quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

NOVO ANO

Novo ano...
Novos sonhos...
Novas esperanças...
Novas promessas...
Novas perspectivas...

Quando um novo ano chega, com ele segue-se um costume quase que mecânico de se acreditar que é possível fazer diferente. Mas...Quantos anos você tem? Quantos sonhos não foram realizados? Quanta esperança não já morreu? Quantas promessas não foram cumpridas? Quantas perspectivas foram alteradas por não se adequarem a realidade?

É verdade que o ser humano é fascinado pelos desafios e embora todos saibam que existe sempre um superfaturamento de ideais a serem alcançados e a imponderável crença no próprio potencial de fazer melhor que no ano anterior, poucos deixam de esperar mais do futuro. É quase que uma (re)significação da própria história, que inexplicavelmente ganha a cada novo ano um renovado capítulo, com páginas branquinhas, prontas para receberem vocábulos de um otimismo quase surreal.

Pensamentos pessimistas tendem a definir o fracasso na realização de um bom ano antes mesmo dele começar, muito em virtude da carga histórica de fracassos que carregamos, entretanto, quando se observa de maneira realista, no igual período conquistamos muito também. São derrotas e vitórias caminhando sempre juntas, sonhos e pesadelos em simbiose sistemática, sucessos e insucessos em irmandade, alegrias e tristezas de mãos dadas, risos e dissabores que se completam...

O que faz um ano ser bom ou ruim não são os planos bem ou mal traçados, mas a intensidade com que se vive os momentos que surgirão. Atitude é a a palavra de ordem, fé deve ser o lema e quando finalmente estivermos em uma idade em que não haja mais expectativas, tenhamos ao menos a certeza de que tudo (não apenas os sucessos no currículo) valeu a pena!

Em 2015 faça valer a pena!

Boas festas!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

SEM MANDAMENTOS


Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

QUAL A COR?

     
  Olá, mãe! Quero te contar um pouco da minha experiência ao retornar a nossa cidade trinta anos depois. A senhora não a reconheceria!
   Quando acordo de manhã, olho da janela do quarto de um pequeno, mas elegante e fino hotel, no qual estou hospedado e percebo que a sensação de bem estar e prazer não estão relacionados apenas aos recursos tecnológicos que disponho em meu temporário lar, mas ao que observo além dele. 
    De volta a minha terra natal após tantos anos, não posso deixar de contemplar as profundas mudanças que ocorreram nessas quase três décadas morando longe. São centenas de prédios a perder de vista, pistas largas, viadutos, metrôs luxuosos, logo se vê que tudo foi planejado com muito bom gosto e sofisticação.
    Que cidade tão linda! Paisagens marcantes, frutos da arquitetura moderna. São tantos casarões que quase me perco em minha própria rua! Basta olhar em volta no fim dela e o luxo do lugar é facilmente percebido através dos maravilhosos restaurantes e das lojas suntuosas que nos estimulam naturalmente a comprar e comprar, ainda que nem precisemos dos artigos vendidos... O shopping Center daqui é quase uma cidade de tão grande. Tem até pista de esqui com direito a neve! 
    Pra chegar até a casa em que vivi boa parte da minha infância precisei passar por alguns palácios residenciais construídos com a mais alta tecnologia. Não existem carros nacionais por aqui, só importados! As ruas são impecavelmente limpas, não se escuta sons barulhentos pois tudo é controlado rigorosamente por aparelhos instalados em vários cantos da cidade que medem o nível de decibéis de absolutamente tudo!
    No lugar em que vivemos a melhor época de nossas vidas construíram um gigantesco museu, que pra entrar, tem de se cadastrar e esperar o dia agendado para a sua visita. No meu último dia por aqui pude entrar no museu e logo constatei que as mudanças foram muito mais severas do que eu imaginava.
    Nada era tão belo quanto o que se percebe hoje por aqui. Só se via lagos, plantas e animais por toda parte; pinheiros, árvores de eucalipto dos dois lados da estrada de terra, os jardins de Dona Cotinha tomavam conta de boa parte do percurso que levávamos da mercearia de Seu Bento até a nossa casa. A escolinha onde estudei era cercada por um matagal imenso, corríamos das vacas e cabras que teimavam em ocupar esses espaços, as crianças e os adultos só andavam de bicicleta ou de carro de burro, tomávamos águas de cacimbas ou de poços artesianos, não tínhamos celulares, tablets ou afins; pra conversarmos com as pessoas só por meio de cartas ou nas reuniões ao redor de uma fogueira ao anoitecer; nosso meio de informação era um radinho de pilha e até o campinho de futebol no qual fiz inúmeros gols deixou de ser uma realidade nessa renovada cidade. 
     Enfim, mãe, a tecnologia dos dias atuais ocupou o espaço das irrelevantes campinas em que passeávamos. Não existem mais áreas de plantação, os animais que serviam de companhia, serviço ou alimento sumiram e até a velha capelinha em que a senhora casou com meu pai deu lugar a um gigantesco monumento a fé, com romeiros chegando de toda parte do país!
   As coisas mudam e com elas nossos sonhos, devaneios e ideologias... Só fico me perguntando: Quais as ideologias da sociedade atual? Quais os seus sonhos? Seus objetivos? Suas esperanças? Quando o último pingo da cor verde se for, que cor tomará o seu lugar? Pois é...

     Beijo, mãe. Câmbio, desligo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

HÁ MAIS PARA O NATAL

Há mais, há muito mais para o natal do que um trânsito caótico e lojas cheias de gente. Existem pessoas que enfrentam tudo isso só pra estar algum tempo juntas, pra degustarem lentamente um pouquinho da reciprocidade que alimenta o amor.

Há mais, há muito mais para o natal do que luzes de LED espalhadas pela cidade, existe o brilho dos olhos do ser amado, aquele olhar que de tão profundo, sai iluminando tudo à sua volta.
 
Há mais, há muito mais para o natal do que presentes caros que não se pode pagar. Existem os presentes inestimáveis, como um livro do seu autor preferido, uma pedrinha trazida de longe ou uma flor colhida ao amanhecer. 

Há mais, há muito mais para o natal do que brigas, lágrimas ou solidão. Ainda existe o recomeço, a esperança de dias melhores, e o abraço de um amigo sincero.

Há mais, há muito mais para o natal do que um papai Noel sentado em um trenó distribuindo doces. Existe um Deus maravilhoso, que nos presenteia diariamente com o dom da vida, e que nos mostra, como as badaladas de um sino ressoando pelo ar, que o amor venceu e sempre vencerá.

domingo, 14 de dezembro de 2014

QUERO...

Quero mergulhar no azul do teu sorriso
Quero me embrenhar nas delícias do teu corpo
Sentir o sabor macio do teu olhar festivo
Entender a complexidade do teu abraço
Saborear os vocábulos do teu silêncio
Usufruir da intelectualidade do teu não
Vivenciar intensamente os resultados do teu sim
Escrever teu gosto musical na partitura dos teus gestos
Eternizar o toque aveludado de teus dedos em meu rosto
Enroscar minha língua nas palavras doces que brotam da tua alma
Brincar em teus pelos aquecidos pelo arrepio
Aquecer-me do frio no calor do teu afago
Abrigar-me em teus prazeres mais recônditos
Plantar no teu coração a semente do amor eterno
Deixar brotar da planta dos teus pés o rumo a seguir
Caminhar com você na estrada que leva do mar até o céu
E quero, no final de tudo, perceber que isso é só começo...


sábado, 15 de novembro de 2014

DESABAFO



Não! Não quero mais te ver... Tenho tanta coisa pra fazer e você me sufocando desse jeito! Eu gostaria de ter mais liberdade pra estudar, pra ouvir música, ler um livro, sair com os amigos (desde que você não me acompanhasse), jogar futebol sem ter de voltar pra casa e me encontrar outra vez com você, pois a grande questão no nosso relacionamento é que estou me sentindo sufocado após tantos anos juntos! Se eu pudesse viver minha vida sem ter de te dar satisfação de tudo o que faço, o que como, com quem saio, o que estou assistindo ou como estou me sentindo, acho que poderíamos viver com relativa harmonia. Mas hoje, cheio de obrigações, de vontades e desejos, tenho de continuar me submetendo ao seu crivo, como se eu não tivesse personalidade ou controle sobre minhas ações. Quem manda em mim sou eu! Não preciso seguir as tuas orientações o tempo todo! Quero respirar! Concluir meu TCC em paz! Resgatar minha autoestima a partir de meu potencial e não de quem você quer que eu seja! Sei que estar com você tornou-se um vício pra mim e por isso decido hoje desfazer nossa união! Não importa quem queira curtir ou comentar sobre nossa atual situação, não quero continuar compartilhando dos seus ideais... 

Adeus, facebook!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LEITURA E PAIXÃO


Por que, cientificamente, os leitores são as melhores pessoas para se apaixonar?


   Já terminou um livro? Quero dizer, realmente terminou um? Capa a Capa. Você respira, do fundo dos seus pulmões e se senta lá. Livro nas duas mãos, a cabeça observando a capa, contracapa, e a parede em frente a você. Você é grato, pensativo. Você se sente como um pedaço de você se perdeu ou ganhou. Você acabou de experimentar algo íntimo, profundo. (Talvez, erótico?). Você só tinha uma metamorfose intensa e transitória.

   Esse tipo de leitura, segundo a revista Time Annie Murphy, é chamado de "leitura profunda", uma prática que está prestes a ser extinta, já que as pessoas passam os olhos rapidamente do que realmente leem. 

Não é nenhuma surpresa que os leitores são pessoas melhores. Tendo experimentado a vida de outra pessoa alguém através de olhos abstratos, eles aprenderam o que é deixar seus corpos para ver o mundo através de outros quadros de referência.

   Se você ainda está à procura de alguém para completar você, para preencher o vazio do seu coração isoladamente-curado, olhe para a raça que está morrendo. Você vai encontrá-los em lojas de café, parques e metrôs. Você vai vê-los com mochilas, sacos de ombro e malas. Eles serão curiosos e com alma, e você vai saber nos primeiros minutos de falar com eles.

   Eles não vão falar com você... vão conversar com você.

   Eles vão escrever cartas e poemas para você. Eles são prolixos, descritivos; mas não de um modo desagradável. Não apenas respondem uma pergunta e dão declarações sobre ela, mas contra-atacam com teorias e pensamentos profundos. Eles vão te encantar com seus conhecimentos de palavras e ideias.

  De acordo com o estudo, "O Que a Leitura Faz Para a Mente" por Anne E. Cunningham da Universidade da California, Berkeley, ler proporciona uma aula de vocabulário que crianças nunca obteriam frequentando a escola. Segundo Cunningham, "A quantidade do crescimento do vocabulário durante a vida de uma criança ocorre mais indiretamente através da exibição da linguagem do que pelo ensino direto".

Faça um favor a si mesmo e namore alguém que realmente saiba como usar a língua.

   Eles não vão querer você... Eles entenderão você.

  Você só deve se apaixonar por alguém que possa ver sua alma. Deve ser alguém que tenha atingido dentro de você, aquelas partes mais íntimas que ninguém poderia ter encontrado antes. Deve ser uma pessoa que não apenas conhece você, mas que te entende totalmente.

  De acordo com o psicólogo David Comer Kidd, na New School for Social Research, "O que grandes escritores fazem é levar você para dentro da história, a partir da sua escrita. Na ficção literária, a incompletude dos personagens transforma sua mente para tentar entender a mente dos outros".

  Isso é provado uma e outra vez, mais pessoas tomam a leitura. Sua habilidade de se conectar com personagens que eles não encontraram fazem eles entenderem as pessoas ao redor muito mais fácil. Eles têm a capacidade de empatia. Eles podem nem sempre concordar com você, mas eles vão tentar ver as coisas do seu ponto de vista.

Eles não são apenas inteligentes... São sábios.
  Ser excessivamente inteligente é desagradável, mas ser sábio é um ponto positivo. Há algo irresistível em alguém de quem você pode aprender. A necessidade de uma conversa espirituosa e divertida é mais indispensável do que você pode acreditar, e se apaixonar por um leitor vai melhorar não só a conversa, mas o nível da mesma.

  De acordo com Cunningham, leitores são mais inteligentes devido ao maior vocabulário e habilidades de memória, além da capacidade de detectar padrões. Eles possuem funções cognitivas superiores à média dos não-leitores, e podem se comunicar de maneira eficaz e completa.

  Encontrar alguém que lê é como namorar milhares de almas. É ganhar a experiência que eles ganharam de tudo que já leram e a sabedoria que vem com essas experiências. É como namorar um professor, um romântico e um explorador.

   Se você namorar alguém que lê, então também viverá milhares de vidas diferentes.

Tradução: Ayanna Carla e Italo Henrique.
Post completo (em inglês): clique aqui.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

POR SAPATOS (E AMORES) QUE NÃO MACHUQUEM

Amores são como sapatos: os melhores são os que machucam. Quanto mais nas alturas eles nos elevam, mais duro é voltar a ter os pés no chão quando a festa termina.
Não é bem assim.
De que adianta viver rodeada de scarpins salto 15 se eles não foram feitos para dançar a noite inteira? E a história se repete. É descer do salto e andar de pés descalços sujeita a cacos de vidros no chão. Pois, é melhor correr o risco de se cortar do que parar de dançar, não é?
Sapatos (e amores), também precisam ser do número certo. Os maiores são frouxos, sobra muito espaço vazio, abandonam os pés e se fazem perder pelo caminho. Os menores apertam, sufocam, fazem sangrar e causam feridas pela falta de liberdade. De ambos os jeitos, exigem cuidado demais a cada passo para evitar tropeços no primeiro paralelepípedo. Dificultam a caminhada. Tornam impossível pegar a estrada e seguir adiante.
Não adianta se contentar com o “quase serviu”. Sapatos, assim como amores, não mudam seu jeito de ser só porque nos apaixonamos por eles.
Sapatos (e amores) precisam ser confortáveis, companheiros para enfrentar a caminhada junto. Precisam nos encorajar a trilhar um caminho leve, sem dor. Alguns se desgastam com o tempo, outros cedem e se rompem. Tudo bem. Aquele sapato (ou seria amor?) simplesmente não serve mais.
A busca hoje é esta. Por sapatos e amores que não machuquem e que nos levem cada vez mais longe.

Por Luiza Garmendia

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O DEBATE

Para quem não viu o debate, acompanhe em Versos...

Foi um debate engraçado
Farpas pra todos os lados
Um, defendendo o que sonha
Outro, pensando em maconha

Não parecia debate
Tampouco, propostas havia
Era gente batendo em “genro”
Era “genro” batendo em tia

Caderno grandão, de “cursinho”
No púlpito não ficou sozinho
Recorre aos textos, então
Quem quer a reeleição

Veja, o assunto da hora
Quase sempre não mudou
Um, de um lado, acusando
Outro: “corrupto não sou”

Teve Baixinho raivoso
Enquadrando o “povo” teimoso
Mulher assanhada e arengueira
Retrucando e falando besteira

Até mesmo o mediador
Viveu momento de atrapalho
Coitado do pobre eleitor
Como escolher a “carta do baralho”?

Programa, que é bom, não se viu
Coitado do nosso Brasil!
Que fica a mercê de “conversas”
Envolto em falsas promessas

E agora, o que vamos fazer?
Pro cidadão, votar é preciso!
No meio desse bando de “loucos”,
Escolhamos o que tem mais “juízo”!

(por Osiran Lima)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ALTRUÍSMO

O altruísmo ainda é uma das características mais importantes para o crescimento de uma sociedade organizada e em harmonia. Pensem nisso!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A GRANDE FAMÍLIA



   Após 13 anos no ar, a última temporada de A Grande Família começa nesta quinta, na RBSTV, às 22h30min. E vem com uma ameaça ao bem-estar do lar dos Silva e dos Carrara. A aventura de Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marco Nanini), que navegam a bordo do barco construído pelo ex-fiscal, está custando caro à família. Tomada por sujeira e bagunça, a casa reflete o descuido que Bebel (Guta Stresser) e Agostinho (Pedro Cardoso), tiveram na ausência dos patriarcas.

   Leia depoimento do roteirista gaúcho Max Malmann sobre a emoção da equipe ao encerrar o ciclo d'A Grande Família.

   A família e eu

  17 de março. Na sala dos atores, Marco Nanini mostra sua cópia do roteiro, toda sublinhada com caneta pilot, ao diretor Luís Felipe Sá, para discutir os tons e nuances do Lineu naquele episódio. Acompanho de longe, enquanto devoro os sanduichinhos do bufê. De vez em quando, até dou palpites. Meu nome está na capa do roteiro, e tem estado desde 2005. Nove anos. E, ainda assim, me considero novato.

   "A Grande Família" chegou em preto e branco às tevês brasileiras em 26 de outubro de 1972, escrita por Max Nunes, Oduvaldo Viana Filho, Armando Costa e Paulo Pontes, dirigida por Milton Gonçalves e, mais tarde, por Paulo Afonso Grisolli. Era adaptada de um seriado americano chamado All in the Family, o qual, por sua vez, foi adaptado do seriado britânico Till Death Us Do Part. Com 112 episódios, foi ao ar até março de 1975. Jorge Dória era Lineu, Eloísa Mafalda era Nenê.

   Em 1987, foi exibido um episódio especial de Natal, escrito por Marcílio Moraes, mostrando o que havia acontecido com os personagens nos doze anos anteriores. Nesse episódio, Bebel (vivida por Cristina Nunes, filha de Max Nunes) estava separada de Agostinho e encontrava um novo amor, o qual, por uma estranha coincidência, era interpretado por Pedro Cardoso, que anos mais tarde, na nova versão do seriado, se tornaria célebre como Agostinho Carrara.

   Passou algum tempo, mudou o milênio e, em 29 de março de 2001, estreou o remake de "A Grande Família" concebido por Guel Arraes e escrito por Cláudio Paiva, Bernardo Guilherme, Marcelo Gonçalves e Adriana Falcão. A direção geral coube, na primeira temporada, a Mauro Mendonça Filho, que foi substituído por Maurício Farias e, mais tarde, por Luís Felipe Sá. Mauro Wilson é, atualmente, o redator final.

   Entro no estúdio durante um pequeno intervalo nas gravações. A diretora Olívia Guimarães pede silêncio. A família está em volta da mesa. Olívia dá as últimas instruções, corrigindo milimetricamente uma marca ou outra, e manda gravar. De repente, no estúdio, não existe estúdio. Não existem atores. Existe a família Silva e seus agregados, vivendo suas questões. Lineu, Nenê, Agostinho, Bebel, Tuco, Floriano, Paulão... Eles estão vivos, tanto ou mais do que eu ou você.

   Anoitece. Vamos todos para a entrevista coletiva que anunciará esta temporada, a décima quarta, como a última do seriado. O episódio final será o de número 489.

    Há mais sanduichinhos e outras guloseimas para os repórteres, além de sucos em jarras com formato de abacaxi. Guel, Felipe, Mauro, Adriana, Guta, Marieta, Nanini, Evandro, Tonico, Pedro e Marcos começam um bate papo que leva os jornalistas, e até alguns dos autores, a verterem algumas lágrimas. A Grande Família vai acabar.

   Ao final, posamos todos para uma última foto. Atores, diretores e autores. A família é grande. Sempre vai ser.

                                                                                                Max Malmann

domingo, 7 de setembro de 2014

A UNIVERSIDADE

Existem bastantes universidades espalhadas pelo mundo. Muitas com certificação internacional de qualidade, algumas delas conhecidas pelos estudos milenares que desenvolveram ao longo da história humana.  Existem nessas universidades múltiplos cursos das mais diversas áreas do conhecimento, que cuidam de pesquisar questões importantes, capazes de resolver problemas, ampliar conhecimentos, atenuar conflitos, buscar novas descobertas, minuciosas ou não, e que de alguma forma exerce uma influência na história social humana e desperta, através de valores científicos, para um mundo novo e muitas vezes desconhecido da maioria. É para esses fins que existem tantas universidades espalhadas pelo mundo. Mas existe gente que informalmente procura especializar-se em áreas, que muito embora tenham tudo a ver com as relações entre os seres humanos, não necessariamente requerem conhecimentos científicos. A arte da sedução.
Da mesma forma como se estudam disciplinas, homens e mulheres são também estudados pelos sedutores. A fragilidade, a carência e as necessidades individuais são analisadas e usadas para benefício desse tipo de “especialista”. Alguns deles, por serem casados ou já terem desenvolvido uma espécie de “graduação sexual”, já dispõem de conhecimentos suficientes do sexo oposto que lhes permitem alcançar a intimidade alheia com extrema desenvoltura. Nem o mais forte dos seres é capaz de prever o grau de intencionalidade maliciosa do sedutor que lhe beija a mão, até mesmo porque uma de suas virtudes, diga-se de passagem, é a paciência. Baixar a guarda, nesse caso, é o sinal de que se pode acelerar o processo de conquista.
O campo a ser desbravado, a dificuldade de acesso ao coração, o esforço maior ao se procurar entender a mente da pessoa desavisada e claramente carente, servem de estímulo para esse tipo de estudioso que insiste em procurar “alvos” em velórios, igrejas, escolas, festas, teatros, cinemas e shoppings, dependendo do “curso” com o qual encontra-se envolvido.
Certa vez, um empresário, muito boa pinta, inteligente e atencioso aproximou-se de uma mulher, funcionária de sua empresa de cosméticos, estabeleceu um diálogo aparentemente desinteressado e mesmo sabendo que a mesma era casada há mais de cinco anos, traçou o seu plano de conquista. No alto dos seus 45 anos, 17 de casado, três filhas lindas, uma bela esposa formada recentemente em arquitetura, 8 anos mais nova e uma vida financeiramente equilibrada e próspera, no campo sentimental (ou seria moral?) ainda lhe faltava alguma coisa. Após alguns conflitos matrimoniais motivados pelos seus deslizes, o casamento andava estável há algum tempo.
Dois anos se passaram desde a primeira conversa que tiveram naquele verão de 2000. A moça, antes tão recatada e emocionalmente resolvida já estava totalmente envolvida pelo seu chefe. Os problemas financeiros, as crises no casamento, os maus tratos do marido, o fato de não ter conseguido engravidar após tantas tentativas, o afastamento da igreja e a falta de tempo para estudar (não conseguiu concluir o ensino médio por causa do casamento), foram características fortemente exploradas pelo habilidoso sedutor que lhe apresentava a possibilidade de viver exatamente o oposto, com a velha desculpa de que estava em fim de relacionamento porque as coisas também não iam bem em sua casa...
Foi então, que após algumas tentativas frustradas finalmente ela decidiu aceitar seu convite para sair e após bebidas caras e um jantar romântico nunca antes proporcionado a sua mulher, o empresário decidiu levá-la a um motel. Tudo estava perfeito naquela noite. Suas filhas tinham viajado, a esposa foi dormir com a mãe doente e o esposo de sua funcionária precisou fazer hora extra na fábrica em que trabalhava. Tudo conspirava para que a noite do casal fosse regada a muita bebida, sexo e prazer. Mas algo deu errado. Ao chegarem em frente ao apartamento mais caro e luxuoso do motel, a mulher, filhas e o esposo de sua funcionária estavam parados, olhando para o carro que lentamente diminuía sua marcha.  Sua esposa monitorava há algum tempo o relacionamento do marido com a empregada e armou a cilada. Chegava ao fim um “TCC” que durava dois anos de preparação...

É... Muitas vezes, na área da sedução, os graduandos, os que estão fazendo especialização, os mestrandos ou os doutorandos esquecem-se que não basta ter experiência, tempo para dedicar-se a um bom projeto, ideias relevantes, orientador renomado ou referências bibliográficas interessantes. No campo humano, o momento da defesa de tese é sempre imprevisível, porque o imponderável pode acontecer a qualquer momento. E do outro lado de sua defesa existe uma banca que nem sempre perdoa certos erros de conduta ou certas falhas de caráter...

sábado, 6 de setembro de 2014

SEXO!

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

ARRODEANDO O CÉU




Ariano Suassuna arrodeia o céu

Digam logo que é mentira. Desdigam essa bestagem de que a notícia é de verdade verdadeira, que houve morte morrida. Falem, aí, que num tem literatura se acabando em choro, num tem caba macho das letras se arriando ao contrário pro meio céu.
Oxe. Avisem que ele é pai de Chicó, que brinca de morrer, morre, desmorre e ressucita com a gaita de João Grilo… Depois corre pra dançar. Dançar com as palavras

Chamem a Compadecida para dar colo ao nosso susto. “Mainha, a gente não quer ser filho de um mundo sem o talento monstruoso de um homi assim”.

Cabô o pantim. Cabô o aperreio. Nosso mestre não deu pinote. A vida nao foi pirangueira nos seus 32 mil dias de reinação.

Foi tudo graça pra nos fazer Severino de besta. Foi fuleragem, foi gaiatice. E deixem um cotôco de esperança pra gente soluçar.

Toquem o clarim. Tenham misericórdia do nosso egoísmo. Manguem da gente, que a gente quase acreditou. Os gênios jamais morrem.

Ave Maria. Ave José. Que cordel triste se fez hoje. Chora a cachorrinha. Chora a mulher do padeiro. Chora quem arrastou com ele um sotaque tão nordestino e um tão nordestino coração. Chora o Movimento Amorial. Chora de novo a mulher chorona do padeiro. Chora seu Manoel, chora Rosinha, chora o gatilho do cangaceiro. Chora, quietinha, a Academia Brasileira de Letras. Choram os livros. Choram os palcos. Choram até os grilos, seus homenageados.

O céu, meu pai, faz zuada, sorri feliz e se enche de causos. De palhaços, da mulher vestida de sol. Se enche das harpas de Sião e dos homens de barro. Se enche de amor. De humor. O céu inteiro espera. Se prepara. Corre. Transpira nossa agonia. E sua… ssuna.

O santo. A porca.

O homem da vaca.

O príncipe de Sangue.

A Caseira. A Catarina

Fernando e Isaura.

A onça Caetana.

Nas conchambranças de Quaderna… Se danam a rir e a chorar.

Corta.

No último do penúltimo ato, o paraibano-pernambucano abre o olho pra reclamar: “Deixem agorinha de frescura. Eu sou eterno quando lido, e lido bem com isso. Esse negócio de eternidade deve cansar”.

Mas a gente segue precipitado, abuticado… E os zoinho dele voltam a fechar.

Corta.

“João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer assim! Que é que eu faço no mundo sem João? João! João! Não tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso fazer agora?”.

Que posso fazer agora?

Que posso sentir agora?

Que posso dizer agora?

Que posso contar agora se não dessa orfandade que hoje quase me pariu?

…Não sei. Só sei que foi assim.

(Texto de Observatório Feminino)

sábado, 12 de julho de 2014

FIM DE JOGO


Meus olhos parecem não acreditar no que estão vendo. Olho para o lado e vejo uma criança chorando, envolta em uma bandeira; olho para o outro e vejo, boquiabertos, vários homens, estáticos e melancólicos, cena contrastante com a proposta do lugar e do espetáculo; busco nessa hora respostas pra tantas perguntas, mas curiosamente não as encontro. Aquela inesperada situação vivida em um ambiente, minutos antes, estimulante e festivo, parece tão surreal que as palavras não conseguem sair de minha boca...
Após alguns instantes de anestesiante dor e surpresa, meus ouvidos começam a funcionar e os gritos de choro, palavrões e acusações dominam o espaço em que me encontro. Não sei se choro, se me uno aos que bradam pela morte da líder máxima do meu país, se xingo a progenitora dos protagonistas da desgraça alheia ou se participo do silêncio gritante dos protestos, cujas lágrimas abundantes são o principal estandarte da revolta nunca antes sentida.
Começo a ter lapsos de consciência e a perceber que neste dia estou participando de um momento histórico. Infelizmente, preciso entender que nem sempre isso é bom ou estimulante, entretanto, impreterivelmente me levará a reflexões profundas sobre o mesmo. A primeira reflexão que me vem à mente é que eu não tenho sete motivos pra desistir da minha paixão pelo futebol ou pela seleção brasileira, mas 31 motivos para crer que a frustração e a tristeza são muito mais comuns em um torneio como a copa do mundo, do que a glória e o prazer, afinal, são 32 seleções lutando pela realização de um mesmo sonho!
Volto para casa em meio a brados retumbantes de indignação e revolta, ouvindo buzinaços de raiva, vendo homens descontrolados queimando camisas e bandeiras amarelas, outros quebrando o que veem pela frente. Chego na minha rua e me deparo com a vizinhança arrancando bandeirinhas presas nos carros, nos postes e antenas de tv, mulheres jogando água nas pinturas das calçadas e alguns jovens sentados no meio fio como se tivessem perdido um ente querido. Com um olhar de soslaio verifico que nem todos demonstram descontentamento, existem algumas pessoas que nas suas rodas de conversa utilizam em cada início de frase expressões do tipo: “Eu sabia!”, ou “Achei foi bom!”. Um misto de emoções prepondera naquele cenário que há poucas horas era de intensa festa e alegria.
Ninguém espera ser humilhado ou sair derrotado de nada na vida, mas assim é o decurso de nossa existência. São muitas portas batidas na cara, muitos “nãos”, tantos gritos de “ais” que deveríamos estar acostumados ao infortúnio, mas a verdade é que nenhum de nós nasceu pra perder e quando isso acontece em nossa casa e da maneira como aconteceu parece que o fundo do poço chegou. O problema é que o poço da angústia e do fracasso não tem fundo. Ele sempre nos diz que algo que está ruim sempre pode piorar...
Diante de uma copa sem grandes problemas, repleta de emoções, de grandes lances, de gols belíssimos, de imagens de encher os olhos, de confraternização mundial acontecendo em nosso país, só conseguimos nessa hora enxergar a decepção originada por uma saraivada de gols em uma partida de futebol. Pior que isso é começar a misturar as coisas e passar a colocar em campo partidos políticos, religiões, teorias tresloucadas de conspiração, talvez para que sejam encontradas explicações plausíveis para a maior catástrofe do futebol brasileiro em todos os tempos!
Devemos ter orgulho de nosso país sim! Pelo simples fato de que ele não pode ser resumido a política, futebol ou samba. Ele é muito mais que isso. As lágrimas derramadas na derrota esportiva são válidas sim! O rosto pintado em homenagem à seleção é válido sim! As bandeiras espalhadas pela casa, a camisa verde e amarela vestida com orgulho, o barulho dos brinquedos (irritantes, diga-se de passagem), o som das músicas antigas e novas em alusão ao sonho do título, tudo isso é válido sim!
Pessoas que reclamam da situação do nosso país no tocante a saúde caótica devem buscar meios para solucionar o problema em rodas de conversa, focando no alvo. Quem discute a corrupção no Brasil deveria deixar de ser primeiro, quem fala mal de governantes deveria lembrar pelo menos em quem votou nas eleições passadas, quem diz que a educação vai de mal a pior deveria conhecer mais de perto a realidade das escolas a partir do acompanhamento aos filhos que estudam nelas.
Tentar resolver problemas sérios de infraestrutura, de saneamento básico, de segurança pública, ou de qualquer outra ordem, xingando, gritando, postando ou blasfemando, de forma alguma resolverá o problema. Apenas mostrará nossa incompetência para assumir que ainda precisamos amar nosso país, antes de partirmos pra luta por uma sociedade mais justa, cumpridora dos deveres e fiscalizadora dos gastos públicos. Criticar é fácil, argumentar é fácil, apontar é fácil, xingar é fácil. Difícil é amar! Quem ama cuida! Não estimula a anarquia, o quebra-quebra, não vê governante em tudo o que acontece de errado na nação, antes, se vê, porque quem faz o país somos nós, quem os coloca no poder somos nós. Tudo o que acontece são nossas mazelas, nossa ineficácia, nossa corrupção, nosso problema. Só assim começaremos a mudar nossa história. Para melhor.
Na esfera futebolística, fortes debates podem e devem fazer parte de qualquer partida, ainda que vexaminosa. Ser o país do futebol é apenas um título que professamos ter, mas que em momentos de dor como esse na copa, pode e deve ser repensado para que nossa autoestima volte a crescer. Simples assim.
Na esfera política, fortes debates podem e devem fazer parte de qualquer momento político, ainda que estejamos em situação vexaminosa no panorama mundial. Ser um país democrático e socialmente justo não deve ser comparado a um título esportivo, porque ele vem e vai ao sabor do vento (quem não lembra do penta conquistado justamente em cima dos alemães em 2002?). Neste caso não é a nossa autoestima que deve ser levada em consideração, mas a nossa qualidade de vida. Os alemães, assim como os holandeses, os italianos, os franceses e os ingleses orgulham-se do seu país, independente do futebol. Por que não aprendemos com eles, afinal, temos ou não mais motivos para sermos felizes?

Nesta esfera, felizmente, ao contrário do que muitos pensam, o jogo ainda não acabou. A goleada ainda pode acontecer em nosso favor...

sábado, 7 de junho de 2014

UNIVERSO FEMININO

Pergunta: O que te fascina no universo feminino?

Resposta:
A boca, os dentes, a língua... 
Os cabelos, a pele, o nariz... 
As mãos, os pés, os dedos... 
Um encanto! 

As opções musicais e cinematográficas... 
A inteligência, o humor e a criatividade... 
A sagacidade e a precisão das respostas às mais complexas perguntas... Um primor! 

A eloquência, a velocidade, a concentração... 
O foco, a determinação e a motivação constante... 
O poder de superação, a paciência e o equilíbrio... 
Um exemplo! 

Pergunta: Além dessas, que outra característica pode tornar uma mulher perfeita? 

Resposta: O poder de retirar todos os defeitos masculinos e assim tornar o homem digno de seu amor!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

QUANDO AS COISAS NÃO VÃO BEM

     
Quando as coisas não vão  bem em nossa vida a revolta contra o Criador é quase que lugar comum. Falta-nos chão, falta-nos luz, discernimento e paz. Nada faz sentido, nitidez não há, nosso mundo vira de cabeça pra baixo e a única coisa que pensamos em fazer é culpar a Deus...

    Tantos males causamos, tanto desprazer, tanta fofoca, tanta mentira, tanto desprezo.  Furtamos, matamos, adulteramos, nos corrompemos, bebemos, fumamos, nos drogamos, discutimos por bobagens, agimos com violência sem necessidade (e quando há?), discriminamos, blasfemamos, nos prostituímos, cometemos irregularidades no trânsito, burlamos as leis, colamos nas provas, furamos filas, sujamos as ruas, promovemos a anarquia, calculamos errado de propósito, consumimos além do normal, desvirtuamos palavras, falamos palavrões, nos omitimos de ajudar alguém, desencaminhamos inocentes, celebramos a falsidade, separamos famílias, agredimos animais indefesos, defendemos outros seres desprezíveis como nós e ainda assim, diante de tanta falta de amor e compaixão queremos culpar a Deus porque as coisas não vão bem em nossa vida? 

     Talvez nossa forma de pensar é que esteja na contramão do que é certo, justo, puro e bom e exatamente por isso, as coisas não estejam dando certo para nós. É que o Senhor não anda junto disso tudo e com Ele não há meio termo, ou você é ou você não é Seu seguidor.

     Seguir a Deus significa viver a vida caminhando sobre as marcas de suas pegadas, não à margem do que é definido por Ele...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

E HOJE...




E hoje, em meio a uma diversidade incrível de motivos que dão permanência à nossa alegria, ainda existem pessoas incapazes de reconhecer essa tal felicidade. Mas não lhes culpo por isto... 

Talvez estejam tão acostumados em seu pequeno mundinho que não consigam enxergar a grandiosidade da imensidão do mar.

E hoje, quando finalmente temos a liberdade de fazermos nossas escolhas, ainda existem pessoas perdidas, sem rumo, sem coragem para tomar ou assumir suas decisões. Mas não lhes culpo por isto... Talvez estejam tão insensíveis à leveza do voo dos pássaros que não consigam bater suas asas rumo aos seus próprios sonhos. 

E hoje, enquanto temos a oportunidade de sermos bálsamos em meio a tantas vidas confusas, ainda existem pessoas que preferem se entregar ao seu próprio cansaço, cobrando dos outros tudo o que deveriam exigir de si. Mas não lhes culpo por isto... 

Talvez seja próprio do ser humano ir perdendo aos poucos a capacidade de cuidar, de vivenciar o amor mais do que pronunciá-lo, e de transformar pequenos gestos diários em passaportes para um bom dia. 

E hoje? Devemos priorizar os motivos que dão permanência à nossa alegria, pois são eles que fazem nossa vida ter real sentido! 

Por: Iviana Lima

quinta-feira, 1 de maio de 2014

FACEBOOK - Parte 1

Quem é viciado em facebook sabe disso...
  • ·        Quando alguém entra, vê suas fotos maravilhosas e não curte é sinal de inveja ou pelo menos de inquietação porque queria fazer igual e não pode ou se fizer será chamado de “plagiador”;
  • ·        Quando alguém entra, vê suas fotos maravilhosas e apenas curte, sem comentar, é sinal de que curtiu apenas porque sabe que você viu que ele estava online;
  • ·        Quando alguém entra, vê suas fotos maravilhosas, curte e comenta, certamente o comentário será: “Que legal!” ou “parabéns!” para mostrar que se esforçou bastante para dar a sua contribuição, mesmo que a contragosto.
  • ·        Quando alguém entra e não vê suas fotos maravilhosas é sinal de que... foi bloqueado porque não conseguiu usar a máscara facebookiana por muito tempo...!




sexta-feira, 18 de abril de 2014

MAIS E MENOS

Mais aventuras,
Menos marasmo.

Mais entusiasmo,
Menos mornidão.

Mais música,
Menos barulho.

Mais abraços,
Menos tapinhas nas costas.

Mais ouvido,
Menos boca.

Mais criatividade,
Menos improvisação.

Mais ação,
Menos conversação.

Mais sexo,
Menos promiscuidade.

Mais prazer,
Menos tédio.

Mais verdade,
Menos hipocrisia.

Mais Deus,
Menos mundo.

sábado, 5 de abril de 2014

ELE SE FOI

O Brasil perdeu hoje um dos maiores talentos da teledramaturgia mundial: José Wilker. No ano em que completaria 49 primaveras a disposição do mundo das artes, ele se foi.
Quantos momentos de emoção passamos juntos, quantas risadas dividimos, quantas lágrimas derramadas ao assistirmos as suas brilhantes atuações na telinha, tudo encerrado em circunstância do único mal irremediável com a qual impreterivelmente todos nos encontraremos um dia: A morte.
Com seu estilo diferenciado e seu enorme talento, conquistava o público, independente se fazia o papel de mocinho ou de bandido. Dono de notável inteligência e cultura desenvolveu os trabalhos de ator e diretor com maestria.
Expressões como “felomenal”, “É justo, muito justo, justíssimo”, “Vem pra cá, que eu quero te usar!”, "O tempo ruge e a Sapucaí é grande!" ficarão para sempre registradas nas lembranças do povo brasileiro que admirava esse grande homem, ótimo profissional e que diminuirá, com a sua triste e prematura partida, a qualidade dos trabalhos na TV nacional.
Uma pena sabermos que ficaram para  trás grandes personagens, que embora encerradas as suas histórias nas novelas e filmes, continuavam bem vivos no nosso imaginário: Coronel Jesuíno (Gabriela), Vadinho (Dona Flor e seus dois maridos), Giovanni Improtta (Senhora do Destino), Roque Duarte (Roque Santeiro), dentre outros, eternizaram-se com a morte de quem lhes deu vida.

Nossos aplausos a este grande ator (um dos maiores de todos os tempos) e nossa tristeza por tão irreparável perda...

segunda-feira, 31 de março de 2014

INSERIR-SE!

Tudo depende da forma como você se insere no contexto das coisas... 

Quer gritar na multidão sobre seus anseios quanto ao futuro? exclamatize-se!

Quer chorar vendo o tempo passar? estagnatize-se! 

Quer criar ares de bom moço? Hipocritize-se!

Quer veicular informações falsas sobre alguém? Fofoquize-se!

Quer interpretar o papel de herói em todas as historias? Mascare-se!

Quer evitar ver a corrupção no Brasil? Despolitiquize-se!

Quer desvincular-se de Deus? Ensoberbeça-se!

Quer ter um dia feliz independente das dificuldades? Despolua-se!

Quer se olhar no espelho e se achar bonito? Desestigmatize-se! 

Quer corrigir esse texto? Descontextualize-se! 

segunda-feira, 24 de março de 2014

DISCIPLINA

Disciplinar um filho não é tarefa das mais fáceis. Sabemos o quanto é importante em virtude da noção de limites ensinada, o respeito e a obediência a uma ordem dada pelos pais ou responsáveis, a concepção do que é certo e errado, bem como as consequências das escolhas feitas a cada momento. Mas quando uma das regras de convivência familiar ou social é quebrada, é necessário que se conheça o preço a pagar. Mais difícil é ver uma mãe disciplinar com uma palmadinha na mão da filha ainda bebê, por bater em seu rosto repetidas vezes e perceber que as lágrimas que caíam do rosto da pequenina se misturavam as suas...

É... Ensinar os filhos exige de nós firmeza, cumprimento das promessas feitas e exemplo de conduta. Sobretudo, exige de nós sensibilidade para sentir a dor do filho e perceber que ainda assim o que tem de ser feito hoje na educação das crianças não pode ser postergado, dessa forma construiremos uma sociedade que vivenciará valores, não apenas as estudará nas escolas. 

domingo, 23 de março de 2014

NA MODA

       
        Cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da P*** bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? 
        A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. “CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.” 

(Herbert Vianna Cantor e compositor)

quinta-feira, 13 de março de 2014

PERFUME

A menina passeava pelas flores. Encantava-se com o seu perfume agradabilíssimo. Certo dia decidiu apertá-las para ver se o seu perfume ficava impregnado em suas mãos. Conseguiu! Lágrimas escorriam de seus olhos com a emoção de saber que seu cheiro ganhava a fragrância dos jardins de seus passeios diários. Esmagou várias delas, passou as mãos em seu vestido, no rosto, nos cabelos que voavam ao sabor do vento, e destruiu diversas outras para passar seu aroma nos braços e pernas e percebeu que todo o seu corpo estava com o cheiro das flores. Olhou para trás e observou que o seu jardim já não tinha mais a mesma beleza e cor, apenas pétalas esmagadas coloriam tristemente a estrada sob os seus pés. Nesse momento, a menina se deu conta de que não precisava esmagar as flores para obter delas o perfume, mas estar sempre caminhando pelos jardins floridos...

Assim é a vida. Enquanto alguns buscam roubar o que os outros possam ter de melhor, independente do mal que podem causar-lhes, outros preferem caminhar bem pertinho de quem tem adjetivos interessantes, apenas para usufruir de sua aromática presença.

terça-feira, 4 de março de 2014

PEQUENO GIGANTE


Esse gigante deve ter déficit de inteligência e falta de noção organizacional, mesmo! Por que atacar um evento esportivo internacional com a prerrogativa de quem deseja melhorias no campo social e político? Chega a ser triste ver um direito legítimo do cidadão brasileiro ser levado por um caminho tão desestruturado a ponto de os objetivos iniciais se perderem no tempo. As manifestações realizadas com anarquia, no momento e no lugar errados denotam no mínimo intenções erradas...

Em um ano em que as urnas estarão de volta aos palcos políticos do Brasil, muitos brasileiros preferem destruir (ou tentar destruir) um evento esportivo com a “desculpa” de ter repercussão internacional. Puxa vida... Existe de verdade uma preocupação dos outros países com o nosso? Vão aplicar sanções enquanto a política brasileira não for reformada? Esperarão de braços cruzados o fim da corrupção no Brasil para poderem investir nele novamente?

Nosso objetivo tem de ser moralizar a política do nosso país e isso se dá de maneira mais efetiva quando fazemos bom uso do nosso voto! É nas urnas que o futuro da nação entra em xeque, não em um campo de futebol. O voto nulo ou em branco, a abstenção, as manifestações nesse dia, sim, terão valor em uma possível mudança no cenário político brasileiro. Não é que manifestações no período de copa não devam acontecer, não estou blindando o evento, mas clamando a todos a raciocinarem sobre que mudanças efetivas para a nossa triste realidade social poderiam acontecer com o fim desse campeonato mundial, porque se fosse algo certo, deveríamos destruir também o Carnaval, o São João, o Sete de Setembro, o Natal, etc. Não é notoriedade em eventos públicos que de fato queremos?

Utilizar as manifestações como instrumento de autopromoção é desumano, antiético e imoral, é algo totalmente desprovido de razão na luta coletiva pelo bem comum. É preciso lutar, desde que seja com civilidade, é preciso reivindicar direitos com força, mas, sobretudo com inteligência e honestidade. Solicitar mudanças no sistema de transportes, na saúde, na educação e na segurança pública não pode acontecer queimando ônibus, quebrando hospitais e escolas ou ainda atacando policiais e destruindo postos de segurança. É nosso dinheiro que será usado para a reconstrução de tudo isso!

O povo deve estar unido inicialmente dando exemplo em casa de organização, respeito, educação e higiene, para depois buscar lá fora o que sente falta. Como sentir falta de algo não vivenciado no lar? A postura que o povo brasileiro deve ter quanto à mudança tão almejada deve começar a ser treinada em casa.

Acompanhar, cobrar, investigar e denunciar são os próximos passos para uma nação que busca a moralidade e o respeito ao bem público. Pode ser que essa batalha não surta em curto prazo os efeitos desejados, mas será pelo menos o começo de um novo tempo. Acabar com uma partida de futebol, um campeonato, uma grande festa popular ou um bem público é agir errado e pensar muito pequeno pra quem precisa de grandes realizações.


Para mim, esse gigante é muito importante, mas por enquanto deveria voltar a dormir e sonhar com um mundo melhor de novo, mas com um mapa de como agir com sabedoria e efetivo compromisso com o que é certo, justo e bom para todos. Só então deveria despertar para um novo amanhecer... 

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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