Sou aquela última gota d'água que evapora ao sabor do vento;
Sou o pesar das pálpebras após uma longa noite sem sono;
Sou o sorriso acompanhado da melancolia e o choro acompanhado da poesia;
Sou o primeiro grito de gol quando a bola atravessa a meta do arqueiro;
Sou o derradeiro minuto na espera do encontro "casual";
Sou o começo da viagem de férias;
Sou a embriaguez do retorno de um "programa de índio";
Sou o leitor assíduo de revistas de faroeste italiano;
Sou o primeiro estalar da maçaneta de uma porta nova ao ser chutada pelo veterano aluno;
Sou o sorriso ingênuo do bebê ao se deparar com o peito materno;
Sou o chorar desconcertante do idoso que percebe-se sozinho no asilo;
Sou o barulho do trovão antes do dilúvio;
Sou o edredom quentinho que salva o pezinho do frio;
Sou a caricatura que deu certo;
Sou o rascunho que acha-se arte final;
Sou o beijo técnico de novela;
Sou a mão nervosa do adolescente em puberdade;
Sou orgasmo do sexo casual;
Sou o volante nas mãos do motorista imprudente;
Sou o nada querendo ser tudo...
Sou tudo pra quem não tem nada.

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