sábado, 14 de março de 2015

NO DIVÃ

Não sei mais o que fazer, doutor. Ando muito triste porque essa semana acabei um relacionamento que durava 15 anos e eu gostava muito da guria...

Não, não foi nada demais, apenas não pude atender o seu pedido de que eu me dedicasse mais a nós dois...

Eu tentei, doutor. Só eu sei o quanto eu tentei, foram 15 anos tentando! Mas estava muito difícil a minha situação...

O trabalho? Sim, o trabalho dificultava nossos encontros, com certeza, mas o problema maior era Moara...

Moara? Era minha namorada...

Sim, sim, mas a Deyse não era simplesmente uma namorada, ela era o sinal de que eu estava vivo, ela era meu fôlego de vida, minha razão de viver. Com Moara era diferente...

Ah, lógico que eu precisava da Moara, afinal de contas o sexo com ela era fabuloso! Sua inteligência e os mistérios que se escondiam por trás daquele sorriso me impulsionavam a continuar sempre querendo vê-la mais, independente de seu namorado...

É sério! Ela tinha namorado, mas éramos muito discretos...

Meu relacionamento com Moara? Acabou dois dias antes do término com a Deyse e eu nem preciso dizer o quanto estou arrasado, né? Esse rosto vermelho, nariz inchado e óculos banhado de lágrimas, além de minha voz embargada falam tudo, realmente...

Amava! Lógico que amava, mas eram amores diferentes, o senhor não acha isso possível? Eu acho. É exatamente por isso que estou aqui, nesse consultório, buscando encontrar uma saída que não seja o suicídio, afinal de contas, tenho uma esposa linda e dois garotinhos me esperando em casa  e que dependem de mim, quer ver as fotos?

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