quinta-feira, 24 de março de 2011

VIVER SEM SEXO?

Por que as pessoas sentem tanta dificuldade em falar de tão fascinante e instigante assunto? Sinceramente, no mundo, algo tão misteriosamente saboroso que se compare ao sexo simplesmente não existe! Então, por que o tabu? Por que falar tão baixinho ou escondido sobre isso? Por que falar de sexo não pode ser tão simples quanto falar de esporte, religião ou política? Por que o sexo para a nossa sociedade é apresentado desde a infância como “coisa feia”?
Na verdade, a descoberta desse prazer inexplicável só pode ser desfrutado quando o indivíduo alcança maturidade suficiente para compreender o seu alto grau de complexidade. Isso se deve ao fato de não se ver o sexo tão somente como o ato de entrar e sair, mas de penetrar em um mundo de vai e vem sem retorno e cuja felicidade do outro, acima de qualquer coisa, deve ser o maior objetivo. Essa felicidade pode ser traduzida como satisfação conquistada através do orgasmo e/ou do plano de aumentar a família.
É muito interessante como mesmo as mulheres que ainda não desfrutaram do orgasmo continuam sua luta desesperada para chegarem lá. Como elas sabem que é tão bom, se nunca alcançaram esse objetivo? Muitas vezes se esquecem que isso não é possível exatamente por conta do seu desespero.
E os homens? Muitos ao descobrirem o prazer sexual encantam-se de tal modo com a “fruta” que se esquecem da “árvore”. A beleza e o encanto de provar das delícias dessa “árvore” deveriam estar intimamente ligados a sua “preservação”. Mal sabem que o sabor da “fruta” fica ainda melhor quando se tem “consciência ecológica”! Vale lembrar ainda que as sementes plantadas podem germinar, cumprindo uma antiga ordem: “Crescei e multiplicai!” mas nada impede que esse cumprimento seja extremamente prazeroso para ambos.
Alguns jovens acreditam que o verdadeiro prazer do sexo consiste na múltipla quantidade de parceiros, na variedade de amantes, na multidão de fetiches. Com o perdão do trocadilho, precisam mudar de posição quanto a seus conceitos, pois quando descobrem o próprio corpo, ocorre em primeiro lugar um fascínio e um apaixonante cuidado com o que é seu, e isso, ao longo do caminho que inexoravelmente será desbravado, vai se perdendo com o tempo. Ou seja, não há mais amor pelo seu sexo quando não se faz uma escolha consciente de com quem suas substâncias mais íntimas misturar-se-ão.
O fascínio pelo sexo do outro torna-se muitas vezes maior do que o fascínio pelo seu, isso tem o poder de desequilibrar as faculdades mentais ao ponto de permitir que permissividades e vulgaridades aconteçam em profusão, trazendo consigo frustração, doenças, gravidez indesejada, sensação de estar sendo usado(a) como objeto, desvalorização de sentimentos, etc. O sexo, nesse caso, deve sim ser chamado apropriadamente de “coisa feia”.
O lado gostoso, deslumbrante e provocante do sexo é aquele que poucos conseguem conhecer, mas que muitos o buscam de forma frenética e insistente: O momento sublime em que os dois corpos, ardentes, trêmulos, suados e absolutamente conectados, atingem o ápice do prazer simultaneamente. Um conhece a respiração do outro, no compasso da batida acelerada dos dois corações, após uma noite (ou um dia, quem sabe!) de muito amor conjugal, ambos podem finalmente “relaxar e gozar”...
Viver sem sexo? Só morrendo!

sábado, 19 de março de 2011

SEGREDOS DE UM CASAMENTO FELIZ

I - AMAR COM A VIDA
Amar com o corpo, com os bens, com a posição, com a aparência, não é amar, é explorar.
Amem como a agulha e a linha - construindo
Amem como o pavio e o fósforo - dando-se
Amem como a caneta e o papel - completando-se

II - PERDOAR COM A INTENÇÃO
Perdoar por falta de opção, por interesse, por constrangimento, temporariamente, não é perdoar, é enganar.
Perdoem como a agulha e a linha - recomeçando
Perdoem como o fósforo e o pavio - ocultando
Perdoem como a caneta e o papel - apagando

III - CONVIVER COM A RENÚNCIA
Renunciar em parte, renunciar o que não requer sacrifício, o que não exige esforço, o que não exige domínio próprio, é fingir.
Renuncie como a agulha e a linha - submetendo-se
Renuncie como o fósforo e o pavio - sacrificando-se
Renuncie como a caneta e o papel - preferindo-se


IV - DEUS
Deixar Deus fazer parte do lar é a melhor decisão e a certeza do cumprimento dos três primeiros passos...

quinta-feira, 17 de março de 2011

COMO PERDER UMA CAUSA

Existe algo muito difícil de ser concebido no meio social em que vivemos: a perda de uma causa. Os advogados se esmeram no cumprimento da profissão, passando horas a fio na análise profunda de papéis,  documentos e relatórios, apenas para ter argumentos suficientes para vencer a causa que abraçou.
O professor, que, qual gladiador das palavras, números e teorias, julga-se superior ao aluno, e que, como tal, precisa defender sua tese em detrimento da do aluno, e para tanto, faz uso, muitas vezes indevidamente de sua influência ou posição; defende veementemente sua causa, ainda que o prejuízo para o aluno seja irreversível.
Dois torcedores, através de fanáticas discussões, tentam mostrar suas opiniões altamente inteligentes de ver o mundo futebolístico de maneira declaradamente partidarista. Ambos comungam das mesmas peculiaridades: torcem sem o cérebro, gritam sem a voz da razão, ouvem apenas o que lhes convém, e veem tão somente aquilo que querem ver: Seja um pênalti que não existiu (pra o outro foi tão claro!), ou ainda a operação infame de cerceamento da legalidade, com atos de improbidade administrativa dentro das quatro linhas por parte do árbitro da partida (para o outro a atitude dele foi irrepreensível!). A resposta para atitudes tão divergentes está na apropriação do mais natural dos sentidos humanos: querer que a sua causa seja a mais correta a ser seguida.
Situações semelhantes, pessoas e profissões diferentes... O que nos une, na verdade, é o fato de nos deixarmos envolver pelo sentimento de defesa do nosso “eu”, expresso pela linha tênue entre a razão e a sensibilidade. Parece uma inverdade, mas o orgulho próprio não nos permite aceitar uma derrota. Seja ela no âmbito político, ideológico, espiritual, social, ou até mesmo transcendental. O que nos leva a ações de defesa daquilo que é, na maioria das vezes efêmero, é exatamente o fato de sermos efêmeros. O que nos faz andar por caminhos egoístas é algo intrinsecamente enraizado no âmago de nosso ser: o egoísmo.
O ser humano é egoísta por natureza e expressa essa debilidade quando não aceita a opinião de outrem; quando não reconhece sua pequenez como traço de caráter comum aos tolos; quando acha que sua sensatez está se evidenciando apenas ao ouvir a opinião de alguém, mesmo que só por educação, quando na realidade já está armado contra ele; quando uma conversa amigável evapora-se numa nuvem de monólogos sem fim em questão de segundos; quando são considerados amigos verdadeiros somente aqueles que balançam a cabeça positivamente para tudo o que dizem, etc., etc., etc.
Entretanto, existe um motivo para o ser humano aceitar perder de vez em quando uma causa: a paz de espírito. A sensação de levar alegria a alguém pelo simples fato de reconhecer a idéia dele como a mais plausível, principalmente quando se sabe que a sua será destituída do status alcançada pela dele. O seu sorriso deve ser contemplado com ternura, ao invés de com aversão.
A satisfação de alguém, o ar de vitória estampado em seu rosto deveria ser mais gratificante pra quem vê do que pra quem o expressa. A atitude mais sensata na maioria das vezes é exatamente a menos utilizada, justamente porque o imediatismo em que vivemos leva-nos a querer naquela hora a aceitação das nossas opiniões ou dos nossos argumentos, mas o tempo, ah... esse não pára e outras oportunidades surgirão certamente. Oportunidades que se bem aproveitadas poderão frutificar em pensamentos e atitudes ligados por uma corrente altruísta de preocupação com o bem estar psicológico, moral e espiritual de quem nos cerca. E essa sim será a revelação de que algo diferente está acontecendo em nossa vida.
Ninguém nasceu pra perder, é verdade. Deus nos deu a capacidade de querer alcançar amanhã o inalcançável hoje, de buscar atingir o ápice de nossos ideais o mais rápido possível, de viver lutando pra respirar um ar de conquistas, sucessos e vitórias de modo cada vez mais contínuo, e tudo isso é maravilhoso. Ainda como ínfimos espermatozóides, já tínhamos essas atribuições. Já éramos aguerridos, valentes, e ao cabo, vitoriosos.
O importante, na realidade não é tentarmos modificar aquilo que é inerente ao ser humano e que a priori, não nos faz mal. É, antes, desenvolvermos a capacidade de lidar com tais características. Precisamos amar a nós mesmos, conhecer nossas limitações e anseios, para podermos efetuar a mudança que será verdadeiramente significativa nas nossas relações com os outros.
É preciso que se entenda que ao perder uma causa o homem não está necessariamente sendo derrotado. Antes, está apenas reconhecendo que alguém como ele, dotado de características distintas, utilizou um expediente mais apropriado para aquela circunstância e tem todo o direito de ser aceito como o que prevaleceu.
A vontade de vencer do advogado é movida pelo sonho da ascensão financeira e da fama, do professor é a sede de mostrar que seu saber e experiências acumuladas não são facilmente destruídas por alguém mais jovem, ou com menos estudo; os torcedores fanáticos priorizam a arregimentação de mais torcedores para o seu time, mas em todos os casos, vencedores se contrapõem aos vencidos. Declaram “falência múltipla dos órgãos” sociais enquanto debocham dos vencidos que tristemente reagirão amanhã da mesma maneira. Essa reação em cadeia deve e precisa ser evitada.
O que apresentamos aqui, não é a destituição dos traços de personalidade peculiares ao ser humano, mas sim, o alicerce desses parâmetros sob a rocha do reconhecimento, do olhar lançado com carinho para o outro e do amor como regente soberano de nossas ações. Estaremos facilitando as relações humanas quando com sinceridade ficarmos felizes com a vitória dos outros. Estaremos vivenciando, ainda que por um momento, o real sentido da paz de espírito. Não levaremos desaforo para casa, apenas o trataremos com respeito e sobriedade, mesmo que em casa.
Se cada um fizer a sua parte, o azul do céu resplandecerá mais, quase poderemos tocar no algodão das nuvens, porque para nós não existirão mais limites. Enquanto estivermos adotando medidas tacanhas nos nossos relacionamentos, estaremos presos no chão, o que é um paradoxo, já que buscamos sempre o mais alto degrau da vida. Enquanto não entendermos que dando-nos as mãos a subida torna-se mais agradável e rápida, estaremos apenas passando pela vida e não usufruindo dela. Enfim, não é preciso que essa causa apresentada por mim hoje seja aceita, apenas que seja analisada com ternura, bom senso e amor.  Se concordarem comigo, ótimo, se não, parabéns.  A NOSSA causa será sempre a vitoriosa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

PAI É UM SÓ

PARA IVANILDO BARBOSA
(In Memorian Infelizmente...)

Texto de  MARTHA MEDEIROS,  Revista O Globo, 08 ago. 2010. p. 28.

Mãe é tudo igual, só muda de endereço.
Não concordo 100% com essa afirmação, mas é verdade que nós, mães, temos lá nossas semelhanças. Basta reunir uma meia dúzia num recinto fechado para se comprovar que, quando o assunto é filho, as experiências são praticamente xerox umas das outras.
Por outro lado, quem arriscaria dizer que pai é tudo farinha do mesmo saco? Historicamente, nunca foram supervalorizados, nunca receberam cartilhas de conduta e sempre passaram longe da santificação. Cada pai foi feito à imagem e semelhança de si mesmo.
As meninas, assim que nascem, já são tratadas como pequenas “nossas senhoras” e começam a ser catequizadas pela campanha: “Mãe, um dia você vai ser uma”. E dá-lhe informação, incentivo e receitas de como se sair bem no papel. Outro dia, vi uma menina de não mais de três anos empurrando um carrinho de bebê com uma boneca dentro. Já era uma minimãe. Os meninos, ao contrário, só pensam nisso quando chega a hora, e aí acontece o que se vê: todo pai é fruto de um delicioso improviso.
Tem pai que é desligado de nascença, coloca o filho no mundo e acha que o destino pode se encarregar do resto. Ou é o oposto: completamente ansioso, assim que o bebê nasce já trata de sumir com as mesas de quinas pontiagudas e de instalar rede em todas as janelas, e vá convencê-lo de que falta um ano para a criança começar a caminhar.
Tem pai que solta dinheiro fácil. E pai que fecha a carteira com cadeado. Tem pai que está sempre em casa, e outros, nunca. Tem pai que vive rodeado de amigos e pai que não sabe o que fazer com suas horas de folga. Tem aqueles que participam de todas as reuniões do colégio e outros que não fazem idéia do nome da professora. Tem pai que é uma geleia, e uns que a gente nunca viu chorar na vida. Pai fechado, pai moleque, pai sumido, pai onipresente. Pai que nos sustenta e pai que é sustentado por nós. Que mora longe, que mora em outra casa, pai que tem outra família, e pai que não desgruda, não sai de perto jamais. Tem pai que sabe como gerenciar uma firma, construir um prédio, consertar o motor de um carro, mas não sabe direito como ser pai, já que não foi treinado, ninguém lhe deu uma dica. Ser pai é o legítimo “faça você mesmo”.
Alguns preferem não arriscar e simplesmente obedecem suas mulheres, que têm mestrado e doutorado no assunto. Esses pais correm o risco de um dia também só trocarem de endereço, já que seguem os conselhos da mamãe-sabe-tudo, aquela que é igual a todas. Mas os que educam e participam da vida dos filhos a seu modo é que perpetuam o encanto dessa raça fascinante e autêntica. Verdade seja dita: há muitas como sua mãe, mas ninguém é como seu pai.



HOMENAGEM DO SEU FILHO
EM OCASIÃO DO SEU ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO.
HOJE COMPLETARIA 53 ANOS, MAS PARTIU TÃO CEDO...
DESDE ENTÃO O MUNDO FICOU MENOS COLORIDO,
AS MÚSICAS MENOS MELODIOSAS,
AS FLORES MENOS PERFUMADAS E EU MENOR...

PAI...
UMA PARTE DE MIM SE FOI COM VOCÊ...

terça-feira, 15 de março de 2011

OS IGUAIS SE ATRAEM

Analise comigo quantas pessoas são levadas a tecerem amizades novas com desconhecidos. Seja por ser novo na cidade ou na escola, pais, parentes e amigos nos levam a aceitar determinada pessoa como amiga, sem que haja nenhum tipo de identificação.
       Naturalmente as pessoas buscam encontrar respostas para suas perguntas nos iguais não nos diferentes. Onde já se viu um aluno aplicado se associar em qualquer atividade pedagógica a um complicado? A “galera do fundão” é um exemplo clássico disso, salvo raras exceções.
Um bandido nunca encontrará um comparsa que pense que o crime não compensa e que é melhor levar a vida sendo sempre honesto. Um marido infiel contará as vantagens da infidelidade e fará uma exposição cheia de orgulho de tudo o que aconteceu nos motéis da vida com os homens que considere iguais, não com os que falam abertamente do seu amor pelas esposas. Bons e afinados cantores que planejem um dia formar uma dupla, grupo ou banda, jamais será retirado do palco com uma chuva de ovos e tomates por conta de um desentoado aventureiro no mundo da música. Um bom ator tradicionalmente tem por trás de si um bom diretor, situação diferente não lhe daria a devida relevância diante do público. É por essas e outras que acredito que os iguais se atraem.
A igualdade aqui apresentada refere-se a igualdade de ideais, de idoneidade, de honestidade ou da falta de, de tolerância ou de intolerância, de caráter ou ausência de escrúpulos, de bons ou de maus adjetivos. Não entro na questão da igualdade de sexos, com fins de relacionamento íntimo, mas na questão mente, pessoa, ser.
Ou será que você, bom leitor, inteligente, perspicaz, idôneo e bom caráter, imagina-se ao lado de alguém desprovido dessas características? Tudo bem, nas voltas que o mundo dá todo tipo de gente bate a nossa porta querendo ser nosso amigo, não devemos, é lógico, fazer acepção de pessoas, ou sermos preconceituosos, mas observe sua roda de amigos mais próximos, certamente não encontrará pessoas muito diferentes de você. Um ou outro, vá lá, tem características diferentes das suas, mas a maioria é um reflexo de quem você é por dentro. Faça o teste, observe com cuidado seus amigos e veja se não há verdade na afirmação: Os iguais se atraem!

segunda-feira, 14 de março de 2011

TSUNAMI

Como é triste ver sonhos e planos vindo ao chão com tanta velocidade, sendo arrastados pela correnteza voraz que de tempos em tempos nos perseguem. Os ideais de muitos sucumbindo ante ao ímpeto da natureza e a humanidade impotente a observar de pertinho toda a destruição, do alto dos maiores prédios, ou de longe, do conforto de suas casas via televisão ou internet.
Vidas ceifadas em fração de segundos, sem direito a defesa, sem escapatória, sem rota de fuga, sem meios modernos que possam combater o avanço aniquilador das águas.
O homem passa trinta anos para construir uma barreira de ferro e concreto que possa barrar a ação de possíveis tsunamis... Qual nada! Em trinta segundos está tudo destruído. A pequenez humana é tão grande que no momento em que a natureza pode ser controlada, ou seja, antes de sua revolta, fruto de uma reação natural a ação do homem, o mesmo se esquiva de ser sensato, pelo contrário, não pensa no futuro dos seus filhos, pensa no presente do seu bolso e esquece que ele mesmo vai sentir as consequências de tais atos.
O abalo sísmico não deveria servir apenas de alerta para os poderosos do nosso tempo quanto a decisões futuras, mas servir de amostra do alto preço que a vida de muitos precisa pagar por conta da ação de poucos e quão urgente precisa haver mudança de mentalidade.  
É bem verdade que algumas ações da natureza não podem ser consideradas culpa do ser humano, apenas acontecem, havendo ou não preparo humano. Resta-nos apenas descobrir quais delas verdadeiramente não possuem o dedinho irresponsável de todos nós.
Eu, sinceramente, desconheço...

domingo, 13 de março de 2011

NÍTIDO MISTÉRIO


Na vida existe uma eterna busca por justificar, consolar e conformar as pessoas da perda dela. Um verdadeiro complô se forma contra as lembranças e sentimentos que nutrimos por alguém, com a desculpa de que é melhor para nós e para a nossa sobrevivência satisfatória. Deveríamos abdicar das idéias inconcebíveis de que o tempo é capaz de afastar-nos de uma época, de um lugar, de um momento ou de uma pessoa? Afinal, para onde vão as vozes depois de ouvidas? As ações depois de praticadas? Os ideais depois de aprovadamente aplicados? Os conselhos depois de dados? Os sorrisos depois de movimentado 73 músculos faciais? As lágrimas depois de roladas? Precisamos necessariamente desperdiçar cada um desses momentos aprendendo com eles apenas no exato instante em que acontecem?
É evidente que não.
O poder que o tempo exerce no processo de cicatrização deve ser desmistificado não para o nosso bem estar, mas para a segurança de que nossa mente de forma alguma será manipulada de maneira a forjar uma realidade diferente da vivida em outros tempos. NÃO precisamos esquecer as sensações percebidas nos instantes poeiris de nossa curta existência sobre a terra, antes devemos aprender a dominá-las, e valorizarmos todos os pedaços que compõem a nossa história, colocando cada um deles emoldurados em algum lugar do cérebro onde nada possa alterar seu significado.
Nem mesmo o tempo.
Usar o tempo a nosso favor e potencializá-lo é não deixar que o passado distancie-se tanto do futuro, é viver o presente utilizando o melhor combustível que o tempo poderia nos dar nos tempos de outrora:
A memória.
Alguns mistérios só são mistérios porque ninguém tem coragem ou ousadia de desafiá-los. Quem inventou a câmera fotográfica, o gravador ou a filmadora talvez não tenha se dado conta de que desafiou o mistério da perpetuação de um som, de uma música, de uma imagem estática ou dinâmica, mas assim o fez, desconsiderando os limites do tempo. Com o telefone dissipou-se a falta de diálogo em tempo real para corações tão distantes geograficamente. Com a internet, os registros de uma vida que findou-se ou que ainda encontra-se em ação misturam-se em um baile de perfeita sincronia e eternidade.                                                                                               
Quão valorosas foram essas pessoas!
Quão valorosos podemos ser todos nós se tão somente tentarmos viver a cada dia como se fosse uma continuação do capítulo anterior, sem nos desgarrarmos do sonho da eternidade, situação em que lembraremos que momentos são apenas pedaços, mas que são NOSSOS e ninguém poderá, exceto nós mesmos, montar a cada dia o quebra-cabeças que dá sentido ao viver, que nos motiva a continuar galgando os pilares da excelência em busca da perfeita harmonia entre
O PRESENTE, O PASSADO E O FUTURO...

sexta-feira, 11 de março de 2011

VIAGEM NO TEMPO

A ideia da viagem no tempo é atraente porque todos se perguntam:
“E se...?”
“Se eu tivesse saído do trabalho 10 minutos mais tarde...”, “Se eu tivesse chegado mais cedo em casa, não teria brigado com minha mulher...”. Etc. A atração que existe pela “viagem” é tão irresistível que por vezes encontro-me sonhando com a possibilidade.
Penso que talvez se eu pudesse realizar esse sonho, conseguiria colocar reticências nas situações constrangedoras que criei, quem sabe um ponto final nas discórdias que estimulei, ou tornasse diretas as indiretas lançadas por mim, ou ainda atentasse com cuidado e carinho para os relacionamentos nas quais me envolvi. Mas o objeto motivador dos meus sonhos na realidade é a perspectiva de evitar a companhia da saudade no presente, modificando o passado. É a interceptação dos tristes destinos de quem me cercava e a alteração do meu humor no futuro a partir da felicidade da presença deles.
Se eu pudesse fazer essa viagem fantástica, tal como Michael J. Fox no filme “De Volta para o Futuro”, com certeza procuraria minha família para tentar desfazer os doloridos “ais” do futuro. Embora consciente de que um concerto poderia não ecoar através dos tempos por causa desse conserto, mas estaria embalado pelo menos pela oportunidade...
Segundo o homem mais inteligente da atualidade, o físico inglês Stephen W. Hawking, a viagem no tempo é algo cientificamente possível, embora antes considerasse a idéia uma agressão ao senso lógico e, por isso, impossível. O paradoxo do avô era a principal teoria contrária, já que se um jovem pudesse retornar no tempo e matasse o seu avô, ele não nasceria, consequentemente não voltaria no tempo e o caos estaria feito. Hoje, após inúmeros cálculos matemáticos percebe-se que a situação é mesmo um paradoxo, portanto impossível de acontecer. Seria como dois imãs que se repelem, ou seja, neto e avô jamais se encontrariam, ou o neto não teria como alterar nada com relação ao avô.
É triste da perspectiva de que nada poderia fazer para mudar meu passado e assim meu futuro continuaria exatamente igual ao vivido hoje.
Diante disso, só me resta fazer a viagem em sonhos, sentir o prazer da minha completude através da fantasia sonhada, sem, portanto, pensar que a noite vai passar e o sonho, por conseguinte, terminará e voltarei ao amanhecer a ser um meio-homem com um passado marcante, um presente latente, mas com um futuro totalmente incerto...
Talvez a mágica da vida esteja exatamente neste ponto: Incertezas...

quinta-feira, 10 de março de 2011

SER HUMANO

Contemplando o infinito, maravilho-me com o imensurável cósmico. No espaço... quanto espaço! Aqui, pequeninos imaginam-se gigantes, insignificantes em busca de relevância social, e eu... quem sou eu, diante de um universo que verdadeiramente É ?!
Ser humano é ter parte com o nada, almejando ser tudo; é querer ser único, quando há tantos que não o veem; é ser humano como o pó que compõe a estrada, que levado pelos ventos da vida acaba por extinguir-se ao simples toque de uma gotícula oriunda da imensidão do mar.
É sonhar com a liberdade de pisar no planeta vermelho, enquanto prisioneiro na TERRA. É ser livre na TERRA, enquanto prisioneiro do sonho de pisar em MARTE. É estar feliz com a infelicidade dos outros, é estar infeliz vendo os outros felizes. É ser alguém por entre a multidão e não ser ninguém diante do próprio reflexo no espelho.
É olhar para baixo para pisar em alguém e ser esmagado por alguém que o pisou. É ser milionário em uma cama luxuosa do melhor hospital do mundo, com uma doença em fase terminal; é estar desempregado com a família desfrutando de campinas verdejantes a passear.
É ver a vida com outros olhos quando se está amando, é ser trivial no limiar do amor. É estar constantemente em busca de novos conhecimentos e ao mesmo tempo ser apedrejado ao constatar aquilo que só o futuro lhe dará o valor devido. É chorar mesmo estando feliz, é sorrir para disfarçar a tristeza; é viver pra servir, é servir pra viver.
Ser humano é imaginar que sabe o que está fazendo e saber que fez o que não pensou. É viajar por turbilhões, constelações e galáxias do pensamento sem sair do lugar e não chegar a lugar nenhum na busca pelo conhecimento do seu próprio eu. É apanhar pra aprender; é aprender vendo os outros apanharem, é não aprender, ainda que morra apanhando...
É ser amado pelo perfeito Criador de todas as coisas e odiá-lO pela sua própria imperfeição. É contemplar a natureza mui bela, os mares imensos, o brilho fulgurante dos astros e estrelas e ainda assim, ser humano...

quarta-feira, 9 de março de 2011

CINZAS

Só restaram cinzas após a festa.
Tanta alegria, tanta euforia, viagens, serpentinas, trios elétricos, sexo, música, drogas, bebidas...
É, após tudo isso, só restaram cinzas...
Para quem curtiu tudo isso e teve a sorte de voltar para casa para pisar nas cinzas, está, com certeza, seguro de que retornará no próximo ano, mas e os que viraram cinzas?
             Segundo Balanço da Polícia Rodoviária Federal no site paraiba.com.br, até este domingo (06), 129 pessoas morreram nas estradas federais do País durante o feriado de Carnaval. No total, já são 2.619 acidentes, com 1.473 feridos. Além disso, 262 pessoas foram presas por conta de embriaguez, de acordo com o site. O número de mortos nas estradas no domingo é, por enquanto, o menor dos três primeiros dias de Carnaval – na sexta-feira (04) , o boletim apontava 37 mortos e, no sábado (05), 58. A quantidade de acidentes deste domingo também foi o menor registrado até agora: 611, contra 962 na sexta e 1046 no sábado. O acidente mais grave ocorreu em Santa Catarina na madrugada de sábado, quando 27 pessoas morreram em um choque entre um ônibus e um caminhão. Balanço da Polícia Rodoviária Federal aponta que, até este domingo (06), 129 pessoas morreram nas estradas federais do País durante o feriado de Carnaval. 
             Tudo isso sem falar que neste domingo, o jovem de 19 anos, vitima do acidente com uma serpentina metalizada no trio elétrico em Bandeira do Sul, na região sul de Minas Gerais, tornou-se a 16ª vítima dessa tragédia. Choca-nos ainda o fato de uma mulher ter morrido ao cair de um trio elétrico durante a passagem do bloco Ensaio Geral! pela Praia de Copacabana no último dia 20. A moça, identificada como Camila Nunes, de 21 anos, estava no alto do carro, quando, de acordo com as primeiras informações, teria se assustado com a proximidade dos fios de alta tensão e se desequilibrado ao tentar desviar. Ela caiu de uma altura de cerca de quatro metros e bateu com a cabeça no asfalto. Camila foi socorrida por guardas municipais. A jovem, que teve afundamento do crânio, foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde chegou com parada cardíaca. Os médicos tentaram reanimá-la, mas sem sucesso.
             Outros dados não divulgados poderiam apresentar novos números do horror verdadeiro escondido sob a falsa capa da alegria, como novos casos de AIDS, novas adolescentes grávidas sem saber quem é o pai, novos jovens viciados em drogas lícitas ou ilícitas, novos lares desfeitos por causa do carnaval, assaltos a residências, etc. Mas o mais importante nisso tudo é que você está lendo este artigo e isso, por si só, já é uma coisa boa, visto que, por enquanto, você voltou das festas de carnaval e não é cinza nesta quarta-feira de cinzas...

terça-feira, 8 de março de 2011

MULHERES

Deus constituiu para elas um altar, rodeado de presentes como: Compaixão, força, riqueza, firmeza, bom senso, beleza e madrepérolas.
Fico maravilhado como o Maior de todos pensou em cada detalhe ao criá-la. Inclusive mais tempo Ele utilizou ao arquitetar o Seu mais grandioso projeto, já que enquanto o homem pasmava ao contemplar uma natureza perfeita, porém incompleta, o Senhor esmerava-se na confecção do que seria para a humanidade o seu maior presente: A mulher.
A compaixão é uma de suas virtudes. O que seria de nós se não houvesse um carinho diferenciado pela nossa pequenez e pela nossa incapacidade de  atingir o inalcançável?
Sua força a faz crescer nos momentos difíceis e resolve problemas não apenas de ordem prática e pessoal, mas garante a qualidade de qualquer atitude praticada por elas, mesmo quando o homem estiver envolvido.
A riqueza de pensamentos e ações prova-se nas conquistas diárias do seu espaço, na sublime busca pelo crescimento da felicidade alheia e, por consequência, da sua.
Com a firmeza, seus dons e talentos acentuam-se sobremaneira, fazendo com que os holofotes da vida voltem-se para contemplá-la e para assimilarem um pouco do seu esmero em agir com responsabilidade e acima de tudo, com ternura.
A íntima ligação com a sabedoria no uso do bom senso, define a sua incrível capacidade de adequar regras e costumes à determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas, tendo ainda a capacidade intuitiva de distinguir a melhor conduta em situações específicas que, muitas vezes, o homem precisaria analisá-las mais demoradamente, com um risco muito maior de errar.
A beleza presente no toque dos seus dedos, no sussurrar ao ouvido, no olhar penetrante e arrepiante, ainda que desafiador, provocam no homem a sensação de estar no céu, amparado por um anjo. Nesse momento, sua meiguice ou energia apenas ressaltarão essa virtude.
Quanto ao último presente, a madrepérola, não é necessário dizer o quanto as mulheres se parecem com essa brilhante substância, que quanto maior for, mais apreciada é. Conhecida por ser liberada como uma reação a um corpo estranho que tenha entrado na membrana epitelial e que reveste o interior de diversas conchas, a madrepérola pode refletir freqüências diferentes da luz de acordo com a maneira como é iluminada, de modo que pode apresentar cores variadas, que vão dos rosas, aos azuis, verdes e amarelos, em várias tonalidades...
Ah... tanto faz a cor, tanto faz a sua idade, seu peso, medidas, grau de instrução, roupas que veste, grau de parentesco ou status, ela sempre será maravilhosa e, embora o homem esteja colocado onde termina a terra, a mulher estará sempre onde começa o céu.
Parabéns Mulher, pelo seu dia!

segunda-feira, 7 de março de 2011

CETICISMO

Eu sou um pouco cético quanto aos céticos. Não acredito muito nessa história de que algumas pessoas ao dizerem não acreditar em determinadas coisas ou seres, tentem provar aos demais a sua descrença. Ora, tentar fazer discípulos com teses que comprovem veracidade quanto ao que se crê é muito mais plausível do que ratificar inexistências em cima de opiniões insistentes.
Por isso devemos desconfiar de quem estuda e se aprofunda em busca de argumentos que comprovem o nada que reina em suas mentes, afinal, quanto àquilo que se descrê não se pondera, mas naquilo que se crê, sim. O convencimento no existente é coletivo, digno de análise social e comunitária, passível de discussão. O convencimento no que não existe é individual e em muitos casos inalterável, portanto, indiscutível. Você não precisa convencer alguém a ser cético, ele por si só o é. Entretanto, para se crer em algo ou em alguém, faz-se necessário estudo contínuo e, às vezes, uma boa dose de fé. Quem ler, entenda, não entra em questão aqui opiniões divergentes sobre determinados pontos, mas sobre crença e descrença.
Quanto às coisas sobrenaturais, é sabido que existe o bem e o mal (são situações antagônicas diárias que ninguém pode negar). O acaso jamais deveria servir de justificativa para alguém tentar provar que o negativo e o positivo existem porque tem que existir. Apenas isso. Pobre de quem pensa dessa maneira, acho que nem ele(a) mesmo(a) pensa que isso é verdade, mas ainda assim, talvez por ser mais conveniente, tenta se convencer diariamente de suas idéias.
Afinal, por que fazer o bem é melhor que fazer o mal? É porque nossos pais nos disseram isso um dia, no passado? Porque a sociedade impõe regras de boa conduta indiscriminadamente, sem respaldo algum? Ou porque um dia alguém nos apresentou o caminho do bem, nos ofertando saúde, paz, alegria e felicidade  em troca das boas atitudes aqui na terra?
Se, na sua opinião, o bem é representado pela figura de um pai eterno, poderoso, supremo, onipotente, onisciente e onipresente, o mal é representado pelo oposto do primeiro: Temporal, fraco, pobre, sem poder absoluto, sem saber de tudo o que se passa ao seu redor e sem poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas para quem não acredita... bem... apenas sofra as influências de sei lá o quê, com as conseqüências negativas ou positivas do inexplicável, e aproveite tudo de bom que o descrédito jamais conseguirá explicar.

domingo, 6 de março de 2011

MIRAGEM

          As vezes os embates dessa vida faz-nos  crer que existe um certo descompasso entre o que é plausível e o que é simplesmente aceitável. Entretanto, é exatamente nesses momentos de extrema carência que nos tornamos mais vulneráveis a certos tipos de atitudes, muitas vezes destoantes de tudo aquilo que sempre fomos ou professamos ser.

          O desequilíbrio causado pela solidão afeta todos os rumos da vida, causando um impacto tão profundo que a visão humana se torna turva à medida que adormece o lado racional enquanto predomina o irreal, o fictício, a miragem...

           A história da humanidade é constantemente marcada por desilusões, decepções, e tantas outras coisas, provavelmente porque as sementes despejadas ao longo dos anos no solo fértil das vaidades e egoísmos frutificam, trazendo consigo uma variedade singular de sentimentos temporais, implicando em uma reescritura de vida de pessoas que estão simplesmente passando, rompendo a fronteira do prazeroso e agradável, ao mesmo tempo em que apresentam ao mundo a farsa que é o mundo.

            É impossível não aceitar que o inaceitável existe, é triste constatarmos a cada dia que a tristeza é o mais presente dos sentimentos, que a alegria é um companheiro ingrato que só existe pelo prazer de se distanciar de nós depois de aparecer rapidamente em nossa frente. A felicidade é tão somente um vocábulo de dicionário, que na teoria é de uma beleza incomensurável, mas na pratica não passa de uma utopia. O poder mítico da expressão “paz” é tão forte quanto sua inexistência, a eloqüência da vitória na vida é tão marcante e fala tão alto aos nossos corações quanto uma folha seca voando livremente ao sabor do vento.  O tempo nos mostra diariamente apenas o quanto passa depressa e por mais que se tente o contrário, os vestígios deixados por ele são tão avassaladores quanto a nossa incompetência no uso do mesmo.

            Quais as perspectivas impostas pela vida para cada pessoa? Que horizontes são vislumbrados a frente? Que respostas podem ser encontradas por alguém que as vive procurando, se os valores morais, emocionais, espirituais existem numa plataforma sem explicação, constituída essencialmente de fé e abstração?

           Sempre dizemos que podemos continuar nessa jornada sozinhos, achando-nos suficientemente capazes de não sucumbirmos diante das agruras da vida, nossos relacionamentos acabam por se tornar uma inequívoca demonstração de introspecção, retrato de uma vida prioritariamente solitária. A solidão, a princípio, não é de todo um mal desde que seja uma escolha e não uma imposição.


          Passamos toda uma história lutando contra as imposições, a favor da livre escolha, sem arbitrariedade, mas chega uma hora em que percebemos que algo mais forte que nós e que sempre prevaleceu diante da humanidade, mais uma vez se apresentou. A morte. Caminhar ao léu a procura de respostas no recôndito de nossos corações é o que nos resta apenas.

Sinceramente, por mais que conheçamos “aquilo que marca o nosso triste destino sobre a terra”, não há como nos conformarmos, não há como consolar, não há como aceitar consolo. É uma luta que travamos desde o nosso nascimento e que fatalmente culminará com a nossa derrota... A morte. Sombria perspectiva. Principalmente quando nos referimos a alguém que se foi ou que se vai.

Não é tão difícil de falar sobre aquilo que está constantemente nos rodeando, desde que achemos que somos nós os próximos da lista. Mas e quando são os nossos amados os próximos, ou pior: quando os nossos já tiverem passado pelo triste encontro, como reagir? Como suportar a idéia de que não poderemos mais sentir a sua presença física em nosso meio? Essa é uma das inúmeras perguntas sem respostas convincentes que faremos a Deus, um dia, ou talvez nem as façamos, porque certamente no dia em que com Ele nos encontrarmos, as respostas mais importantes não serão dadas verbalmente, mas em forma de pessoas que um dia perdemos, e que finalmente nos serão devolvidas numa festa de intenso e eterno fulgor!                                                  

sábado, 5 de março de 2011

E SE...?

E se de uma hora pra outra o seu mundo caísse por terra por fazer descobertas que acima de surpreendentes, caracterizam-se como flechas inflamadas capazes de destruir reputações antes intocadas, amores irrepreensíveis, sonhos repletos de ternura e imaculada perfeição...?
Se aquela pessoa que tanto você admira de repente deixasse a carapuça cair, talvez até mesmo por não querer mais viver uma vida de  fingimentos, mas que jamais imaginaria que te levaria a sentir tamanha desventura e amargura?
Talvez pudesse trocar as mentiras contadas e preservadas para o bem estar de todos, por verdades não aceitas e carregadas de profunda tristeza e decepção... Boa idéia? Quem sabe...
A verdade é que qualquer atitude tomada no passado que porventura venha a ferir alguém no futuro é veneno de inesgotável poder de aniquilação de sentimentos, já que a quebra da confiança é um mal de irremediáveis proporções e toda e qualquer  palavra de consolo não passa de falácias completas de maldade.
E se nos encontrássemos hoje nessa realidade alternativa, será que iríamos manter a mesma postura diante do(a) fingidor(a) do passado? Ficaríamos com raiva de suas mentiras e nos afastaríamos dessa pessoa com receio de novas atitudes de falsidade ou nos aproximaríamos mais dela pelo fato de ser neste instante sincera? Acredito na primeira opção. Portanto, continue fingindo, o mundo admira os fingidores contumazes que não se deixam levar por desejos abruptos de serem sinceros e honestos o tempo todo...   É mais segura a manutenção da figura que você criou ao longo dos anos do que a revelação perfeita de sua imperfeita silhueta no espelho!

sexta-feira, 4 de março de 2011

CARNAVAL

     Ah... Chegou o carnaval. Viver momentos como esses  deve ser muito comemorado. Não por causa da festa que exalta a carne em detrimento do espírito, mas porque as viagens para lugares distantes a fim de desfrutarmos da paz e do louvor ao Espírito em detrimento da carne nos torna mais fortes. Bons tempos esses.
     Pelo menos uma coisa tais momentos de reflexão  sempre nos ensinaram: Quando sentimos muita falta de alguma coisa e até com certa nostalgia, é um bom sinal. Sinal de que a paixão e o amor estão na direção correta e que é preciso nunca deixar de entender que a batalha existente no planeta não é pelo espírito, mas sim pela carne. Deus, um dia, tomará de volta aquilo que lhe pertence e que de maneira tão terna e carinhosa com suas próprias mãos moldou: A carne. 
     Você já parou pra pensar que festa perfeita será aquela, quando Deus retomar este objeto de desejo dos poderes sobrenaturais e puder realizá-la sem necessidade de alertar quanto aos perigos da AIDS, das DST's, da bebida e da direção, dos assaltos, das drogas, etc.? A festa da carne finalmente exaltará o seu criador: Deus. Por enquanto nos resta fortalecer o espírito, afinal, nada melhor que ter o prazer carnal aliado ao espiritual.
     Hoje o que existe é chamado retiro espiritual, amanhã será eternidade harmoniosa entre corpo e alma, sem necessidade de retirada estratégica. Existe vislumbre de um futuro melhor, onde diremos, sem peso na consciência e sem ressaca no dia seguinte: Feliz Carnaval?!

quinta-feira, 3 de março de 2011

APRENDENDO A PERDER

A verdade matemática e evidente – embora o evidente nem sempre seja notado – é que na vida, tudo é competitividade e que nos embates diários um sempre tem de perder. Vá lá, ponderando que muitas pessoas vem a esse mundo a passeio, então há muitas derrotas que nem sequer são percebidas, mas a verdade continua sendo a mesma: só um ganha. É óbvio, é matemático. Mas assim mesmo sofremos a cada disputa perdida como se fosse um fato esdrúxulo, uma loucura, algo a ser esclarecido em tribunais de justiça. Não é. Perder, queiramos ou não, é mais comum que ganhar. Assim mesmo começam as teorias, as suposições, os “psicólogos” da vida dizendo o popular “Você tem um problema” e coisas do gênero. Sabiam nada, né…  
  Nesse desespero por uma explicação para algo que é  matematicamente banal, já recebemos um monte de “certezas”. Senão vejamos:
“Se você falar isso dessa maneira, conquista a garota!”;                                                       
“Ao começar a entrevista procure agir desse modo...”;                                
“Quando estiver diante dele não baixe a guarda”;                                                                                                 
“Não esqueça o que aprendeu hoje no concurso, quero ver seu nome nos jornais...”;
            Obviamente que existem erros e acertos, existem condutas corretas e erradas, existem atitudes positivas ou não. Mas a verdade é que perder é mil vezes mais simples do que alguns querem que nos pareça. Sem tirar os méritos do vencedor, que mereceu ganhar; a verdade é que fulano de tal estava mais bem preparado para aquela disputa específica, seja ela do campo material, sentimental, filosófico, ou qualquer outro. A verdade é que, se o perdedor agisse diferente em um dado momento poderia ter vencido. E pronto. Muda tudo. O detalhe está no “se...”
                      
Um dos momentos mais importantes em qualquer disputa é o pós-disputa. Por que não usamos mais as derrotas para amadurecer? Para tentar vencer na próxima, munidos de mais essa experiência? Esqueçamos as teses bobocas, os “culpados”, as desculpas capazes de nos redimir dos pecados e dores.  Repito: há atitudes e decisões importantes, há experiências e lições, mas, no fundo no fundo,  a vida é simples e, em grande parte, tudo o que acontece no dia-a-dia é propósito divino. Vitórias esperadas, derrotas evitadas. É por isso que nós a amamos tanto.

MUITO IMPORTANTE

           "De acordo com os dados mais recentes do DataSUS, do Ministério da Saúde, referentes a 2018, o País apresenta por dia ...

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