sábado, 14 de março de 2020

É GUERRA!



Todos os dias nos deparamos com diversas mortes e alguns dados básicos comprovam que estamos em guerra contra bactérias, vírus, má alimentação, contra a distribuição irregular de renda no país, contra a corrupção e, por que não dizer, contra o próprio ser humano! Não falo apenas da guerra sexista, bairrista, clubista ou xenofóbica. Falo também das guerras que enfrentamos todos os dias no trânsito das nossas cidades. Falo dos feminicídios vivenciados por muitos em nosso país e no mundo. Falo da guerra entre classes, entre brancos e negros, entre quem vive no bombardeio de fatos e fakes espalhados diariamente nas redes sociais e entre quem acusa e defende discussões ideológicas e/ou espirituais, com violência e até mortes!

No Brasil, para este ano, segundo dados do MS/INCA, a Incidência estimada, conforme a localização primária do tumor e sexo, quando falamos especificamente de câncer, apresenta um dado assustador: Mais de 600 mil pessoas enfrentarão a doença!

A cada hora, cerca de 40 pessoas morrem em decorrência de doenças do coração. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil, de acordo com o último levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As doenças provenientes do coração chegam a atingir, por ano, mais de 300 mil vítimas!

A Sociedade Brasileira de Diabetes no Brasil também considera muito grave a situação dos doentes no país. O Dr. Reginaldo Albuquerque, Professor da UnB, declara que o perfil da mortalidade no Brasil está mudando. Diz que cada vez mais pessoas estão morrendo de diabetes, fato que é atribuído pelo Ministério da Saúde ao aumento de pessoas com excesso de peso. Os dados não levam em consideração as doenças decorrentes do diabetes, nem os problemas enfrentados por aqueles que não sabem que têm a doença (cerca de 50%). Mais de 400 mil mortos só nesta última década!

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, no começo deste ano foram detectados quase 31 mil casos prováveis de dengue. A região mais afetada pela doença é a Centro-Oeste, com 32,5 casos para cada 100 mil habitantes. O estado de São Paulo concentra 30,4% das notificações do país.

Diante de todas essas “guerras” contra epidemias, doenças e contra nós mesmos, precisamos ter atenção ao que significa preservar a vida. De acordo com o dicionário online, a palavra preservar significa “Conservar, evitar a destruição de algo, de alguém ou de si mesmo; proteger do mal; defender de algum perigo.

Portanto, vencer ou perder, rir ou chorar, abraçar ou distanciar-se ao menos um metro de alguém, tudo faz parte de nossa rotina diária. Vivemos num ciclo insistente de altos e baixos, de perdas e ganhos, de mudanças de opinião e de vida, de nascimentos e de mortes e é necessário que entendamos como funciona esse mecanismo que precisa todos os dias equilibrar-se entre preservar e deixar partir...

É verdade que nem tudo está sob nosso domínio e que precisamos da consolação dos mais experientes para superarmos perdas repentinas ou anunciadas. Mas também é verdade que algumas separações irreparáveis são ainda mais dolorosas quando sabemos que podíamos tê-las evitado de algum modo.

O Coronavírus está aí, mostrando baixa letalidade, mas alta disseminação. Devemos ter atenção especial também nesta guerra e não descuidarmos dela a despeito de outras consideradas mais graves. Se alguém disser que não devemos polemizar, ou nos desesperarmos com um possível contágio, aceite. Mas se disser que em outras guerras morre-se mais pessoas e que nesta, nossos problemas são menores, portanto, podemos deixar a preocupação de lado, lembre-se que uma vida perdida, quando próxima de nós, dói tanto quanto cem distantes.







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