quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ESTADO ISLÂMICO



          A imposição de opiniões, ideologias e crenças a todo custo é uma séria ameaça ao mundo moderno. O Estado Islâmico surgiu com esse intuito. As penas de morte determinadas por esses terroristas deixam claras as suas intenções de intimidar e de promover a carnificina no mundo, pelo simples prazer de fazer o mal. O pior de tudo é que eles utilizam uma arma diferenciada dos outros grupos do terror que é a tecnologia cibernética, capaz de arregimentar multidões de malucos pelo planeta para atacar de maneira coordenada qualquer lugar do mundo. Seu poder de recrutamento, sua estrutura e sua forma de angariar fundos por meio principalmente do petróleo patrocinam o terrorismo de forma espantosa. Hoje já são mais de 50 países a se juntarem aos grupos sunitas radicais, especialmente ao Estado Islâmico, que segue uma leitura radical das escrituras islâmicas e tem uma visão sectária antixiita. A sharia, lei islâmica, é seguida de forma rígida e práticas como a decapitação de inimigos e a pena de morte a homossexuais são amplamente usadas.


          O que leva alguém a querer destruir o outro por pensar diferente? Por ser diferente? Por ter uma cultura diferente? Por ter nascido em um lugar diferente? Por ter preferências, opções ou crenças diferentes?


         A verdade é que o fato das pessoas serem diferentes deveria excitar, instigar, estimular, proporcionar novos conhecimentos e abrir um leque de possibilidades de relações sociais inovadoras, mas o que vemos é justamente o contrário. As pessoas tendem a se afastar do que não é semelhante a elas. Os preconceitos, os racismos e os conflitos religiosos imperam em uma sociedade dita "civilizada". Diante de tal cenário de forte mortandade e de atos extremos, o que nós, cidadãos comuns, podemos fazer?


         A princípio, a manutenção da sobriedade e do estudo aprofundado das civilizações antigas nos trarão conhecimentos capazes de nos mostrar o quanto somos semelhantes, independente da cultura, país ou idade cronológica. Mas isso não é suficiente. É importante desenvolvermos valores que causem bem estar e tragam qualidade de vida pra todos os que nos cercam. Que aprendamos a amar quem pensa diferente de nós, sem hipocrisia ou falsa moralidade. Precisamos recrutar mais pessoas do bem em prol de uma boa causa, sobretudo no que tange ao respeito e a compaixão pelos menos favorecidos. 


            Que tal começarmos a usar os meios que nos são acessíveis para colorir o mundo com palavras e ações de ternura e ampliarmos a quantidade de pessoas que se preocupam com o outro? Talvez a partir de um trabalho bem feito em nossas escolas as crianças do futuro consigam mudar essa triste realidade de terror em que vivemos hoje, fazendo com que apenas nos livros de história existam relatos de crueldade e hostilidade entre os povos - que convenhamos - já está tomando um espaço demasiadamente grande em nossas bibliotecas. 

          Utopia? Não sei. Mas já dizia o poeta: "Queira! Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo, vai!Tente outra vez!" 
A gente tudo pode quando sonha!

Um comentário:

  1. Muito bem escrito o artigo sobre o "Estado Islâmico". Realmente vivemos tempos difíceis pois a cada dia nos revestimos de uma intolerância tal, que se continuarmos assim o mundo poderá entrar em um colapso social sem precedentes. Mas se abrimos os livros de história poderemos verificar que essas questões de intolerância, violência severa, injustiça são coisas oriundas dos tempos pré-históricos. Creio que a violência está imputada em nosso DNA, mas existem cápsulas que nos tranquilizam a ponto de darmos uma trégua para o estado de violência, enfim sempre haverá a alternância de tempos de paz e de guerra, fazemos parte de um mundo habitado por seres humanos, ou seja, somos um misto de racionalidade e irracionalidade.

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