Gosto do branco.
Lembra paz, luz...
Celebrar a irmandade e a união por meio de atitudes pacíficas, agradando a todos ao redor não é o que queremos? Levar luz ao mundo, com caráter inquestionável, sabedoria e retidão não deve ser o objetivo dos iluminados?
Gosto do verde.
Lembra natureza, esperança...
Quem não gosta da natureza, da linda criação do Senhor, feita sob medida de incalculável beleza e precisão? Quem, tendo como foco o resultado final, perde as esperanças diante das adversidades que naturalmente surgem?
Gosto do azul.
Lembra mar, céu, infinito...
Existe bem natural de maior imponência ou de maior poder de atração do que o mar? Existe sonho humano maior do que conquistar o céu e seus infinitos mistérios?
Gosto do amarelo.
Lembra riqueza, amizade, alegria...
Os prazeres de uma vida sem dificuldades financeiras, em que os desejos são realizados através da assinatura de um cheque, da digitação de uma senha de cartão de crédito ou do uso direto de cédulas não são almejados por muitos? Cultivar amigos verdadeiros e usufruir de muitos momentos de profunda alegria com eles não são objetivos dos que querem ser felizes?
Gosto do preto.
Lembra sono, universo...
Não é agradável a ideia de curtir a hora tranquila do reabastecimento das energias por meio do sono reparador ou passar mais tempo acordado, deitado na rede de uma varanda, contemplando o universo e as estrelas?
Gosto do vermelho.
Lembra paixão, sangue e sexo...
Tem coisa melhor do que viver a vida com paixão? Buscar as conquistas por meio de nosso sangue e de nossa força? Fazer sexo voluptuosa, frenética e consistentemente, substituindo dores e inovações degradantes pelo prazer intenso de uma viagem a dois pelas estrelas?
Não há limites para o prazer. Para a dor há.
Não. Não gosto do cinza...

