Ter a companhia da dor,
da saudade,
da tristeza,
das lembranças,
das lágrimas que insistem em querer revelar sentimentos fortemente escondidos...
Estar acompanhado de retratos e vídeos,
de sensações indescritíveis,
da falta,
da ausência,
do silêncio gritante que assola os ouvidos...
Sentir a companhia do vazio,
da impotência,
da idéia da finitude,
do apagar das luzes,
dos sonhos e planos que não se realizam mais...
Absorver a companhia da melancolia,
das recordações,
do findar da voz,
do completar da trajetória,
do decifrar os mistérios do existir e do deixar de existir...
Sinceramente,
a companhia indesejável da morte é a única certeza que temos na vida
e a pior de todas as companhias...
(Texto escrito na madrugada do dia 13/02/2013, na fria noite em que triste relembrava os últimos momentos de vida do meu pai, que nos deixou há 8 anos, ao mesmo tempo em que escutava na casa vizinha os gritos de dor de uma mãe que acabara de receber a notícia da morte do filho...)

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