quinta-feira, 21 de maio de 2020

MUITO IMPORTANTE


     

     "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia uma média de 980 mortes por doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC); 624 por câncer; 425 por doenças respiratórias e 412 por causas externas, como acidentes de trânsito, homicídio e suicídio."

     Hoje, a COVID19 (mesmo com toda a subnotificação que existe no país) matou 1.188 pessoas. São 1.188 famílias chorando a morte de seus amados, apenas por esta doença, fora todas as outras mortes de brasileiros, que não deixaram de acontecer por causa da pandemia...

      É muito importante que os governantes sejam fiscalizados mais fortemente, porque têm muitos assassinos desviando o dinheiro do combate ao novo coronavírus...

    É muito importante que o dinheiro dos impostos que pagamentos diariamente (que não é pouco), seja destinado de maneira rápida e eficiente aos mais vulneráveis, por meio de um auxílio que é direito deles. E de preferência, sem humilhação!

     Finalmente, é muito importante que os negacionistas (aqueles que insistem em manter a palavra "histeria" em seu pobre e alienado vocabulário), no mínimo tenham compaixão por essas famílias e fiquem em silêncio. O seu grito de "gripezinha" é outro vírus terrível a ser combatido, infelizmente.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

BAQUE

Coronavírus: Cemitério abre centenas de covas após aumentar ...


       Você já nem deve lembrar, mas na quinta passada eram 5.901 mortos. Os números vão aumentando desse jeito, cada vez mais rápido, vão dando saltos. E vai todo mundo se acostumando, porque são números. Um número muito grande de mortes de repente num desastre sempre assusta. As pessoas levam um baque. Morreram mais de 250 pessoas em Brumadinho... É uma tragédia! Nos Estados Unidos, em 2001, morreram quase 3.000 nos atentados do 11 de setembro. 3000 assim, de repente. Mas quando as mortes vão se acumulando ao longo de dias e de semanas como acontece agora na pandemia, esse baque se dilui e as pessoas vão perdendo a noção do que seja isso: 8 mil vidas acabaram. Eram vidas de pessoas amadas por outras pessoas, pais, filhos, irmãos, amigos, conhecidos. Aí o luto dessas tantas famílias vai ficando só para elas, porque as outras pessoas já não têm nem como refletir sobre a gravidade dessas mortes todas, que vão se acumulando todo dia, todo dia... Hoje são 8500, amanhã a gente não sabe. Quando é assim, o baque só acontece quando quem morre é um parente, um amigo, um vizinho ou uma pessoa famosa...

(W. Bonner – JN 06/05)


terça-feira, 28 de abril de 2020

LUTO





     Não há o que comemorar. O contexto é de luto. O retrato que vemos hoje revela, mas não ineditamente, o quanto nossa política está comprometida e pautada por muitos valores que não correspondem ao Estado Democrático de Direito. Manipulações em consonância aos interesses pessoais. Não há nada de novo sob o sol. No entanto, eis um cenário onde não cabe espanto: o caos que vivemos se prenuncia desde o pleito eleitoral, estava posto e claro. Pensaram com o fígado e continuamos padecendo. É hora da tomada de consciência e da responsabilidade na construção do cenário que temos hoje. Será que voltamos à pauta da autocrítica?

     Elegeram um candidato sem propostas, que vociferava raivosamente e, somente assim, deu vazão a um sem-fim de sentimentos represados que se materializou exclusivamente na oposição a um partido. Esqueceram que os problemas que há muito enfrentamos não podem ser explicados por siglas ou símbolos. São de ordem conjuntural, a história mostra. Em política, mais do que preferências, discute-se projetos. E, reitero, o projeto que se estabelece hoje se anunciou ontem.

    Do meu lugar de fé e fala, meu espanto aumenta quando olho a Igreja Evangélica Brasileira, que negociando sua identidade, cedeu o espaço do Evangelho de Cristo à uma bandeira humana. O apoio institucional, irrestrito e acrítico ao, até então, presidente lançou na conta dos protestantes um preço alto, um dia será cobrado. Que Deus tenha misericórdia! 

      Continuamos com uma igreja confusa de quem a chamou e para que a chamou e, agora, se debate para justificar os rumos que seu posicionamento toma diante do caos que está posto. A igreja milita e luta com a verdade, não há espaço para outra coisa senão a verdade, aquela que, conhecida, liberta, lembra?

    Vista-se de panos de saco e cinzas, dobrem os joelhos! Largue o bezerro de ouro, voltem seus olhos ao verdadeiro Messias: infalível, incorruptível e justo! A hora de clamar por misericórdia se faz urgente, mais do que quando as campanhas eclesiásticas levantavam uma bandeira partidária e um candidato. 

     Que entendam esta crise como a oportunidade de ajustar o foco. É inevitável lembrar de Stott quando pontua que “num mundo caído, nenhum programa político pode reivindicar ser a expressão da vontade de Deus”, a expressão da vontade do Senhor está em Cristo e este, por sua vez, é o firme fundamento da Igreja, ninguém mais. Não há outra causa. Não há outro Messias! 

    Que a essência do verdadeiro Evangelho seja retomada, que os valores de Cristo ecoem no coração, na mente e nas decisões; que o conhecimento profundo da Sua Palavra ajude a discernir que Mateus 5 vem antes de Marx. Encerro com o alerta de Stott “os cristãos devem ter o cuidado de não batizar qualquer ideologia política (de direita, de esquerda ou de centro) como se ela detivesse um monopólio de verdade e bondade”. 

     E, por fim, que tudo isso conduza a Igreja a se reencontrar com Cristo, seu alicerce!


(Por: Camila Matos)

segunda-feira, 27 de abril de 2020

A LEITURA NO LAR E NA ESCOLA



 1) A família e a formação de leitores
Acredito que é no lar que as coisas efetivamente acontecem. Projeções quanto ao futuro, sonhos, medos, anseios e conquistas são iniciadas dentro desse primeiro ambiente, e que em muitos casos, as pessoas levam para a vida inteira. Tendo essa lógica como princípio, penso que o estímulo a leitura precisa ser uma dádiva familiar para ter efeito na vida prática das crianças, tendo em vista que o ensino formal nem sempre obtém esse avanço. Despertar o gosto pela leitura começa a partir do instante em que o brilho nos olhos dos pais ao abrirem um livro diante das crianças é percebido. A leitura antes de dormir, o estímulo quanto à participação da criança na leitura do verbal e do não verbal, as reflexões debatidas com elas após lerem gibis, livros ou revistas mostram na prática o engajamento familiar com algo inerente não somente ao aprendizado das crianças, mas ao prazer em se sentir integrante do mundo das letras.

2) A importância da leitura Afetiva no meio familiar
Com a participação dos pais e com a vida prática dos mesmos no âmbito da leitura, as crianças tendem a desenvolver o hábito de ler e começam a desenvolver a capacidade de transformar senso crítico e diversão em companheiros inseparáveis. Os exemplos em casa, a partir das diversas demonstrações de afeto, transformam-se em fatores fundamentais para esse crescimento pessoal. A maneira carinhosa com que o mundo das letras é apresentado aos pequenos pode fazer com que o hábito se torne um prazer! Nesse momento, a criticidade alinhada à diversão não só preparam o leitor de base para o mundo que o cerca. Preparam para a vida, ajudando-o a perpetuar essa prática, especialmente dentro de seu círculo social. O livro, a princípio, deve ser apresentado ao pequeno como um brinquedo, um objeto de deleite para a criança que lerá não porque é importante , mas porque é agradável, estimulante e prazeroso.





3) Problemas nas práticas de Leitura na escola
É comum ouvirmos falar de alunos sendo penalizados dentro das escolas devido ao seu mau comportamento, com visitas indesejadas às bibliotecas. Muitas vezes os professores agem indevidamente, levando seus alunos a uma leitura despropositada, ou sem conexão com a vida dos mesmos, fazendo da mesma um castigo ou uma forma de ocupar o tempo deles e não percebe o quanto está estigmatizando esta prática, que ao invés de benéfica, traz malefícios incalculáveis. Encontrar a metodologia certa para estimular a prática não é tarefa fácil, mas é menos complicada quando em sua vida diária o professor adota a leitura não apenas como uma obrigação profissional, mas também como uma maneira de ser feliz. A escola é um campo privilegiado para o desenvolvimento da alegria da leitura. Muitas vezes é no ambiente escolar que novas descobertas surgem e novos conhecimentos abrem perspectivas para o futuro.


4) Possibilidade de atuação do professor na formação do leitor
É verdade que o sucesso no estímulo à leitura dentro do contexto escolar começa em casa. A base inicial para essa conquista é tornar a criança protagonista de sua própria vida como leitor, sem imposições ou associações indevidas com castigo, mas associadas ao amor. Por mais piegas que possa parecer, sem afetividade ou prazer, a leitura é vista pelos estudantes quase sempre como um fardo. Diante disso, o professor precisa considerar como um dever a criação de situações que façam com que a leitura seja incorporada à vida dos estudantes, estabelecendo um sentido pessoal para cada parágrafo lido. Já dizia Paulo Freire: "Um diálogo não pode existir, entretanto, na ausência de um amor profundo pelo mundo e pelas pessoas... Porque o amor é um ato de coragem, não de medo, amor é compromisso com os outros".  Portanto, para que o professor transforme seus alunos em bons leitores, ele precisa, sobretudo ter amor à leitura.

segunda-feira, 30 de março de 2020

NÓS CONTRA ELE: O VÍRUS

A guerra do vírus - Brasil 247

    Albert Einstein soou premonitório quando disse, a propósito do poder de destruição das armas atômicas, o seguinte: "Não sei com que armas a 3ª Guerra Mundial será travada, mas a 4ª será travada com paus e pedras".

    Chegou a terceira grande guerra. O inimigo é biológico, microscópico. Artefatos nucleares são inúteis contra ele. Indefeso, o mundo trancou-se em casa. Conta os cadáveres. E estima os prejuízos.

     A improvisação é a marca do conflito. Por mal dos pecados, o coronavírus prospera no improviso. O estrago na economia mundial avança na proporção direta da demora em encontrar munição apropriada.

    Pior do que duas crises, só três crises. No Brasil, Bolsonaro conseguiu adicionar às encrencas sanitária e econômica uma terceira confusão: a crise política. O capitão tornou-se um problema de saúde pública.

    A pandemia potencializa as piores debilidades do inquilino do Planalto. À frente de um governo da guerra, pela guerra e para a guerra, o presidente revela-se capaz de tudo, menos de confrontar o vírus. Ele nunca aproveita as oportunidades que a conjuntura lhe oferece para melhorar. Dessa vez, o presidente é a oportunidade que o coronavírus aproveita. O brasileiro não merecia a reincidência da mediocridade no Planalto.

    A pandemia entra em sua fase mais crítica no país. O Ministério da Saúde prevê que a curva do contágio subirá exponencialmente em abril. Para complicar, junto com o coronavírus virão outros dois surtos: o da influenza e o da dengue.

     Seria um ótimo momento para o chefe do executivo exercitar os dotes de um grande líder, se ele os tivesse. Como não possui esse tipo de talento, o capitão dedica-se a brigar com os governadores e os prefeitos que deveria liderar.

   Ao mesmo tempo complica-se em duas frentes. Numa, insinua que o crescimento econômico pode ser mais importante do que salvar vidas. Até porque o brasileiro já nasceu imunizado. "Não pega nada... O cara sai pulando em esgoto, mergulha e não acontece nada", declarou, convertendo-se no primeiro presidente da história a celebrar o fato de que, no Brasil, pobre não dispõe de saneamento básico.

     Noutra frente, o presidente insulta a equipe da pasta da Saúde ao descrer das estatísticas sobre mortos e das previsões técnicas sobre o potencial de letalidade do coronavírus. Ele opera com teorias científicas próprias, alternativas.

     Para o capitão, o coronavírus já está derrotado. Os pobres imunizam-se com esgoto. Os mais abastados serão curados da "gripezinha" com um remédio milagroso utilizado nos tratamentos contra a malária e o lúpus.

    Isolamento social? Só para os idosos, declara, forçando o ministro Henrique Mandetta, da Saúde, a fazer malabarismo verbal para defender a permanência das pessoas em casa. Sob pena de levar o sistema de saúde ao colapso.

   A falta de coordenação central submete a sociedade brasileira a duas anomalias. A primeira é a discrepância entre as providências adotadas por Estados e municípios. Alguns aderem ao confinamento e fechamento de parte do comércio. Outros, não.

    Em Brasília, Bolsonaro fala em levantar o isolamento. O doutor Mandetta prega a manutenção das pessoas em casa, com liberação gradual, condicionada a pareceres científicos.

   Mandetta busca diálogo com governadores. o presidente acusa-os de exterminar empregos, politizando o vírus. Para o capitão, os inimigos do povo desejam paralisar a economia para impedir a reeleição de um presidente extraordinário. Os seus paradoxos atrasam a implementação de medidas econômicas para socorrer pessoas e empresas vulneráveis. É como se o Brasil tivesse no momento não um presidente, mas um antipresidente.

    O brasileiro merecia melhor sorte. Nos governos do PT, vigorou a estratégia do "nós contra eles". Bolsonaro aplica a tática do "eles contra nós". Desperdiça a oportunidade de tentar algo diferente: a política do nós contra ele, o vírus.

    Ou a sociedade e as instituições funcionam à margem do presidente, ou logo não restarão senão paus e pedras.

(Por: Josias de Souza - Colunista da UOL)

sexta-feira, 27 de março de 2020

NÃO PODE PARAR?




      No dia 27 de fevereiro, há precisamente um mês, Giuseppe Sala, prefeito de Milão, teve uma grande ideia: Beppe Sala, como é conhecido, retuitou um vídeo que circulava nas redes sociais que anunciava: "Milão não para". Era uma campanha contra a defesa que uns poucos faziam em favor do absoluto isolamento social de toda a Itália para combater o vírus. Contavam-se, então, na região da Lombardia, onde fica Milão, 250 pessoas contaminadas e 17 mortos.


Detalhe: Um mês atrás! 

     Domingo passado, dia 22, o prefeito pediu desculpas durante entrevista concedida ao programa "Che tempo fa", repetindo o feito depois nas redes sociais. Afirmou: "No dia 27 de fevereiro, o vídeo #milanononsiferma estava circulando nas redes. Talvez eu tenha errado em repassá-lo. Mas, naquele momento, ninguém conhecia a agressividade do vírus. Eu admito as críticas." Quando Beppe fez a admissão de culpa, os mortos na Lombardia eram 4.500. Nesta sexta, somam-se 5.402, com 37.298 doentes. Nas últimas 24 horas, a Covid-19 matou 541 pessoas na região, segunda pior estatística desde que a epidemia começou. Na véspera, 387. 

     Tantos exemplos da desgraça em um país de primeiro mundo! Imagina por aqui, que a pandemia está apenas começando e somos de terceiro mundo!

Deus nos livre das pragas que...

...Nos põem obrigatoriamente dentro de casa; 

...Nos querem tirar de dentro dela!

terça-feira, 24 de março de 2020

DA JANELA


A primavera não sabia...

Aqui da minha janela, os passarinhos continuam em festa, furando as romãs em busca de alimento. Os beija flores voam ligeiro em volta das helicônias e as orquídeas florescem, num baile de cores e formas...

Da minha janela, vejo uma lua nova a cada noite, sinto um sol mais brilhante invadindo meu quarto ao amanhecer e acompanho o carrossel das nuvens, brincando no céu. 

Da minha janela, observo as formigas carregando seu alimento ao primeiro sinal de chuva e vejo a dança insinuante da pitangueira, entregue ao sabor do vento.

Da minha janela, me encanto com a leveza das borboletas, com as flores pequeninas que brotam dos cactos e com os lagartos que buscam na hera um lugar seguro pra ficar. 

No calendário ainda é outono, mas da minha janela a primavera floresce! A esperança não reconhece as estações...

(Por: Iviana Lima)

sábado, 21 de março de 2020

GRANDE MAL

_ Tenho um aviso importante para todos dessa comunidade...
_ Sim, senhor, estamos aqui!
_ Eis que em breve um grande mal sobrevirá a esta terra, um mal tão forte e tão devastador que até os recônditos desse planeta sentirão o seu furor. Homem, mulher, criança, adolescente, jovem, adulto e idoso, ninguém escapará a ira desse grande mal!
_ Mas quer dizer, mestre, que nenhum de nós escaparemos?
_ Não. Alguns escaparão!
_ O que será preciso fazermos, senhor?
_ Precisarão de higiene...
_ Como assim, higiene? Nós a temos um pouco, senhor!
_ Precisarão de educação também...
_ Alguns ainda não a tem, mestre, mas trataremos de resolver esse problema! Algo mais...?
_ Sim. Pensamento positivo...
_ Temos isso também, senhor, ...
_ Uma alimentação adequada diariamente.
_ Mestre, acho que tudo isso a maioria de nós já tem. Pelo menos os que fazem por merecer. Nosso sistema favorece a meritocracia, sabe? Então, se mereceu, terá melhores condições de vida e cumprirá fielmente seus pedidos. Será que os que não encaixam-se nesse perfil, com sangue nas portas escaparão desse terrível mal?
_ Não.
_ Se pagarmos um bom plano de saúde escaparemos?
_ Não.
_ Se melhorarmos nossa alimentação, comendo comidas mais saudáveis?
_ Não.
_ Nossa... Que mal tão terrível é esse que nos intimida tanto?
_ Primeiramente vou precisar que vocês fiquem em casa e não saiam de lá antes de minha ordem.
_ Sem problemas! São quantos dias?
_ Não posso dizer-lhe com certeza, mas são muitos!
_ Mestre... Será uma semana?
_ Pode ser um mês, dois, três, não sei...
_ Ah, não! Desse jeito não dá. O mal é tão grande assim?
_ É sim.
_ Acho que podemos passar por esse mal sem sentir muito seus efeitos...  O que o senhor nos pede é muito difícil! Responda-nos, mestre, que mal tão terrível é esse?
_ Falta de espírito de coletividade... 

segunda-feira, 16 de março de 2020

16 ANOS...

Ivanildo...

16 anos sem poder sorrir neste dia que sempre foi animado por sua presença, enaltecido por sua conduta de homem honesto e amável. Hoje seria um senhor de 62 aninhos! 

Imagino seus cabelinhos brancos; 
suas ruguinhas salientes; 
sua roupa impecável, cuidadosamente preparada por sua amada esposa; 
talvez um óculos no rosto pra esconder seu ar de galanteador, 
mas sua inteligência e criatividade, além de sua disposição em fazer o bem seriam sua marca maior...

Penso na alegria de seus netos que correriam quando ouvissem a buzina de seu carro; 
as brincadeiras que tiraria com cada um; 
as risadas que dariam juntos quando você contasse algo constrangedor da minha infância, 
mas, acima de tudo, os ensinamentos que viriam de sua boca sobre o amor do Pai do céu por cada um deles...

Muito do que sou hoje devo a você, pai, e sei que celebraremos a vida por toda eternidade! Estaremos juntos pra sempre! Falta ainda um pouquinho, mais esse dia chegará! Enquanto isso continuo cantando: "Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto,  à meia noite, à meia luz, sonhando. Daria tudo por meu mundo e nada mais..."

sábado, 14 de março de 2020

É GUERRA!



Todos os dias nos deparamos com diversas mortes e alguns dados básicos comprovam que estamos em guerra contra bactérias, vírus, má alimentação, contra a distribuição irregular de renda no país, contra a corrupção e, por que não dizer, contra o próprio ser humano! Não falo apenas da guerra sexista, bairrista, clubista ou xenofóbica. Falo também das guerras que enfrentamos todos os dias no trânsito das nossas cidades. Falo dos feminicídios vivenciados por muitos em nosso país e no mundo. Falo da guerra entre classes, entre brancos e negros, entre quem vive no bombardeio de fatos e fakes espalhados diariamente nas redes sociais e entre quem acusa e defende discussões ideológicas e/ou espirituais, com violência e até mortes!

No Brasil, para este ano, segundo dados do MS/INCA, a Incidência estimada, conforme a localização primária do tumor e sexo, quando falamos especificamente de câncer, apresenta um dado assustador: Mais de 600 mil pessoas enfrentarão a doença!

A cada hora, cerca de 40 pessoas morrem em decorrência de doenças do coração. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil, de acordo com o último levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As doenças provenientes do coração chegam a atingir, por ano, mais de 300 mil vítimas!

A Sociedade Brasileira de Diabetes no Brasil também considera muito grave a situação dos doentes no país. O Dr. Reginaldo Albuquerque, Professor da UnB, declara que o perfil da mortalidade no Brasil está mudando. Diz que cada vez mais pessoas estão morrendo de diabetes, fato que é atribuído pelo Ministério da Saúde ao aumento de pessoas com excesso de peso. Os dados não levam em consideração as doenças decorrentes do diabetes, nem os problemas enfrentados por aqueles que não sabem que têm a doença (cerca de 50%). Mais de 400 mil mortos só nesta última década!

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, no começo deste ano foram detectados quase 31 mil casos prováveis de dengue. A região mais afetada pela doença é a Centro-Oeste, com 32,5 casos para cada 100 mil habitantes. O estado de São Paulo concentra 30,4% das notificações do país.

Diante de todas essas “guerras” contra epidemias, doenças e contra nós mesmos, precisamos ter atenção ao que significa preservar a vida. De acordo com o dicionário online, a palavra preservar significa “Conservar, evitar a destruição de algo, de alguém ou de si mesmo; proteger do mal; defender de algum perigo.

Portanto, vencer ou perder, rir ou chorar, abraçar ou distanciar-se ao menos um metro de alguém, tudo faz parte de nossa rotina diária. Vivemos num ciclo insistente de altos e baixos, de perdas e ganhos, de mudanças de opinião e de vida, de nascimentos e de mortes e é necessário que entendamos como funciona esse mecanismo que precisa todos os dias equilibrar-se entre preservar e deixar partir...

É verdade que nem tudo está sob nosso domínio e que precisamos da consolação dos mais experientes para superarmos perdas repentinas ou anunciadas. Mas também é verdade que algumas separações irreparáveis são ainda mais dolorosas quando sabemos que podíamos tê-las evitado de algum modo.

O Coronavírus está aí, mostrando baixa letalidade, mas alta disseminação. Devemos ter atenção especial também nesta guerra e não descuidarmos dela a despeito de outras consideradas mais graves. Se alguém disser que não devemos polemizar, ou nos desesperarmos com um possível contágio, aceite. Mas se disser que em outras guerras morre-se mais pessoas e que nesta, nossos problemas são menores, portanto, podemos deixar a preocupação de lado, lembre-se que uma vida perdida, quando próxima de nós, dói tanto quanto cem distantes.







domingo, 8 de março de 2020

SER MULHER


O que é ser mulher?

Mulher é essa palavra fértil, capaz de jorrar sangue e brotar a vida. Mulher é vir a ser o que sempre esteve lá sendo, mas nem sempre se soube que podia. Porque o vulcão não sabe da larva até explodir.

Eu sou mulher, obviamente, porque me tornei. Porque me basto. Mas quero companhia. Porque me acalmou. Mas quero revolução. Porque meus hormônios fervem por justiça e meu ponto G é G de Guerra e Girassol.

Sou mulher porque quase já não fui. Porque me tamparam a boca e me disseram que eu era frágil e eu quase acreditei. Porque aos 8 anos, me disseram "tadinha, como vai entrar na igreja sendo filha de uma mãe sem pai". Mas eu tinha pai. E mãe. E minha mãe me ensinou que meu templo sempre serei eu. Você que limpe os pés para entrar em mim! 

Sou mulher porque aos 15 anos me rasguei toda e só lá pelos 18 é que voltei inteira. Porque aos 23 fundei uma empresa e saí na coluna social. No mesmo dia que ele bateu a porta na minha cara e disse que só não me batia porque nem isso eu merecia. 

Sou mulher porque aos quase 30 chorei tão fundo, mas tão fundo que nem eu sabia que tinha tão fundo pra chegar! E depois dos 30 eu já gargalhei tão alto, mas tão alto que eu não sabia que podia ser feliz por tudo e nada. 

Sou mulher porque aos 40 descobri o orgasmo e abençoei meu clítoris por ser essa ponta do iceberg feito só pra me dar prazer. Sou mulher porque aos 50, 60 ou 70, quem sabe, quando minha idade já não for da conta de ninguém, mas ainda quiserem me contar em datas, eu descobrir que sou meu próprio tempo. Aliás, eu sou a Deusa Eternidade. 

Sou mulher porque faço ciência e lavo banheiro. Balanço a raba e dou meu peito pro menino parar de berrar. E dou meu dedo pro babaca parar de me encher. 

Sou mulher porque aprendi a reconhecer uma. Seja na menininha frágil que achou que ia morrer quando o namorado a abandonou, mas não sabia que era ali que estava se encontrando, se descobrindo. Seja no corpo que nasceu com pênis, mas sente e sofre como eu. E se quer me chamar de mana, é porque sua mana vou ser. 

Sou mulher porque as palavras me pertencem. E embora elas não tenham gênero, são femininas como minha alma. 

Sou mulher porque sou mais do que serpente seduzindo Adão. Sou Eva comendo a serpente , Adão e a maçã! Afinal, se sou mulher é porque sou gulosa. Sou mulher porque me deixo ser carente, independente, inconsequente e intransigente.... E tudo que tiver rima pobre e pose rica, porque eu não uso mais guardanapo para saborear a vida. 

O que é ser mulher? Você me perguntou... 
Eu quero é passar a vida descobrindo. Com minha mão em punho, meu seio aberto e minha voz nunca mais silenciada. 
Porque se sou mulher é porque aguento. Se sou mulher é porque posso. 

(Por: Samelly Xavier)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

A VIDA TE DÁ PARABÉNS



_Calma, Braulio, deixa ele chegar primeiro, depois a gente faz o pedido. 

_É que eu tô com muita fome, mãe! Mãe... Espera um pouco... Quem estamos esperando? 

      A porta do restaurante se abre de repente e uma figura conhecida aparece. 

_Não é possível! _Muito surpreso, Braulio contempla a cena _Pai? 

_Oi, filho! _Ivanildo, muito bem vestido, observa sem entender os olhos arregalados de seu filho voltados para ele. 

     Braulio comemorava mais um ano de vida. Aquele era um dia especial não apenas pelo seu aniversário, mas porque estava vendo de novo o pai que não via desde que o mesmo falecera há 15 anos. Mas inexplicavelmente ele estava ali, de pé, diante do filho e a cena impossível, aos poucos, era assimilada pelo jovem e atônito rapaz. 

_Pai, você está aqui?

_Claro, filho! Você acha que eu perderia esse momento?

     No mesmo instante, já com lágrimas nos olhos, Braulio se levanta e corre ao encontro do pai para abraça-lo. Aquele não era um abraço comum. O aperto e o roçar de seus dedos nas costas do pai evidenciavam algo diferente. Como era possível o reencontro? Ivanildo rompe o silêncio: 

_Você está bem?

_Sim. Sim! Estou ótimo! É que... É maravilhoso te ver!

    Ambos sentam-se à mesa. Braulio contempla maravilhado o pai e pensa que aquilo só pode ser um sonho, mas que ele não quer acordar. Pensando que isso pode acontecer a qualquer momento, olha para sua mãe que está ainda sem entender o comportamento do filho e pede gentilmente: 

_Mãe, você poderia nos deixar um momento a sós? Sabe como é, né? Conversa de homens... 

_Sim, claro, Braulio. Vou aqui no banheiro. _ Ela levanta-se e sai.

_Braulio, você está realmente bem? _ Ivanildo pergunta com curiosidade.

_Sim, pai, está tudo perfeito!

_Então diga, que "conversa de homens" você quer ter comigo?

_Pai... Puxa, como é difícil falar isso. Olha...

    Ivanildo pega suas trémulas mãos, olha seu rosto já vermelho de tanta emoção e dá um leve sorriso. Um sorriso que Braulio amava tanto... 

_Pai. Meu pai... Eu quero que saiba de uma coisa.

      Naquele instante sente um frio estranho nos pés. Percebe que o lençol que o cobria naquele noite de sonhos mágicos saíra do lugar devido a seus movimentos de profunda emoção e procura falar rápido, contundente, e sem se mexer muito... 

_Pai... Quero que saiba o quanto amo você.

_Oh... Também amo você, meu filho!

_Não, pai, é sério! _Após uma breve pausa e com um olhar mais sereno, continua: _As pessoas dizem “eu te amo" o tempo todo... Mas só quando você não pode mais falar pessoalmente é que se dá conta do quanto queria dizer. Você é maravilhoso...

_Nem tanto, filho. Fiz tanta coisa errada em minha vida...

_Você é sim maravilhoso! Independente de seus erros. Todos cometemos erros na vida, mas você acertou muito mais do que errou! Por isso você é tão maravilhoso e tão incrível! Eu... Eu espero ser um dia metade do homem que você é.

       Ivanildo deixa cair uma singela lágrima e volta a sorrir.

_Você fala sério? Se sou esse homem hoje é porque tenho você! Escuta... Nunca contei isso pra ninguém antes. Quando sua mãe engravidou, eu fiquei muito assustado. Eu era jovem, ela também. Tínhamos tantos outros planos para nós e você na barriga dela indicava que as coisas nunca mais seriam como antes. Eu estava muito nervoso com a ideia de ser pai.

_Oh, pai...

_Espera! _Respirou profundamente, fez uma breve pausa e continuou _Mas quando segurei você pela primeira vez, algo mudou dentro de mim. Instantaneamente! O melhor tipo de amor faz isso. Ele muda você! Torna você uma pessoa melhor!

_Oh, pai, como eu sou bobo! Achei que poderia ter tudo, mas não posso...

_Meu filho, ninguém pode. Mas quer saber? Está tudo bem. Você terá nessa vida tudo o que precisar.

_Espero que sim...

_Venha aqui. Sente em meu colo. Você sempre será meu garotinho!


      Minha mãe voltou do banheiro...

      Meu pai me abraçou forte...

    Meus olhos não deixavam de olhar para ele e as mãos da minha esposa puxavam-me novamente pra vida real. 


     Nossa vida é feita de sonhos e realidades. Tem horas que queremos que tudo seja apenas um sonho e que acordemos depressa. Em outros momentos esperamos não acordar... É nessas horas que pensamos que o tempo leva tudo: Canções, sorrisos, abraços, apertos de mão, conselhos e orientações. Mas o amor verdadeiro... Ah, esse fica. E É MUITO REAL! 


(Sonho baseado na obra ficcional “A morte te dá parabéns”)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

NOSSO AMOR



     
     Nosso amor não surgiu do dia para a noite, ele foi sendo construído ao longo desses 25 anos de namoro... 
  
  Nossa união reverbera no decorrer dos anos companheirismo, vitória sobre as dificuldades, reerguimento após as quedas, sobriedade em meio aos ébrios atritos da relação a dois...

  Aquele sentimento que nasceu no dia 11 de fevereiro de 1995 só cresceu ao longo dos anos. Nosso companheirismo, nossa cumplicidade, paixão, voluptuosidade e todo o nosso carinho só mostram o quanto nossa união é forte e autêntica... 

    Nosso amor não é uma relação de/e para as redes sociais. Ela se consolida na vida real e tem um breve esboço virtual para contemplação e para assimilação social de que é possível ser feliz no matrimônio! 

    Nosso amor é incansável, forte e constante. E é esse legado de amor partilhado, irrestrito e duradouro que queremos deixar para as nossas filhas e para todos os que veem em nós um exemplo de longevidade na relação!
     
      Nosso amor é lindo!!!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

DECLARAÇÃO MUSICAL


A imagem pode conter: Braulio Maciel e Iviana Gonçalves de Lima, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre
O que seria de uma canção sem a harmonia, sem os acordes, sem os agudos e graves que demonstram ternura e beleza?


Desejo não ser apenas mais uma canção no mundo. Mas a sua canção!
Você é o toque que harmoniza minha vida... Você é o tom altissonante mais sublime e que mostra as diversas possibilidades do nosso timbre como casal. De onde viemos, onde estamos, para onde vamos...

A paixão retratada em cada nota da canção que compomos juntos há mais de duas décadas flutua das cordas vocais para um viver de acordes magníficos, que ecoam pela linha do tempo, muito mais do que pelas linhas de uma partitura.

A sensação que tenho é que o misto de emoções, alegrias e lágrimas presentes nas nuances, nas articulações vocais que praticamos bem de perto há tanto tempo revelam viagens ainda mais intensas no futuro, com a mescla de um passado encantador - perpassando pela música de trovadores medievais - e a singularidade que só a modernidade dos instrumentos que utilizamos atualmente nas composições é capaz de evocar...

Ao criarmos arranjos ornamentados por modulações, repetições e refrães antológicos renovamos e ampliamos nossas tradições de um amor musical que reconforta, acalenta e dá prazer a todos os que ouvem nossa música. Ou seja, embalamos outros corações com nossas canções de amor!

Enfim, compor, cantar ou tocar as músicas da nossa vida não é apenas uma mistura de ritmos ou criação de arranjos finos, amplos de singelezas. Tudo isso traz em cada nota uma certeza absoluta, que pretendo deixar sempre nítida: Que “cada verso meu será pra te dizer que eu sei que vou te amar por toda a minha vida”!

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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