Tudo depende da forma como você se insere no contexto das coisas...
Quer gritar na multidão sobre seus anseios quanto ao futuro? exclamatize-se!
Quer chorar vendo o tempo passar? estagnatize-se!
Quer criar ares de bom moço? Hipocritize-se!
Quer veicular informações falsas sobre alguém? Fofoquize-se!
Quer interpretar o papel de herói em todas as historias? Mascare-se!
Quer evitar ver a corrupção no Brasil? Despolitiquize-se!
Quer desvincular-se de Deus? Ensoberbeça-se!
Quer ter um dia feliz independente das dificuldades? Despolua-se!
Quer se olhar no espelho e se achar bonito? Desestigmatize-se!
Quer corrigir esse texto? Descontextualize-se!
segunda-feira, 31 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
DISCIPLINA
Disciplinar um
filho não é tarefa das mais fáceis. Sabemos o quanto é importante em virtude da
noção de limites ensinada, o respeito e a obediência a uma ordem dada pelos
pais ou responsáveis, a concepção do que é certo e errado, bem como as consequências
das escolhas feitas a cada momento. Mas quando uma das regras de convivência
familiar ou social é quebrada, é necessário que se conheça o preço a pagar. Mais
difícil é ver uma mãe disciplinar com uma palmadinha na mão da filha ainda bebê, por bater em seu rosto repetidas vezes e perceber que as lágrimas que caíam do
rosto da pequenina se misturavam as suas...
É... Ensinar
os filhos exige de nós firmeza, cumprimento das promessas feitas e exemplo de
conduta. Sobretudo, exige de nós sensibilidade para sentir a dor do filho e
perceber que ainda assim o que tem de ser feito hoje na educação das crianças
não pode ser postergado, dessa forma construiremos uma sociedade que vivenciará
valores, não apenas as estudará nas escolas.
domingo, 23 de março de 2014
NA MODA
Cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da P*** bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. “CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”
(Herbert Vianna Cantor e compositor)
quinta-feira, 13 de março de 2014
PERFUME
A menina passeava pelas flores.
Encantava-se com o seu perfume agradabilíssimo. Certo dia decidiu apertá-las
para ver se o seu perfume ficava impregnado em suas mãos. Conseguiu! Lágrimas
escorriam de seus olhos com a emoção de saber que seu cheiro ganhava a
fragrância dos jardins de seus passeios diários. Esmagou várias delas, passou
as mãos em seu vestido, no rosto, nos cabelos que voavam ao sabor do vento, e
destruiu diversas outras para passar seu aroma nos braços e pernas e percebeu
que todo o seu corpo estava com o cheiro das flores. Olhou para trás e observou
que o seu jardim já não tinha mais a mesma beleza e cor, apenas pétalas
esmagadas coloriam tristemente a estrada sob os seus pés. Nesse momento, a
menina se deu conta de que não precisava esmagar as flores para obter delas o
perfume, mas estar sempre caminhando pelos jardins floridos...
Assim é a vida. Enquanto alguns buscam
roubar o que os outros possam ter de melhor, independente do mal que podem causar-lhes, outros
preferem caminhar bem pertinho de quem tem adjetivos interessantes, apenas para
usufruir de sua aromática presença.
terça-feira, 4 de março de 2014
PEQUENO GIGANTE
Esse
gigante deve ter déficit de inteligência e falta de noção organizacional,
mesmo! Por que atacar um evento esportivo internacional com a prerrogativa de
quem deseja melhorias no campo social e político? Chega a ser triste ver um
direito legítimo do cidadão brasileiro ser levado por um caminho tão
desestruturado a ponto de os objetivos iniciais se perderem no tempo. As
manifestações realizadas com anarquia, no momento e no lugar errados denotam no
mínimo intenções erradas...
Em
um ano em que as urnas estarão de volta aos palcos políticos do Brasil, muitos
brasileiros preferem destruir (ou tentar destruir) um evento esportivo com a
“desculpa” de ter repercussão internacional. Puxa vida... Existe de verdade uma
preocupação dos outros países com o nosso? Vão aplicar sanções enquanto a
política brasileira não for reformada? Esperarão de braços cruzados o fim da
corrupção no Brasil para poderem investir nele novamente?
Nosso
objetivo tem de ser moralizar a política do nosso país e isso se dá de maneira
mais efetiva quando fazemos bom uso do nosso voto! É nas urnas que o futuro da
nação entra em xeque, não em um campo de futebol. O voto nulo ou em branco, a
abstenção, as manifestações nesse dia, sim, terão valor em uma possível mudança
no cenário político brasileiro. Não é que manifestações no período de copa não devam
acontecer, não estou blindando o evento, mas clamando a todos a raciocinarem sobre
que mudanças efetivas para a nossa triste realidade social poderiam acontecer
com o fim desse campeonato mundial, porque se fosse algo certo, deveríamos
destruir também o Carnaval, o São João, o Sete de Setembro, o Natal, etc. Não é
notoriedade em eventos públicos que de fato queremos?
Utilizar
as manifestações como instrumento de autopromoção é desumano, antiético e
imoral, é algo totalmente desprovido de razão na luta coletiva pelo bem comum.
É preciso lutar, desde que seja com civilidade, é preciso reivindicar direitos
com força, mas, sobretudo com inteligência e honestidade. Solicitar mudanças no
sistema de transportes, na saúde, na educação e na segurança pública não pode
acontecer queimando ônibus, quebrando hospitais e escolas ou ainda atacando
policiais e destruindo postos de segurança. É nosso dinheiro que será usado
para a reconstrução de tudo isso!
O
povo deve estar unido inicialmente dando exemplo em casa de organização,
respeito, educação e higiene, para depois buscar lá fora o que sente falta.
Como sentir falta de algo não vivenciado no lar? A postura que o povo
brasileiro deve ter quanto à mudança tão almejada deve começar a ser treinada em
casa.
Acompanhar,
cobrar, investigar e denunciar são os próximos passos para uma nação que busca
a moralidade e o respeito ao bem público. Pode ser que essa batalha não surta em
curto prazo os efeitos desejados, mas será pelo menos o começo de um novo
tempo. Acabar com uma partida de futebol, um campeonato, uma grande festa
popular ou um bem público é agir errado e pensar muito pequeno pra quem precisa
de grandes realizações.
Para
mim, esse gigante é muito importante, mas por enquanto deveria voltar a dormir
e sonhar com um mundo melhor de novo, mas com um mapa de como agir com
sabedoria e efetivo compromisso com o que é certo, justo e bom para todos. Só
então deveria despertar para um novo amanhecer...
sábado, 1 de março de 2014
COM AMOR NO LAR
Com o passar dos anos aprendemos que o amor e a atração sexual, não são suficientes para a manutenção de nenhuma união, mas a resolução dos conflitos aliada a superação dos problemas, a tolerância e a aceitação das diferenças, além do reconhecimento de que somos mais fortes quando estamos juntos, podem e devem fazer a diferença.
As adversidades naturais do processo de crescimento a dois são importantes, pois moldam nosso caráter, aprimoram nossas habilidades, estimulam nossa criatividade e ampliam nossos horizontes. Daí a importância de saber (con) viver com os defeitos do outro, suplantando dissabores e facilitando o caminhar de quem se ama, sobretudo estabelecendo regras e cumprindo-as.
Mesmo sendo um casal, a individualidade deve ser mantida e respeitada. Aqueles segredos que apenas seu coração conhece, aquela hora de conversa efervescente consigo mesmo, aquela música em cujo sentido são depositados os mais profundos mistérios da sua história particular, tudo deve ser preservado de forma a manter a singularidade do outro. Desse modo a identidade de ambos permanece inabalável e as novidades no casamento continuarão acontecendo ao longo dos anos. Além disso, estabilidade, novidade, cumplicidade e respeito às limitações do outro são a chave do sucesso de um casamento agradável e duradouro.
A partir do momento em que não se ouve mais explosões de fogos de artifício na hora do beijo, música no toque das mãos, arrepio no sussurrar ao pé do ouvido e excitação nas pequenas projeções do futuro, o sinal de alerta deve ser acionado. Como diz Augusto Cury, “Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar em casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga”
Enquanto marido e mulher estiverem proporcionando momentos de felicidade e prazer ao outro, a estabilidade do matrimônio estará garantida. Quando isso não mais acontecer, a conversa será a alternativa mais viável para a resolução do problema. Se ela não acontecer diariamente, fatalmente a relação se desgastará de maneira irreversível. As diferenças no lar nunca devem proporcionar discórdia e rancor, mas debates e aprendizado. Assim, a vitória será sempre do lar que os dois ajudaram a construir.
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