Existem bastantes
universidades espalhadas pelo mundo. Muitas com certificação internacional de
qualidade, algumas delas conhecidas pelos estudos milenares que desenvolveram
ao longo da história humana. Existem nessas
universidades múltiplos cursos das mais diversas áreas do conhecimento, que
cuidam de pesquisar questões importantes, capazes de resolver problemas,
ampliar conhecimentos, atenuar conflitos, buscar novas descobertas, minuciosas
ou não, e que de alguma forma exerce uma influência na história social humana e
desperta, através de valores científicos, para um mundo novo e muitas vezes
desconhecido da maioria. É para esses fins que existem tantas universidades
espalhadas pelo mundo. Mas existe gente que informalmente procura
especializar-se em áreas, que muito embora tenham tudo a ver com as relações
entre os seres humanos, não necessariamente requerem conhecimentos científicos.
A arte da sedução.
Da mesma forma
como se estudam disciplinas, homens e mulheres são também estudados pelos
sedutores. A fragilidade, a carência e as necessidades individuais são
analisadas e usadas para benefício desse tipo de “especialista”. Alguns deles, por
serem casados ou já terem desenvolvido uma espécie de “graduação sexual”, já dispõem
de conhecimentos suficientes do sexo oposto que lhes permitem alcançar a
intimidade alheia com extrema desenvoltura. Nem o mais forte dos seres é capaz
de prever o grau de intencionalidade maliciosa do sedutor que lhe beija a mão,
até mesmo porque uma de suas virtudes, diga-se de passagem, é a paciência.
Baixar a guarda, nesse caso, é o sinal de que se pode acelerar o processo de
conquista.
O campo a ser
desbravado, a dificuldade de acesso ao coração, o esforço maior ao se procurar
entender a mente da pessoa desavisada e claramente carente, servem de estímulo
para esse tipo de estudioso que insiste em procurar “alvos” em velórios,
igrejas, escolas, festas, teatros, cinemas e shoppings, dependendo do “curso”
com o qual encontra-se envolvido.
Certa vez, um
empresário, muito boa pinta, inteligente e atencioso aproximou-se de uma
mulher, funcionária de sua empresa de cosméticos, estabeleceu um diálogo
aparentemente desinteressado e mesmo sabendo que a mesma era casada há mais de
cinco anos, traçou o seu plano de conquista. No alto dos seus 45 anos, 17 de
casado, três filhas lindas, uma bela esposa formada recentemente em
arquitetura, 8 anos mais nova e uma vida financeiramente equilibrada e
próspera, no campo sentimental (ou seria moral?) ainda lhe faltava alguma
coisa. Após alguns conflitos matrimoniais motivados pelos seus deslizes, o
casamento andava estável há algum tempo.
Dois anos se
passaram desde a primeira conversa que tiveram naquele verão de 2000. A moça,
antes tão recatada e emocionalmente resolvida já estava totalmente envolvida
pelo seu chefe. Os problemas financeiros, as crises no casamento, os maus
tratos do marido, o fato de não ter conseguido engravidar após tantas
tentativas, o afastamento da igreja e a falta de tempo para estudar (não conseguiu
concluir o ensino médio por causa do casamento), foram características
fortemente exploradas pelo habilidoso sedutor que lhe apresentava a
possibilidade de viver exatamente o oposto, com a velha desculpa de que estava
em fim de relacionamento porque as coisas também não iam bem em sua casa...
Foi então, que
após algumas tentativas frustradas finalmente ela decidiu aceitar seu convite
para sair e após bebidas caras e um jantar romântico nunca antes proporcionado
a sua mulher, o empresário decidiu levá-la a um motel. Tudo estava perfeito
naquela noite. Suas filhas tinham viajado, a esposa foi dormir com a mãe doente
e o esposo de sua funcionária precisou fazer hora extra na fábrica em que
trabalhava. Tudo conspirava para que a noite do casal fosse regada a muita
bebida, sexo e prazer. Mas algo deu errado. Ao chegarem em frente ao
apartamento mais caro e luxuoso do motel, a mulher, filhas e o esposo de sua
funcionária estavam parados, olhando para o carro que lentamente diminuía sua
marcha. Sua esposa monitorava há algum
tempo o relacionamento do marido com a empregada e armou a cilada. Chegava ao
fim um “TCC” que durava dois anos de preparação...
É... Muitas
vezes, na área da sedução, os graduandos, os que estão fazendo especialização,
os mestrandos ou os doutorandos esquecem-se que não basta ter experiência,
tempo para dedicar-se a um bom projeto, ideias relevantes, orientador renomado
ou referências bibliográficas interessantes. No campo humano, o momento da
defesa de tese é sempre imprevisível, porque o imponderável pode acontecer a
qualquer momento. E do outro lado de sua defesa existe uma banca que nem sempre
perdoa certos erros de conduta ou certas falhas de caráter...

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