sexta-feira, 6 de abril de 2018

A QUE PONTO CHEGAMOS?



         Vejam só a que ponto chegamos. Agora ele está querendo ser presidente. Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende. Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos. O pai, ao que parece,não conseguiu se fixar em emprego algum e alguns chegam mesmo a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo. É certo que não seria nunca escolhido como operário padrão.E que dizer do lugar onde nasceu? Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio à rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas. Podem imaginar o seu comportamento num banquete? Seria vergonhoso, cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia. Seria um vexame nacional. Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação formal se restrigindo a ler, escrever e fazer as quatro operações. Como trabalhador braçal, excelente. Na verdade, ali é o seu lugar. Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenvolveu de forma invejável.Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião,não vacilou em se valer dos seus músculos para dobrar um grupo de adversários.

         Mas, o que assusta mesmo, é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente no campo. Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vêm a riqueza do país? E agora este matuto quer colocar o carro na frente dos bois. Se sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no País. O nosso sistema de produção vai se desmantelar, com imprevisíveis conseqüências sociais. No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e ao patrões não resta outra alternativa que deixar o País. “Love it or leave it”.

        Podem guardar seus sorrisos e sua raiva porque isto que escrevi não é sobre quem vocês estão pensando. É sobre Abraham Lincoln. E o que eu disse sobre sua vida pode ser encontrado na Enciclopédia Britânica, para quem quiser conferir. Imaginei como é que a conversa rolaria nas rodinhas das UDRs, KKK’s da época, ante a insólita possibilidade de que um ex-lenhador sem curso primário viesse a ser o presidente do país. Como se sabe, Lincoln foi eleito, os escravos libertados, houve uma enorme convulsão social, pois os donos de escravos se recusaram a aceitar a liberdade dos negros e aqueles que não se ajustaram cumpriram sua promessa: emigraram. Para onde? Muitos para o Brasil. E foi assim que nasceram as cidades de Santa Bárbara do Oeste e Americana. Por que o Brasil? Porque, se não podiam ter escravos lá, poderiam continuar a ter escravos aqui. Nunca imaginei que esta seria uma boa razão para se optar pelo Brasil: para se continuar a ter escravos.

         Mas os tempos mudaram. Mudaram? Parece que ainda hoje o mesmo horror existe ante a possibilidade de que um operário venha a ser presidente do País. E as conversas que rolam por aqui não devem ser muito diferentes das que rolaram por lá. Parece que a história está cheia de situações parecidas – e é só por isto que podemos aprender dela.

           Quem sabe a memória do ex-lenhador que se candidatou a presidente dos Estados Unidos possa nos ajudar a colocar em perspectiva este fato insólito de um operário que se candidata à Presidência do Brasil.

( Por: Rubem Alves )

domingo, 1 de abril de 2018

MANHÃ GLORIOSA

     
Aquela parecia ser uma manhã como outra qualquer... Mas não era!

     Embora os pássaros cantassem da mesma forma, as pessoas caminhassem pro seu labor diário do mesmo modo, as mulheres fossem pegar água no poço do mesmo jeito de sempre, algo estava diferente. No semblante dos que acordaram logo cedo percebia-se uma certa inquietação quanto aos acontecimentos dos últimos dias. A rotina do primeiro dia da semana seria mudada para sempre!

    Tristeza para uns, regozijo para outros, a cena do Calvário foi marcante em vários aspectos. Até o último suspiro de Cristo, gargalhadas e prantos descontrolados misturavam-se ao sabor do vento. Vento este que mudou de intensidade após as últimas palavras de Jesus. Tudo escureceu mais rápido, tremores de terra foram percebidos, nuvens negras espalhavam-se pelo céu em profusão, acontecimentos assombrosos marcavam aquele momento, o negror daquele fim de tarde era diferente de todos os que este mundo já viu. O filho do homem acabara de entregar seu espírito ao Pai, e, nesse instante, consumado estava o plano da redenção.

    De todo modo, o complemento mais esperado do plano ainda estava por vir. A manhã gloriosa da ressurreição do Salvador guardava sensações e sentimentos nunca antes experimentados pela raça humana! Era hora da vitória sobre a morte! O momento em cuja simbologia dependia totalmente o futuro dos seres humanos: A morte para o pecado a ressurreição para a vida!

      O triste destino da morte eterna iniciado no Éden quando o fruto proibido foi comido, mudava sua rota, quando Jesus Cristo, naquela cruz, deu sua vida por cada um de nós. Agora sim, ao gritarmos: "Ele vive!" podemos afirmar com convicção: Nós vivemos! A vida triunfou! A certeza da eternidade volta aos nossos corações e o que nos resta nesse momento é aguardar o dia em que o Rei dos reis virá nas nuvens dos céus e dirá: "Vinde, benditos de meu Pai, possuir por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo!"

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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