Juro
que quanto mais o sinto bater em meu peito, mais percebo que nada sei a seu
respeito. Entretanto, quando estudo suas modificações e transformações nas
emoções humanas, sinto que a cada minuto devo me aprofundar mais nesse estudo,
pois as transformações emocionais ocorrem comigo constantemente já que esse
sentimento em mim permeia.
Amar
é assistir o desabrochar de uma flor com os olhos marejados, embora tenha visto
a mesma cena várias vezes;
É
participar com as aves que aqui gorjeiam, das músicas entoadas por cá;
É
tocar a digital no rosto da pessoa amada e conseguir sentir o coração bater
mais forte;
É
divisar além do horizonte o ocaso e imaginar que nem as sombras vespertinas
apagarão esse sentimento, posto que é chama;
É
não sentir dor ao pisar em um espinho, mas dó, ao perceber que antes esmagou
uma rosa;
É
observar com ternura o límpido orvalho da manhã até vê-lo desaparecer ante aos
supernos raios de sol;
É
ver os lindos corais sob o belo mar e acreditar que Deus existe;
É
perceber um aspecto positivo em cada gota de lágrima derramada;
É
aspirar tempos de paz, mesmo em plena guerra civil;
É
continuar sonhando, embora falem que tudo não passe de utopia;
É
contemplar um novo alvorecer a cada manhã;
É
contagiar multidões com um único sorriso;
É
transmitir segurança num simples aperto de mão;
É
ser otimista mesmo diante de um provável prejuízo;
É
transformar o mundo através de uma palavra alentadora;
É
encontrar lenitivo no singelo sorriso de uma criança;
É
olhar nos olhos de quem se ama e quase ouvi-los através do seu brilho dizer: Eu
amo você!
(Escrito
em agosto de 2001, ano do meu casamento!)

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