Com o passar dos anos aprendemos que o amor e a atração sexual, não são suficientes para a manutenção de nenhuma união, mas a resolução dos conflitos aliada a superação dos problemas, a tolerância e a aceitação das diferenças, além do reconhecimento de que somos mais fortes quando estamos juntos, podem e devem fazer a diferença.
As adversidades naturais do processo de crescimento a dois são importantes, pois moldam nosso caráter, aprimoram nossas habilidades, estimulam nossa criatividade e ampliam nossos horizontes. Daí a importância de saber (con) viver com os defeitos do outro, suplantando dissabores e facilitando o caminhar de quem se ama, sobretudo estabelecendo regras e cumprindo-as.
Mesmo sendo um casal, a individualidade deve ser mantida e respeitada. Aqueles segredos que apenas seu coração conhece, aquela hora de conversa efervescente consigo mesmo, aquela música em cujo sentido são depositados os mais profundos mistérios da sua história particular, tudo deve ser preservado de forma a manter a singularidade do outro. Desse modo a identidade de ambos permanece inabalável e as novidades no casamento continuarão acontecendo ao longo dos anos. Além disso, estabilidade, novidade, cumplicidade e respeito às limitações do outro são a chave do sucesso de um casamento agradável e duradouro.
A partir do momento em que não se ouve mais explosões de fogos de artifício na hora do beijo, música no toque das mãos, arrepio no sussurrar ao pé do ouvido e excitação nas pequenas projeções do futuro, o sinal de alerta deve ser acionado. Como diz Augusto Cury, “Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar em casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga”
Enquanto marido e mulher estiverem proporcionando momentos de felicidade e prazer ao outro, a estabilidade do matrimônio estará garantida. Quando isso não mais acontecer, a conversa será a alternativa mais viável para a resolução do problema. Se ela não acontecer diariamente, fatalmente a relação se desgastará de maneira irreversível. As diferenças no lar nunca devem proporcionar discórdia e rancor, mas debates e aprendizado. Assim, a vitória será sempre do lar que os dois ajudaram a construir.

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