Não importa o dia, a hora, o turno, a duração, o
tamanho. Não importa...
Importa o tato, o toque, a língua, o agarrar dos
cabelos...
Importa o tapinha onde as costas mudam de nome...
Importa o suor, os gemidos, os suspiros, o virar dos
olhos...
Importa a fantasia, a ideia, a originalidade, o
trivial...
Importa a música, o barulho, as palavras obscenas...
Importa o ranger da velha cama, o afundar do sofá, o
quebrar da mesa de cozinha...
Importa a gota d’água no chuveiro misturada ao
frenesi da libido, escorrendo pelas pernas trêmulas...
Importa o meia nove observando de quatro o “dar três”
em um pernoite...
Importa o brinquedo, o fetiche, a mata, o descampado...
Importa o aperto do caminho, a facilidade dos
atalhos, a capacidade de enfrentamento das dificuldades...
Importa preparar, surpreender, dominar, sentir,
causar, ser levado...
Importa agigantar-se, esticar-se, dobrar-se,
contorcer-se...
Importa fazer...
Mas bem feito de preferência!

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