Por que as pessoas sentem tanta dificuldade em falar de tão fascinante e instigante assunto? Sinceramente, no mundo, algo tão misteriosamente saboroso que se compare ao sexo simplesmente não existe! Então, por que o tabu? Por que falar tão baixinho ou escondido sobre isso? Por que falar de sexo não pode ser tão simples quanto falar de esporte, religião ou política? Por que o sexo para a nossa sociedade é apresentado desde a infância como “coisa feia”?
Na verdade, a descoberta desse prazer inexplicável só pode ser desfrutado quando o indivíduo alcança maturidade suficiente para compreender o seu alto grau de complexidade. Isso se deve ao fato de não se ver o sexo tão somente como o ato de entrar e sair, mas de penetrar em um mundo de vai e vem sem retorno e cuja felicidade do outro, acima de qualquer coisa, deve ser o maior objetivo. Essa felicidade pode ser traduzida como satisfação conquistada através do orgasmo e/ou do plano de aumentar a família.
É muito interessante como mesmo as mulheres que ainda não desfrutaram do orgasmo continuam sua luta desesperada para chegarem lá. Como elas sabem que é tão bom, se nunca alcançaram esse objetivo? Muitas vezes se esquecem que isso não é possível exatamente por conta do seu desespero.
E os homens? Muitos ao descobrirem o prazer sexual encantam-se de tal modo com a “fruta” que se esquecem da “árvore”. A beleza e o encanto de provar das delícias dessa “árvore” deveriam estar intimamente ligados a sua “preservação”. Mal sabem que o sabor da “fruta” fica ainda melhor quando se tem “consciência ecológica”! Vale lembrar ainda que as sementes plantadas podem germinar, cumprindo uma antiga ordem: “Crescei e multiplicai!” mas nada impede que esse cumprimento seja extremamente prazeroso para ambos.
Alguns jovens acreditam que o verdadeiro prazer do sexo consiste na múltipla quantidade de parceiros, na variedade de amantes, na multidão de fetiches. Com o perdão do trocadilho, precisam mudar de posição quanto a seus conceitos, pois quando descobrem o próprio corpo, ocorre em primeiro lugar um fascínio e um apaixonante cuidado com o que é seu, e isso, ao longo do caminho que inexoravelmente será desbravado, vai se perdendo com o tempo. Ou seja, não há mais amor pelo seu sexo quando não se faz uma escolha consciente de com quem suas substâncias mais íntimas misturar-se-ão.
O fascínio pelo sexo do outro torna-se muitas vezes maior do que o fascínio pelo seu, isso tem o poder de desequilibrar as faculdades mentais ao ponto de permitir que permissividades e vulgaridades aconteçam em profusão, trazendo consigo frustração, doenças, gravidez indesejada, sensação de estar sendo usado(a) como objeto, desvalorização de sentimentos, etc. O sexo, nesse caso, deve sim ser chamado apropriadamente de “coisa feia”.
O lado gostoso, deslumbrante e provocante do sexo é aquele que poucos conseguem conhecer, mas que muitos o buscam de forma frenética e insistente: O momento sublime em que os dois corpos, ardentes, trêmulos, suados e absolutamente conectados, atingem o ápice do prazer simultaneamente. Um conhece a respiração do outro, no compasso da batida acelerada dos dois corações, após uma noite (ou um dia, quem sabe!) de muito amor conjugal, ambos podem finalmente “relaxar e gozar”...
Viver sem sexo? Só morrendo!













