segunda-feira, 14 de março de 2011

TSUNAMI

Como é triste ver sonhos e planos vindo ao chão com tanta velocidade, sendo arrastados pela correnteza voraz que de tempos em tempos nos perseguem. Os ideais de muitos sucumbindo ante ao ímpeto da natureza e a humanidade impotente a observar de pertinho toda a destruição, do alto dos maiores prédios, ou de longe, do conforto de suas casas via televisão ou internet.
Vidas ceifadas em fração de segundos, sem direito a defesa, sem escapatória, sem rota de fuga, sem meios modernos que possam combater o avanço aniquilador das águas.
O homem passa trinta anos para construir uma barreira de ferro e concreto que possa barrar a ação de possíveis tsunamis... Qual nada! Em trinta segundos está tudo destruído. A pequenez humana é tão grande que no momento em que a natureza pode ser controlada, ou seja, antes de sua revolta, fruto de uma reação natural a ação do homem, o mesmo se esquiva de ser sensato, pelo contrário, não pensa no futuro dos seus filhos, pensa no presente do seu bolso e esquece que ele mesmo vai sentir as consequências de tais atos.
O abalo sísmico não deveria servir apenas de alerta para os poderosos do nosso tempo quanto a decisões futuras, mas servir de amostra do alto preço que a vida de muitos precisa pagar por conta da ação de poucos e quão urgente precisa haver mudança de mentalidade.  
É bem verdade que algumas ações da natureza não podem ser consideradas culpa do ser humano, apenas acontecem, havendo ou não preparo humano. Resta-nos apenas descobrir quais delas verdadeiramente não possuem o dedinho irresponsável de todos nós.
Eu, sinceramente, desconheço...

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