segunda-feira, 7 de março de 2011

CETICISMO

Eu sou um pouco cético quanto aos céticos. Não acredito muito nessa história de que algumas pessoas ao dizerem não acreditar em determinadas coisas ou seres, tentem provar aos demais a sua descrença. Ora, tentar fazer discípulos com teses que comprovem veracidade quanto ao que se crê é muito mais plausível do que ratificar inexistências em cima de opiniões insistentes.
Por isso devemos desconfiar de quem estuda e se aprofunda em busca de argumentos que comprovem o nada que reina em suas mentes, afinal, quanto àquilo que se descrê não se pondera, mas naquilo que se crê, sim. O convencimento no existente é coletivo, digno de análise social e comunitária, passível de discussão. O convencimento no que não existe é individual e em muitos casos inalterável, portanto, indiscutível. Você não precisa convencer alguém a ser cético, ele por si só o é. Entretanto, para se crer em algo ou em alguém, faz-se necessário estudo contínuo e, às vezes, uma boa dose de fé. Quem ler, entenda, não entra em questão aqui opiniões divergentes sobre determinados pontos, mas sobre crença e descrença.
Quanto às coisas sobrenaturais, é sabido que existe o bem e o mal (são situações antagônicas diárias que ninguém pode negar). O acaso jamais deveria servir de justificativa para alguém tentar provar que o negativo e o positivo existem porque tem que existir. Apenas isso. Pobre de quem pensa dessa maneira, acho que nem ele(a) mesmo(a) pensa que isso é verdade, mas ainda assim, talvez por ser mais conveniente, tenta se convencer diariamente de suas idéias.
Afinal, por que fazer o bem é melhor que fazer o mal? É porque nossos pais nos disseram isso um dia, no passado? Porque a sociedade impõe regras de boa conduta indiscriminadamente, sem respaldo algum? Ou porque um dia alguém nos apresentou o caminho do bem, nos ofertando saúde, paz, alegria e felicidade  em troca das boas atitudes aqui na terra?
Se, na sua opinião, o bem é representado pela figura de um pai eterno, poderoso, supremo, onipotente, onisciente e onipresente, o mal é representado pelo oposto do primeiro: Temporal, fraco, pobre, sem poder absoluto, sem saber de tudo o que se passa ao seu redor e sem poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas para quem não acredita... bem... apenas sofra as influências de sei lá o quê, com as conseqüências negativas ou positivas do inexplicável, e aproveite tudo de bom que o descrédito jamais conseguirá explicar.

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