Não acredito
que alguém possa matar uma outra pessoa apenas para não ser prejudicado por
ela. Acho leviano que se possa insinuar teoria da conspiração, levantando
hipóteses mirabolantes como envenenamento, sabotagem ou queima de arquivo cada
tragédia ou acidente que claramente evidenciam que acasos acontecem, embora
saibamos que em menos de 30 anos foram mortos mais de 72 políticos brasileiros.
Estamos todos
sujeitos a nos envolver com algum tipo de informação que comprometa nossa
integridade física, mas isso não quer dizer que vá acontecer. Vivemos em uma
sociedade livre, cuja liberdade de expressão é assegurada pela nossa
constituição, tão defendida nos últimos dias... Não. Não acredito que planos
foram elaborados para dar cabo da vida de nenhum dos presidentes,
presidenciáveis, políticos, grandes empresários ou famosos que a perderam no
Brasil, com certeza por pura fatalidade. Afinal, os brasileiros não são tão
maus assim, podemos ser céticos, ingênuos, ignorantes, cegos, surdos e mudos, mas
não conspiradores!
Apenas
recapitulando, como amostragem:
Getúlio Vargas - É
considerado um dos presidentes mais importantes da história do Brasil. Em 1930,
ele se tornou chefe de um Governo Provisório, após a Revolução de 30. Depois,
foi escolhido como Presidente da República em 1934. No dia 23 de agosto de
1954, seu ministros o aconselharam a se licenciar da presidência. Na madrugada
do dia 24, Getúlio Vargas deu um tiro no próprio coração.
João Goulart - O presidente
Goulart, ou Jango, foi deposto pelos militares em 1964. Morreu 12 anos depois
no exílio. Sua autópsia afirma que ele morreu de um ataque cardíaco.
Juscelino Kubitschek - O
governo de Juscelino, de 56 a 61, foi muito popular. Suas ações permitiram que
o Brasil vivesse um período de desenvolvimento econômico (às custas de um
aumento significativo nas dívidas públicas e externas), estabilidade política e
grandes obras – incluindo a construção de Brasília. No dia 22 de agosto de
1976, ele morreu num acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra.
Tancredo Neves - Durante o
Regime Militar, Tancredo Neves exerceu uma oposição moderada, o que garantiu
que ele não fosse exilado. Dias antes de sua posse, ele foi internado no
hospital com problemas intestinais. Neves morreu pouco mais de um mês depois, no
dia 21 de abril de 1985, de complicações pós-operatórias.
Ulysses Guimarães - Lutou
pela redemocratização do país na época da ditadura e, mais tarde, teve papel
fundamental na criação da Constituição Brasileira de 1988. No dia 12 de
outubro de1992, o helicóptero que levava Ulysses Guimarães, sua esposa, o
ex-senador Severo Gomes e a mulher, sofreu um acidente e caiu em Angra dos
Reis.
Eduardo Campos - O
candidato socialista, que atuou como governador de Pernambuco, desertou do governo Dilma Rousseff e se apresentou
como uma alternativa liberal ao Partido dos Trabalhadores. Em 13 de agosto de
2014, um jato que transportava o então candidato à presidência, caiu em Santos.
Teori Zavascki - O ministro
de 68 anos, relator dos casos relacionados à operação Lava Jato no STF (Supremo
Tribunal Federal), até dezembro, havia julgado 102 ações cautelares ajuizadas
pelo Ministério Público Federal, entre pedidos de prisões preventivas, buscas e
apreensões, além de quebras de sigilo bancário, fiscal ou telefônico. Morreu no
dia 19 de janeiro de 2017, quando interrompia as férias para dar continuidade
nas investigações que prometiam ser o “fim do mundo” para muitos políticos
brasileiros, em um acidente de avião ocorrido no litoral sul do Estado do Rio
de Janeiro.
Fontes:

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