Falar do nervosismo é fácil, difícil é sentir. O suor desce sem parar, não há controle no tremor das mãos e das pernas, pior ainda é perceber que todos ao seu redor estão percebendo seu estado de descontrole emocional. Alguns “conhecedores” das emoções humanas gostam sempre de dar palpites sobre como enfrentar o nervosismo e vencê-lo. Pois bem, o desafio está lançado: Será que somos suficientemente capazes de superar as situações cujos nervos à flor da pele costumam aparecer, apenas com orientações e instruções teóricas? Quem conseguiu tal proeza?
Das duas uma, ou ainda não passamos por situações aparentemente vexatórias que nos possibilitem o medo de enfrentá-las, ou temos um grande problema quanto ao amor que sentimos por nós mesmos. Na primeira hipótese, o grande segredo de não assimilarmos o nervosismo como parte natural e integrante das relações humanas está no fato de ainda não termos nos encontrado em tal situação. Já na segunda, encontra-se a explicação para o fato de algumas pessoas não terem enfrentado tal momento causador natural de opróbrio. Isto se deve primeiro porque a tensão causada por um momento de forte impacto emocional pelo que está em jogo leva-nos a sentir insegurança, ainda que tenhamos ensaiado bastante para este momento, apenas por não sabermos ao certo o que vem pela frente. É a necessidade que todos tem de mostrar aquilo que corporalmente muitas vezes não se consegue...Somos bons naquilo que fazemos ou queremos.
Existem, claro, pessoas que exageram no nervosismo ao ponto de não conseguirem falar nada, ficar em pé ou até mesmo manterem-se lúcidas. Perdem o domínio das faculdades mentais e tem inclusive uma súbita queda de pressão. O tratamento médico nesse caso é mais indicado que leitura de blogs...
Pra quem vai enfrentar uma entrevista de emprego, uma apresentação de trabalho acadêmico, de peça teatral ou similar, um pedido de namoro, um teste de baliza no Detran, uma primeira vez, seja ela de qualquer espécie, etc. as dicas são sempre as mesmas: Respire fundo, procure observar com atenção o “problema” em si, aceite a falta de controle diante de algumas situações, faça o melhor que estiver ao seu alcance, esteja focado e baseado no real, blá, blá, blá. O importante é que você não queira se livrar do nervosismo e não tenha pressa. Tente evitar pensar que não vai dar certo, que não vai conseguir, ou coisas do tipo, apenas reconheça: Você nunca vencerá o nervosismo, porque ele é inerente ao ser humano em qualquer idade, sobre quaisquer fatores motivadores, mas isso não o impede de controlá-lo sempre que ele aparecer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário