Eu sou um pouco cético quanto aos céticos. Não acredito muito nessa história de que algumas pessoas ao dizerem não acreditar em determinadas coisas ou seres, tentem provar aos demais a sua descrença. Ora, tentar fazer discípulos com teses que comprovem veracidade quanto ao que se crê é muito mais plausível do que ratificar inexistências em cima de opiniões insistentes.
Por isso devemos desconfiar de quem estuda e se aprofunda em busca de argumentos que comprovem o nada que reina em suas mentes, afinal, quanto àquilo que se descrê não se pondera, mas naquilo que se crê, sim. O convencimento no existente é coletivo, digno de análise social e comunitária, passível de discussão. O convencimento no que não existe é individual e em muitos casos inalterável, portanto, indiscutível. Você não precisa convencer alguém a ser cético, ele por si só o é. Entretanto, para se crer em algo ou em alguém, faz-se necessário estudo contínuo e, às vezes, uma boa dose de fé. Quem ler, entenda, não entra em questão aqui opiniões divergentes sobre determinados pontos, mas sobre crença e descrença.
Quanto às coisas sobrenaturais, é sabido que existe o bem e o mal (são situações antagônicas diárias que ninguém pode negar). O acaso jamais deveria servir de justificativa para alguém tentar provar que o negativo e o positivo existem porque tem que existir. Apenas isso. Pobre de quem pensa dessa maneira, acho que nem ele(a) mesmo(a) pensa que isso é verdade, mas ainda assim, talvez por ser mais conveniente, tenta se convencer diariamente de suas idéias.
Afinal, por que fazer o bem é melhor que fazer o mal? É porque nossos pais nos disseram isso um dia, no passado? Porque a sociedade impõe regras de boa conduta indiscriminadamente, sem respaldo algum? Ou porque um dia alguém nos apresentou o caminho do bem, nos ofertando saúde, paz, alegria e felicidade em troca das boas atitudes aqui na terra?
Se, na sua opinião, o bem é representado pela figura de um pai eterno, poderoso, supremo, onipotente, onisciente e onipresente, o mal é representado pelo oposto do primeiro: Temporal, fraco, pobre, sem poder absoluto, sem saber de tudo o que se passa ao seu redor e sem poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas para quem não acredita... bem... apenas sofra as influências de sei lá o quê, com as conseqüências negativas ou positivas do inexplicável, e aproveite tudo de bom que o descrédito jamais conseguirá explicar.

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