domingo, 31 de março de 2019

64

Um ano triste para o Brasil. Um golpe aconteceu...



O golpe de 31 de março de 64 foi para evitar a “ameaça comunista” tanto quanto a eleição de Bolsonaro foi para evitar a “mamadeira de piroca”. 

O golpe foi conduzido por interesses econômicos internacionais e nacionais que queriam tornar o Brasil em um país definitivamente alinhado à 2ª divisão internacional do trabalho, isto é, um país que se abrisse ao processo de transferência da produção industrial dos países centrais para os países periféricos, e com isso, todas as suas contradições que permitiriam a edificação do Estado de bem-estar social do primeiro mundo. 

O governo deposto de João Goulart tinha o propósito de aprofundar uma linha desenvolvimentista com justiça social, impondo a taxação da emissão de lucros para o exterior das empresas internacionais, propondo uma reforma agrária que garantiria além da manutenção dos camponeses em suas terras, nossa soberania alimentar (afinal, o latifúndio não produz para o mercado interno, mas para o mercado externo - e não necessariamente gêneros alimentícios) entre outras medidas que teriam a aprovação de qualquer keynesiano. 

Não houve apoio popular hegemônico ao golpe, muito pelo contrário. Com a exceção das eleições de 70 (que a esquerda boicotou) todas as demais tiveram vitórias do MDB, que representava na época as forças democráticas. 

A ditadura militar cumpriu com a missão de colocar o Brasil sob controle das potências centrais. Abriu o país para as multinacionais, ocasionou um êxodo rural gigantesco (para garantir o excedente de mão de obra nos grandes centros urbanos e industriais), arrochou salários e criou uma dívida externa impagável que iria explodir no colo do primeiro governo civil (Sarney) em 1986. 

O Brasil, antes de 64 era um país com pobreza; os militares entregaram em 85 um país com miseráveis. O problema da inflação só seria solucionado em 1994 no governo FHC, isto é, quase 10 anos depois do fim da ditadura - mas com uma solução monetarista, sem pensar em um desenvolvimento interno que resultaria em um fortalecimento real da nossa economia. 

O problema da miséria só seria solucionado em 2005 com Lula, quando finalmente o país saiu do mapa da fome, isto é, 20 anos depois da ditadura. Para além disso, o Brasil cresceu com solidez ao longo do período petista, ganhando selo de país seguro para investimento e alavancando nossas indústrias, nossas empreiteiras, o agronegócio e diversificando os nossos parceiros econômicos, guiando o país a se tornar um país soberano e livre da dependência econômica dos EUA e da Europa. 

O golpe de 2016 foi para frear esse processo e em 2018 - com amplo apoio da mídia e de setores econômicos e da sociedade civil que prosperaram ao longo do período petista, foi eleito Bolsonaro o presidente do Brasil (um político sem qualquer capilaridade no congresso, sem nenhuma experiência administrativa e com fortes indícios de demência). 

Em breve teremos 100 dias de seu governo e nenhuma ação governamental foi feita para sanar os problemas do país. Apenas foram criados tumultos (via redes sociais) para o prazer de seus apoiadores mais radicais. Em tempo recorde sua popularidade esvaziou e hoje está em 34%. 

Seus principais ministros não possuem a mínima condição de conduzir suas respectivas pastas. Seus filhos e o próprio Bolsonaro possuem elos com milicianos, assassinos e esquemas de corrupção eleitorais e administrativas. A sua reforma da Previdência é uma tragédia para o povo, caso seja aprovada. A Bolsa de Valores está inchada porque possui uma expectativa de que nossas principais riquezas entrarão, em breve, em liquidação. 

Pois é esse governo - com certeza o pior governo já estabelecido no país desde a vinda da Família Real para o Brasil em 1808 - que quer falsificar a História e dizer que não tivemos ditadura entre 1964 e 1985 e que 64 não foi um golpe. Com igual estupidez afirma que o nazifascismo foi um movimento de esquerda... 

sábado, 30 de março de 2019

SOBRE VALORES


Se a convivência harmoniosa com o diferente fosse pregado e posto em prática pelas famílias, teríamos mais RESPEITO, menos preconceito;

Se os valores que formam uma sociedade pacífica e benevolente fossem efetivamente ensinados em casa, teríamos mais COMPAIXÃO, menos agressões;

Se as autoridades investissem mais em educação e dessem prioridade ao estudo, teríamos mais INTELECTUALIDADE, menos terrorismo;

Se a classe política trabalhasse sempre com a verdade, ao invés de com fake news, teríamos uma sociedade com mais INFORMAÇÃO, menos alienação;

Se as pessoas procurassem fazer o bem na prática, não apenas na teoria, teríamos um povo com mais GENTILEZA, menos falta de educação; 

Se as crianças fossem ensinadas desde cedo por parentes e amigos a serem honestas, teríamos uma população adulta com mais SINCERIDADE, menos falsidade;

Se a disciplina e o altruísmo fossem melhor trabalhados nos diversos órgãos sociais, teríamos pessoas com mais DISPOSIÇÃO em fazer o bem, não o mal;

Se fosse ensinada desde cedo a importância do humor e do sorriso, teríamos mais gente com ALEGRIA, menos pranto;

Se trabalhássemos todos, tendo como base o princípio cristão do amor ao próximo, independente de quem o próximo fosse, teríamos mais MISERICÓRDIA, menos ódio;

Se a poesia permeasse o seio das famílias brasileiras, recebendo o estímulo que lhe é devido, teríamos mais AMOR, menos violência.  



sexta-feira, 29 de março de 2019

SOBRE SONHAR

Sonhamos com o quê nessa vida?

Paz, amor, sexo, dinheiro?
Alegria, sorrisos, emoções, afetos?
Amizades, filhos, guloseimas, paixões secretas?
Casas, carros, roupas novas, celulares modernos?
Piscinas, hotéis, iates, praias?
Boa música, bons filmes, bons jogos, boas escolas?
Livros empolgantes, shows beneficentes, espetáculos teatrais?

Tudo é perdido quando não há planejamento estratégico e análise profunda das razões pelas quais estamos lutando por alguma coisa. Não passa de poeira ao vento quando refletimos e constatamos que nossos sonhos estão fragmentados pelo fato de nossas prioridades serem fúteis, quando comparamos com o que verdadeiramente deveria importar mais para nós e para nossa felicidade. 

Estamos fazendo os outros felizes? Estamos ensinando valores capazes de qualificar e dignificar a sociedade com a qual estamos intimamente envolvidos? Estamos fazendo por merecer todas as conquistas acima mencionadas, ou estamos de braços cruzados esperando que o acaso decida nosso destino?

Ação, foco e fé. Sem esses três elementos, o vazio que nos destrói continuará aumentando a cada dia, e no final só restarão desejos não realizados, sonhos frustrados e amargura plena...


quarta-feira, 27 de março de 2019

ENCONTROS FELIZES

VÁ  AOS ENCONTROS FELIZES!

-Pode ser complicado, difícil e caro. 
Vá!
-Pode ser uma viagem longa.
Vá!
-Tem festa de 85 anos da tia?
Vá!
-Aniversário do filho do amigo? 
Vá!
-Encontro de 20 anos da formatura? 
Vá!
-Amigo secreto?
-casamento do primo?
Vá!

Pegue o carro, 
o ônibus, 
o avião... 
pegue uma  carona!
  ... Vá!

Fica no hotel,
na tia, 
na pensão! 
... Vá! 

Parcela a passagem! 
Dê um jeito, mas
... Vá!

SABE POR QUÊ?
    *Porque nos encontros tristes você irá.
    *Quando alguém morre todos vão. 
    *Por protocolo, por obrigação ou por dor, você irá.

"As pessoas vão.
 Se esforçam pra ir
 aos enterros"...

    *Pedem folga. 
    *Cancelam a reunião.
    *Transferem as entregas...

        "E todos se reunem e se abraçam e choram juntos". 
        "E é bonito isso." 
        "E é bom que seja assim!"

 Mas é bom que seja assim também nos momentos felizes!

 É bom estarmos junto nas comemorações,
 nas conquistas,
 nas festas que brindam a vida!

-Dando risada. 
-Relembrando histórias.
-Deixando-nos levar pela alegria despretensiosa dos momentos bons!

Assim, vamos juntando as peças na melhor coleção que a vida tem a oferecer: 


DOS
ENCONTROS 
FELIZES!”

(Autor desconhecido)

terça-feira, 26 de março de 2019

EM DESUSO

     

"Aquele abilolado está namorando aquela gasguita que tem os cambitos mais finos que canela de sabiá."
​ 
    Pela frase acima, quem tem mais de 40 anos já deve ter percebido que muitas palavras e expressões  que se usavam  até  bem pouco tempo, não fazem mais  parte  do  vocabulário.

​    Para adentrarmos ao colégio no início do ano letivo,  tínhamos que ir ao serviço de Saúde Pública para fazer uma abreugrafia, cujo aparelho estava no outro lado de um biombo.
​    As casas, muitas delas bangalôs, eram arrodeadas de alpendres, onde nas salas além do soumier,  sempre tinham uma cristaleira enfeitada com biscuit, uma eletrola (que é uma vitrola elétrica) para tocar disco. Na copa, a petisqueira guardava doces, sobremesas, bolos e  o lambedor que era o melhor remédio para gripe. Substituía qualquer cachete. No quarto,  junto ao criado mudo, ficava o urinol para mictar durante a noite e, em cima, a quartinha com água.
​    Os petizes, quando muito danados, eram chamados de azougue, e quase sempre faziam uma arte, se arranhavam, produzindo uma pereba ou tuíta. O pai além de uns croques, cascudos ou =cocorotes ainda  os  colocava de castigo sem direito a fita da matinal no cinema aos sábado e nem tampouco o sorvete com carlito.
​   As meninas que estavam ficando mocinhas, as mães faziam penteados armados com laquê, presos com biliro ou invisível que é a mesma coisa ou um belo diadema, estava chegando a hora das moçoilas usarem corpete, saieta  e porta-seios.
​     O automóvel era dirigido por um chofer particular que  usava um casquete na cabeça e tinha toda responsabilidade sobre o veículo, evitar os catabis, atenção ao atravessar uma pinguela, não dar bigu a desconhecido. Tinha também obrigação de manter o carro limpo, principalmente a boléia, com o tabelier lustrando. Quando viajava, para economizar combustível, a marcha utilizada deveria ser a prise  e tomar todo cuidado quando fosse dar riê para não amassar o pára-choques. A rodagem deveria sempre ser verificada e em caso de problema com um dos pneus usaria o suporte.
​      Aos recém-nascidos costumava-se dar de lembrança um par de chiquitos e os mais abastados presenteavam com trancelim de ouro.
​As lojas, armarinhos, as empresas  de modo geral , nos finais de ano sempre mandavam confeccionar cromos com calendários para distribuir com seus fregueses.
​     Os barbeiros, perguntavam ao cliente se a liberdade do cabelo era no meio ou de lado.
​    Sentir-se mal, era ter um farnesim. Urinar , no mictório. Escrever para alguém , era uma missiva. Se tinha ânsia de vômito, cuidado aonde ia lançar. Se na cozinha a buchada não estava bem lavada subia aquele pituim.
​     Palavras chulas não se permitia usar.  Vá prá baixa da égua, filho de uma mãe, você parece um três vezes oito. Fruviôco e fiofó eram o extremo,
​      Ah! Na minha casa para se fazer ponche de cajá ou mangaba ainda se usa a urupema.
        
(Por: Mário Alberto P. de Paiva)

sábado, 16 de março de 2019

UM DIA DESSES...


Um dia desses 

Estávamos sentados lado a lado assistindo a mais um culto...

Você sorria de maneira tão gostosa enquanto via uma comédia na tv...

Eu ouvia a buzina de seu carro emitir aquele som tão característico, anunciando sua chegada a minha casa...

Dávamos as mãos em pleno centro da cidade, que imerso em preconceito não apreciava aquela cena de amor genuíno entre pai e filho...

Escutávamos canções antigas que escreveram através de lindos acordes sua história no passado, e que escreviam uma nova melodia na minha história presente...

Juntávamos nossos salários para juntos comprarmos pela segunda vez a nossa casa...

Jogávamos futebol juntos (Eu perdia quase sempre!)...

Realizávamos cultos maravilhosos utilizando o que de mais tecnológico existia na época: Uma vitrola, alguns Lp’s e fitas K7...

Viajávamos para lugares distantes de ônibus, geralmente lotado, pelo simples prazer de unir nossa juventude...

Transformamos a ideia de Retiro espiritual em um projeto de vida, de modo a estimular, unir, e aproximar mais as pessoas de Deus...

Criamos juntos conjuntos musicais na igreja que marcariam pra sempre a vida de muitos...

Um dia desses tudo isso aconteceu e muito mais. Agora ficou o vazio da mesa de festas de aniversário que comemoraríamos se você estivesse aqui...

Mas eu sei! Um dia desses nos reencontraremos para nunca mais nos separarmos! Um dia desses...



quinta-feira, 7 de março de 2019

MULHER...



Mulher...

Na suavidade do toque,

Na criatividade do agir,

Na gentileza do sorrir,

Na ternura do abraçar,

Na inteligência do decidir,

Na dissolução das dissensões...


No esmero dos trabalhos domésticos,

Na eficiência dos trabalhos industriais,

No trabalho capitalista,

Na partilha comunista,

Na doutrinação inventada,

Na oposição disfarçada...


No sexo forte, delicado e decidido,

No prazer em dar prazer,

Na sensualidade do dançar,

Na excitação do sussurrar,

Na firmeza do abraçar,

Na volúpia do beijar...


Nas palavras que envolvem,

No calor que alimenta,

No olhar avassalador,

No doar-se por inteiro,

Na eternidade dos seus atos

No aconchego do acalentar...

Mulher...

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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