao menos ter a certeza de que pensando duas vezes antes de agir (não agindo duas vezes antes de pensar!) e se soubermos tirar proveito dessa companheira inseparável, a dúvida, estaremos menos suscetíveis ao arrependimento no futuro quanto as atitudes tomadas...
...Será?

terça-feira, 31 de maio de 2011

31 PRIMAVERAS

Iviana, vivemos tantas primeiras coisas que já perdemos a conta. Nosso primeiro beijo, quanta emoção! Sua boca virgem de mim, proporcionava a minha boca uma alegria indescritível. A sensação de ser o seu primeiro namorado da igreja me fazia o mais orgulhoso dos seres.
E os primeiros encontros em sua casa? Sem  conhecer direito sua família (exceto Ivanilda), tímido como sempre, mas determinado como nunca a seguir em frente com o nosso relacionamento. O primeiro cuscuz com charque, a primeira rápida despedida ao correr pra pegar o ônibus das 21 horas, as primeiras palavras de carinho ao telefone, as primeiras reclamações na igreja devido ao nosso excesso de carinho na hora dos cultos (afinal, quem já se viu o namorado colocar o braço em volta da namorada enquanto estava sentado, assistindo ao culto?), o primeiro filme (naquela época eu ainda conseguia assistir até o fim sem dormir!), entre tantos outros.
O primeiro conflito que passamos solidificou ainda mais o nosso amor e nos trouxe a primeira reconciliação, as primeiras lágrimas, misto de tristeza e felicidade. Lágrimas cujas gotas lembravam o orvalho de sucessivas manhãs que passaríamos juntos. Nosso trocar de alianças, nossa noite de núpcias, nosso primeiro toque intimamente profundo, nossa primeira casa, nosso primeiro cachorro, nossa primeira doença, nossa primeira filha... Quanta história!
Seu sorriso me cativou desde o primeiro dia que te vi. Seu jeito de menina sempre foi muito admirado por mim. No início eu via isso como motivo de afastamento por achar que uma aproximação física e emocional podia ganhar uma conotação de pedofilia, mas depois constatei que a minha paixão estava concentrada nessa doçura, nessa ingenuidade e nesse sorriso de menina moça.
Sempre adorei te observar em segredo, ver a maneira como você conversava com suas amigas, tão espontânea, alegre e divertida. Ficava refletindo sobre a minha condição introspectiva e via em você o contrário de mim...
Meu mundo antes de você era preto e branco, ao seu lado passei a ver a vida colorida e a ter a certeza de que alguém seria capaz de me amar mesmo com os meus defeitos. Hoje, após tantas primeiras vezes, posso me orgulhar de ter usufruído de 50,5% da sua vida, até aqui com participação efetiva nas suas conquistas e vitórias pessoais, emocionais, materiais e espirituais.
      Nesta ocasião especial em que nosso mundo comemora suas trinta e uma primaveras, faço minhas as palavras de Fernando Pessoa sobre o amor: 

"O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe 
                               Porque lhe estou a falar...“mo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” Preciso dizer mais alguma coisa?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

IMPOSTOS...

Imposto de Renda, Imposto de Importação, Imposto de Exportação, IPI, IOF, ITR, Imposto sobre Grandes Fortunas, ICMS, IPVA, ITCMD sobre Heranças e Doações, IPTU, ISS, ITBI, são tantos impostos no Brasil... Só agora, após cinco meses do início do ano é que nós conseguimos pagar todos os impostos de 2011, ou seja, cinco dos doze meses dedicados a tributos e impostos. Com isso já são 226 bilhões de reais recolhidos pelo governo em tributos federais...
Normalmente isso deveria ser considerado algo ruim, mas pense por outro ângulo: a cobrança feita pela União, e pelos Estados e Municípios tem um objetivo nobre: Melhorar a vida dos brasileiros, garantindo educação, segurança, saneamento, infraestrutura e saúde de qualidade, além de diversos outros privilégios que apenas nós, brasileiros, possuímos. Lembre-se que em 1989 eram necessários 81 dias de trabalho para que o povo do Brasil pagasse seus impostos, em 2011 são necessários quase 150 dias para que a classe média consiga alcançar, através de suas contribuições, esse nível elevado e qualitativo de serviços públicos.
Não consigo entender porque existe tanta informalidade e tanta sonegação, se por parte do governo não há nenhum incentivo a tais práticas. Deve existir algum mistério ainda não decifrado para fazer com que a gente não entenda por que no Brasil, um DVD original custa 80 reais, quando o mesmo produto em outro país de primeiro mundo custa apenas 22... Por que o quilo de refeição em um restaurante self service que deveria custar R$ 15,60, custa, com os impostos, R$ 22,99, ou ainda a gasolina que custa em média R$ 2,70 na Paraíba, custaria R$ 1,43 sem os impostos...
Não dá pra entender também por que no Brasil foi instituído o dia 25 de maio como o Dia da Liberdade de Impostos, já que é através do exercício da cidadania, inclusive nas suas contribuições (é verdade que OBRIGATÓRIAS), que fazemos com que o nosso país cresça e nossa mãe gentil valorize mais os filhos deste solo com serviços coniventes com os seus tributos.
Falando sério, como se pode falar de contribuições, impostos, ou tributos obrigatórios e não sentir, no mínimo muita indignação? “Os tributos excessivos diariamente se reinventam para manter uma máquina pública inoperante e que não nos devolve em serviços o quanto nos cobra de impostos”, avalia o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Fernando Steinbruch. A solução, acrescenta, é melhorar a gestão pública ou diminuir a tributação. O Brasil detém hoje o título de país com a maior carga tributária da América Latina. Devemos nos orgulhar dessa conquista? Além disso, somos o 14° país em pagamento de impostos em todo o planeta. Veja a tabela a seguir e tire suas próprias conclusões.
Quanto você desembolsa ao comprar:
Arroz - 15,34%
Batata - 11,22%
Biscoito - 37,30%
Cacetinho - 16,86%
Carne bovina - 17,47%
Cebola - 15,83%
Farinha de trigo - 17,34%
Feijão - 15,34%
Frango - 16,80%
Frutas - 21,78%
Leite - 12,55%
Macarrão- 18,28%
Margarina- 35,98%
Óleo de cozinha- 26,08%
Ovos de galinha- 20,59%
Queijo- 16,59%

Quem mais paga imposto
1º Dinamarca 48,20%
2º Suécia 46,40%
3º Itália 43,50%
4º Bélgica 43,20%
5º Finlândia 43,10%
6º Áustria 42,80%
7º França 41,90%
8º Noruega 41%
9º Hungria 39,10%
10º Eslovênia 37,90%
11º Luxemburgo 37,50%
12º Alemanha 37%
13º Rep. Tcheca 34,80%
14º Brasil 34,50%

Esses dados de 2009 comprovam que a reforma tributária em nosso país não deve ser apenas temas de debates eleitorais, mas deve fazer parte da pauta dos nossos governantes após as eleições. Eis o segredo para resolver nossos problemas tributários: Boa gestão.
Fontes: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dados referentes a 2009; Sites do Jornal Hoje (Globo), TV Gazeta e e-Band Jornalismo.

sábado, 21 de maio de 2011

FALAR PALAVRÃO

Tem gente que de cada dez palavras ditas, onze são palavrões! Não se tem registro de quando a humanidade começou a falar palavras de baixo calão, mas pode ter começado quando Adão pisou pela primeira vez em um espinho e bradou em alta voz uma palavra até então desconhecida do primeiro casal. Quem sabe?
Algumas pessoas, ao saberem que o meio social em que vivem não tolera certas palavras, acabam substituindo-as por outras semelhantes, como  “caraca”, “poxa”, “filho da mãe”, etc. Pra mim, palavrão é mais do que um vocábulo convencionalmente marginalizado pela sociedade considerada culta e elitizada. Palavrão tem a ver com o sentido, com a falta de educação, com o fraco vocabulário de alguém, com a forte vontade de aparecer e com o pouco conhecimento das palavras “saudáveis”.
Os pais que pretendem dar uma educação diferente da que receberam na infância para os seus filhos precisam antes de tudo ter em mente que o seu exemplo será a arma maior contra esse ato verbal de pouca inteligência. Além disso, quanto mais palavras de carinho, afeto e amor forem pronunciadas em casa, mais a criança assimilará a sua importância nas interações futuras. Eu sou um exemplo disso!
Sabe-se que em momentos de dor, injustiça, revolta, angústia e dificuldade, a incidência de palavrões aumenta consideravelmente em todas as classes, mas eu tenho a esperança de que um dia tudo mudará. Uma pessoa com raiva de outra vai xingá-la, dizendo: “Sua cara de ursinho!”, ou “Você merece algo muito desagradável para sua vida!”, ou ainda “Tudo de mais triste que existe no mundo desejo a sua pessoa!”
Será esse pensamento um ideal cuja concretização certamente acontecerá um dia ou apenas uma utopia? Não sei. O que sei é que se ninguém começar a usar palavrinhas para combater os palavrões, os mesmos com certeza continuarão existindo mesmo após a extinção da humanidade!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A CAMA


É por vezes acalentador olhar para uma cama quentinha e poder deitar e dormir gostoso, mas o corre-corre da vida não nos deixa desfrutar deste que é um dos momentos mais prazerosos do nosso dia. Dizem os estudiosos que dormir emagrece, que quem dorme muito cresce mais, que a sesta diária aumenta a produtividade no trabalho, mas, será mesmo verdade?
O certo é que esse objeto surgido desde épocas imemoriais é indispensável para todos os seres humanos. Basta pensar em casar e o casal já começar a se preparar para os gastos, que o primeiro item da lista certamente será a cama (com ou sem segundas intenções!). O colchão utilizado pode ser de poliéster, algodão, fibra de carbono, mola ou d’água, o mesmo tem o incrível poder de proporcionar bons sonhos ou terríveis pesadelos. Quando é confortável faz o tempo passar mais rápido do que gostaríamos, porém, quando desconfortável, as horas teimam em passar vagarosamente e as nossas costas, ah... coitadinhas!
O travesseiro é outro elemento que quando bem escolhido faz os candidatos a sonhadores terem uma noite fantástica, independente da qualidade, do tamanho, da cor, forma ou do que tiver dentro dele (ah, mas se for de pena de ganso, é uma verdadeira viagem ao paraíso!). O lençol, com suas cores, tamanhos, estampas e detalhes, tem a função de embelezar e tornar a cama mais aconchegante e convidativa.
Ao pensar nos elementos básicos que compõem a cama, fico refletindo sobre o que simbolicamente represento neste mundo. Serei o colchão macio e confortável, capaz de provocar bons sonhos em quem de mim necessitar, ou serei um colchão que não consegue suportar determinados pesos e em poucos dias mostrarei que não sou tão confiável, que são muitas as minhas limitações e que os ácaros dessa vida interromperão a minha jornada rumo ao conforto de outrem?
Se eu representar o travesseiro, de que tipo serei? Do tipo que costuma ser grande no tamanho e pouco eficiente no propósito? Do tipo luxuoso, mas inacessível?  Do tipo que muda diversas vezes de fronha, mas o seu cheirinho e sua consistência continuarão sendo sempre os mesmos? Almejo ser mais bonito e caro, mais agradável e útil, ou os quatro predicados?
Serei o lençol, capaz de aquecer e com seu perfume e fibra instigar a paz e o frescor? Ou viverei de aparências? A minha única preocupação será cobrir os outros (colchão, travesseiro, cama) com minha beleza, ou terei planos mais audaciosos, embora possa ser constituído de retalhos?
O mais importante nessa simbologia toda é ter a consciência de que acima de qualquer acessório que possamos ser, nós somos cama.
Uns de solteiro, outros de casal, uns novos, outros velhos, uns de primeira qualidade, outros de qualidade duvidosa, uns que “rangem” por quase nada, outros que silenciam mesmo em meio a “turbulências”, mas, que acima de tudo, continua sendo o alento para os cansados e o prazer para os descansados!

terça-feira, 17 de maio de 2011

MAMÃE...

Não me recordo o primeiro dia em que me entendi de gente e pude ver seu rosto lindo a me admirar, mas sei que este foi um terno momento de amor inexplicável na Campina Grande da década de 70. Mesmo sabendo que não fui, digamos, planejado, uma certeza sempre me foi passada: Uma felicidade sem limites dominou toda a família com a chegada deste “primogênito”.
Seu sofrimento no parto, toda a dor que lhe causei no momento de me apresentar ao mundo merece a minha mais sincera gratidão. Sei que nenhuma palavra existente em qualquer língua seria suficientemente capaz de expressar o sentimento que hoje domina o meu coração. Lúcia... Lucidez, luz, lua, iluminada! Meu maior prazer é saber que o Senhor pensou em mim com carinho, ao escolher tanta beleza, paz e serenidade, na pessoa de minha mãe.
Sei que a sua dificuldade em estudar não está no simples fato de não ter mais tanta saúde para isso, mas sim, devido aos sonhos estudantis desfeitos quando eu nasci. Sei que sou culpado pelo seu não avanço na escola, mas acredito que não há de sua parte nenhum arrependimento, pelo contrário, suas insistentes declarações de amor e a exposição sempre feliz da sua primeira gestação provam que a maternidade é um mistério que continua insondável.
Tenho o desejo sincero de sempre te fazer feliz, afinal, minha vida só existe por sua causa. Faço meus, os últimos versos da poesia “As mães são flores” de Gióia Jr.:
“Jardim é a vida: As mães são flores
E nesse dia cantamos nós,
Deus dê a todas esse presente:
Que vivam muito, mais do que a gente,
Para que nunca fiquemos sós.”
Por isso, é sempre bom lembrar:
PARABÉNS PELO DIA DAS MÃES E PELO SEU ANIVERSÁRIO! AMO VOCÊ!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

NUNCA ANTES

O mundo gozava de relativa sensação de paz até algum tempo atrás.
Superávamos as tragédias naturais com incrível precisão e superação.
Amávamos o planeta, embora tantas vezes lhe fizéssemos mal.
Matávamos apenas a fome, a preguiça, a aula e de vez em quando o trabalho.
Até que um dia não apenas a natureza mostrou sua força contra o homem...

Bastou uma revolta, um fanatismo, um ódio, um plano, uma execução e tudo mudou.
Imagine aquela manhã do 11 de setembro de 2001.
Nunca se viu um ato terrorista tão bem planejado e tão eficiente na operação.

Lá estávamos nós, atônitos, contemplando o mal fazendo desmoronar tantos sonhos.
Aqui estamos todos, realizando, aliviados, o sonho de desmoronar o mal. Mas...
De onde vem a ideia de que o mal chegou ao fim?
Estamos diante de duas certezas: Nunca a morte de um terrorista foi tão festejada;
Nunca estivemos tão vulneráveis a atos de fanatismo e falta de amor ao próximo.

domingo, 1 de maio de 2011

O TRABALHO

As Sagradas Escrituras no primeiro dos seus 66 livros, começa apresentando o modo como todas as coisas foram feitas. Toda a obra do Criador executada em seis dias, de um pôr do sol ao outro pôr do sol. “E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto” (Gen 1:31). Este é o primeiro exemplo registrado de êxito no trabalho em toda a Escritura, mas ainda faltava estabelecer algumas prioridades para a vida humana que se formava na terra.
Alguns conselhos práticos sobre como seriam os dias de Adão e Eva no planeta foram expostos por Deus: “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gen 1:28 e 29).
Dois verbos nos chamam a atenção nesse primeiro colóquio entre Criador e criatura - frutificai e dominai. Quem em sã consciência poderia discordar do Senhor quanto a eficiência da primeira ordem “frutificai”? Principalmente porque está implícito no imperativo algo que até hoje, mesmo com tanto pecado, é extremamente saboroso: o sexo. Imagine se Deus tivesse dito: “Façam muito sexo! Incansavelmente, prazerosamente e profundamente! E que venha acompanhado de lindos bebês!” Acredito que muitos nem leriam o finalzinho, tratariam de cumprir rapidamente a ordem do Mestre (Afinal, foi Ele quem mandou!).
O segundo verbo mexe com o ego, “dominai”. Exercer domínio sobre algo ou alguém é o sonho de muita gente até hoje. Ser  dominador(a) evidencia muitas vezes aquilo que inconscientemente determina nosso caráter, nossa visão de mundo, nosso futuro, não apenas como ser humano, mas como ser vivo que precisa ter muita responsabilidade já que o destino do planeta, por esta ordem, ficou em nossas mãos. Porém esquece-se do que fica implícito no imperativo: Se existe dominador, existem dominados, e se existem dominados, existe evidentemente uma relação delicada de dependência, cujo sucesso da relação está intrinsecamente ligada a maneira respeitosa, cuidadosa e amorosa com que o dominador assume seu posto.  
É bem verdade que ambas as ordens são simples na letra, mas a responsabilidade e a seriedade com que a raça humana deve executá-las revela uma verdade escondida por trás delas: O Criador deixou em nossas mãos um precioso e perigoso presente, o trabalho. Crescer e multiplicar, dominar o planeta, comer de (quase) todos os frutos do jardim, dar nomes aos animais, lavrar e cultivar a terra, educar os filhos, manter a casa, estabelecer a ordem nesse mundo virgem e ser obediente a Deus, era de um prazer incomensurável antes do pecado, mas depois da sua triste chegada...
Robert Benchley diz: Adoro o trabalho. Sou capaz de ficar horas simplesmente olhando para ele.”Abraham Lincoln revela: O meu pai ensinou-me a trabalhar; não me ensinou a amar o trabalho.” Albert Einstein deixa claro que O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” E Mahatma Gandhi deixa-nos a certeza de que Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.” Todos esses pensamentos enfatizam que o trabalho tornou-se não uma ordem de prazer como deveria ser no melhor ambiente de trabalho que existia, o Éden. Ficava então, depois da maldita “mordida da fruta”, a certeza de que a ordem tornara-se uma maldição, tão forte quanto a sentença de que haveria um final para a jornada de cada um de nós por sobre a terra.
Por que deixar a cama logo cedinho, na flor da idade para aventurar-se sob a chuva ou o sol escaldante, para fazer determinadas coisas que ao nosso entender beneficiará mais aos outros do que a nós mesmos? Por que não aproveitarmos o nosso dia para comer, dormir e brincar, tendo a certeza de que no dia seguinte daremos continuidade às tarefas de hoje? Por que enriquecer os outros com o nosso sangue e suor? Por que darmos os nossos melhores anos a quem não tem intenção de prolongá-los?
Quando se estabelece uma família e se cumpre a ordem: “Crescei e multiplicai” a responsabilidade quanto ao trabalho aumenta sobremaneira, afinal é mais alguém dependendo de você e do seu trabalho. Quando se busca o domínio sobre todas as coisas, mais trabalho é requerido. A verdade é que o cumprimento dessas ordens hoje traz um trabalho mais pesado que no passado, já que está cada vez mais fácil de multiplicar-se (os adolescentes bobocas, que parece não ter nenhuma orientação sobre preservativos que o digam), e está cada vez mais competitivo o mundo dos dominadores e dominados. Existe salvaguarda então para quem se esquiva de cumprir uma dessas ordens, a fim de não ter trabalho no futuro? "Pensar é o trabalho mais pesado que há, e talvez seja essa a razão para tão poucos se dedicarem a isso." já dizia o empresário Henry Ford.  
Dá tanto trabalho ter de justificar o não cumprimento das ordens diante da sociedade, que muitas vezes facilitamos as coisas se soubermos como lidar com elas. Pelo menos isso permanece desde o Éden: Responsabilidade na multiplicação e no domínio exercidos, talvez dessa forma se sinta algum prazer no trabalho.
Portanto, ao trabalho! Não devemos esquecer, porém, que se até Deus descansou no sétimo dia, nós ainda mais precisamos descansar também, não como alguns costumam fazer por aí, trabalhar um dia e descansar seis...
“FELIZ” DIA DO TRABALHO!

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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