Todos os
dias nos deparamos com diversas mortes e alguns dados básicos comprovam que
estamos em guerra contra bactérias, vírus, má alimentação, contra a distribuição
irregular de renda no país, contra a corrupção e, por que não dizer, contra o
próprio ser humano! Não falo apenas da guerra sexista, bairrista, clubista ou
xenofóbica. Falo também das guerras que enfrentamos todos os dias no trânsito
das nossas cidades. Falo dos feminicídios vivenciados por muitos em nosso país
e no mundo. Falo da guerra entre classes, entre brancos e negros, entre quem
vive no bombardeio de fatos e fakes espalhados diariamente nas redes sociais e
entre quem acusa e defende discussões ideológicas e/ou espirituais, com
violência e até mortes!
No Brasil,
para este ano, segundo dados do MS/INCA, a Incidência estimada, conforme
a localização primária do tumor e sexo, quando falamos especificamente de
câncer, apresenta um dado assustador: Mais de 600 mil pessoas enfrentarão a
doença!
A cada
hora, cerca de 40 pessoas morrem em decorrência de doenças do coração. As
doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil, de acordo
com o último levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As
doenças provenientes do coração chegam a atingir, por ano, mais de 300 mil
vítimas!
A Sociedade
Brasileira de Diabetes no Brasil também considera muito grave a situação dos
doentes no país. O Dr. Reginaldo Albuquerque, Professor da UnB, declara que o
perfil da mortalidade no Brasil está mudando. Diz que cada vez mais
pessoas estão morrendo de diabetes, fato que é atribuído pelo Ministério da
Saúde ao aumento de pessoas com excesso de peso. Os dados não levam em consideração
as doenças decorrentes do diabetes, nem os problemas enfrentados por aqueles
que não sabem que têm a doença (cerca de 50%). Mais de 400 mil mortos só nesta última
década!
De acordo
com o boletim do Ministério da
Saúde, no começo deste ano foram detectados quase 31 mil casos prováveis
de dengue. A região mais afetada pela doença é a Centro-Oeste, com 32,5 casos
para cada 100 mil habitantes. O estado de São Paulo concentra 30,4% das
notificações do país.
Diante de
todas essas “guerras” contra epidemias, doenças e contra nós mesmos, precisamos
ter atenção ao que significa preservar a vida. De acordo com o dicionário
online, a palavra preservar significa “Conservar, evitar a destruição de algo,
de alguém ou de si mesmo; proteger do mal; defender de algum perigo.
Portanto, vencer
ou perder, rir ou chorar, abraçar ou distanciar-se ao menos um metro de alguém,
tudo faz parte de nossa rotina diária. Vivemos num ciclo insistente de altos e
baixos, de perdas e ganhos, de mudanças de opinião e de vida, de nascimentos e
de mortes e é necessário que entendamos como funciona esse mecanismo que
precisa todos os dias equilibrar-se entre preservar e deixar partir...
É verdade
que nem tudo está sob nosso domínio e que precisamos da consolação dos mais
experientes para superarmos perdas repentinas ou anunciadas. Mas também é
verdade que algumas separações irreparáveis são ainda mais dolorosas quando
sabemos que podíamos tê-las evitado de algum modo.
O Coronavírus
está aí, mostrando baixa letalidade, mas alta disseminação. Devemos ter atenção
especial também nesta guerra e não descuidarmos dela a despeito de outras
consideradas mais graves. Se alguém disser que não devemos polemizar, ou nos
desesperarmos com um possível contágio, aceite. Mas se disser que em outras
guerras morre-se mais pessoas e que nesta, nossos problemas são menores,
portanto, podemos deixar a preocupação de lado, lembre-se que uma vida perdida,
quando próxima de nós, dói tanto quanto cem distantes.

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