quarta-feira, 30 de março de 2016
ELA
Usada para o bem;
Usada para o mal;
Pode causar um prazer indescritível;
Pode ser a principal semeadora da discórdia;
Representa a identidade cultural de um povo;
Representa a fonte dos piores venenos;
Instrumento de forte interação social;
Instrumento de escárnio e isolamento;
Importante na dissolução de ideais errôneos;
Importante na formação de novas opiniões;
Com ela engana-se e manipula-se;
Com ela conquista-se e arrebata-se corações;
Fonte das volúpias a dois;
Fonte de indecoroso opróbrio popular;
Enfim,
a origem de todas as coisas vem dela: A LÍNGUA...
Ame-a ou deixe-a!
sábado, 26 de março de 2016
ERÓTICA É A ALMA
Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética.E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olho de súplica?
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita as suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.
Por que não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.
Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.
Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em esticar, reduzir, acrescentar, modelar – até plástica intima andam fazendo!
Aprenda: bisturi nenhum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.
Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…
(Por: Fabíola Simões)
domingo, 20 de março de 2016
O OUTONO
Das quatro estações, a que mais gosto é o outono.
Para alguns, esta trata-se de uma estação melancólica; nada de flores, chuvas fortes, sol persistente ou dias alegres e compridos. Pra mim não. Vejo por outra ótica, assim como analiso a vida humana em suas multifacetadas estações:
Esta é uma boa época pra recomeçar;
Este é o tempo de deixar as ideias ultrapassadas para trás e construir uma nova perspectiva de vida, a partir das novas folhas que iniciarão o processo de crescimento;
É a hora de renovação das energias a partir de uma criteriosa reflexão acerca do que outrora foi significativo e se merece mais uma vez nossa atenção;
É o momento de desnudar-nos diante da sociedade, mostrando nossa verdadeira face, afinal, não somos sol o tempo todo, tampouco chuva;
É nesse instante, que quem nos conhece por dentro, segue mais confiante nossos passos, a partir das folhas lançadas ao chão;
É exatamente nesse período que os ventos ficam mais fortes e nossas sementes ganham um alcance nunca antes imaginado;
Esta estação nos inspira a querer ser diferentes de tudo o que já fomos um dia, nos dando um poder de sedução que em nenhuma outra estação seria possível...
O outono torna-nos artistas em profunda metamorfose e a complexidade desta arte sempre reservará aos que contemplam nosso "nude" estacional, a excitante imaginação sobre quem nos tornaremos ao final dela.
"As obras de Arte nascem sempre de quem enfrentou o perigo, de quem foi até o extremo de uma experiência, até o ponto que nenhum outro ser humano pudesse ultrapassar. Quanto mais ultrapassar. Quanto mais longe a levamos, mais própria, mais pessoal, mais única se torna." (RILKER,1995, p. 253)
quinta-feira, 17 de março de 2016
AUSÊNCIA
Sempre gostei de caminhar pela bela cidade de Campina Grande. Costumo visitar um supermercado periodicamente daqui da cidade, ainda que seja só para olhar os produtos e as promoções, sem levar nada... Gosto também de sentar em um banco de praça que fica próximo aos principais bancos da cidade, ainda que seja só para observar o movimento. Passear nas proximidades do CEDUC (Centro de Educação) e respirar novamente aquele ar me faz viajar no tempo. O que esses lugares tem em comum? Os encontros inesperados que quase sempre aconteciam de modo a fazer meu coração arder de amor.
No supermercado vez por outra encontrava meu pai (provavelmente fazendo a mesma coisa que eu - só olhando os produtos e as promoções!). Nosso carinho era tão grande que alguns nos olhavam com olhares estranhos como se suspeitassem de nossa masculinidade! Andávamos pelos corredores do supermercado de mãos dadas!
Também era comum estar nas proximidades dos bancos quando encontrava minha tia Ilca... Sua música atrás de mim era quase um refrão típico de nossos encontros casuais: "Não te empresto mais meu piano...", paródia da música de Roberto Carlos que me fazia cantarolar em seguida, enquanto me virava para ela: "Eu não presto, mas eu te amo!" E nos abraçávamos com profundo carinho.
Próximo ao antigo CEDUC existia para mim um refúgio para muitos dos momentos em que os estudos estavam me estressando: A casa de minha Vó Marinete. Era com ela que meus fardos de estudo se tornavam mais leves. Ainda sinto seu perfume quando ando por lá e quase ouço sua voz, que em sua derradeira mensagem me dizia: "O amor é bem maior, riqueza de valor para o coração..."
É triste revisitar esses lugares e ter a certeza de que não mais os encontrarei, não os abraçarei, beijarei, ouvirei sua voz, tocarei suas mãos... A data de seu aniversário se torna um marco de dor, saudade e tristeza, pois antes de sua partida a música tradicional desta data querida era entoada com grande alegria, mas agora só nos resta o silêncio, nada de música, nada de encontros...
Os lugares podem até ser os mesmos, mas a ausência de quem amamos acaba mudando a paisagem. Até o dia em que finalmente não estaremos mais caminhando pelos supermercados, universidades, casas de parentes ou sentados em bancos de praça. Nossa ausência será sentida numa corrente aparentemente infindável...
"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim." (Carlos Drummond de Andrade)
(Ontem, 16 de março, meu pai completaria 58 anos...)
domingo, 13 de março de 2016
W O
(Treinador) É isso aí,
pessoal. Vamos começar nossa preleção. Precisamos
retomar a hegemonia, vencendo esse campeonato!
(Jogador 1) É isso mesmo,
treinador, mas acho que devido a esse nosso futebol medíocre não temos muita
chance não...
(Jogador 2) Que tal se nós
comprássemos os times adversários, oferecendo dinheiro aos outros jogadores pra
que eles percam as partidas?
(Jogador 3) Boa ideia! Nós
poderíamos oferecer quem sabe até o pagamento da multa e contratar os
principais jogadores para o nosso time.
(Jogador 4) Não, não
concordo...Sempre haverá um outro time que não se venderá e nós perderemos de
novo!
(Jogador 5) O negócio é o
seguinte: Já temos a convicção de que iremos perder no final do campeonato,
portanto, vamos lutar pelo menos pra estarmos na final!
(Treinador) Não dá pra
admitir isso não, gente! Temos de vencer esse campeonato!
(Jogador 1) Os juízes! Por
que não compramos os juízes?
(Jogador 4) Mas pode dar
muita na vista... Os juízes terão de nos favorecer sempre e o povo pode
perceber...
(Jogador 6) Galera, pode
dar certo. As torcidas são cegas de paixão. Compramos apenas os que vão apitar os
principais jogos e garantimos um lugar na final. Lá já deixamos certa a quantia, caso ganhemos e tudo bem!
(Jogador 7) Não, gente!
Não vai adiantar nadar, nadar e morrermos na beira da praia como aconteceu nesses
últimos jogos... Temos de nos concentrar no nosso mais forte adversário e prejudicá-lo
ao máximo pra que ele sequer seja candidato ao título!
(Jogador 2) Isso mesmo!
Vale tudo! Mesmo que tenha torcedor que perceba nossa manobra, será tarde
demais!
(Treinador) Então pessoal,
o esquema é esse: Eu sei que nosso
adversário também comete irregularidades, tanto ou mais do que nós, mas a
marcação agora vai ser cerrada. Não podemos dar chance ao azar. Compraremos o que for possível, mas ganharemos
o campeonato.
(Jogador 8) E se no jogo
decisivo não tivermos adversário?
(Treinador) Simples,
ganharemos por WO!
(Jogador 9) Mas não fica
muito feio pra nós não, treinador? As pessoas vão comentar...
(Treinador) Feio? Feio é
perder o tempo todo porque não temos um esquema tático que atenda as
necessidades da equipe e não beneficie nossos torcedores!
(Jogador 10) Eu não tinha
pensado por esse ponto de vista... Mas de minha parte, continuo achando que
melhorar nossa equipe e jogarmos limpo, pensando na coletividade, seria o
melhor caminho. Afinal, nós temos um nome a zelar!
(Treinador) Tudo bem.
Vamos colocar em votação, então. O que vocês acham, Turma?
(Todos) WO! WO! WO! WO! WO!
WO!!!!
sábado, 12 de março de 2016
O VOO DA MÍDIA
A pergunta do passado era: Qual a diferença entre Santos Dumont e Assis Chateaubriand?
Sabe-se que ambos revolucionaram o Brasil e o mundo com seu trabalho. Um apresentou as nuvens para a humanidade e o desbravar dos horizontes com a primeira aeronave e o outro mostrou em cada casa do Brasil um mundo de fantasias, músicas, interpretações e notícias por meio dos jornais, das revistas, do rádio e da primeira emissora de televisão do país.
O que esses dois gênios não imaginavam é que o seu sonho cresceria e se transformaria em objetos de uma importância imensa para a sociedade, de tal forma que ninguém jamais consideraria viver sem eles. O avião e a mídia causaram fortes transformações sociais, aproximando, informando e divertindo as pessoas.
A questão é que a evolução do avião e da comunicação no país tomou uma proporção que nem eles mesmos poderiam prever. Dumont sofreu com o uso da sua invenção para fins bélicos, Chateaubriand viu seus "Diários Associados" se transformarem em objeto de manipulação midiática, muitas vezes usados para a destruição, de acordo com os interesses políticos (inclusive os dele mesmo).
O poder de uma bomba lançada por um avião é tão devastador quanto uma notícia falsa ou a formação de uma opinião construída com interesses escusos pelo "quarto poder". A diferença entre os dois consiste na intencionalidade. O pai da aviação encerrou com a sua vida ao ver seu país usar o avião para matar as pessoas. O magnata da comunicação brasileira pautou a sua em dominar a opinião pública, a partir de interesses pessoais.
A pergunta atual é: Qual dos dois é mais destrutivo? O avião com finalidade de guerra ou a mídia com finalidade de manipulação?
(Fontes: Wikipédia, UOL Educação Biografias)
quinta-feira, 10 de março de 2016
CORRUPÇÃO
Sabemos que a atual política brasileira está em frangalhos. Diante de tantos casos de corrupção, chegamos a pensar que o Brasil é um navio em vias de naufrágio. Sou plenamente a favor que todo e qualquer político corrupto seja preso e punido por suas falcatruas, inclusive Lula e Dilma, meus últimos votos para presidência da república. Só não acho normal que qualquer pessoa com mais de quinze anos perca seu tempo com xingamentos e brigas nas redes sociais. Os debates políticos são válidos e devem acontecer, mas com um mínimo de argumento e equilíbrio. Chamar o outro de coxinha, viciado, petralha ou esquerdopata só reduz o seu intelecto a modismos fabricados com o único interesse de tornar bizarra uma discussão que poderia ser significativa para a mudança do seu país. Se você vai às ruas por combate à corrupção, vá, e ao lado dos nomes já citados, carregue os nomes que a mídia insiste em esquecer. Quer o impeachment? Lute por ele com toda sua força, mas antes disso, cumpra o seu papel como cidadão. Não aceite que coloquem o seu nome em trabalhos que você não fez ou em congressos que você não participou, não suborne guardas de trânsito ou outro profissional para fugir de punições ou furar filas, não terceirize a sua vaga no concurso público, não aceite dinheiro de qualquer instituição pública se não estiver trabalhando. A crise política é grave e toda luta por direitos é legítima, não podemos continuar pagando um preço tão alto pela negligência e desonestidade desses políticos, mas antes de cobrar honestidade, sejamos nós os exemplos de tal conduta. O berço da desonestidade não está em um partido ou em um político, ele está em nossa casa, sendo amamentado por nossos pequenos delitos. Cabe a nós mudarmos o futuro. Com argumentos, com manifestações, mas, sobretudo, com exemplos.
(Por: Iviana Lima)
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