Este foi o 34º janeiro que por mim passou. Sim, os janeiros que passaram pela minha vida de uma forma ou de outra me acenaram com a mão direita enquanto me mostravam a importância da vida e do buscar extrair o que de melhor ela pode oferecer.
Não sei se pelo fato de eu ter um dia surgido neste mundo em um janeiro ou porque o mundo ocidental nasce neste mês, mas algo de prefácio, prólogo, introdutório e misterioso me domina no primeiro mês do ano e me torna muitas vezes ingênuo e utópico a ponto de fazer promessas que nunca serão cumpridas, apenas pelo “ano novo” gravado fortemente pelo comércio e pelas congratulações ecoadas aos quatro ventos, acentuados no adeus musical ao “ano velho”.
Janeiro marca a muitos também por ser o mês das férias, o mês de ouvir em alto e bom som a música “The lazy song” de Bruno Mars, traduzida como “A canção da preguiça”. Mês de viagens, de passeios, de fugir do convencional, de prevalecer diante do trivial, de sucumbir diante da fofura de um travesseiro de espuma, viscoelástico, ou de penas de ganso, dependendo do poder aquisitivo ou do bom gosto do indivíduo...
Este é um mês que faz sonhar, planejar, acreditar que é possível recomeçar. Este é um mês de renovação de esperanças, é o mês de colocar em prática os projetos mais audaciosos no papel e esperar pelo momento certo para poder tirá-los de lá, afinal, não precisamos de janeiros, segundas-feiras, ou dias primeiros para começarmos uma nova vida. Precisamos de coragem, planejamento e ânimo para alcançarmos as alturas.
Adeus mês velho, feliz mês novo!

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