quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

NOVAMENTE NOVO


Um novo tempo, 
Uma nova vida,
Um novo sonho, 
Uma nova oportunidade.

Novos erros,
Novos acertos,
Novas conquistas,
Novas discórdias.

Novas amizades,
Novos amores,
Novos beijos,
Novos tapas.

O que nos espera no novo ano?
Não importa. 
O importante é chegarmos lá de cabeça erguida!
Conscientes de que a maturidade que o ano antigo nos deixou 
nos capacita a fazermos o melhor. 
Para todos nós!

FELIZ NOVO ANO!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A FORMIGA E O MUNDO CORPORATIVO



    Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
     O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
      A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
     O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
    A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
    Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
     O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
    O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
    A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
   A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: "há muita gente nesta empresa".
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
      A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
     
Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

INIMIGO MEU?

   
   Assistindo novamente a obra "Inimigo meu", filme americano de ficção científica lançado mundialmente há 30 anos, em 20 de dezembro de 1985, pude refletir sobre como somos preconceituosos com quem pensa diferente de nós.

    A guerra estava deflagrada entre humanos e dracs no fim do século XXI e em meio a esse conflito cósmico, após a queda das duas naves dos protagonistas do filme, os dois são obrigados a viverem juntos em um planeta inóspito e repleto de perigos naturais, onde aprendem a língua um do outro, a cultura, costumes e crenças das duas raças.

    É no instante em que nasce um bebê draquiano, sem nenhum conhecimento do antagonismo existente entre os dois povos que a reflexão nos leva a um caminho sem volta: Por que não investir nas crianças para erradicarmos o preconceito e a discriminação? Por que não levá-las a vivenciarem aspectos, culturas e costumes típicos dos que são diferentes de nós?

   Minha filha mais velha certa vez viu uma mulher com deficiência e se compadeceu dela, soltou a mão da mãe e indo ao encontro daquela senhora disse uma frase que nunca mais foi esquecida por ela: "A senhora é tão bonita!"

    Assim deviam ser nossas relações com o diferente: Ver beleza e graça naquilo que é oposto a nós pelo simples fato de que somamos mais do que subtraímos com esse contato imediato de primeiríssimo grau.  

sábado, 26 de dezembro de 2015

O MENINO


E, lá se foi o menino, foi embora, foi tristinho,
Pensativo, foi sozinho, ninguém O acompanhou.
Havia ali muita festa, muita euforia, muito riso,
Muitas vozes, pouco siso, e, dEle, ninguém falou.

Houve troca de presentes, e a noite já ia alta,
No entanto, ninguém deu por falta quando o menino saiu.
E, lá se foi o menino, saiu a pé, de mansinho,
Como dizem, de fininho, queria ficar, mas, partiu.

Uma criança da festa sentiu que faltava alguém,
Correu ao portão, porém, ninguém mais estava lá.
Mas, bem no final da rua, ele viu um animalzinho,
Um pequeno cordeirinho, se afastando devagar.

Lembrou da história que ouvira, sobre o Cordeiro de Deus,
Que tinha vindo dos Céus pra salvar a humanidade.
Será que Ele estava mesmo naquela festa ruidosa,
Cheia de gente formosa, esbanjando felicidade?

A criança, então, ficou triste, queria ter visto o menino,
Brincar com Ele bastante, com Ele pular e correr.
Quem sabe, no próximo ano, Ele virá novamente,
Tudo poderá ser diferente, haverá amor, bem-querer.

(Por:
Mário Jorge Lima)

sábado, 19 de dezembro de 2015

DESPEDIDA

      

 
        Por vezes pensamos que o pior da despedida é a falta que a outra pessoa vai fazer quando partir desta vida. Não poder mais ouvir a voz, sentir o cheiro, abraçar ou beijar. Pensamos que o pior de tudo será a saudade, a vontade de querer compartilhar sonhos, viver a realidade dos acontecimentos planejados ou não, os conselhos não dados, os desejos e projetos que não mais se realizarão.
      Na verdade, existe algo pior que a ausência, pior que o silêncio de quem se ama, pior que a saudade ou o não compartilhar de sonhos...
      O fato de não ter a oportunidade de despedir-se...

sábado, 12 de dezembro de 2015

SEMÁFORO


Apressado, dirigindo meu carro, com mil e uma coisas pra fazer e inúmeras decisões a tomar, de repente dou uma rápida olhada na hora e percebo que tenho apenas 6 minutos para percorrer um trajeto que duraria em média 23 minutos. Pior: Percebo ao olhar pra frente que o sinal estava no fim do amarelo e que o vermelho chegaria em questão de segundos. Tento acelerar, mas, enfim, o sinal avermelha e sou obrigado a parar o carro contra a minha vontade.
Chama-me a atenção, surpreendentemente, uma criança atravessando o sinal em um ritmo totalmente diferente do meu. Estava sozinha, sem preocupação com o tempo. Seus passos lentos, andar inocente, sandálias simples, cabelos longos e bem tratados eram abrilhantados por um belo sorriso no rosto. Uma cena linda de se ver! Havia uma sintonia em nossos olhares que se cruzavam naquele sinal e que certamente em outros dias jamais pensaria existir. Parecia uma eternidade o tempo em que o sinal passou no vermelho. Pude ver seus livros embaixo do braço e algumas crianças que a esperavam do outro lado da rua, no fim da faixa de pedestre.

As motos gritavam de desespero pela pressa, os carros ao meu lado vociferavam palavrões pela demora do sinal, enquanto o motor do meu já não fazia mais barulho, a relatividade do tempo apresentada na prática diante dos meus olhos  me dava a certeza de que aquele momento de pausa podia me fazer perder um certo tempo para chegar ao meu destino, mas a imagem dos passos sem pressa daquela criança, contrastando com a velocidade do meu tempo, me ensinaram a importante lição de que não basta apenas viver bastante, mas ter qualidade nessa vida. Portanto, não existe perda de tempo quando se para para refletir e sossegar a cabeça e o coração. Pelo contrário, existe reposição de energia para seguir em frente. Daí a importância dos semáforos em nossa vida.  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MIRAGEM MODERNA



Dois homens perdidos no deserto da vida, exaustos de tanto caminhar na contramão da sociedade, com os pés feridos e marginalizados, os passos fracos impostos pelos líderes políticos, o suor escorrendo pelo rosto a ponto de não enxergarem direito o caminho pra se livrarem da hipocrisia dos religiosos e falsos moralistas e a mente começando a sofrer alucinações típicas dos efeitos do sol de preconceitos ao qual estavam sendo submetidos, subitamente deliram em uníssono:
_Oh, o que vejo? Será um açude? Estou com tanta sede! Vou correndo ao seu encontro!
_Não, querido amigo, isso que você está vendo não passa de uma piscininha pra criança da high society! Não é lugar pra gente como nós!
_Não importa! O calor é tão grande que eu me jogo dentro da piscininha infantil e espero alguém me tirar de lá!
_E você vai beber dessa água?
_É claro! Veja como ela está límpida e convidativa!
_Pois é isso mesmo! Se estivesse esverdeada, parecendo mais um lamaçal, talvez nos deixassem entrar!
_Meu amigo, com o calor que estou sentindo e com essa sede infernal que me consome, acho que não vou resistir...
_Espera! Você não está vendo ao lado uma sorveteria? Vamos, deve ter coisa boa lá!
_Deve sim, mas nós não temos dinheiro!
_Pode ser que eles estejam distribuindo gratuitamente sorvetes e água mineral, afinal, nesse solzão...
_E aquele “cinco e noventa e nove” bem grande na entrada do estabelecimento, o que será?
_Verdade, não tinha visto. O suor está cegando meus olhos... Aquele valor nos separa automaticamente dos mauricinhos que estão entrando lá!
_Mas, olha, se nos esforçarmos um pouco mais poderemos nos refrescar no ar condicionado daquele cinema, por trás da sorveteria e ainda aproveitar pra assistir “Star Wars – O despertar da força”!
_É mesmo! Ah... Não vai dar não...
_Por que não?
_Olha o tamanho da fila! Está virando o quarteirão!
_Nossa! É verdade! E mesmo, está todo mundo usando roupas alusivas ao filme. Não dá pra gente!
_Que tal se nós entrássemos naquela loja de roupas à esquerda da piscininha infantil?
_A gente vai comprar roupas?
_Não, só pra relaxarmos em uma daquelas confortáveis e luxuosas poltronas, na temperatura geladinha do ar condicionado...
_Ah, que pena... Não vai dar, olha só o traje das pessoas que estão lá dentro e das que estão entrando. Maltrapilhos como estamos, aquele segurança nunca nos deixaria entrar!  
_E naquele barzinho? Teríamos além de algo pra beber, boa música e...
_Tem muitos bêbados lá! Só arrumaríamos confusão!
_E aquele banco de praça?
_Muitos pombos sobrevoando o local. Ficaríamos mais sujos ainda!
_Além das doenças, né?
_Pois é... E aquele guarda não iria querer que manchássemos a imagem bela desse jardim de caminhada e passeios familiares com nossas esquálidas condições...
_Sabe de uma coisa? Acho que mesmo com sede, moribundos, sujos e com roupas rasgadas, nós temos nosso valor e não precisamos nos submeter a nenhum tipo de humilhação. É melhor seguirmos caminho e esperar novas miragens mais compatíveis com nossa realidade social, você não acha?
_Isso! Afinal, é melhor morrer dignamente, do que cedermos às chantagens do capitalismo moderno!
_Se essa é nossa sina, sigamos nosso caminho!

O problema não consiste necessariamente em andar à margem,

Consiste em não ter a oportunidade de fazer essa escolha. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SOBRE A AMIZADE


Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida.
Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.

É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças.
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias…

(Por Fernando Pessoa)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TRAGÉDIA É TRAGÉDIA


Estou com VERGONHA! Vergonha de ver pessoas comparando tragédia, pessoas achando que uns merecem mais compaixão que outros (ahhh, mas os Franceses são ricos). Estou lendo muitos absurdos, inclusive de colegas. Uma vergonha. Estamos sempre querendo que as coisas sejam feitas do nosso jeito, inclusive, que os outros orem pela tragédia que nós "preferimos" (onde afeta nossa família, nosso país, ou um lugar que você queria viajar). Quer uma novidade? Tragédia é tragédia. A comparação faz você parecer um tolo e não diminui o sofrimento de ninguém. Ao invés de contendas, divulgue formas de ajudar na tragédia que está te incomodando. Hoje fiz uma postagem e mais tarde vou fazer meu depósito para ajudar a @adrabrasil a ajudar o Brasil. Mas estou muito triste com o que aconteceu na França (uma ameaça que ainda está no ar). Muitos têm criticado os que colocaram a bandeira da França no perfil do facebook, falando que é modinha. Pois eu estou muito feliz, que compaixão vire moda mesmo, que se compadecer seja a modinha do momento. Você que diz que o Brasil merece mais (oração) por ser mais pobre que a França, sabe o que aconteceu em Beirut? Se não sabe, pesquise. Mais amor, mais amor, muito mais amor. Não vejo esse mesmo ódio nos meus amigos não cristãos. QUE SEJAMOS LUZ!!!!!! Não envergonhe o teu Deus pois nós somos o legado de Cristo. "Assim como nós Jesus sofreu também, mas na alma afligida que não desanima toda ferida cicatriza". Que Deus conforte você que está sentindo na pele as tragédias do final dos tempos." 

(Por Rafaela Pinho)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

HÁ LUZ...



Olho para além das janelas do óbvio e vislumbro o acaso... 


Não desejo continuar mirando a silhueta das decisões efêmeras, mas contundentes. Prefiro abraçar a subjetividade das escolhas inusitadas.

Adoro sorrir um sorriso amarelo, porém com propostas multicores pelo amanhecer. 

Anseio acordar desejando viver o sonho, ao invés de dormir antevendo o desastre do atraso na concretização do que ainda virá sob o travesseiro, ao longo da noite.

Gosto de antecipar os maus momentos para livrar-me logo deles.

Prefiro lamber o suor do esforço e sentir o sabor das conquistas, a deliciar-me do doce mel das desilusões.

Que os dissabores sejam meu constante trunfo na aquisição da maturidade e que os prazeres futuros oriundos das experiências alcançadas sejam constantes.

Que sejam repetitivas as frustrações, mas que tragam lições e me deixem mais criterioso.

Que a luz no fim do túnel continue lá e que eu continue a lutar para alcançá-la, mesmo sabendo que meu objetivo é o percurso, não a chegada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SOBRE GOSTO MUSICAL


Certo dia estava discutindo com um colega acerca de preferências musicais, gosto pelas músicas eruditas e coisas do tipo:

_ A emoção tomou conta de mim, cara, quando apareceram no palco chimbinha e Joelma e a banda Calipso tocou as músicas mais românticas que esse Brasil já ouviu! Posso afirmar com convicção, que desde o grande show do cantor Zezo (um dos meus prediletos!) não tinha visto tamanho frisson! A galera pulava, chorava e gritava com tanta alegria que não pude conter as lágrimas também, velho... E olhe que sou rodado. Só esse ano estive em pelo menos sete shows dos melhores cantores do país! O de Valesca Popozuda foi antológico! Aquela mulher é a poetisa que faltava ao nosso povo! Desde o grande Supla, há alguns anos, até o inimitável Pablo, nunca participei de um show com mais gente boa e de gosto mais refinado do que esse da Banda Calipso. Acho que o Brasil deve melhorar seu gosto musical e não ficar dando tanta moral pra certos cantores que se acham bons, como Thiago Iorc, Vander Lee, Nando Reis, Marisa Monte, Maria Gadu... Tudo modinha! Prefiro as letras inspiradoras e a dança estimulante do funk, do rap e do Kuduro!

Graças a Deus que acordei daquele pesadelo terrível e correndo fechei a janela do meu quarto, silenciando o barulho terrível que vinha da casa do vizinho... Fiquei a pensar sobre quanto tempo de sono produtivo a gente perde, apenas pela influência em nossos sonhos do péssimo gosto musical dos nossos vizinhos...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

CRIANÇAS




     Crianças não conseguem processar direito o que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais, e pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida. 

           É uma tecla insistentemente batida, mas pouco escutada: criança precisa ser amada. Não precisa de um iPhone aos nove anos, não precisa ir a Disney antes de ser alfabetizada, não precisa de um guarda-roupa de estrela de cinema. Precisa ser amada. Sai de graça.Só custa caro quando é educada por duas criaturas mais infantis do que ela. 

(Por: Martha Medeiros)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

PEDRAS NO CAMINHO


Nem sempre nos encontramos dispostos ou preparados para enfrentar situações que exijam de nós convicção plena do que queremos, foco, ou disciplina. Mas quando nos deparamos com um obstáculo, uma bifurcação, uma encruzilhada ou uma pedra, temos de agir, independente do nosso grau de maturidade...

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
(Drummond)
Diante de tão reflexivo poema, nos inquietam ao menos dez perguntas, em cujas respostas pode se entender um pouco da alma humana ao peregrinar pela senda dessa vida:
·         O que é a pedra pra você?
·         Em que parte de sua vida você se encontrou com ela?
·         O que estava acontecendo no momento em que você a avistou?
·         A pedra foi suplantada?
·         Como você tirou a pedra do caminho?
·         O que você sente hoje ao saber que conseguiu passar por ela?
·         Ela ainda está diante de você?
·         A pedra é necessariamente algo ruim?
·         Você caminha com a pedra guardada em seu alforje?

·         O que é mais importante em sua vida hoje: O caminho, o meio do caminho, a pedra ou os três? 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

ATEMPORAL




Nosso amor é atemporal.
Nós nos amamos, como dizia o saudoso poeta, "Desde os tempos imemoriais"!

Este sentimento nos acompanha desde o pretérito mais que perfeito, quando a inocência andava de braços dados com a curiosidade. Os casais apaixonados dessa nossa particular "Belle époque", percebiam em nós uma paixão avassaladora, capaz de traduzir por meio de profundas transformações novos modos de pensar e viver o amor. 

Hoje, continuamos abrindo este presente no presente, maravilhando a todos com um sentimento que de tão terno, causa inquietação em quem o estuda e fascinação em quem o observa de perto.

E no futuro, quando não estivermos mais aqui, tenho certeza que os frutos dessa união darão continuidade ao que foi registrado em seus corações, não apenas por meio de palavras, mas através de ações concretas. Subsistirão, portanto, toda abstração e subjetividade existentes na concretude desse atemporal sentimento: O Amor!  

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

É HOJE!

Se existe um dia para ser otimista, esse dia é hoje.
Se existe uma música para ser cantada, o dia de entoá-la é hoje.
Se existe um beijo a ser dado, que os lábios façam a festa hoje.

É hoje que os olhares devem se cruzar.
É hoje que as discussões devem cessar.
É hoje que as línguas precisam se encontrar.

Se há o desejo de abraçar alguém, isso deve ser feito hoje.
Se reconciliações precisam acontecer, que aconteçam hoje.
Se palavras mansas puderem abrandar o furor, que abrandem hoje.

É no hoje que residem as mais sublimes emoções, não no ontem.
É no hoje que nossos sonhos tornam-se realidade.
É no hoje que as melhores gargalhadas encontram-se depositadas.

Sem o hoje não haveria o outrora.
Sem o hoje não haveria razão para a expectativa.
Sem o hoje não haveria o presente.

Ainda há tempo de dizer as palavras que precisam ser ditas.
Ainda há tempo de limpar as lágrimas de quem se ama.
Ainda há tempo de afagar um animalzinho e de cheirar uma flor.

É hoje o dia de fazer o melhor amor já idealizado.
É hoje o dia de consertar o que se quebrou.
É hoje o dia de dizer não ao solitário desejo de ser único.

Hoje é o tempo de viver a inocência da infância.
Hoje é o tempo de sentir a maturidade nos atos.
Hoje é o tempo de estar mais junto a Deus.


sábado, 19 de setembro de 2015

A CORRUPÇÃO NO BRASIL


     
As pessoas felizes no Brasil são aquelas pessoas que acreditam profundamente (e são muitas pessoas que acreditam), que a corrupção está a cargo de um partido; as pessoas que acham que a corrupção está a cargo de um partido e que bastaria tirar esse partido do poder para que o reino da justiça e da igualdade se instalasse no país, são pessoas muito felizes, são pessoas que substituíram cultos como o do papai noel e do coelhinho pelo culto da corrupção is
olada, e quando eu digo isso eu não estou dizendo que um ou outro partido não são notáveis pela corrupção, estou dizendo aquilo que venho dizendo seguidas vezes em muitas manifestações, na televisão ou em textos, que a corrupção que Hamlet nota, começa no leito da sua mãe na Dinamarca, a microfísica do poder, a corrupção começa no andar pelo acostamento, a corrupção começa no recibo de dentista comprado pra entregar um imposto de renda, a corrupção continua no atestado médico falso entregue pelo pai para justificar o filho que apenas vagabundeou para a prova, a corrupção continua com o colega que na aula de ética, política e filosofia, assina a lista pelo colega, estudando Spinoza e a sua ética; a corrupção continua em todos os lugares e apenas numa ponta do iceberg como último elemento da corrupção ela chega a um partido, a um governo e a um poder, se a corrupção fosse de um grupo eu seria uma pessoa profundamente feliz, rejeitaria Hamlet, adotaria Paulo Coelho, seria uma pessoa absolutamente tranquila, porque a partir deste momento eu teria consciência que eliminando aquelas pessoas, que são do mal, eu estaria livre.


Por Leandro Karnal

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

AI, AYLAN...



     No dia em que ia morrer, Aylan Kurdi usava calças azuis e uma camiseta vermelha. A mãe deve tê-lo penteado, ainda que fossem poucos os fios, e tão finos. Agachando-se diante dele, ou segurando-o sobre os joelhos, amarrou-lhe os sapatos e fez, pela última vez, o laço. Aylan caminhou até o porto, com passinhos curtos, ou foi levado no colo? No colo, possivelmente - os braços envolvendo o pescoço da mãe, cabeça reclinada sobre o ombro dela - para não atrasar a marcha rumo à morte.
     Até ontem, o mundo não conhecia Aylan, sírio, três anos. Hoje, sua boca colada à areia, as mãozinhas com as palmas para cima, estampam jornais, deslizam nas telas dos computadores, se agarram à nossa retina.
      Ao contrário de outras dezenas (milhares?) que foram dar à praia, ou jazem do fundo do mar, de Aylan se sabe o nome, a idade, e que tinha um irmão, que também caminhou com ele (ou foi levado no colo, pelo pai) naquela madrugada, rumo ao porto. E esse nome o humaniza (dar nome a uma coisa é uma forma de amá-la). O corpo anônimo emborcado na praia é um ilegal, uma estatística - Aylan, sírio, três anos, trazido pelas ondas, é a criança que fomos, a que levamos ao pediatra, a que dorme no berço ao lado da nossa cama.
      A vida não foi cruel com Aylan. Poupou-o de morrer na guerra, entre poeira, gritos e estilhaços. De ser mutilado, ver a mãe estuprada, o pai degolado. Poupou-o da fome nos campos de refugiados. Poupou-o da longa jornada sobre os trilhos até ser barrado pelos soldados de Montenegro. Poupou-o das cercas de arame farpado da Hungria, dos caminhões frigoríficos da Áustria, das patrulhas da Inglaterra sob o Canal da Mancha - da polícia italiana, dos xenófobos franceses, dos neonazistas alemães.
      Em três, quatro minutos, a água salgada invadiu suas narinas, inundou seus pulmões. Nesses infinitos três, quatro minutos, procurou pela mãe, pelo braço do pai, sem entender porque o abandonavam. Então sentiu sonolência - e mar, mãe, medo se tornaram uma coisa só, depois coisa nenhuma.
     Aylan não sabia, naquela manhã, que era para a morte que o vestiam de camiseta vermelha e calças azuis. Na foto em que se deu a conhecer ao mundo, o Mediterrâneo, não a mãe, é que penteia seus cabelos.
     Não consigo fixar o olhar no seu rosto, nem me demorar nas suas mãos vazias. O que me afoga, junto com ele, com as esperanças de tantos que fogem como ele e ficam pelo caminho, são seus sapatinhos.

(Por Eduardo Affonso)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

RECEITA DE FELICIDADE



       Primeiro, é necessário ter certa idade. É muito difícil ser feliz antes dos trinta. Não que seja impossível, mas a juventude tem urgências, compromissos com a aprendizagem, com a paixão, tem limites, rebeldia, ideais, sonhos, competição, e embora tudo isso seja muito bom, não são os elementos da felicidade, porque são geradores de angústia. Felicidade vem depois da angústia, está mais ligada àquela sensação de alívio que a sucede: é uma duradoura, uma continuada sensação de alívio, de graças a Deus já passei por isso.
        Basicamente, é preciso ter um amor, uma pessoa boa de abraçar, de conversar, de viajar, de proteger, de dividir e com quem construir. Amores falham, é verdade, e nem sempre duram, mas a eternidade do amor é renovável.
        É essencial evitar trabalho estressante, como só ligados a risco financeiro ou aqueles para os quais não somos capazes. Recomenda-se cultivar alguma aptidão, pois a incompetência gera angústia, incerteza, noites sem dormir, o que não leva à felicidade. O problema é que a competência não surge de repente, é preciso incluí-la num projeto pessoal desde o período de formação (...)
        Manter um sonho ajuda muito. Quem já fez tudo ou tem tudo tende ao tédio. Embalados por nossa confiança, imaginamos que realizar tal sonho só depende de vontade, é só começar, é sonho que não angustia, apenas põe um sorriso no travesseiro. Não tem nada que ver com frustração, é até o contrário. Podemos sonhar com uma coisa singela, como escrever um livro de memórias, aprender a tocar violão ou sair de moto por aí. Mesmo que a gente o adie, o sonho nos mantém jovens.
        Pode-se ter alguma coisa para lamentar não ter feito, uma sensação do tipo agora já passei da idade. Coisa que não nos atormente. Algo como: gostaria de ter feito um curso de dança de salão, ou aprendido a nadar nos quatro estilos. Cultivar essa cômoda incompetência é uma forma de dizer que estamos satisfeitos, de bem com a vida, dizer que o que falta não nos faz falta.
        Filhos, é melhor que sejam bem educados. Dão mais gosto.
        É importante morar onde a noção pessoal de intimidade e conforto seja satisfeita. Pequenos detalhes contribuem: um puff para pôr os pés, uma parede com uma coisa boa para se contemplar, seja quadro ou paisagem, um espaço que não falte nem sobre. É o lugar para onde queremos ir, quando bate o desejo de recolhimento.
       Dinheiro não traz felicidade? Pode ser, mas não atrapalha. Ruim é desgraçar-se para tê-lo.
       O homem é um animal gregário, e o convívio pessoal pode ter repercussões positivas ou negativas na felicidade. Deve-se fugir do baixo- astral. O desperdício de energia em pugilato é altamente negativo. Rixas, embates, finca-pés, altas pressões, estopins curtos - xô! Paz e amor.
       No delicado capítulo do sexo, recomenda-se capricho. Na atitude, passar um ar muito sutil de intensidade, oportunidade, ousadia, experiência, desprendimento, persistência, atenção, sentimento, envolvimento, sedução. É necessário seduzir a própria mulher (ou o marido), mesmo após dez anos de uso. Quanto à técnica, são proveitosos gestos afinados, toques sábios, atenção nos acontecimentos, jeito, ritmo, conhecimentos objetivos de anatomia, ainda que restritos às partes principais e noções musicais de crescendo e diminuendo. Neste campo, está cada vez mais difícil enganar e é melhor preparar-se para um bom capricho.
       Ah, antes que me esqueça: É bom evitar carro velho.

(Por Ivan Ângelo)

terça-feira, 30 de junho de 2015

SOBRE GENTILEZA

   
Gentileza é uma ordem de Cristo. Não é demonstração de fraqueza, tampouco de falta de zelo pelas coisas do alto: é justamente o padrão do Reino de Deus. E quem deseja ser cidadão desse reino precisa agir conforme a constituição da pátria celestial. Agressividade, revide, vingança, rancor, ódio e sentimentos e atitudes semelhantes não fazem parte daquilo que o Senhor espera de nós. E, por favor, não use Jesus e os cambistas do templo para justificar agressividade, um conhecimento hermenêutico mínimo e um bom comentário bíblico te explicarão esse episódio. Cristãos agressivos são uma ofensa à fé cristã. Cristãos arrogantes, verborrágicos e que defendem suas crenças com base na espada serão censurados, como Jesus censurou Pedro ao decepar a orelha de Malco. A ordem é "Guarde a espada!" (Jo 18.11). Seja espada física, seja espada das palavras, seja de atitudes.

    Vivemos dias difíceis. Cristãos são atacados por todos os lados e os ataques vêm de fora e também de dentro da igreja. Somos tentados a revidar, como gladiadores gospel. Sem perceber, fazemos parte da carnal "guerra santa", seja contra gente de fora que nos ataca, seja contra gente de dentro que discorda de nós. Ser sal da terra e luz do mundo é ser diferente do que nos ensinaram a fazer desde pequenos. Ser sal da terra e luz do mundo é ... se recusar a reagir ao mal que nos fizerem pagando com mal. É fugir do padrão do mundo. Jesus não nos chamou para sermos lutadores de MMA gospel. Não podemos tratar os demais com sarcasmo, deboche, agressividade e rispidez. Não somos dos que agridem. Somos dos que caminham para a fogueira e os leões do Coliseu cantando louvores de glorificação a Deus. Ou deveríamos ser...
     Lembrando que gentileza (benignidade) e humildade (mansidão) são dois dos gomos do fruto do Espírito. 



Por: Mário Jorge Lima

sábado, 23 de maio de 2015

COMO A ÁRVORE...

Quem me dera ser como a árvore...

Oferecer sombra ao sujeito cansado do calor das adversidades;
Proporcionar um novo fôlego para quem estivesse precisando recomeçar;
Alimentar multidões famintas de vida e felicidade;
Aumentar a saúde das pessoas através de minha seiva curativa;
Trazer para perto da paz os que se aventuraram pelo mundo a desafiá-la;
Levar inspiração a novos poetas augustos com minha beleza;
Mostrar o poder restaurador da humildade por meio de minha grandiosidade;
Combater a erosão causada por palavras torpes;
Estimular o acúmulo de água para matar a sede de milhões;
Perfumar a vida de todos os que se aproximarem de mim;
Servir de abrigo aos animais quando há tantos desejando livrar-se deles;
Ser sempre otimista mesmo quando minhas folhas insistirem em cair;
Colorir o mundo cada vez mais frio e com relações em preto e branco;
Promover o amor na dor ao ser marcado com dois nomes e um coração;
Ser sempre útil, ainda que uma motosserra intermediasse nossa relação...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ALTO PREÇO

O jornal local anuncia: Dia violento em Campina Grande. Preso decapitado, delegacia furtada, ônibus incendiado,professor assassinado e tantas outras atrocidades que nos tiram a paz e o sono. O que esquecemos, algumas vezes inconsciente, outras propositadamente, é que esses que aí estão, matando, roubando, se drogando, são frutos de tudo o que não fizemos. São alunos da professora que faltava constantemente na escola, são filhos dos pais que viviam ocupados e não tinham tempo para acompanhá-los em suas atividades, são filhos de pais que não tiveram coragem suficiente para colocar limites e atenderam sem  culpa todos os mimos e dengos próprios da infância, são filhos de anciãos, pastores, professores, policiais, pessoas que se dedicaram tanto para salvar a família dos outros que se esqueceram de cuidar da sua.  São nossos filhos, primos, sobrinhos, vizinhos, alunos, são nossos parentes e aderentes. Podemos até não saber seus nomes e endereços, mas temos a obrigação de saber que são NOSSOS. Os jovens que hoje não tem futuro, já tiveram um passado e esse não era o presente que eles sonhavam. Quando ouvimos estas tragédias noticiadas pelos jornais logo filosofamos :" Precisamos mudar a humanidade", pena que ninguém lembra de primeiro mudar a si mesmo. E por essa omissão, inevitavelmente pagaremos o preço.

(Por Iviana Lima)

sábado, 2 de maio de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE



     NEPAL. País da Ásia situado na região dos Himalaias. Ao norte faz limite com o Tibete, região autónoma da China. Ao leste, ao sul e ao oeste faz divisa com a Índia. A sua capital é Catmandu. Não possui costa marítima, mas possui a fama de lugar de paz, tranquilidade e reflexões. O país dos mestres de sabedoria milenar, do ponto mais alto da terra, o Monte Everest, também é assunto no mundo inteiro por ter “tremido” nesses últimos dias.
     Após um terremoto ocorrido no sábado, 25/04, que atingiu 7,8 graus na escala Richter, e outro no domingo de intensidade um pouco menor, muitos nepaleses têm optado por dormir ao relento por medo de voltar para casa. Não é por menos. Cerca de 600 mil casas foram destruídas ou danificadas e em todo o país um rastro de morte e desolação afeta todo o país, pois o cheiro de sangue e de destruição é sentido nos quatro cantos da terra. 8 milhões dos 28 milhões de habitantes do Nepal foram afetados, segundo a ONU, e algo em torno de 6.700 vidas foram ceifadas nessa catástrofe natural.
   Um lugar de orações, reflexões e contatos espirituais absolutamente inspiradores agora sucumbe em escombros e calamitosas descobertas de novos corpos quase que de hora em hora. As autoridades desconfiam de que novos tremores (talvez até piores) possam ser sentidos nos próximos dias, semanas, meses ou anos – a incerteza e a insegurança também trazem sofrimento – e inverte no mundo as características peculiares a esse país que chora: Reflexões sobre a nossa fragilidade e sobre os caminhos sábios pelos quais devemos trilhar diariamente.
     Não há em nenhuma parte do globo terrestre total segurança, nem com relação a possíveis desastres naturais, nem quanto a ações humanas potencialmente destruidoras... O que fazer, então, diante de tão fúnebre destino da humanidade?
       Um passo importante é a tolerância em seus múltiplos aspectos. Outro é o espírito de generosidade pra ajudar quem está em uma situação mais difícil que a nossa. Mas o passo decisivo e mais importante de todos é o amor. Amor capaz de fazer-nos suplantar as diferenças; estender a mão com carinho a quem perdeu tudo, inclusive a autoestima; procurar abrigo seguro pra quem não tem, mesmo que seja no calor do seu abraço; orar, sobretudo quando seus recursos financeiros, materiais ou humanos não são uma opção para o momento e mostrar, principalmente pra quem tem sua visão prejudicada pelos escombros dos terremotos da vida, que existe uma saída para grandes, médias e pequenas catástrofes com as quais fatalmente teremos de nos encontrar diariamente. Assim caminha a humanidade.

(Fontes: G1, Wikipédia e EFE, Portugal)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

VIDA DE GADO


Vocês que fazem parte dessa massa, 
Que passa nos projetos, do futuro 
É duro tanto ter que caminhar 
E dar muito mais, do que receber. 
E ter que demonstrar, sua coragem 
A margem do que possa aparecer. 
E ver que toda essa, engrenagem 
Já sente a ferrugem, lhe comer.

Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado, ê 
Povo feliz 
Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado, ê 
Povo feliz

Lá fora faz um tempo confortável 
A vigilância cuida do normal 
Os automóveis ouvem a notícia 
Os homens a publicam no jornal 
E correm através da madrugada 
A única velhice que chegou 
Demoram-se na beira da estrada 
E passam a contar o que sobrou.

Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado, ê 
Povo feliz 
Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado, ê 
Povo feliz

O povo, foge da ignorância 
Apesar de viver tão perto dela 
E sonham com melhores, tempos idos 
Contemplam essa vida, numa cela 
Esperam nova possibilidade 
De verem esse mundo, se acabar 
A arca de Noé, o dirigível 
Não voam, nem se pode flutuar, 
Não voam nem se pode flutuar, 
Não voam nem se pode flutuar.

Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado e, 
Povo feliz 
Eh, ôô, vida de gado 
Povo marcado e, 
Povo feliz

(Em homenagem aos nossos amigos professores do Paraná e da Paraíba)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

FIEL?

_ Meu amor por você é grande demais!
_ De que tamanho?
_ Do tamanho da minha fidelidade!
_ Posso confiar em sua fidelidade?

_ Claro! Dentre todos os maridos que existem no mundo inteiro, não há nenhum como eu!

_ Como assim?
_ Posso já ter feito muita coisa errada, ter sido infeliz em alguns atos ou palavras, ter agido injustamente com alguém, mas a minha lealdade ao nosso amor está acima de todas as coisas!
_ Você será capaz de me amar pra sempre e nunca me trair?
_ Certamente te amarei até morrer! Nem em pensamento eu te trairia!
_ Mas se um dia aparecesse uma morena linda, inteligente, criativa, de bom papo, cheirosa, de família e que te desse bola?
_ Nunca! Jamais eu te trocaria por outra pessoa! Você foi, é e sempre será o meu único e verdadeiro amor!
_ É...
_ É o quê?
_ Você venceu. Estou convencida!
_ Oba! Consegui!
_ Agora pegue sua roupa, vista-se e corra pra casa, porque se você chegar muito tarde não tem esposa no mundo que acredite em um papo desse, nem mesmo a sua!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

AI SE SÊSSE!

Se um dia nóis se gostasse;

Se um dia nóis se queresse;
Se nóis dois se impariásse,
Se juntin nóis dois vivesse!
Se juntin nóis dois morasse
Se juntin nóis dois drumisse;
Se juntin nóis dois morresse!

Se pro céu nós assubisse,
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué tolíce?

E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca eu puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nóis dois ficasse
tarvez qui nóis dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

(Zé da Luz - Severino de Andrade Silva, nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965)

terça-feira, 31 de março de 2015

UMA CRÔNICA PEDAGÓGICA




Na sala de aula da vida de um professor, há diversos alunos...

A aluna INDISCIPLINA não dá um instante de sossego ao mestre.

O DESINTERESSE não está nem aí, porque sabe que o Sistema lhe promoverá, mesmo não sabendo de nada.

O aluno ESTUDO anda ausente das aulas.

A DISTRAÇÃO não falta a nem uma aula, mas nem por isso aprende algo.

A dona ASSISTÊNCIA é uma mãe muito relapsa! Só aparece para reclamar com o professor.

A DESMOTIVAÇÃO é a pior presença em sala de aula, sempre lembrando ao mestre como ele ganha pouco e quantos compromissos ele tem de honrar.

Esta tem sido a dura realidade vivida (e suportada!) por milhares e milhares daqueles que podem fazer do Brasil uma "pátria educadora" de fato, e não de discurso!

É só nos VALORIZAR!

( Por Valdemir Alves )

segunda-feira, 30 de março de 2015

LEI DE MURPHY


Quer tentar fazer o gol batendo este pênalti? 
Vai pra fora, bate no travessão ou o goleiro pega!

Quer mandar flores para ela?
Ela vai jogar fora pelo alto da janela, assim que souber quem as enviou!

Quer fazer sexo selvagem com a gata dos seus sonhos?
Sua moral não subirá na hora H!

Quer passar na entrevista de emprego?
Você ficará mais enrolado que fumo de corda!

Quer gastar todo o seu dinheiro no cabeleireiro e na manicure?
No lugar da carteira você só encontrará um bolso rasgado!

Quer ler  o final da história no livro de mistérios?
Rasgaram a última página só de maldade!

Quer tomar todas pra afogar as mágoas?
Você não tem amigos por perto, tampouco dinheiro!

Quer gargalhar livremente após ouvir uma piada muito engraçada?
Você não tem mais dentes!

Quer tentar segurar a fatia de pão com manteiga antes que ela caia?
Ela cairá...E sabe de que lado?!

Quer alcançar tudo o que você sempre sonhou na vida?
Não dê ouvidos aos pessimistas...

Eles sempre farão questão de lhe mostrar a Lei de Murphy!




quinta-feira, 26 de março de 2015

ZAP ZAP



Esse tal de "Zap Zap"
É negócio interessante
Eu que antes criticava
Hoje teclo à todo instante
Quase nem durmo ou almoço
E quem criou esse troço
Tem uma mente brilhante.

Quem diria que um dia
Eu pudesse utilizar
Calculadora e relógio
Câmera de fotografar
Tudo no mesmo aparelho
Mapa, calendário, espelho
E telefone celular.

E agora a moda pegou
Pelas "Redes Sociais"
É no "Face" ou pelo "Zap"
Que o povo conversa mais
Talvez não saiba o motivo
Que esse tal de aplicativo
É mais lido que os jornais.

Eu acho muito engraçado
Porque muita gente tem
Um Grupo só pra Família
Um do Trabalho também
E até aquele contato
Que só muda de retrato
Mas não fala com ninguém!

Tem o Grupo da Escola
O Grupo da Academia
Grupo da Universidade
O Grupo da Poesia
Tem o Grupo das Baladas
Das Amigas Mais Chegadas
E o da Diretoria.

Tem quem mande Oração
"Bom dia!", de vez em quando
Que só mande figurinhas
Quem só fique reclamando
No Grupos é que é parada
Dia, noite, madrugada
Sempre tem alguém teclando.

Cada um que analise
Se é bom ou se é ruim
Ou se a Tecnologia
É o começo do fim
Talvez um voto vencido
Porém o Zap tem sido
Até útil para mim.

Eu acho que a Internet
É uma coisa muito boa
Tem coisas muito importantes
Porém muita coisa à toa
Usar de forma acertada
Ou, por ela, ser usada
Vai depender da pessoa.

Comunicação é bom
Vantagens que hoje se tem
Feliz é quem tem amigos
Fora das Redes também
A vida só tem sentido
Quando o que é permitido
É aquilo que convém.

Pra quem meu verso rimado
Acabou de receber
Compartilhe esta mensagem
Que finaliza a dizer:
"Viva a vida intensamente
Porque é pessoalmente
Que se faz acontecer!"



Autora: Izabel Nascimento
Aracaju-Sergipe

sábado, 21 de março de 2015

SOBRE AS MANIFESTAÇÕES


Dilma Rousseff não é a governante dos meus sonhos, mas eu não caio nesse engodo que é essa movimentação contra o governo dela. Concordo com Mário Magalhães quando diz que existe um indisfarçável parentesco entre 1964 e 2015: a disposição de afastar governantes eleitos pelo voto popular. É só isso que anima essa manifestação.
Se esse movimento fosse sério, esses manifestantes não estariam batendo panela somente contra a presidente, e sim contra o governador Geraldo Alckmin, que deliberadamente mentiu sobre a situação das reservas de água em São Paulo e piorou a crise hídrica (e a Sabesp enquanto isso dando água com desconto a rodo para grandes empresas).
Se esse movimento fosse sério, saberia que a corrupção não começou nem piorou com o PT. Entre os alvos estariam Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Edison Lobão, Romero Jucá e outros eternos do Congresso, todos citados na Lava-Jato. Ou melhor ainda, a indignação se daria contra os que nem investigados são, como os já esquecidos casos do mensalão mineiro e da Alstom.
Se esse movimento fosse sério, lutaria não somente para punir este ou aquele político ou partido, mas denunciaria as estruturas que criam condições para a corrupção, como o poder econômico e a influência de empreiteiras, bancos, e do agronegócio nas eleições (lembrando que os integrantes da CPI receberam doações de campanha de empresas acusadas na Operação Lava Jato).
Se o movimento fosse sério, pressionaria por uma lei que regulamente a imprensa, para retirar o jornalismo das mãos de um punhado de oligarquias que controlam com mão de ferro o que vira notícia no Brasil (e assim escrevem esse enredo de ficção onde a Dilma aparece como a Geni dos males do Brasil).
Enfim, concordo com Laura Capriglione quando diz que os que agora querem linchar a Dilma (e que já pedem por impeachment desde o dia seguinte às eleições) são os mesmos que se opuseram à regulamentação da profissão de empregada doméstica, que reclamaram dos aeroportos cheios de gente que passou a poder viajar de avião, que desceu o cacete contra o “Mais Médicos”, que acha que o Bolsa-Família é coisa de safado (mas defende mordomias para o alto escalão). E eu poderia acrescentar: que é contra a implantação de faixas de ônibus, que rugiu contra as faixas para ciclistas, que acha que metrô atrai gente diferenciada. Não marcho junto com essa gente.
PS: Vários bons colegas meus notaram que, no dia da Mulher, as injúrias proferidas contra Dilma não questionavam sua competência ou honestidade como governante, mas sua figura como mulher: “vaca”, “puta”, “vagabunda”, etc.
PS2: Para os que defendem a ditadura militar e desconhecem a História: 31 dos 49 nomes da lista da Lava-Jato enviada ao STF são do Partido “Progressista” (partido dos abjetos Paulo Maluf e Jair Bolsonaro), descendente direto da Arena, o partido de sustentação da ditadura.

(Marcelo Cárgano - Via Facebook)

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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