Aquele primeiro dia 11 de fevereiro, tão nosso quanto o primeiro
beijo na Rua do Sol, foi o marco inicial de uma linda história que começou bem
e tem como desenvolvimento um enredo surpreendente, instigante, excitante e
emocionante! Não tem um final feliz porque a felicidade permeia todo o desenrolar
de nossa história, deixando claro a cada curva no caminho que final nunca haverá. Faço minhas as palavras
de Guilherme de Sá, do Rosa de Saron: “Se eu pudesse escrever a história das
minhas horas uma a uma seria do seu lado / Eu contaria todo o dia uma história
diferente / Eu criaria frases pra sempre / Eu cantaria notas de clara esperança
/ E seu sorriso viraria poesia”.
As muitas viagens de ônibus pra encontrar novamente seu sorriso,
as convergências e divergências de pensamentos tão tenazmente colocadas sobre a
mesa de nossas discussões intelectuais, as minhas atitudes machistas (Será que
eram mesmo?), os ciúmes adolescentes e as lágrimas que transbordavam de seus
olhos por tão pouco, eram sinais de que tanta diferença só podia resultar em
corações ainda mais apaixonados.
O fato de você ser sempre tão forte, criativa, leve, inteligente
e determinada me chamava tanto a atenção naquele tempo, que decidi estudar você
mais profundamente, com o intuito de decifrar seus enigmas. Daí veio o noivado,
o casamento, as filhas... E hoje percebo que fiz grandes avanços na minha
pesquisa de você. Consigo entender a minha fragilidade diante da sua força, o meu
“lugar comum” diante da sua criatividade, o peso com que trato as coisas mais
simples dessa vida diante da sua leveza ao tratar das mesmas, a minha
ignorância diante de sua inteligência e a minha falta de iniciativa diante da
sua determinação. Por isso peço a você, meu amor, pelo menos mais vinte anos ao
seu lado, não mais para tentar decifrar seus mistérios, mas para continuar usufruindo
deles!
Você me faz tão bem... Há 20 anos!

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