terça-feira, 3 de dezembro de 2013

NÃO, NÃO MAIS...

Não, não é preciso mais comprar comida pra ele...
Seus remédios? Ainda estão nas caixas invioladas. Não terão mais uso...
Rugas? Não deu tempo. As emoções, as lamentações, o choro, os risos, as preocupações, reflexões e idéias não escreverão mais nada em seu rosto...
A brancura dos seus cabelos nunca será vista, apenas o escuro de seus fios será lembrado...
Aquele dirigir sereno não mais percorrerá nossas ruas, não mais nos dará carona, não mais nos levará a viagens marcantes, não mais ultrapassará os amarelos sinais como se fossem verdes...
O abraço cheiroso, gostoso, matreiro, carinhoso, instigante ou excitante só reinará na lembrança...
É muito triste saber que sonhos, projetos, ações e idealizações de alguém simplesmente evaporam no ar com a chegada da morte. Não importa a idade, não importa a crença, a cor, a posição social, o sexo, as preferências, a cultura, se há ou não boas intenções nas ações, quando chega a hora, todos se encontram no mesmo lugar: a sepultura. Lá não existem mais divagações ou discussões sobre o que foi feito ou que se deixou de fazer, emoções não mais existem, apenas um profundo e silencioso ermo. Nesse momento o tempo para. Os relógios encerram seu serviço e o fôlego retorna para o doador, deixando aquele antigo ser com a última função de sua existência: Retornar ao pó... 

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