Eu quero uma casa no campo...
Um lugar em que possa ouvir meus pensamentos e dialogar com eles.
Quero um lar onde as paredes caiadas de branco remetam a reflexão, pureza e recomeço. Uma casa em que por uma das três janelinhas da sala eu possa avistar todo dia o nascer do sol.
Um lugar que tenha um lindo jardim em que eu possa sentir o aroma do campo em flor, sem interferência dos odores típicos da cidade grande.
Um ambiente em que eu possa fugir da mistura de diesel e turbulência, da gasolina e da correria, que perturbam não só os sentidos, mas a alma, principalmente.
Um ambiente em que eu possa fugir da mistura de diesel e turbulência, da gasolina e da correria, que perturbam não só os sentidos, mas a alma, principalmente.
Penso em colher as frutas no pé e saboreá-las no frescor do orvalho, à sombra dos galhos frondosos de uma árvore, enquanto observo o trabalho paciente e ininterrupto das formiguinhas, levando comida para sua casa...
Ouvir ao longe os gritos eufóricos das crianças pulando no açude, sem medo da felicidade, correr e jogar-me lá também, com roupa e tudo! A risada dos pequenos com minha atitude, seria música aos meus ouvidos.
No fim da tarde, na varanda, deitado em uma rede de pano humilde, ouvir uma canção suave, vinda de um radinho de pilha modesto.
Calçar minha sandálias de dedo, pegar minha lanterninha e andar pelas rodagens vizinhas, vendo as famílias ao redor das fogueiras conversando, contando piadas e se amando ao anoitecer, sem temer assaltos ou abordagens indevidas...
Tomar um xarope natural pra conter minha coriza vespertina e deitar-me em uma cama fofinha, ler um faroeste de bolso à luz de velas e terminar o romantismo de um dia pacato e leve, enrolando-me em um lençol totalmente bordado por minha vozinha querida, e, por fim, sonhar...

Nenhum comentário:
Postar um comentário