Novo ano...
Novos sonhos...
Novas esperanças...
Novas promessas...
Novas perspectivas...
Quando um novo ano chega, com ele segue-se um costume quase que mecânico de se acreditar que é possível fazer diferente. Mas...Quantos anos você tem? Quantos sonhos não foram realizados? Quanta esperança não já morreu? Quantas promessas não foram cumpridas? Quantas perspectivas foram alteradas por não se adequarem a realidade?
É verdade que o ser humano é fascinado pelos desafios e embora todos saibam que existe sempre um superfaturamento de ideais a serem alcançados e a imponderável crença no próprio potencial de fazer melhor que no ano anterior, poucos deixam de esperar mais do futuro. É quase que uma (re)significação da própria história, que inexplicavelmente ganha a cada novo ano um renovado capítulo, com páginas branquinhas, prontas para receberem vocábulos de um otimismo quase surreal.
Pensamentos pessimistas tendem a definir o fracasso na realização de um bom ano antes mesmo dele começar, muito em virtude da carga histórica de fracassos que carregamos, entretanto, quando se observa de maneira realista, no igual período conquistamos muito também. São derrotas e vitórias caminhando sempre juntas, sonhos e pesadelos em simbiose sistemática, sucessos e insucessos em irmandade, alegrias e tristezas de mãos dadas, risos e dissabores que se completam...
O que faz um ano ser bom ou ruim não são os planos bem ou mal traçados, mas a intensidade com que se vive os momentos que surgirão. Atitude é a a palavra de ordem, fé deve ser o lema e quando finalmente estivermos em uma idade em que não haja mais expectativas, tenhamos ao menos a certeza de que tudo (não apenas os sucessos no currículo) valeu a pena!
Em 2015 faça valer a pena!
Boas festas!



