sábado, 2 de maio de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE



     NEPAL. País da Ásia situado na região dos Himalaias. Ao norte faz limite com o Tibete, região autónoma da China. Ao leste, ao sul e ao oeste faz divisa com a Índia. A sua capital é Catmandu. Não possui costa marítima, mas possui a fama de lugar de paz, tranquilidade e reflexões. O país dos mestres de sabedoria milenar, do ponto mais alto da terra, o Monte Everest, também é assunto no mundo inteiro por ter “tremido” nesses últimos dias.
     Após um terremoto ocorrido no sábado, 25/04, que atingiu 7,8 graus na escala Richter, e outro no domingo de intensidade um pouco menor, muitos nepaleses têm optado por dormir ao relento por medo de voltar para casa. Não é por menos. Cerca de 600 mil casas foram destruídas ou danificadas e em todo o país um rastro de morte e desolação afeta todo o país, pois o cheiro de sangue e de destruição é sentido nos quatro cantos da terra. 8 milhões dos 28 milhões de habitantes do Nepal foram afetados, segundo a ONU, e algo em torno de 6.700 vidas foram ceifadas nessa catástrofe natural.
   Um lugar de orações, reflexões e contatos espirituais absolutamente inspiradores agora sucumbe em escombros e calamitosas descobertas de novos corpos quase que de hora em hora. As autoridades desconfiam de que novos tremores (talvez até piores) possam ser sentidos nos próximos dias, semanas, meses ou anos – a incerteza e a insegurança também trazem sofrimento – e inverte no mundo as características peculiares a esse país que chora: Reflexões sobre a nossa fragilidade e sobre os caminhos sábios pelos quais devemos trilhar diariamente.
     Não há em nenhuma parte do globo terrestre total segurança, nem com relação a possíveis desastres naturais, nem quanto a ações humanas potencialmente destruidoras... O que fazer, então, diante de tão fúnebre destino da humanidade?
       Um passo importante é a tolerância em seus múltiplos aspectos. Outro é o espírito de generosidade pra ajudar quem está em uma situação mais difícil que a nossa. Mas o passo decisivo e mais importante de todos é o amor. Amor capaz de fazer-nos suplantar as diferenças; estender a mão com carinho a quem perdeu tudo, inclusive a autoestima; procurar abrigo seguro pra quem não tem, mesmo que seja no calor do seu abraço; orar, sobretudo quando seus recursos financeiros, materiais ou humanos não são uma opção para o momento e mostrar, principalmente pra quem tem sua visão prejudicada pelos escombros dos terremotos da vida, que existe uma saída para grandes, médias e pequenas catástrofes com as quais fatalmente teremos de nos encontrar diariamente. Assim caminha a humanidade.

(Fontes: G1, Wikipédia e EFE, Portugal)

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