Alzheimer é uma doença degenerativa atualmente incurável, seu sintoma primário mais comum é a perda de memória. A degeneração progressiva dificulta a independência, levando o paciente a perder a capacidade de fazer coisas simples como ler e de escrever, afetando o raciocínio e deixando muitas vezes o paciente em estado de demência.
Eis a dúvida cruel...porque ao mesmo tempo em que alguns fogem desse mal e das terríveis consequências que o acompanham, outros insistem em se afundar no esquecimento?
Fico imaginando um membro de uma igreja, que viveu muitos anos de dedicação total e exclusiva, abrindo mão de momentos preciosos com a família, que deixou de investir em sua carreira profissional e juntou todas as forças: materiais, físicas e espirituais para que a palavra de Deus fosse semeada. Que mesmo depois de brigas compradas, sonhos realizados e uma vida inteira doada, tem tudo levado ao esquecimento, pois "alguém" acredita que ainda não foi feito o bastante, ou...que ele cometeu um "pecado grave". Será a demência que confunde o raciocínio e impede que tantos atos feitos sejam esquecidos? Ainda existe algum resquício de memória ou apenas a memória recente, aquela que envolve VOCÊ, os benefícios feitos por VOCÊ, todo o trabalho que VOCÊ está tendo, todo o infortúnio que VOCÊ está passando e a enorme "santidade" que habita em VOCÊ? Será que a seguinte frase não combina com VOCÊ? RAÇA DE VÍBORAS!!!! Onde estão a justiça divina, o amor ao próximo e o não "matarás"? É isto o que acontece, a falta de memória mata aqueles que tanto fizeram, impede que as boas ideias, os bons projetos e o entusiasmo continuem dando frutos. A única forma de prevenir uma doença tão terrível como esta é lembrar de DEUS, da maneira como Ele vê cada ser humano, e ter a certeza que Ele é maior que o egoísmo, que a mágoa ou qualquer sentimento negativo que faça VOCÊ esquecer de fazer apenas o bem, e de lembrar de quem fez o bem também.
Por Iviana Lima

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