segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

RENOVAÇÃO


O que faz você sentir-se jovem?

A volta aos estudos?
Um emprego novo?
Uma namoradinha nova?
Uma moto barulhenta e de grande porte?
Um som de altíssimos decibéis no seu carro rebaixado?
Ideias originais?
Um corpo malhado, cheio de piercings e tatuagens?
O uso de gírias integradas com a juventude atual?
Um corte de cabelo diferente?
Roupas "transadas" e rasgadas?
Um círculo de amigos de pouca idade?
Organizar e participar de trotes universitários?
Participar de festas com músicas do tipo "Malandramente" e "Que tiro foi esse"?

Criticar a postura dos mais velhos, chamando-os de "ultrapassados"?
Jogar videogame até altas horas, conversando com um amigo virtual e dizendo palavrões online?
Experimentar todo o tipo de relação, no chamado "amor livre"?
Discordar da temática da música "Como nossos pais", de Elis?
Querer participar de torcidas organizadas de times de futebol?
Rejeitar a religião porque ela inibe a liberdade?
Começar a discutir com seus pais por coisas triviais?

Ser jovem é ter necessidades e interesses peculiares à idade. É ter comportamentos, visões de mundo e valores sociais singulares. É acreditar que o mundo mudou em comparação com o dos seus pais. É, a partir das novas descobertas e das novas pesquisas, adquirir novos olhares sobre o mundo. É aceitar o que antes não aceitava, abrir o que antes estava fechado, apagar o que antes estava escrito e tentar definir um novo papel, com uma nova identidade, dentro de uma nova perspectiva de vida, em um ambiente social renovado pelo tempo. Ser jovem é, portanto, um estado de espírito, não uma atitude para ser socialmente aceito. 

Renove-se nesse novo ano! Por você, não pelos outros. 
Renove seus pensamentos e ações porque isso te fará uma pessoa melhor do que aquela de 2018! 
Que os seus sentimentos e os do seu próximo sejam ainda mais valorizados pela sua nova postura no ano que se inicia e que a felicidade de todos ao seu redor - inclusive a sua - seja um brasão em 2019! 

"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. " (Romanos 12:2)

FELIZ RENOVAÇÃO!

domingo, 30 de dezembro de 2018

OCEANO


"Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. Somente ao entrar no oceano o medo irá desaparecer, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar- se oceano." As palavras de Khalil Gilbran reacendem os mais profundos anseios da humanidade de crescer e tornar-se parte integrante de um mundo novo e cheio de realizações com nossas digitais. O problema é que poucos entendem que para haver crescimento é preciso que entendamos o quanto temos de sublimar nossa existência, misturando-nos uns aos outros.
É preciso despojar-nos do nosso próprio eu para tonar-nos nós... É necessário ainda que todo o egocentrismo que ajudou a nos constituir como seres individuais seja transformado em ações altruístas e desprovidas de holofotes particulares. O mundo é vasto e nós somos apenas uma minúscula parte dele, embora tenhamos nossa importância em sua constituição. Fundamental no processo de transformação rio/oceano é conhecer qual o nosso lugar no mundo, para, assim, torná-lo melhor com nossa participação social. Dessa forma, o caminho que trilhamos, o que fizemos das oportunidades que tivemos, quem nos tornamos, de acordo com a educação que nos deram e sobre que valores foram fundamentados nossos passos na história da vida, independente disso tudo, um dia seremos engolidos pelo oceano da vida e seremos parte integrante dele. A questão é: Estou preparado para ser um com os outros neste oceano, ou quero continuar sendo apenas um rio, que inevitavelmente distancia-se do grotão a cada dia e que fatalmente desaguará nas correntezas dos mares da vida? 

sábado, 29 de dezembro de 2018

FLERTE


Último dia do ano e ela olhando pra mim na sala de espera pra entrar no restaurante lotado...
Senti como se eu tivesse menos idade, mais massa muscular, menos rugas, mais tanquinho que gordura, mais dinheiro no bolso, mais perfume no pescoço, mais alvura nos dentes, mais sensualidade no caminhar e finalmente decidi falar com ela.
Era uma jovem com metade da minha idade e com muita disposição em me conhecer pelos olhares. Ao entrar, perguntei se podia sentar ao seu lado na mesa. Ela consentiu. Decidi travar um "papo reto", como diz a galera jovem... Muito interessante sua conversa. Ela tinha um corpo avassalador, um português correto, uma maturidade impressionante e uns olhos penetrantes. Como podia me dar bola? Fizemos o pedido como se fôssemos um casal, rimos da escolha um do outro e paramos algumas vezes apenas para nos olharmos. Tudo perfeito!
Por debaixo da mesa belisquei minha perna para ver se estava sonhando, mas não estava!
Que presentão de fim de ano! Uma loira linda na minha frente, num restaurante conceituado, com demonstração evidente de interesse em mim... Só podia ser pegadinha! Olhei para os lados, como que procurando as câmeras, mas não as encontrei. Ela era uma mistura de Paolla Oliveira e Camila Queiroz e eu... Uma mistura de Ave Maria e cruz credo. Totalmente incompatíveis! Mas não pra ela, que sorria com aquela boca maravilhosa a cada nova piada que contava. Foi então que tudo acabou... O garçom pôs fim ao começo do que poderia ser um tórrido romance: ele trouxe a comida. Era o fim. A loiraça com quem durante trinta minutos vivi um sonho surreal comia de boca aberta... Despedi-me educadamente, deixei na mesa minha parte da comida que nem toquei, inventei uma desculpa e fui embora, deixando-a sem entender o que acabara de acontecer. Não. Comer de boca aberta é demais pra mim!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

SOBRE RECOMEÇAR


      Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir.

      É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.

     Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas.

Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

(Por: Christina Ferreira)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A ESTRELA


Ah...
A estrela
A estrela que brilhou
A estrela que brilhou no céu
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias: JESUS CRISTO!
A estrela que brilhou no céu revelava o Messias
A estrela que brilhou no céu 
A estrela que brilhou 
A estrela 
Ah...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

JESUS NASCEU POBRE


Você não precisa ser cristão, não precisa acreditar em Deus, nem mesmo precisa acreditar que Jesus existiu de fato. Não importa. Inegável é que o Evangelho narra o nascimento de um bebê em situação de pobreza. Essa é a estória.

Seus primeiros dias de vida foram num estaleiro, entre o fedor e a imundice de cavalos, bois e vacas. Cena romantizada em presépios bonitinhos em igrejas e shoppings luxuosos, porque temos imensa dificuldade de aceitar a pobreza - mais ainda a do salvador do mundo.

Mesmo depois de dois milênios, a narrativa sobre Jesus continua viva porque continua sendo a verdade sobre quem é pobre. É uma metáfora perene. O pobre, nesse mundo, é sempre o culpado. Jesus foi vítima de um sistema opressor, chamado Império Romano, e morreu como culpado, pregado numa cruz. 

Até hoje, a vida do pobre é assim.

Em última análise, do meu ponto de vista, a mensagem da ressurreição é para os pobres. É uma mensagem de esperança para quem vive esmagado pelos poderes econômicos e políticos. Mas como em todo o resto, os poderosos se apropriaram dessa narrativa para recontar uma estória que favorecesse à si mesmos. Jesus, que falou contra um império e por ele foi assassinado, teve sua mensagem cooptada por outros impérios, que passaram a usa-la para oprimir ainda mais, até os dias de hoje.

O importante, contudo, é não perder de vista o sentido do nascimento de Jesus, segundo a narrativa dos Evangelhos e não segundo a narrativa da Igreja - muito menos segundo à narrativa econômica que empurra milhões de pessoas às compras.

Ainda culpamos as vítimas pelas dores do mundo. Ainda pregamos pobres na cruz, para morrerem pelas culpas que carregamos, mas não queremos admitir. 

A culpa ainda é da mulher estuprada, que usava saia e decote, e não do estuprador. 

A culpa ainda é do menor ladrão e batedor de carteiras, que rouba para usar drogas, e não da falta de oportunidades que a sociedade oferece à ele. 

A culpa ainda é da mulher que quer abortar, mesmo depois de um estupro, e não de uma sociedade que protege e privilegia homens. 

A culpa ainda é dos negros e negras, que não conseguem oportunidades acadêmicas ou no mercado de trabalho, e não dos brancos que os escravizaram por séculos. 

A culpa ainda é dos gays, que querem ser tratados como pessoas, e não de uma sociedade que pretende desumaniza-los. 

A culpa ainda é da puta, que vende sua alma para comer, e não de quem paga pelo prazer obtido na miséria. 

A culpa ainda é dos refugiados, que fogem de suas casas para lutar por suas vidas, e não dos interesses econômicos que trocam vidas humanas por barris de petróleo. 

A culpa ainda é dos índios, que querem terra para viver, e não de quem não respeita a memória histórica e a ancestralidade desse país.

A culpa ainda é de Jesus, que tinha uma mensagem libertadora, e não do Império que o matou para calar a sua boca.

Jesus era o vagabundo, o bêbado, o desocupado, o agitador, o defensor de bandido que andava com puta. Não tem jeito, antes, durante e depois de Jesus, ser pobre sempre será crime para o establishment. 

O natal é mais do que uma data, é uma memória da nossa vergonha. É um símbolo que sempre nos colocará contra a parede, nos perguntando: do lado de quem você está?

Do lado de quem você está?

Feliz natal!

(Por: Lucas Lujan)

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

SOFTWARE COM PROBLEMAS?



        Há alguns dias percebi que alguma coisa precisava  mudar em minha vida. Eram tantas lutas, tanto cansaço físico e mental, tantos problemas e desafios, que não conseguia ter momentos alegres, nem com minha família. Conversando sobre isso com um amigo, recém formado em Ciência da Computação, ele me deu dez interessantes sugestões:


1. Desfragmente sua vida de toda a bagunça feita durante o dia;

2. Verifique se você tem as atualizações mais recentes do novo modo de viver da sociedade em que está inserido;


3. Reinicie sua vida sempre que algum problema não puder ser resolvido de forma convencional. Costuma dar certo;

4. Use apenas os aplicativos mais importantes no dia-a-dia. Geralmente queremos usar muitos apps desnecessários e isso às vezes trava o sistema; 

5. Faça uma análise periódica da memória e do seu uso. Use a memória física todo o dia, se possível;

6. Se estiver muito cheia e ficando lenta, libere sempre espaço em sua mente para aquilo que é mais importante e saudável pra você;

7. Desabilite programas desnecessários do seu cotidiano. Eles só causam desgastes que podem ser evitados;

8. Se for necessário, tente lembrar de um ponto de felicidade e motivação em sua vida e restaure seu coração a partir dele;

9. Faça backup semanalmente de tudo aquilo que te deixa feliz e animado. Sua história de conquistas não pode ser perdida por um descuido ou pela maratona de atividades semanais;

10. Verifique se há algum arquivo em seu cérebro corrompido e delete-o de imediato. Em seguida, remova todos os vírus e malwares que insistem em te destruir diariamente. Faça uso sempre do bom e velho amigo antivírus. Existem alguns maravilhosos no mercado de amigos verdadeiros.



quinta-feira, 29 de novembro de 2018

AMIZADE VERDADEIRA


Quero ser seu novo amigo!
Mas vou logo avisando...

Não aceitarei outro melhor que eu em sua vida.
Aliás, não aceitarei outro em sua vida!

Também vou querer de você o que de melhor puder me oferecer, mesmo que eu não retribua a altura.

Sabe aquelas pessoas que não simpatizo ou não tenho afinidade? Distancie-se delas!

Todos os seus talentos devem servir a mim principalmente, mas atenção para um detalhe básico: Que sua luz não brilhe mais que a minha!

Desejarei sempre o seu sucesso, contanto que não seja maior que o meu... E as suas vitórias precisam estar sempre associadas a mim; "Se não fosse por minha causa", "Se não fosse eu", "Se eu não tivesse ajudado..."

Você poderá contar comigo sempre, sempre, sempre! Exceto se você estiver na pior, em crise ou enfrentando um grave problema. Se for de saúde, não espere ajuda minha! Detesto doentes e doenças!

Não ache ruim todas as vezes que eu te apontar um defeito, ainda que na frente dos outros. É para o seu próprio bem - E para o meu deleite!

Ah, sim, não tenha mais sorte que eu na vida. As melhores oportunidade e as maiores conquistas devem ser minhas, não seja egoísta!

Se alguém disser que te causo mal, que falo de você pelas costas, que te acho uma pessoa feia, burra e ridícula, que só te ponho pra baixo ou que te manipulo, afaste-se dessa pessoa! Tem gente que não sabe reconhecer o valor de uma boa e sincera amizade...

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

PERDENDO TEMPO

     
   Enquanto isso, a água continua escassa, a fila do hospital aumenta, o desocupado continua ocioso esperando na esquina uma vacilada para se dar bem. 
   Enquanto isso o mar não está mais pra peixe pela poluição da água. A motosserra trabalha sem hora extra, derrubando o que era pra ficar de pé. Falta farinha, perde-se o feijão porque não choveu o suficiente. 
   Enquanto isso, a violência toma conta da escola, e a gente não encontra respostas nos livros, nos consultórios ou nas religiões. Enquanto isso aparecem prédios no lugar de flores, tornando as sombras escassas. 
  Enquanto isso, dispensamos a nossa capacidade cognitiva de respeitar a diversidade e seguimos preconceituosos. Fazemos de conta que o nosso latifúndio pessoal merece mais flores do que o restante do mundo.
   Enquanto isso enxotamos a credibilidade da bondade inerente ao ser humano. Enquanto isso os juros sobem, a honestidade cai, a sensibilidade desaparece, o respeito toma ônibus só de ida, a certeza fica cheia de dúvidas, a mentira encurta mais as pernas e a verdade parece tão longe dos simples mortais. 
  Enquanto isso pedimos desculpas por não resistirmos a tentação em dar o jeitinho para nos beneficiar. Enquanto isso reclamamos do erro dos outros mortais. Culpamos quem não sabe se defender. Fingimos a solidariedade que não temos.
   Enquanto isso a vida continua dura. A luz encarece, o telefone fica mudo, o trânsito mais caótico, o stress toma conta, o tempo fica escasso, as prioridades mudam, as tentações consumistas atacam e o cartão vai ao limite.
  Enquanto isso a fidelidade é adulterada por conceitos modernos e as derrapadas afetivas são consideradas burrices da vida.
    Enquanto isso a bolsa cai, a saia sobe, o emprego some, o dinheiro acaba, as preocupações fazem rugas fenomenais e insistimos em chover no molhado.
     Enquanto isso o sol brilha lá fora sem precisar ninguém interferir. A chuva cai quando ela decide. E o relógio trabalha gratuitamente.
    Enquanto isso precisamos encurtar a distância entre o que a nossa alma se tornou e o que ela de fato deveria ser. Enquanto isso, a felicidade fica reduzida a bonitos poemas.

(Por: Ita Portugal)

terça-feira, 27 de novembro de 2018

POR UM FIO


    Por que você fez isso comigo? Abalou as estruturas do meu casamento! Tão poucas vezes que a gente se relacionou e você já não larga mais do meu pé! Vive me procurando, me sufocando, aonde quer que eu vá aparece mostrando sua sensualidade sem pudor algum, não importa se estou sozinho ou com minha família...
    Em primeiro lugar, logo que vi você, acreditava na sua mais completa discrição, pensava que você respeitaria minha condição de homem casado, mas não foi o que efetivamente aconteceu. E não adianta tentar negar! Quanto mais eu fujo de você, mais sua presença é percebida!
   Outro dia, minha mulher que não tem nada de boba, já desconfiada de que alguma coisa estava errada, me seguiu e me viu pela primeira vez com você. Tentei disfarçar, criar desculpas, mas acho que ela não caiu na minha conversinha não. Dava pra perceber o quanto estava animado com você...
   O tempo que passamos juntos não posso dizer que foi ruim. Você me mostrou coisas que eu nunca tinha visto com minha mulher. Seu corpo... Ah, seu corpo era maravilhoso! Quanta volúpia e ardor! Lembro que nossa relação começou em meio a um momento de grande fragilidade minha. Você se aproveitou disso e mostrou-se sempre à disposição para a minha satisfação pessoal, porém hoje as coisas mudaram, não estou tão carente quanto no passado, mas você não entende isso!
   Em suma: Meu casamento está por um fio por sua causa! E agora você vem com essa história de querer culpar os outros por sua insistência em me procurar? Por que culpar os algoritmos por sua aparição em cada site que navego? Você é maliciosa sim! A culpa não é minha! As propagandas de roupas íntimas e biquínis que você faz não precisavam me acompanhar em cada site que entro não! Pra que falar de manipulação de usuários pelo controle de dados da internet? Como assim? 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A GENTE MORRE


A GENTE MORRE e fica tudo aí,
os planos a longo prazo e as tarefas de casa,
as dívidas com o banco,
as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.
A GENTE MORRE sem sequer guardar as comidas na geladeira,
tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE MORRE, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos,
a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE MORRE e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas.
Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A GENTE MORRE e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença.
Na verdade, não faz.
Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.
A GENTE MORRE, pois é.
É bem assim: Piscou, morreu.
O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente, fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A GENTE MORRE e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa.
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.
Quando menos se espera, A GENTE MORRE. Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje,
talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Talvez a gente esperasse menos dos outros,
se a gente esperasse pela morte, talvez a gente perdoasse mais, risse mais,
saísse a tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais,
ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.
O tempo voa.
A partir do momento que a gente nasce,
começa a viagem veloz com destino ao fim - e ainda há aqueles que vivem com pressa!
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque A GENTE MORRE o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO QUE TE RESTA?
(Autor desconhecido)

terça-feira, 13 de novembro de 2018

VERBOS

Dicionário morfossintático dos verbos: usos e abusos

Os de primeira conjugação e seus infinitivos gestos
Espionar
Vazar
Derrubar
Sacrificar
Ameaçar
Desmontar
Delatar
Partidarizar
Enganar
Julgar
Encarcerar
Calar
Recompensar.

Os de segunda conjugação e seu caráter anômalo
Escarnecer
Inverter
Eleger
Manter
Abater
Deter
Dissolver
Bater
Vender
Doer
Perder
Corromper
Sofrer.

Verbos de terceira:
Denegrir
Involuir
Omitir
Punir
Fingir
Demitir
Engolir
Sucumbir
Fugir
Proibir
Abolir
Regredir
Mentir.

Verbos de ação-esperança:
Ressurgir
Resistir
Intervir
Interceder
Compreender
Acolher
Pensar
Esperançar
Lutar
Curar
Amar
Salvar
Libertar!

(Por: Patrícia Germano)

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

ABSURDOS

      

      Os absurdos nos acompanham todos os dias. Muitas vezes não percebemos, mas tudo aquilo que é destituído de sentido e de racionalidade tomam conta de nossa vida de tal forma que o imponderável passa a ser plausível e aquilo que antes sequer poderia ser pensado, atinge um nível de aceitabilidade impraticável pelos amantes do bom senso.


       Quem nunca achou absurdo ver um pobre passar horas e horas dentro de um hospital esperando por atendimento médico? Investimentos estratosféricos em eventos como Copa do Mundo ou Olimpíadas e o saneamento básico da nação continuar em estado de calamidade em determinadas regiões do país? Tantos parlamentares com regalias múltiplas, enquanto o trabalhador formal perde direitos com reformas nada gentis...? E o absurdo do preço dos combustíveis? Da falta de reforma agrária e tributária?


       Quantos ladrões de galinha são presos diariamente enquanto grandes reis do colarinho branco em Brasília nadam no dinheiro alheio? Quantos adolescentes se entregam à morte ao se envolverem com drogas ou com tráfico? Quantas crianças terão a sua infância violada, muitas vezes por parentes, para que a sociedade entenda a importância de se quebrar o silêncio e de se discutir em qualquer que seja o ambiente? Quantas mulheres aceitam os malefícios de uma má relação com seus companheiros, pelo medo da morte? Quanto esforço será necessário por parte do servidor público para que a população reconheça o seu valor? 

     Quando os professores serão efetivamente valorizados, seja pelo salário, seja pela sociedade? Com a aprovação da lei da mordaça? Com a gravação de imagens em sala para serem usadas contra ele, a partir da interpretação que os "paladinos da justiça" farão? Sendo taxados como doutrinadores, esquerdistas, ou comunistas? Existe a possibilidade de um país crescer, deseducando seu povo desse modo? Rejeitando livros, história, discussões embasadas e intelectualidade? Aceitando a violência, a intolerância e a truculência como meios para destruir atos violentos, intolerantes e truculentos? Tudo isso parece um absurdo, né? E é.

          Brasil: O país dos absurdos... 



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

69


O toque...
A delicadeza do encontro das melaninas...
Os fluidos que se misturam...
O ardor que esquenta...
A vergonha que passa longe...
O gesto pequeno que revela a grandeza da sensibilidade...
O pudor que se esvai...
Dois corpos transformando-se em um...

O sexo.

      Não existe no mundo inteiro um ato mais sublime que esse. É tanta entrega e cumplicidade, que as quatro paredes são muitas vezes as únicas testemunhas das fantasias mais recônditas dos seres humanos! Os segredos são mantidos trancafiados nos corpos dos envolvidos de tal forma, que ninguém jamais conseguiria imaginar o que efetivamente realizam na intimidade... Quando a parceria é bem sucedida o sucesso das relações evidencia-se no sorriso constante do casal nas horas que se seguem. As peripécias, as invenções, a criatividade, tudo enriquece o ato sexual. Quando existe amor, então, as maiores loucuras são levadas ao seu mais alto nível! 

    Portanto, nesse dia especia - DIA DO SEXO - l só podemos desejar mais desejo aos casais e  uma vida de múltiplos orgasmos! 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

QUEIMAMOS...

"Queimamos o quinto maior acervo do mundo. 
Queimamos o fóssil de 12 mil anos de Luzia, descoberta que refez todas as pesquisas sobre ocupação das Américas. 
Queimamos murais de Pompeia. 
Queimamos o sarcófago de Sha Amum Em Su, um dos únicos no mundo que nunca foram abertos.
Queimamos o acervo de botânica Bertha Lutz.
Queimamos o maior dinossauro brasileiro já montado com peças quase todas originais. 
Queimamos o Angaturama Limai, maior carnívoro brasileiro. 
Queimamos alguns fósseis de plantas já extintas. 
Queimamos o maior acervo de meteoritos da América Latina. 
Queimamos o trono do rei Adandozan, do reino africano de Daomé, datado do século XVIII. 
Queimamos o prédio onde foi assinada a independência do Brasil. 
Queimamos duas bibliotecas. 

Queimamos a carreira de 90 pesquisadores e outros técnicos. 

O que arde no Museu é uma parte da história antropológica da humanidade. Da história científica da humanidade. 

Se eles pudessem, nos queimavam junto com as paredes do museu, com o prédio em si, com as salas de onde D. Pedro II reinou, com os corredores por onde transitaram os feitores da primeira constituição da república, se eles pudessem, nos queimavam. 

É imensurável o que perdemos.
Eu tô engolindo o choro.

'Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro'. Era isso que vinha escrito no chão, frente ao Museu Nacional."

(Por: Rui da Cruz Jr  - Servidor do museu)

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O SUAVE ROÇAR DA LÍNGUA


Escrevi uma coluna no Estadão há quase dois anos com o tema Língua Portuguesa. Novos ventos fizeram girar as pás do moinho do uso e achei bom retornar à última flor do Lácio.


Claudico na norma culta mais vezes do que seria lícito em alguém que se dedica à fala e à escrita de forma profissional. Mesmo assim, desde a infância, sou seduzido pelas ninfas do Tejo que Camões invocou. Nos bancos escolares, mal a professora ensinava que plúmbeo era o adjetivo de chumbo e sinonímia de cinzento, eu já incorporava o termo: “Que tom plúmbeo no céu!”. O mesmo ocorreu, recordo-me vivamente, com o marfim (ebúrneo), a prata (argentina) e o bronze (êneo). Não se preocupe tanto, querida leitora e estimado leitor, depois fiz anos de terapia e consegui dedicar mais energia a outras áreas e ficar ligeiramente menos estranho do que eu era.

O aumento do léxico não chegava a ser um amor à língua em si, porém uma curiosidade sem foco e um exibicionismo infantilizado. Eram prazeres esnobes de novos-ricos lusófonos, exibindo fina pátina no desejo de pretender algo além do cenário teatral de poucas palavras fora do comum. Descobri que os nascidos em São Luís eram ludovicenses, os de Salvador da Bahia, soteropolitanos, e, crème de la crème, os naturais de Jerusalém deveriam ser chamados de hierosolimitanos e pronto! Passava a engastar os novos gentílicos até no cachorro-quente da cantina. 

Em nosso país, o saber bacharelesco sempre foi revestido de um tom barroco das palavras. A fala grandiloquente, as expressões raras, a ênfase na exceção ou a fixação em regências lusitanas em detrimento do uso brasileiro eram valorizadas. Vocabulário exuberante e o domínio do caso minúsculo caracterizavam o bem-falar. O arquétipo ficcional era o professor Astromar de Saramandaia. Falar difícil, mais do que falar bem, era qualificativo de boa origem e confiabilidade. O indivíduo de estirpe pronunciava separando bem (como mandava mestre Napoleão Mendes de Almeida), AB-rupto, deixando claro que sabia tudo sobre prefixos, sufixos, semântica e radicais. Ouvir alguém dizendo ABRUP-to? Era o horror, barbarismo, analfabetismo e incapacidade intelectual. Historicamente, o povo brasileiro foi saqueado por bacharéis engastando mesóclises no despacho fraudulento. Gramática e ética não eram gêmeas, porém tal tema foge do propósito de hoje.

Exemplo extremo da infeliz associação de inteligência à riqueza formal de termos, a poesia de um obscuro maranhense avulta: “Tu és o quelso do pental ganírio Saltando as rimpas do fermim calério Carpindo as taipas do furor salírio Nos rúbios calos do pijom sidério”. Não entendeu nada? O objetivo era exatamente, esse. Destituído de beleza literária, o texto é um aranzel pedregoso, desejando impressionar a chamada “cidade das Letras”, o círculo erudito que Angel Rama identifica como legitimador do poder. 

Reparei que muitos concursos não pedem o domínio desejável da interpretação de texto e compreensão básica das estruturas da língua, porém a exceção, o preciosismo, o detalhe pouco usado. O pretérito mais-que-perfeito do indicativo parece ser mais cobrado do que o banal pretérito perfeito. Há muitas “pegadinhas” gramaticais nas provas. Abunda o vós. Saber a língua parece ser, para horror de teóricos como Marcos Bagno, o registro fóssil de uma norma que D. Dinis, o rei-agricultor, acharia correta nos albores do idioma.

Preciosismo nos dominou como indicador social e distintivo de classe. O rococó vocabular foi metralhado desde o modernismo. A praça foi dominando sobre as nuvens, a ágora venceu a acrópole. 

Chegamos ao polo oposto. A fala empobrecida virou virtude no século 21. Um único termo como “só” ou “né” passou a abarcar todo o universo de expressões, um verdadeiro Aleph borgiano. O excesso de arcaísmos foi vencido pelo domínio do neologismo, da gíria e da onomatopeia. Em comunicação virtual, imagens e rostos conseguiram uma vitória quantitativa. As pinturas das cavernas chegaram à vanguarda da comunicação. 

Houve uma época em que associávamos bem escrever ao tom gongórico. Emergiu um novo valor: só poderíamos usar a livre expressão e a sala de aula teria por missão confirmar o uso da língua da rua e do bar. A acrópole passou a ser vista como puro elitismo a ser superado.

Entendo que não se deva ignorar o uso contemporâneo da língua. Nunca deveríamos transmitir que a gramática seja uma camisa de força necessária e imutável. A função educativa não é apenas reforçar o ponto no qual se encontra o saber de um aluno, mas, a partir do que ele conhece, ampliar, aprofundar, estimular a consciência das diferentes formas e normas da língua. Dominar o português é saber usar códigos distintos em situações variadas para atingir seu objetivo de comunicação. As nuvens e o solo fazem parte da paisagem comunicativa.

A alfabetização (processo que começa na infância e prossegue, inconcluso, até o dia da morte) é a área mais importante de todo projeto escolar. Ler, escrever, interpretar e comunicar antecede todos os outros saberes. Meu sonho é que todos consigamos evitar duas armadilhas: o estudo da língua não pode ser um túmulo no qual devamos sepultar vivos os usuários ou, de forma antípoda, estimular apenas que cada um ande a esmo e nu pelo jardim da lusofonia. O primeiro defeito ignora o indivíduo real, o segundo ignora a comunidade de falantes. 

Repito a ideia que lancei há dois anos: minha língua não é túmulo nem subjetividade absoluta. A comunicação é fluida, porém não é só minha nem pertence aos gramáticos. Língua é patrimônio comum no qual posso expressar minha subjetividade. Língua é viva, não nasceu comigo e não deveria morrer na minha boca.

(Por: Leandro Karnal)

terça-feira, 31 de julho de 2018

A VERDADE

     

           
      É muito importante não sermos levados pelos que se encontram diariamente envolvidos por livros de histórias mentirosos! Eles não sabem da realidade dos fatos... Tudo o que ouvimos ou lemos a respeito da história do Brasil está errado! Na verdade, não fomos "descobertos" pelos portugueses. Nem pelos espanhóis! Quem descobriu o Brasil deve ter sido algum outro país mais desenvolvido do Velho Continente...
           
         Como historicamente esses povos sempre respeitaram os "diferentes", nada dessa história de africanos trabalhando em um regime escravocrata, exploração dos menos favorecidos da Europa em nosso país. A colônia de exploração foi na América do Norte! 
          
          Por aqui o povoamento foi a palavra de ordem desde o começo. Católicos e protestantes tiveram a mesma oportunidade de apresentar seus argumentos em favor de sua doutrina, regidos pelo princípio da liberdade de escolha, afinal de contas os índios sempre foram muito respeitados, bem como suas terras, por isso que até hoje eles continuam tendo o seu lugar preservado. Dizem por aí que tentaram "comprar" os estrangeiros com frutas amarelas e vermelhas, além de verduras e hortaliças, em troca de espelhos e outros grandes e maravilhosos produtos da civilização moderna... 
          
          Pedro Álvares Cabral nunca veio ao Brasil. Aliás, acredita-se que ele nunca existiu. O famoso "brado retumbante às margens do Ipiranga" na realidade não passaram de gritos de gol pertinho de um rio, já que o futebol nasceu aqui, não na terra da rainha...
         
        O governo sempre foi republicano, nada de monarquia! O golpe militar nunca existiu. Os militares foram carinhosamente postos no comando do Brasil pela voz da população que queria ter mais humanidade e respeito no Congresso Nacional. Por sinal, que besteirada essa de que houve tortura no nosso país! Não conheço ninguém que tenha sofrido tal violência! Apenas os intelectualmente menos favorecidos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Geraldo Vandré, dentre outros subversivos dizem o contrário! Violência nós vivemos hoje! Com cotas pra quem não merece e bolsa esmola pra vagabundos de toda espécie. E essa conversa de feminicídio? É tudo mimimi! 

       É exatamente por isso que o Brasil não vai pra frente! Histórias e mais histórias da carochinha com a finalidade de viabilizar a pouca vergonha, em detrimento da moral e dos bons costumes! Na minha humilde opinião, deveríamos rasgar e jogar fora todos os livros de história, além de extinguirmos a disciplina homônima...
  
      Ah! Quero deixar claro que apoio a ideia de que nenhum pobre deve assumir a cadeira presidencial. Sabe como é, né? os ricos sabem governar... A desigualdade social, a fome e a dívida externa estão no mesmo patamar do Coelhinho da Páscoa, Papai Noel e Papa Figo...  

terça-feira, 19 de junho de 2018

HOMENS DE BEM?

OS “HOMENS DE BEM” ATACAM DE NOVO...
Promoveu repercussão a ação dos “homens de bem brasileiros" na terra dos czares...
À semelhança do que é feito com mulheres bêbadas, sob efeito de drogas e ou indefesas, turistas brasileiros, aproveitando-se do fato de mulheres russas não conhecerem nenhuma palavra da língua portuguesa, expuseram-nas ao ridículo, achincalhando-as e usando-as de maneira machista, misógina e, principalmente covarde, visto que as vítimas, nada podendo fazer (porque não entendiam o que estava acontecendo) sorriam do escárnio que sofriam.
Nada obstante a canalhice da cena, o que me deixa estupefato é o fato inconteste de que aquelas patifarias feitas em solo russo não é algo novo, mas recorrente, fruto de uma sociedade misógina e feminicida, onde se estupra uma mulher a cada 11 minutos e, a cada dia, mata-se 14 delas.
Acredito que não caiu no esquecimento o que foi protagonizado em São Paulo, em 2014, na abertura da Copa, quando um coro de “homens e mulheres de bem” gritou para uma mulher, mãe, avó e presidenta desta bosta de país: vá tomar no xx!
Também creio que não caiu no esquecimento o que “homens e mulheres de bem” fizeram, quando mandaram confeccionar adesivos da presidenta do país, com as pernas escancaradas e os fixaram na boca dos tanques de combustível dos seus carros...
Bem, a patifaria na Rússia não causa surpresa, porque quem pretende governar essa república de bananas (e conta com inúmeros apoiadores), em meio às suas canalhices discursivas, vomita que “mulher deve ganhar menos”, “seus filhos são educados e não se casariam com uma negra” e, em pleno Congresso Nacional, antro institucional onde tem mandato, olha para uma parlamentar e diz: “você não seria estuprada, porque é feia demais”.
Infelizmente, não me causa espanto o que fizeram os “homens de bem” em solo russo...
Eles são capazes de coisas piores!
(Por: Ferreira Júnior) 

terça-feira, 22 de maio de 2018

SEM PRESENTE

          
          Sinceramente, me revolta o preço absurdo da gasolina. Mas minha revolta fica ainda maior quando vejo algum pobre defendendo esses aumentos com argumentos do tipo: "A Petrobrás precisa se recuperar financeiramente", "Congelar os preços não é solução", "No passado já aconteceu muitas vezes", "Vai abrir um buraco enorme na receita com uma possível redução de impostos, o que baratearia o valor dos combustíveis, mas traria outras despesas para a sociedade"... 
        
  •    Como aceitar que nos governem tomando todas as decisões para combater a crise econômica, tirando o dinheiro da população, que já é pobre?


  •    Como entender uma matemática - que de exata não tem nada - em que a reforma previdenciária precisa acontecer mexendo com a camada mais pobre de nossa sociedade, em oposição aos "perdões" concedidos às grandes empresas?

  •   Como acreditar em um governo que usurpa, "estanca sangria", mente, rouba, compra deputados e senadores (com dinheiro público) para não ser sequer investigado e ainda assim sustenta-se no poder? 

  •   Como vislumbrar um futuro melhor, quando parte da nação se deixa envolver por toda sorte de palavras manipuladoras, a ponto de acharem que nunca existiu ditadura no Brasil e até (pasmem os intelectuais de plantão) almejarem o retorno dos militares ao poder?


          Combata a corrupção e a desigualdade, povo néscio! Pare de retransmitir o que a mídia quer que as pessoas pensem! O Brasil precisa de REFORMA POLÍTICA (feita pela população!) e REVOLUÇÃO! Não existe salvador da pátria! 
       
       A mesma revolta do passado, em governos anteriores, tem de ser a de agora! Sem a união do povo brasileiro pra se defender dos desmandos de QUALQUER governo, não sairemos da lama que nos envolve. Nem hoje, nem nunca! Seremos eternamente "o país do futuro", mas sem presente!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

ELA SE FOI

       Nos deixou na noite da última quarta-feira (15/05/18) a grande e iluminada atriz Eloísa Mafalda, na flor da idade... Apenas 93 aninhos! Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

   É muito triste vermos talentosos ícones da teledramaturgia brasileira abandonando os palcos da vida para descansar. É como se ficássemos órfãos!

    A querida mãezona, D. Nenê, da primeira versão de "A Grande Família", nossa eterna Beata D. Pombinha, de Roque Santeiro, a verdadeira prefeita da cidade de Asa Branca (o marido era totalmente dominado por ela, assim como alguns homens que conheço!) foram alguns dos papeis marcantes dessa senhora que encantou gerações com sua forma convincente, envolvente e cômica de interpretar personagens diversos.

     Uma sensação de vazio é o que fica nesse momento. Lamentável...

quinta-feira, 10 de maio de 2018

EXCEÇÃO

Você é minha única exceção...
Alguém por quem deixo tudo e todos,
Alguém por quem abandono velhos e ultrapassados conceitos,
A única salvaguarda para os meus erros de outrora,
Aquela com quem desejo estar entre lençóis todos os dias,
A parte mais significativa dos meus sonhos mais esdrúxulos,
A nota dissonante mais harmoniosamente perfeita que conheci,
O silêncio mais gritante de minh'alma.
Como esquecer sua voz em meu ouvido?
Seu sotaque em minha língua?
Sua libido em meu corpo?
Você é minha única exceção...

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A QUE PONTO CHEGAMOS?



         Vejam só a que ponto chegamos. Agora ele está querendo ser presidente. Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende. Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos. O pai, ao que parece,não conseguiu se fixar em emprego algum e alguns chegam mesmo a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo. É certo que não seria nunca escolhido como operário padrão.E que dizer do lugar onde nasceu? Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio à rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas. Podem imaginar o seu comportamento num banquete? Seria vergonhoso, cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia. Seria um vexame nacional. Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação formal se restrigindo a ler, escrever e fazer as quatro operações. Como trabalhador braçal, excelente. Na verdade, ali é o seu lugar. Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenvolveu de forma invejável.Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião,não vacilou em se valer dos seus músculos para dobrar um grupo de adversários.

         Mas, o que assusta mesmo, é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente no campo. Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vêm a riqueza do país? E agora este matuto quer colocar o carro na frente dos bois. Se sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no País. O nosso sistema de produção vai se desmantelar, com imprevisíveis conseqüências sociais. No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e ao patrões não resta outra alternativa que deixar o País. “Love it or leave it”.

        Podem guardar seus sorrisos e sua raiva porque isto que escrevi não é sobre quem vocês estão pensando. É sobre Abraham Lincoln. E o que eu disse sobre sua vida pode ser encontrado na Enciclopédia Britânica, para quem quiser conferir. Imaginei como é que a conversa rolaria nas rodinhas das UDRs, KKK’s da época, ante a insólita possibilidade de que um ex-lenhador sem curso primário viesse a ser o presidente do país. Como se sabe, Lincoln foi eleito, os escravos libertados, houve uma enorme convulsão social, pois os donos de escravos se recusaram a aceitar a liberdade dos negros e aqueles que não se ajustaram cumpriram sua promessa: emigraram. Para onde? Muitos para o Brasil. E foi assim que nasceram as cidades de Santa Bárbara do Oeste e Americana. Por que o Brasil? Porque, se não podiam ter escravos lá, poderiam continuar a ter escravos aqui. Nunca imaginei que esta seria uma boa razão para se optar pelo Brasil: para se continuar a ter escravos.

         Mas os tempos mudaram. Mudaram? Parece que ainda hoje o mesmo horror existe ante a possibilidade de que um operário venha a ser presidente do País. E as conversas que rolam por aqui não devem ser muito diferentes das que rolaram por lá. Parece que a história está cheia de situações parecidas – e é só por isto que podemos aprender dela.

           Quem sabe a memória do ex-lenhador que se candidatou a presidente dos Estados Unidos possa nos ajudar a colocar em perspectiva este fato insólito de um operário que se candidata à Presidência do Brasil.

( Por: Rubem Alves )

domingo, 1 de abril de 2018

MANHÃ GLORIOSA

     
Aquela parecia ser uma manhã como outra qualquer... Mas não era!

     Embora os pássaros cantassem da mesma forma, as pessoas caminhassem pro seu labor diário do mesmo modo, as mulheres fossem pegar água no poço do mesmo jeito de sempre, algo estava diferente. No semblante dos que acordaram logo cedo percebia-se uma certa inquietação quanto aos acontecimentos dos últimos dias. A rotina do primeiro dia da semana seria mudada para sempre!

    Tristeza para uns, regozijo para outros, a cena do Calvário foi marcante em vários aspectos. Até o último suspiro de Cristo, gargalhadas e prantos descontrolados misturavam-se ao sabor do vento. Vento este que mudou de intensidade após as últimas palavras de Jesus. Tudo escureceu mais rápido, tremores de terra foram percebidos, nuvens negras espalhavam-se pelo céu em profusão, acontecimentos assombrosos marcavam aquele momento, o negror daquele fim de tarde era diferente de todos os que este mundo já viu. O filho do homem acabara de entregar seu espírito ao Pai, e, nesse instante, consumado estava o plano da redenção.

    De todo modo, o complemento mais esperado do plano ainda estava por vir. A manhã gloriosa da ressurreição do Salvador guardava sensações e sentimentos nunca antes experimentados pela raça humana! Era hora da vitória sobre a morte! O momento em cuja simbologia dependia totalmente o futuro dos seres humanos: A morte para o pecado a ressurreição para a vida!

      O triste destino da morte eterna iniciado no Éden quando o fruto proibido foi comido, mudava sua rota, quando Jesus Cristo, naquela cruz, deu sua vida por cada um de nós. Agora sim, ao gritarmos: "Ele vive!" podemos afirmar com convicção: Nós vivemos! A vida triunfou! A certeza da eternidade volta aos nossos corações e o que nos resta nesse momento é aguardar o dia em que o Rei dos reis virá nas nuvens dos céus e dirá: "Vinde, benditos de meu Pai, possuir por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo!"

sexta-feira, 30 de março de 2018

VIDA FOGUETE


Não é sobre arrecadar sorrisos por algo que você comprou ou investiu...
É sobre, através do que você proporciona aos outros, os sorrisos que distribuiu.
É sobre, pelo seu próprio esforço, ver crescer a qualidade de vida famíliar.
É sobre, diante de ameaças ou ofensas infundadas, não se calar.

É saber se sentir inserido
É olhar-se no espelho e achar-se bonito, é saber chorar
E mostrar que enfim percebeu
Que os textos que você já leu
Devem sempre lhe instigar.

Não é sobre achar que o mundo todo pertence a você
É sobre zelar, preservar, cuidar, plantar e replantar.
É sobre ter ternura e compaixão para com os animais
E assim tê-los sempre contigo em todas as ocasiões

Por mais que socialmente queiramos chegar mais alto
Sozinhos não terá graça nenhuma
É melhor, portanto, permanecemos embaixo
Mas ao lado de quem amamos!

Não é sobre ouvir a linda retórica de quem quer só poder
E sim, sobre cobrar e exigir que se cumpra o que prometeu
Também não é sobre ver o que fala a nobre TV
Porque quando menos se espera a manipulação já enredou você.

Melhora teus conceitos sobre a educação e o educador
Amplia a oferta de frutas e verduras em tua mesa
Que a vida é como um foguete
Num piscar de olhos o somos se transforma em fomos...

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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