terça-feira, 4 de março de 2014

PEQUENO GIGANTE


Esse gigante deve ter déficit de inteligência e falta de noção organizacional, mesmo! Por que atacar um evento esportivo internacional com a prerrogativa de quem deseja melhorias no campo social e político? Chega a ser triste ver um direito legítimo do cidadão brasileiro ser levado por um caminho tão desestruturado a ponto de os objetivos iniciais se perderem no tempo. As manifestações realizadas com anarquia, no momento e no lugar errados denotam no mínimo intenções erradas...

Em um ano em que as urnas estarão de volta aos palcos políticos do Brasil, muitos brasileiros preferem destruir (ou tentar destruir) um evento esportivo com a “desculpa” de ter repercussão internacional. Puxa vida... Existe de verdade uma preocupação dos outros países com o nosso? Vão aplicar sanções enquanto a política brasileira não for reformada? Esperarão de braços cruzados o fim da corrupção no Brasil para poderem investir nele novamente?

Nosso objetivo tem de ser moralizar a política do nosso país e isso se dá de maneira mais efetiva quando fazemos bom uso do nosso voto! É nas urnas que o futuro da nação entra em xeque, não em um campo de futebol. O voto nulo ou em branco, a abstenção, as manifestações nesse dia, sim, terão valor em uma possível mudança no cenário político brasileiro. Não é que manifestações no período de copa não devam acontecer, não estou blindando o evento, mas clamando a todos a raciocinarem sobre que mudanças efetivas para a nossa triste realidade social poderiam acontecer com o fim desse campeonato mundial, porque se fosse algo certo, deveríamos destruir também o Carnaval, o São João, o Sete de Setembro, o Natal, etc. Não é notoriedade em eventos públicos que de fato queremos?

Utilizar as manifestações como instrumento de autopromoção é desumano, antiético e imoral, é algo totalmente desprovido de razão na luta coletiva pelo bem comum. É preciso lutar, desde que seja com civilidade, é preciso reivindicar direitos com força, mas, sobretudo com inteligência e honestidade. Solicitar mudanças no sistema de transportes, na saúde, na educação e na segurança pública não pode acontecer queimando ônibus, quebrando hospitais e escolas ou ainda atacando policiais e destruindo postos de segurança. É nosso dinheiro que será usado para a reconstrução de tudo isso!

O povo deve estar unido inicialmente dando exemplo em casa de organização, respeito, educação e higiene, para depois buscar lá fora o que sente falta. Como sentir falta de algo não vivenciado no lar? A postura que o povo brasileiro deve ter quanto à mudança tão almejada deve começar a ser treinada em casa.

Acompanhar, cobrar, investigar e denunciar são os próximos passos para uma nação que busca a moralidade e o respeito ao bem público. Pode ser que essa batalha não surta em curto prazo os efeitos desejados, mas será pelo menos o começo de um novo tempo. Acabar com uma partida de futebol, um campeonato, uma grande festa popular ou um bem público é agir errado e pensar muito pequeno pra quem precisa de grandes realizações.


Para mim, esse gigante é muito importante, mas por enquanto deveria voltar a dormir e sonhar com um mundo melhor de novo, mas com um mapa de como agir com sabedoria e efetivo compromisso com o que é certo, justo e bom para todos. Só então deveria despertar para um novo amanhecer... 

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